domingo, 27 de novembro de 2011

Jornal Raizonline nº 148 de 28 de Novembro de 2011 - COLUNA UM - Daniel Teixeira - A sociabilidade associal



Jornal Raizonline nº 148 de 28 de Novembro de 2011 - COLUNA UM - Daniel Teixeira - A sociabilidade associal

O velho Kant lá para o século XVIII trouxe para a sócio - filosofia esta terminologia que não será nunca de esquecer até porque mantém toda a sua verdade e universalidade: digamos que é quase «genética» esta verdade, tem passado pelos séculos sem beliscão, sem mexer um ponto visível que seja, enfim e breve, estamos mesmo condenados a ser socialmente associais.

No fundo do que se trata é de uma coisa bastante complexa: encontrar pontos de convergência e de interesse mútuo que façam pender a balança, bastaria um pouquinho só, para o lado do social. Como em todos os casos em que quem coloca de um lado tem de tirar no outro a tarefa tem sido sempre difícil e nalguns casos impossível de levar a cabo.

Mesmo entre as escalas sociais em que um bocado mais de clareza nos raciocínios se coloca quase como evidente as coisas acabam muitas vezes por não resultar senão parcelarmente. A tal defesa do «quintal» ou do «espaço psíquico vital» é uma questão mesclada das mais diversas nuances: quando se parte de coração aberto para um acordo que satisfaça as duas partes, aquilo a que se chama um «negócio em que ambas as partes ganham» o pobre (de espírito, neste caso) desconfia sempre.

Ao longo dos tempos e falando em termos de experiência pessoal tenho-me encontrado com muita gente que não conhece simplesmente, não conhece de todo, aquela gratificação que cada um de nós pode ter por ensinar uma coisa a uma pessoa «de borla».

Depois e em face da relutância quase instintiva do outro e falando agora aqui em termos que podem ser considerados cínicos não posso sequer utilizar o argumento de que se eu ensinar a uma pessoa uma dada coisa que ela não sabe, como é evidente, pelo menos «ganho» o tempo que levaria a dizer-lhe como se faz todas a vezes que essa pessoa precisasse de fazer isso que eu me proponho ensinar. Não posso dizer isso é claro...uma vez que isso seria entendido como havendo um enfado meu em dizer como se faz desde a primeira vez e a resposta seria mais ou menos: «se não queres ajudar tudo bem...etc. etc.».



 

Crónica: Há lugares virgens, tão virgens que a lei não os conhece - Crónica de Gociante Patissa



Crónica: Há lugares virgens, tão virgens que a lei não os conhece - Crónica de Gociante Patissa

Acordei tarde no domingo, digo tarde porque me teria de apresentar no serviço às 7h30 da manhã. Na aviação, no que à empresa em que trabalho diz respeito, há somente dois feriados por ano: o Natal e o Ano Novo.

Os demais são conforme a escala de serviço. No domingo não me apeteceu trabalhar, uma indisposição que não entendia, em princípio, bem porquê. Faltou-me ânimo, que muito precisa quem anda no atendimento público. Por isso mesmo, decidi faltar. Isso poderá melindrar quem anda no desemprego, mas não tenho razões para fingir.

 Há somente dois lugares onde me sinto completo, em casa da minha mãe e em estúdio de rádio. Ora, não estando no radialismo activo, não restavam dúvidas sobre o que fazer. Peguei no volante, em direcção ao Lobito, para a casa da minha mãe.

Lá posto, os semblantes eram de desolação. Tinha chegado notícia do assassinato da tia Verónica Chilombo, esposa do tio Abílio Gociante, irmão mais velho de minha mãe.

Faleceu na remota povoação de Ekovongo, na sequência do espancamento ocorrido dois dias antes na vila da Ganda, aproximadamente 200km da cidade de Benguela. As primeiras informações diziam que a tia se teria envolvido em briga de noras rivais, esposas do primo Lucas, professor e pedreiro. Uma pedrada na cabeça terá aberto o caminho para cinco pontos de sutura.



Se lhe perguntarem como é o amor, o que responderia? - Texto de Carolina Felipe



Se lhe perguntarem como é o amor, o que responderia? - Texto de Carolina Felipe 
Muitos tentariam arranjar inúmeras explicações, alguns se enrolariam, outros acreditariam estar certos de suas convicções. O que ninguém entende, é que o amor não tem explicação. Não consigo nem dar-lhes uma explicação do porque que ele não tem explicação. Pode parecer confuso, mas é a mais pura verdade.

Perdido como está este mundo, há seres humanos que não acreditam no amor. Que vivem para o poder, o físico. Estes seres dizem-se os felizes, por estarem livre de tal sofrimento que muitas vezes vem junto. Outros entram em uma busca loucamente arriscada para encontrá-lo. Baseiam-se em romances como Romeu & Julieta, e cegos pelo desejo, deixam até mesmo o verdadeiro sentimento se perder. Desistem de viver a sua história, querendo viver a de outro alguém... E é deste jeito que o amor se distancia mais...


 

Culinária e Doçaria por Karolina Felipe - Mousse super rápida de limão; Pavê de abacaxi; Rocambole de frango



Culinária e Doçaria por Karolina Felipe - Mousse super rápida de limão; Pavê de abacaxi; Rocambole de frango

 
 
 Mousse super rápida de limão

Ingredientes:
 1 lata de leite condensado
 1 lata de creme de leite
 1/2 lata de suco de limão coado

 Modo de Preparo:
 Bata tudo no liquidificador coloque em tacinhas.
 Se quiser uma mousse mais sofisticada junte depois de batido 200 g de chocolate branco derretido e 3 claras em neve.
 Leve para gelar.


 Pavê de abacaxi

 O pavê é um doce excelente e é conhecido por toda a parte, com o passar dos anos ele foi se modificando, mas sua essência continua a mesma.
 Este é um dos doces mais fáceis de fazer e fica maravilhoso, você pode servir em qualquer ocasião que ele cai muito bem. Confira abaixo uma receita deliciosa de pavê de abacaxi.

Ingredientes:

1 abacaxi cortado em cubos médios
 1 ½ xícara de chá de açúcar refinado
 1 lata de leite condensado de sua preferência
 1 xícara de chá de leite
 3 gemas de ovo
 2 colheres de sopa de margarina
 1 lata de creme de leite sem soro
 1 pacote de biscoito Champagne
 150 gramas de côco ralado

Leia este tema completo a partir de 28/11/2011

Culinária e Doçaria por Karolina Felipe - Batata suíça; Bolo gelado simples; Filé assado ao pesto de ervas



Culinária e Doçaria por Karolina Felipe - Batata suíça; Bolo gelado simples; Filé assado ao pesto de ervas

 Batata suíça

Ingredientes:
 250 g de batatas
 Manteiga para untar a frigideira
 Vasilha com água e sal para umedecer os dedos
 Sugestões de recheio:
 Queijo cremoso, mussarela, abobrinha crua fatiada em rodelas finas
 Queijo cremoso, mussarela, carne seca
 Queijo cremoso, mussarela, frango desfiado com milho verde ou frango com tomate seco e cogumelo
 Queijo cremoso, mussarela, estrogonofe grosso
 Queijo cremoso, mussarela, camarão
 Obs: Podem ser utilizados outros tipos de queijo ou somente o recheio de sua preferência.

 Modo de Preparo:

Leve as batatas para cozinhar em uma panela com água. Quando começar a ferver, marque 7 minutos e retire as batatas. Leve para geladeira e deixe de um dia para o outro. Retire da geladeira e passe no ralo grosso.
 
Unte uma frigideira de 16 cm de diâmetro com manteiga. Coloque a batata ralada, o suficiente para cobrir o fundo da frigideira, sempre umedecendo as mãos na água com sal (facilita o manuseio da batata e salga ao mesmo tempo). Ponha também uma camada do recheio desejado, quantidade para cobrir a batata, deixando as bordas livres.
 
Depois, coloque mais uma camada de batata e leve ao fogo médio por mais ou menos 3 minutos. Pegue outra frigideira também untada, vire e deixe mais 3 minutos deste lado.
 Repita o processo mais duas vezes ou até dourar a batata.


Coluna de Manuel Fragata de Morais - Momento de ilusão - Contos - CARTAS



Coluna de Manuel Fragata de Morais - Momento de ilusão - Contos - CARTAS
Minha Genoveva,
 
 Senta-te para que não caias de surpresa, já que é a primeira vez que nos falamos e poder-te-á ser, ou não, agradável o que vou contar.

Quando o meu bisavô foi para as Africas, já lá vão precisamente 98 anos, certamente ninguém pensou na sua aldeia que voltasse, mas foi o que fez, como talvez saibas. Deixou aí filhos com uma lavadeira negra, um deles o teu avô, de nome Miguel Gomes, só isso é que sei. Parece que vivia em Benguela e o teu pai ou a tua mãe, cujos nomes não conheço, se ainda forem vivos, por certo saberão confirmar o que digo. Sou, pois, tua prima afastada, sendo o nosso bisavô o mesmo, já que ele aqui tornou a fazer filhos, tendo-se casado com a minha bisavó, D. Engrácia Gomes.

Fique muito feliz quando recebi do consulado português em Luanda a indagação se por acaso um tal José Armando Gomes seria aquele que estivera em Angola de 1900 a 1930 e cujo assento de baptismo de um filho, Miguel Gomes, constava na paróquia do Carmo em Luanda. Acho que terás sido tu a inquirir, pois foi esse o endereço que me foi fornecido.
O resto, é este primeiro contacto. Manda-nos fotografias tuas e da família, explicando tudo muito bem, quem são e como estão.

O retrato que anexo, é do Augusto, meu marido, eu e o nosso filho Tobias, tirado no jardim zoológico o ano passado, quando fomos a Lisboa de férias. Por acaso tirada ao lado dos elefantes, quando ainda não sabíamos que tínhamos parentes em Africa, vê lá.

Tua prima que te adorará conhecer um dia.

Ana Rita

P.S. Que cor és?...



Mário Maldonado ao chegar a casa, encontrou a carta aberta em cima da mesa na sala de jantar. Certamente que a mulher aí a tinha deixado para que ele a lesse. Momentos depois, quando esta saiu do quarto, jocoso, perguntou, à guisa de cumprimento:

«Então foste descobrir uns pulas teus parentes na meloi?»
De facto assim fora. Genoveva descobrira uns documentos guardados em um embrulho de papel castanho meio comido pelas traças, numa mala com coisas que tinham pertencido a sua mãe, que davam a entender que talvez pudessem ser de seus familiares. Sem dizer nada ao marido consultara os registos da igreja e contactara o consulado português em Luanda, que se prontificou a averiguar.

«Que mal há, são parentes e devemos conhecer as nossas origens.»





Coluna de Manuel Fragata de Morais - MEMORIAS DA ILHA - CRONICAS - CONSELHOS E CONSELHEIROS



Coluna de Manuel Fragata de Morais - MEMORIAS DA ILHA - CRONICAS - CONSELHOS E CONSELHEIROS
A sabedoria popular é abundante tanto quanto a conselhos quanto a conselheiros, já que sem uns e nem os outros se viveria.

Pessoalmente, sou muito dado a aconselhar, talvez por ter atingido aquela idade em que um homem torna-se membro do nobre grupo de sekulus que envolve a sabedoria, aquele grupo de gente de idade que se alegra em fornecer alvitres porque já não consegue ou pode dar maus exemplos.
Em geral o conselho vem do coração, quando não da alma, a não ser o conselho que visa o mal, a malandrice, o lixanço do próximo, embora os cínicos afirmem que os melhores conselhos vêm dos piores homens.

Sobre os conselhos, há os pedidos e há os oferecidos e sobre isso, gostaria de vos contar uma pequena história, creio que das «Mil e Uma Noites» aquela peça maravilhosa e imorredoura da literatura universal que muitos de nós tiveram a felicidade de ouvir lida ou de ter lido.

Havia um camponês que era dono de um burro e de um boi, que ele muito acarinhava. Todavia o burro, que repousava muito mais da lavoura do campo, engordara, enquanto o boi, pela razão inversa, começava a ter um ar abatido, sofredor. Preocupado, como qualquer um de nós o faria, o bovino foi buscar conselho junto ao amigo:

«Diz-me lá ó irmão, o que devo fazer para me livrar um pouco deste trabalho pesado?»

Desejando ser solícito, também vaidoso pela consulta que o colocava um pouco acima, o burro não se fez rogado e aconselhou:



Ivone Boechat - Isto é Natal?



Ivone Boechat - Isto é Natal?
Muito cuidado com aquele amontoado de gente suada de tanto correr para encontrar um presente, o mais barato possível, com aparência de caríssimo, e berrar o nome do amigo oculto no meio de inimigos declarados! Muito cuidado!

Muito cuidado com essa neurose de casa enfeitada, cheia de estrelas e penduricalhos, tudo piscando, tudo com brilho, para receber pessoas pálidas e carentes, que vieram se abrigar no «refúgio» anual dos parentes para amenizar as dores da saudade, da ingratidão, do abandono, da solidão. Cuidado com o jogo de tiro ao alvo na vida alheia e a munição verbal escondida por detrás de erros nunca perdoados. Muito cuidado!

Muito cuidado com o jantar cuspido e dos pratos trazidos de cada convidado. Coma somente o necessário para fingir que jantou, porque o peso dos molhos e dos musses podem lhe fazer muito mal nessa altura do dia! Você não tem onde cair. Muito cuidado.

Muito cuidado com aqueles parentes para os quais você não pode contar as vitórias retumbantes do ano velho: reduza o brilho das suas conquistas, bote tudo no diminutivo, não conte, é resultado da sua árdua luta... do seu stress pra conseguir as coisas, «eles» acham que você está contando vantagem. Chega também nessa festa reclamando de alguma coisa, nem que seja da sua feiúra, da velhice. Vão adorar a festa!!! Muito cuidado.

Muito cuidado ao falar dos filhos também. Claro, vão perguntar por aquele que lhe dá trabalho, pelo desempregado, pelo folgado, pelo falido, ao invés de elogiar os outros que dispararam na direção do sucesso... Muito cuidado.


Fundação Logosófica – Em Prol da Superação Humana - São Paulo - Caracteres peculiares da psicologia humana - (Carlos Bernardo González Pecotche – RAUMSOL)



Fundação Logosófica – Em Prol da Superação Humana - São Paulo - Caracteres peculiares da psicologia humana - (Carlos Bernardo González Pecotche – RAUMSOL)

Uma das razões pelas quais o homem sente, cada dia com maior intensidade, a necessidade de mudar sua vida é a contínua prova a que o submete a adversidade. é para ele sinceramente incompreensível que ela o golpeie sem cessar, e que todas as coisas, mesmo aquelas em que põe seu melhor empenho, lhe saiam mal. Quer mudar de vida, de ambiente e também de fisionomia, pois às vezes lhe parece que até a expressão de seu rosto é pouco simpática aos demais.

 Esse desejo do homem, ardente em muitos, jamais se realiza, porque este pensa que tudo deve ser feito instantânea e simultaneamente. Se passasse de um mundo para outro onde ninguém o conhecesse, isso seria fácil; mas, como todos permanecem no mesmo, torna-se difícil, para quem tenta reformar-se, desaparecer como tal da vista dos demais.

 Não obstante, sempre se tentou, de diversos modos e com distintos métodos, fazer essas mudanças, alcançando como resultado, mercê de ridículas posturas, o mais completo descrédito. Ninguém se convencerá de que um caráter, uma conduta e um modo de ser mudaram fundamentalmente pelo simples fato de se dizer isso. é necessário demonstrá-lo. E aí reside a dificuldade.

 No calor do entusiasmo para cumprir tal objetivo, o ser se esforça para parecer diferente do que é e se surpreende se os demais não o notam e nem sequer reparam nele. Isso o perturba, o exaspera, e se ressente com os que não o vêem como ele gostaria.


 

O FADO - DESDE FATALIDADE A PATRIMONIO IMATERIAL DA HUMANIDADE - Por Arlete Piedade



O FADO - DESDE FATALIDADE A PATRIMONIO IMATERIAL DA HUMANIDADE - Por Arlete Piedade 

Existem muitos estudos que têm como objectivo tentar descobrir as possíveis origens do fado: - Há quem afirme que o fado terá nascido a partir das cantigas dos marinheiros e que, portanto, o fado seja uma criação verdadeiramente portuguesa, representando uma expressão da voz do povo lisboeta.

Há outros investigadores que afirmam o fado ter evoluído a partir das cantigas medievais e provençais. Outros dizem que o fado se gerou a partir dos dolentes cânticos do povo árabe, residente na península desde o século VIII.

Outras teorias apontam para a origem nascida sob a forma dos cantares de intermédio entre as danças afro-brasileiras. Mas a verdade deve ser composta de uma mescla de todas as teorias e o fado continua a evoluir como género musical e forma de expressão do sentir de um povo: - O nosso, o português!

Talvez seja esta fatalidade herdada do sentimento do fado que nos está entranhada na alma e nos faz aceitar resignados o nosso destino! - Até quando? é que tal como o fado evoluiu e se integra na «aldeia global», aceitando novas influências, também o nosso sentimento como povo, se vai alterando conforme a História contemporânea acontece sob os nossos olhares.

A Primavera árabe, a crise económica internacional, a derrocada do euro e o que vier a seguir...não somos só fatalistas! Eu acredito! Temos que, cada vez mais aprender a ser senhores do nosso destino!

Em Agosto de 2010, escrevi um extenso artigo para o Jornal Raizonline, sobre as origens e evolução do fado, apresentando a carreira de algumas fadistas como representativas da sua evolução enquanto canção nacional fatalista, até á sua internacionalização e globalização, que agora está a ser republicada, (Ver abaixo os redireccionamentos)  porque desde aí, foi apresentada a candidatura do fado a Património Imaterial da Humanidade, e acaba de ser conhecida a decisão final:

O Fado é desde agora Património Imaterial da Humanidade!


Leia este tema completo a partir de 28/11/2011


Página de Michael Ginobili - Em colaboração com : Michael Ginobili e Autocinetrip



Página de Michael Ginobili - Em colaboração com : Michael Ginobili  e Autocinetrip

Charlie Sheen deve protagonizar «Todo Mundo em Pânico 5»; Rodrigo Santoro pode se juntar a Schwarzenegger em «The Last Stand»; Stephen King anuncia seqüência para «O Iluminado»; Sequência de «Red - Aposentados e Perigosos» será filmada em 2012; Wagner Moura deve protagonizar «O Peregrino»

Charlie Sheen deve protagonizar «Todo Mundo em Pânico 5»

Conforme divulgamos em março, Charlie Sheen deve retornar para o quinto filme da franquia «Todo Mundo em Pânico».
Sheen já recebeu uma proposta e deve assinar o contrato nas próximas semanas. Ele participou do terceiro e quarto filme.

O ator virou a ovelha negra em Hollywood após envolvimento com drogas pesadas, escândalos, declarações polêmicas. No fim, acabou sendo demitido da série de sucesso «Two and a Half Man».
O estúdio já enviou uma proposta para os atores Anthony Anderson, Regina Hall e Kevin Hart, presentes nos últimos filmes da franquia.
 A protagonista Anna Faris deve retornar. Dan Aykroyd e o lutador Hulk Hogan estão cotados para o elenco.

 A Dimension Films contratou os - pouco conhecidos - roteiristas Stephen Leff, John Aboud e Michael Colton para trabalharem na história.
 As filmagens terão início no fim do ano, e a estréia foi marcada para 20 de Abril de 2012.
 David Zucker, que dirigiu o terceiro e quarto filme da série, já confirmou seu retorno em «Todo Mundo em Pânico 5».
 

Rodrigo Santoro pode se juntar a Schwarzenegger em «The Last Stand»
Segundo o Latino Review, o brasileiro Rodrigo Santoro está em negociações para se juntar a Arnold Schwarzenegger no elenco de «The Last Stand».

Ele deve interpretar Frank Martinez, um policial que adora uma boa festa.
«The Last Stand», cujas filmagens começam ainda em 2011, será lançado em 18 de janeiro de 2013.

 O diretor sul-coreano Kim Ji-Woon dirige, em seu primeiro trabalho hollywoodiano.
 A história acompanha um xerife (Schwarzenegger) solitário, que tem a missão de impedir um traficante de drogas de escapar dos EUA pela fronteira do México.

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Página de Michael Ginobili - Em colaboração com : Michael Ginobili e Autocinetrip - «A Sétima Alma» é o título do novo filme de Wes Craven; Homens em Fúria; Troca de diretor em «Alvin e os Esquilos 3»; Warner quer seqüência de «A Origem»



Página de Michael Ginobili - Em colaboração com : Michael Ginobili  e Autocinetrip - «A Sétima Alma» é o título do novo filme de Wes Craven; Homens em Fúria; Troca de diretor em «Alvin e os Esquilos 3»; Warner quer seqüência de «A Origem»

«A Sétima Alma» é o título do novo filme de Wes Craven
 
 O novo filme do mestre do horror Wes Craven ganhou título nacional oficial.
Craven volta a direção após cinco anos com «A Sétima Alma».
A produção foi convertida para o formato 3D e chegará aos cinemas brasileiros no dia 14 de janeiro de 2011.

Em «A Sétima Alma», um acontecimento assombra a cidade de Riveton, na mesma noite que o Estripador desapareceu e foi dado como morto, sete crianças nasceram no hospital da cidade. Agora, 16 anos depois, moradores estão desaparecendo misteriosamente.
Craven ainda lança, no próximo ano, «Pânico 4».
 
Homens em Fúria
 
 A primeira impressão que se tem sobre o filme é que ele trata da crise de meia idade do personagem principal, muito bem interpretado por Robert De Niro. Mas o roteiro não fica preso a isso, temos um jornada relacionada à fé. As mudanças pela qual os personagens passam durante o longa são profundas, mas sutis, dando a possibilidade de identificação com os personagens. Não digo que o roteiro é perfeito, mas é sim muito bem feito.

O som e a trilha musical são pontos importantes para a película, com quase nenhuma musica. Os efeitos sonoros são trabalhados com barulhos e sons ambientes, que casam perfeitamente com a edição. Isso tudo se mescla muito bem com a narrativa do filme, tornando-o bem compreensível e reflexivo.



sábado, 26 de novembro de 2011

Poesia de Maria da Fonseca - Na Fazenda da Pedra; Folhas de Outono; Verão de S. Martinho



Poesia de Maria da Fonseca - Na Fazenda da Pedra; Folhas de Outono; Verão de S. Martinho

 Na Fazenda da Pedra

 Nessa Fazenda encantada
 Lindos pomares eu vi,
 Laranja lima dourada
 Pelo Sol que brilha aí.
 A mangueira carregada
De frutos grandes e belos
 De cor rosa arroxeada
 E por dentro amarelos.
 As palmeiras, os coqueiros
 A atraírem meu olhar,
 E os cocos, dos primeiros
 A agradar ao paladar.

Folhas de Outono

 'Stá o outono agreste
 Neste sábado sem Sol,
 Mais um beijo até me deste
 Pois não canta o rouxinol.
 Agora não chove, amor,
 Mas libertas pelo vento
 Andam as folhas no ar,
 Balançando a contento.
 'Inda têm folha as árvores
 Apesar da já caída,
 E nem toda ela é verde
 Mas de cor indefinida.

Verão de S. Martinho
 
 é o verão de S. Martinho
 De clima tão temperado!
 Como o dia esteve lindo
 Neste país adorado!
 Do límpido céu azul,
Caía a tarde dourada.
 O Sol queria deitar-se
Em posição ajustada.
 Nos quintais das moradias,
 Os frutos alaranjados,
 As árvores enfeitavam,

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Poética de Ilona Bastos - NEVOEIRO; O POEMA QUE SE SEGUE; Como Soa o Poema



Poética de Ilona Bastos - NEVOEIRO; O POEMA QUE SE SEGUE; Como Soa o Poema

 NEVOEIRO

 Lembrando uma paisagem escandinava
 Desenham-se, além dos vidros da janela,
 Os traços suaves dos ramos de pinheiro,
 Esbatidas manchas de quadro em aguarela,
 Por entre o esbranquiçado frio do nevoeiro.
 Também, mais próxima, desmaiada, a relva
 Se distancia, neutra, na densa neblina,
 E o fundo baço, que esconde o arvoredo,
Envolve o céu e a vida, em leve musselina.

O POEMA QUE SE SEGUE
 
 Não há que temer a Poesia,
 Nem estas ideias bizarras
 Que em certas horas me assaltam.
 Vivo e raciocino por tentativas,
 Aproximações e intuições.
 Pensamentos fugazes,
 Velozes, acutilantes,
 Perpassam-me a mente,
 De rompante, e logo
Seguem seus caminhos.

Como Soa o Poema
 
 Não soa o poema ao criador.
 Irrompe do fundo de nenhures,
 Pensamento luminoso, súbito
 Na brancura do papel a derramar.
 Não soa em alta voz a poesia.
 Pois é ideia ágil, forte e clara,
 É passo vivo ou mesmo galopante,
 Que o braço move e leva pelo ar.
 Não soa como som, já que é mais luz,
 Corrente descendente até à mão,
 Vaivém audaz do lápis no papel
 Furor intenso e débil a criar.


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Poesia de Adelina Velho da Palma - Aqui e agora; O poeta; A vida gráfica



Poesia de Adelina Velho da Palma - Aqui e agora; O poeta; A vida gráfica

 Aqui e agora
 
 A vida acontece aqui e agora
 o passado é simples recordação
 o futuro é mera especulação
 e nunca o presente se vai embora...
 A realidade é feita hora a hora
 e só a ela se deve atenção
 só com ela se tem a percepção
 da suprema lei que em tudo vigora!...

O poeta

 O poeta mantém certa distância
 mas está por dentro e por fora de tudo
 estar ao largo é o que permite o estudo
 e no meio amplifica a importância...
 Quando vive com forte acutilância
 emoção ou sentido mais agudo
 consegue esquadrinhar-lhe o conteúdo
 incrementando a própria relevância...

A vida gráfica
 
 A vida é uma função real
 num gráfico plano representada
 a obra feita é a ordenada
 e o tempo a variável principal...
 Um máximo é um ponto de alto astral
 um mínimo é desgosto ou derrocada
 a vontade vê-se na derivada
 e a continuidade é bom sinal...

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Poesia de José Carlos Moutinho - Anseios e desatinos; Encantadas utopias; Divagações



Poesia de José Carlos Moutinho - Anseios e desatinos; Encantadas utopias; Divagações
 
 Anseios e desatinos
 
 Levo-me por caminhos de ausências sentidas,
 Quero soltar a minha alma ao vento,
 Gritar ao sol que me ilumine,
 Respirar o ar que me acalenta a solidão,
 Abraçar os dias que me curam as mágoas!
 Penetro nas florestas dos meus anseios,
 Busco as respostas da minha insegurança
 E encontro silêncios, despertados
 Pelo chilrear das aves,

Encantadas utopias
 
 Vêm com o vento, murmúrios
 Sussurrados pelas folhas que esvoaçam,
 Numa coreografia de fascinante equilíbrio,
 Mostrando que o cosmos que nos rodeia,
 Nos transcende na compreensão,
 Das coisas simples;
 E os sons tornam-se melodias,
 Envolvem-nos numa aura,
 Que nos aquieta a alma;
 A brisa agita-nos suavemente o sentir,
 Amornado pelo sol,

Divagações
 
 Lembranças de alegrias passadas,
 Esvoaçadas nos perfumes que flutuam no ar,
 Abraços não concretizados,
 Em momentos de inconsequência;
 Paixões que surgem na memória
 Das nuvens que nos envolvem;
 Beijos dados sem emoções,
 Outros, sugados no calor dos sentimentos;
 Horas perdidas em desatinos,
 Porque a razão as ofusca;
 Sois que brilharam e acalentaram amores
 Intercalados, por cinzentos dias de nevoeiro,
 Atormentando o sentir;

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Poesia - Por Leo Marques - Amália é fado é Portugal



Poesia - Por Leo Marques - Amália é fado é Portugal

 Amália é fado é Portugal

 O fado é nosso património
 Desde há muito tempo cantado;
 Canção dita da boémia lisboeta
 Desde Alfama ao Bairro Alto.
Por Amália Rodrigues divulgado
Por todo o país e no estrangeiro
 Ele foi bem aceite e até cantado.

 Amália foi sua embaixatriz
De Lisboa para o mundo inteiro
 Com sua bela voz de fadista
 Seu jeito humilde encantador
 Se entregou de alma e coração
 O fado sempre foi seu grande amor.

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Recordar o Raizonline - Trabalhos de Números de Arquivo - Poesia de Pequenina - No zunir do vento...; Caminhante Errante; Já não sou mais eu



Recordar o Raizonline - Trabalhos de Números de Arquivo - Poesia de Pequenina - No zunir do vento...; Caminhante Errante; Já não sou mais eu
 
 No zunir do vento...
 
 Ouço-te; no zunir do vento
 Movendo a areia, rompendo as vidraças
 Esvoaçando as cortinas
 Quebrando o silêncio do meu quarto
Me atiras para o alto…
Nada dizes, nada falas…
Mas mesmo que calado, eu ouço-te
 No tremular das minhas mãos
 No descompasso do meu coração
 Na minha imaginação.

Caminhante Errante
 
 Mãos rudes, embrutecidas
 Pés descalços, nas calçadas da vida
 Pernas rígidas e endurecidas…
Trôpegas, mal resolvidas
 Passadas curtas…
Inflexíveis, constrangidas
 Cansado e humilhado, vai
 Um vulto que declina, mas não cai…
Caminhante errante…
Vindo de um remoto passado
 Já bem distante
 Nasceu, sofreu e morreu…

Já não sou mais eu
 
 Já não sei onde ando
 Se bem na terra ou no céu
 No espaço, vivo ao léu
 Contando as horas do tempo
 Acampada por sobre as nuvens
 Perdida no infinito
 Não sou nada, sou o grito.
 Trago a alma cravada
 Carente e desamparada
 Que aos poucos se declina
 Sufocada pela neblina
 Foi-se de mim, à menina

Leia este tema completo a partir de 28/11/2011

Poesia de Maria Custódia Pereira - Morta...viva; Amigo; Vamos Viver Felizes



Poesia de Maria Custódia Pereira - Morta...viva; Amigo; Vamos Viver Felizes

 Morta...viva
 
 Depois de um grave acidente
 Escutem bem, oh minha gente
 Eu à morgue fui parar,
 Meteram-me numa gaveta
 Pregaram-me uma etiqueta
 E deixa-te agora aí estar.

A seguir veio o cangalheiro
 Que me mediu primeiro
 Para trazer o caixão,
 Eu sem poder falar
 Sentia-me toda a gelar
 No meio daquela confusão.

Amigo
 
 Eu tenho aqui um amigo que me ama
 Mesmo sem nunca sequer me ter visto,
 Disse-me adeus, abalou, foi prá cama
Pensando que sou pra ele o Jesus Cristo.

Achou que eu era linda e muito doce
 Na maneira de escrever e me expressar,
 Decerto não viu bem, ou talvez fosse
 Linda a forma de me estar a elogiar.

Vamos Viver Felizes
 
 Deixa a vida correr livremente
 Na ânsia de encontrar a liberdade,
 Deixa a lua ficar em quarto crescente
 Para que o amor cresça com facilidade.

Anda para a rua olhar o céu...
 Correr pelos campos verdejantes,
 Tira da cabeça o teu chapéu
 Para que o sol te aloure como d'antes.

Leia este tema completo a partir de 28/11/2011

«SOBRE A GEOGRAFIA MODERNA» - De Joseph António da Silva Rego - Publicada em M. DCC. LXXX.- Publicado por Carlos A.N. Rodrigues em 25 / 11 / 2011 em Talentos à Solta (Facebook)



«SOBRE A GEOGRAFIA MODERNA» - De Joseph António da Silva Rego - Publicada em M. DCC. LXXX.-  Publicado por Carlos A.N. Rodrigues em 25 / 11 / 2011 em Talentos à Solta (Facebook)

Era inevitável. Quando a nebulosa me começa a embrumar a massa cinzenta, tenho de mergulhar no mais profundo de nós, limpar o pó das estantes e entre folhas Outonais procurar na Arqueologia dos pensamentos esquecidos a lagoa serena das Tautologias, com respostas implícitas nas perguntas.

Qualquer coisa simples, clara, tão fácil de desmistificar, como uma frase onde o Predicado diga o mesmo que o Sujeito.

Estou farto de pensar, tenho de me deixar disso, a História que pense por mim, quero tudo bem explicadinho, na palma da mão, como reguadas à antiga ou orelhas de burro, para eu perceber melhor que, pelo menos isso já não deve acontecer, como aconteceu.

Por isso esta manhã, ainda sobre a pressão dos acontecimentos do dia anterior e falho de inspiração poética, mergulhei num livro de bolso com capa de camuflado castanho e flores douradas , relíquia familiar de um saber antigo, delicioso e terrível, donde anoto e sorvo do sangue a inocência do tempo.

Foi a primeira Geografia publicada no nosso País, cinco anos após o terramoto de 1755 e é cientificamente o meu Livro Sagrado, no que respeita ao poder de recuperação do Luso e o seu comportamento perante a adversidade. Cinco anos após a tragédia, já recomeçara a cultivar Artes sobre os caboucos e construía ruas paralelas na Baixa Pombalina, como novas formas de vida.

Deste livrinho quase de bolso, donde, a esmo, destacarei uns quantos parágrafos com a Ortografia do tempo, lamentando que o computador não me consiga reproduzir os « ésses» que parecem «éfes» dos primitivos linótipos com que foi impressa, na Offic. Patriarc. De Francisco Luiz Ameno, Com licença da Real Meza Censoria , incluindo: « Um Tratado da Esfera, e Globo Terrestre: ornada de várias passagens da História Natural, Política e Commerciante. «assim como» Taboadas das Longitudes, e Latitudes, das principais Cidades, Villas, Portos, Cabos e Ilhas do Mundo: e no fim de toda a Obra, outra Alfabética dos nomes dos Lugares compreendidos nesta Geografia».


 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

COLUNA do Prof. Menegatti - Qual a diferença do homem e da mulher comprando? (Partes I e II)



COLUNA do Prof. Menegatti - Qual a diferença do homem e da mulher comprando?  (Partes I e II)

I Parte -  Os homens:

São geneticamente programados para serem caçadores. Sucesso para eles é sair pela floresta, caçarem alguma coisa com rapidez e depois arrastarem de volta para casa.

Você verá um homem impacientemente apanhar algo e, quase abruptamente, estar pronto para pagar sem ter tido nenhum prazer aparente no processo de busca.
 é quase como se o simples fato de ele estar ali, na loja, fosse uma ameaça a sua masculinidade.

Mas, quando um homem está fazendo compras, você praticamente tem de sair do caminho dele para não ser atropelado. Quando um homem leva uma peça de roupa para dentro de um provador, só não a comprará se não lhe couber.

Parte II

 As mulheres:

São coletoras que extraem um imenso prazer do ato de olhar. Portanto, duas mulheres podem passar o dia inteiro em um Shopping sem comprar coisa alguma e, ainda assim, se divertirem muito.

As mulheres continuam gostando de fazer compras com amigas, estimulando-se mutuamente e alertando umas às outras para compras pouco recomendadas.
 Estudos mostram que, quando duas mulheres fazem compras juntas, costumam gastar mais tempo e dinheiro.

 Duas mulheres em uma loja podem ser uma máquina de compra se os varejistas inteligentes não medirem esforços para encorajar esse comportamento com promoções do gênero «traga uma amiga e ganhe desconto».




Coluna de Marizete Furbino - Pré-julgamento: um pecado mortal! - Por Adm. Marizete Furbino



Coluna de Marizete Furbino - Pré-julgamento: um pecado mortal! - Por Adm. Marizete Furbino

O pré-julgamento é uma das atitudes mais perniciosas que o ser humano eventualmente possa ter, pois antecipar-se a um fato fazendo um pré-julgamento pode ser danoso, e muita das vezes traz conseqüências e «seqüelas» irreversíveis.

Neste mesmo sentido, pré-julgar muitas vezes pode ser fatal, pois ao tomar conhecimento desse fato, o envolvido poderá romper definitivamente os laços de afeto, tanto no que tange à sua vida pessoal quanto profissional, acarretando danos muitas vezes irreparáveis.

O tema, entretanto, traz à tona a importância de se lembrar que todo e qualquer pré-julgamento, como o próprio nome diz, é prévio, ou seja, realizado anterior à constatação da apuração da verdade dos fatos. Desta forma, trata-se de pura especulação, não passando de meras deduções apressadas, o que poderá conter inúmeras falhas, devido ao não conhecimento real do fato vivenciado, distanciando bastante da verdade.

Vale a pena ressaltar que em muitas vezes os obstáculos, bem como todas as confusões existenciais quanto ao pré-julgamento, existem somente na cabeça do pré-julgador, não passando de «tempestades em copos de água», o que permite ao pré-julgador somente sofrer de forma antecipada e tomar decisões «erradas».

Desta feita, é incontestável que a pessoa que está sendo pré-julgada, quando ciente do pré-julgamento, deve ter sabedoria e muito equilíbrio emocional para fazer uma reflexão sobre o acontecimento e pessoas envolvidas. Deve verificar com calma tal fato, tendo controle emocional sobre o que pensa e o que verbaliza, evitando assim de fazer novos pré-julgamentos. Igualmente, deve pontuar qual o valor que o pré-julgador tem para você, assim como para a sua empresa, tendo a sabedoria e a grandeza de relevar tal fato, tendo em vista os benefícios advindos deste colaborador em determinado tempo anterior a tal fato.




COLUNA DE ABILIO LIMA - Noticias da Semana e Agenda da Semana



COLUNA DE ABILIO LIMA - Noticias da Semana e Agenda da Semana

Agenda Europeia

28 de Novembro: Cerimónia de entrega do Prémio da União Europeia para a Literatura (Hotel Le Plaza em Bruxelas; presença de Vassiliou)
 28 de Novembro: Programa Erasmus para Todos - sessão de informação com a presença de João Delgado e José Pessanha
 28 e 29 de Novembro: Reunião dos Chefes de Representação (Copenhaga)
 29 de Novembro: Comissão adopta pacote de propostas legislativas para garantir soluções extrajudiciais para os consumidores da UE (conferência de imprensa Dalli)
 30 de Novembro: Regresso à Escola (Back to School)
 30 de Novembro: HORIZON 2020 - Comissão adopta novas propostas para o período de 2014-2020 relativas ao financiamento de programas de investigação e inovação para estimular o crescimento e o emprego; competitividade das empresas e PME e agenda estratégica de inovação (AEI) do EIT (comunicado de imprensa)
 30 de Novembro: Novo instrumento financeiro para os Assuntos Marítimos e as Pescas (comunicado de imprensa)
 30 de Novembro: Os Presidentes da Comissão, do Parlamento e do Conselho reúnem-se com representantes das organizações filosóficas e não confessionais para debater as liberdades e direitos democráticos (reunião + conferência de imprensa)
 30 de Novembro (data a confirmar): Reforma do mercado da auditoria (conferência de imprensa Barnier)
 1 de Dezembro: Comissão amplia as regras em matéria de auxílios estatais para bancos durante a crise (conferência de imprensa Almunia + comunicado de imprensa)
 1 de Dezembro: Comissão propõe medidas para enfrentar desafios dos aeroportos da UE (conferência de imprensa Kallas + comunicado de imprensa)
 2 de Dezembro: Comissão apela à solidariedade em matéria de asilo entre os Estados-Membros (declaração Malmström + comunicado de imprensa)"

Noticias da Semana




Crónicas e ficções soltas - Alcoutim - Recordações XVIII - Por Daniel Teixeira - O galope do tempo



Crónicas e ficções soltas - Alcoutim - Recordações XVIII - Por Daniel Teixeira - O galope do tempo 
Para começar esta crónica é preciso dizer que é necessário ter vivido com burros para ter memórias sobre burros, como é lógico. Eu tenho-as e muitas e dado aquilo que hoje sei e que outros que conheço não sabem lamento que nem toda a gente tenha passado, pelo menos uma parte da sua vida, com burros, mesmo que de facto tenham passado tempo a viver com «outros» burros.

E é neste aspecto que a coisa se torna paradoxal. Existe alguma vergonha em confessar que se viveu com burros, por pouco tempo que tenha sido, porque existe uma descriminação ridícula, porque é apenas verbal e de uso, contra o nome desses pobres mas sempre aparentemente felizes animais. De um lado são considerados pouco espertos, o que não é verdade; deve existir de facto dentro da sua mente (se é que pudemos falar assim) uma tranquilidade neuronal muito semelhante à paz que todo o ser humano desejaria ter e uma aceitação da inevitabilidade do seu destino que pode parecer depressiva mas que vive dentro deles de uma forma harmoniosa. Realismo, puro e simples, é o que eu acho que é : nada de ambições para desfiladas incomportáveis nem para liberdades excessivas e uma fidelidade aos parceiros a toda a prova.

Uma vez eu e a minha mulher pedimos um burro emprestado ao meu primo que os tinha a pastar num restolho: o que ficou teve de ser segurado na estaca e mesmo assim coitado acabou por cair dado que estava peado: o outro levou-nos onde queríamos, às Eiras Velhas, a nossa hortinha perto do ribeirão, mas mal nos distraímos saiu em desfilada. Ainda corri um bom bocado sobretudo para ver se ele se encaminhava directo para o ponto de partida e lá ia ele, galopando de regresso certeiro.



Poesia de Conceição Tomé - O Mistério da Vida; Dia Outonal; Paz Para o Mundo



Poesia de Conceição Tomé - O Mistério da Vida; Dia Outonal; Paz Para o Mundo  

 O Mistério da Vida
 
 Ninguém conhece se há vida
 Para além daquela que conhecemos
 Porque a vida é um mistério
 Que ainda não desvendamos.
Apenas sabemos,
Que nascemos e morremos.

Dia Outonal
 
 A manhã soturna e fria
 Deixou-me no coração
 Uma forte nostalgia
 E uma certa crispação.
 Um céu plúmbeo
 Descarregou a sua mágoa
 Que escorreu pelas vidraças
 Em forma de gotas de água.
 E vi as árvores da rua
 Trémulas de medo e de frio
 Uma a uma ficar nua.

Paz Para o Mundo
 
 Cessem os gritos
de fome e de terror
 das crianças abandonadas,
desnutridas!
 Sequem os rios
 do pranto e da dor
 e aflorem as puras fontes
de vergonha escondidas!
 Clamem bem alto
as palavras de todos os poetas
 Pela Paz do Mundo e pelo Amor,
 como um bom presságio de profetas!


Leia este tema completo a partir de 28/11/2011

domingo, 20 de novembro de 2011

Poemas de Ivone Boechat - Mãe; Meu canto; Meu grito



Poemas de Ivone Boechat - Mãe; Meu canto; Meu grito     

 Mãe
 
 Na concepção,
a ternura de deixar existir,
 no seio, a bondade de nutrir,
 nos primeiros passos,
 amparo para não cair,
ao caminhar,
direção para viver
 bem longe dos fracassos.
 Mãe
 Nas decisões da vida,

Meu canto
 
 Eu faço versos
para espantar meus sustos,
 dores, angústias e tristezas vãs,
 vou caminhando
pra esquecer o tempo.
 e, nesse alento,
 vou buscando mágoas
 pra apagar as chagas
 e recomeçar.
 Sou como lírios
 que iluminam vales,

Meu grito

 Eu posso, sei que posso,
 por isso eu vou,
 amordaçada, sacrificada,
 até calada, sem medo.
 Vou sem segredo,
 na certeza de ser melhor,
 não reclamo,
 não tenho nada pra desculpar,
 corro na certa, de peito aberto,
 retorno sempre que precisar.
 Sou como as nuvens,
 formo imagens
 que se apagam nas ilusões,
 grito socorro,
 dou mãos ao mundo,

Leia este tema completo a partir de 21/11/2011

CORONEL FABRICIANO - Os Grandes (III) - BENEDITO FRANCO



CORONEL FABRICIANO - Os Grandes (III) - BENEDITO FRANCO
Em frente à minha loja passam intermitentemente enormes caminhões e carretas. Os caminhões Mercedes perturbam demais, pois seu silencioso – se é que podemos chamá-lo assim – obedece à mesma técnica de quando a Mercedes foi fundada – pelo barulho, deve ter sido lá pelo ano 2000 mil antes de Cristo!... Terrível! Será que a Mercedes é tão incompetente assim ou não se importa em perturbar seus caminhoneiros? E povo que se dane...
Os Grandes (III)

Em Lafaiete, MG, estava em minha casa, na Praça Nossa Senhora do Carmo, quando o Lula, segunda vez candidato à Presidência da República, passou em frente. Eu na sacada e ele, como todo político em campanha, deu uma saudação com um aceno de mãos.

* Tempos atrás, minha loja muito movimentada, saí com os empregados para entrega de mercadoria, deixando apenas duas moças.

O prefeito de Lafaiete, Sr Vicente Faria, apareceu querendo algumas telhas de amianto, 2,44 x 0,50 m. Chegando, o Exmo Senhor Prefeito acabara de colocar no carro umas dez telhas. Quis pagar-lhe o serviço. Não aceitou (rs).

* Três sobrinhos meus são oficiais do Exército - Coronéis.

Nas Agulhas Negras, Escola Superior do Exército em Resende, RJ, na cerimônia de formatura de dois deles, o Vicente e o Elcinho, o Presidente Sarney presente. Levei a Tatiana, e vendo o Presidente bem perto, fiz questão de tirar uma foto dela aparecendo ele no fundo. Percebeu, dando um sorriso, abanou a cabeça.

* Morava no Sion, em Belo Horizonte, quando da visita do Papa, João Paulo II.


 

Poesia de Albertino Galvão - Vagueiam palavras - (in palavras aladas)



Poesia de Albertino Galvão - Vagueiam palavras - (in palavras aladas)
 
 Vagueiam palavras

Vagueiam palavras que o vento transporta
 Famintas de ouvidos que as queiram escutar;
 Palavras de quem nesta vida suporta
 Agruras que o tempo não quis abortar

Mas dançam monstrengos nas ruas escuras
 Guinchando e babando palavras que ferem…
Nos olhos maldosos desejos impuros
 Barrigas inchadas dos males que ingerem

Disputam na noite os restos que ficam
 Das almas perdidas que os próprios geraram…
Nas cruzes do medo a fé crucificam
 E deixam morrendo os corpos que usaram

Leia este tema completo a partir de 21/11/2011

Jornal Raizonline nº 147 de 21 de Novembro de 2011 - COLUNA UM - Daniel Teixeira - Estamos (somos) nós indignados ou não?



Jornal Raizonline nº 147 de 21 de Novembro de 2011 - COLUNA UM - Daniel Teixeira - Estamos (somos) nós indignados ou não?

Participei / assisti neste último sábado a uma conferência / debate realizada pela Civis (Faro - facebook) onde o tema a desenvolver era «Os novos Movimentos sociais»: o texto da ordem de trabalhos é este que se segue:

«Na sequência da crise económica e financeira, do agravamento das condições sociais e da desconfiança face à classe política, os cidadãos saíram à rua para contestar, para mostrar a sua indignação, para protestar, para reivindicar!

Fruto da sociedade de informação e da facilidade de acesso às redes sociais, os novos movimentos sociais ganham expressão e adeptos.

 Será esta uma nova forma de democracia participativa? Onde falhou a democracia representativa? Onde falharam o Estado, os partidos políticos, os governos? Falta massa crítica ou liderança? Que influência e instrumentos têm estes movimentos para a mudança de paradigma? Para onde caminham estes movimentos e com que objectivos? Encontrarão estes movimentos as soluções para os problemas e desafios que enfrentamos?

Estas e outras questões serão o objecto de reflexão e debate que contará com a análise multidisciplinar do Professor António Covas, da Faculdade de Economia da Universidade do Algarve, da Professora de Ciência Política da Universidade Católica Elisabete Azevedo, do Sociólogo Nelson Dias, do Advogado João Vidal e dos protagonistas de alguns destes movimentos.»

Sem querer ir para além da minha função como cronista neste jornal devo ser (indignado ou não) aquilo que se define normalmente como caixa de ressonância do evento: ou seja, devo trazer para aqui, sem floreados nem observações críticas um resumo daquilo que foi dito e ouvido. Mas não me vou ficar por aí porque não me parece que tratando-se neste evento de questões cívicas eu deva ficar isento ou impossibilitado de agir (escrever) civicamente.

E, antes de mais, devo dizer que na sua grande parte, o tema dos «indignados» foi aflorado em pelo menos duas perspectivas importantes para mim e que merecem realce: de um lado confessou-se que «ainda era cedo» para saber quais os contornos dos movimentos sociais, o que é verdade na minha opinião, e por outro lado procurou-se defender a presença ou ausência de organização nestes movimentos.

Quando se fala em organização fala-se em estrutura, hierarquia, em metodologia, em ordem, em enquadramento de uma forma geral. Na minha opinião temos ainda alguma dificuldade em aceitar que possa haver organização dentro da aparente desorganização quando no fundo tudo começa assim: antes de se ser não se pode ser.


 

POESIA DE JOEL LIRA - Imagens…; Não mata mas mói.; Hoje, a Lua fugiu de mim!



POESIA DE JOEL LIRA - Imagens…; Não mata mas mói.; Hoje, a Lua fugiu de mim!
 
 Imagens…

São as imagens da fome
 que me fazem consumir a alma!
 São imagens de guerra
 que me fazem perder a calma!
 Quando vejo um abutre,
 de olhar fixo,
 pregado no chão,
à espreita
 do alimento
 da criança moribunda

Não mata mas mói.
 
 Apanha-se mais depressa um mentiroso
 que um coxo a andar no seu normal andar!
 E quando o mentiroso é um certo vaidoso
 quase que nos passa despercebido no falar...
 Fanfarrices, risadas, momentos fúteis..
 Pequenos sorrisos matreiros intencionais.
 Afinal que nos servem estes amigos inúteis
 que se dizem nossos amigos, bestiais?!
 Não dão a cara. Inventam fugas certeiras,
 maribam-se para quem não usa caneleiras.
 Pela mentira eles dizem que gostam de nós…

Hoje, a Lua fugiu de mim!
 
 Olhei o céu e reparei que a Lua não estava!
 Pelo menos no mesmo lugar da semana passada.
 Até parece que o lugar mudou de lugar?!
 Quem sabe se ela fugiu mesmo de mim?
 Mudou-se, será?
 Ou fui eu que me mudei do lugar de onde a via
 todas as noites,
 mesmo naquelas noites sem estrelas?!
 Talvez tudo seja mudado
 e eu não tivesse reparado
 no sorriso perdido pelo espaço da vida?!

Leia este tema completo a partir de 21/11/2011

POESIA DE RACHEL OMENA - Bilingue - Português e Castelhano - éter de amor; meu mundo és tu



POESIA DE RACHEL OMENA - Bilingue - Português e Castelhano - éter de amor; meu mundo és tu

éter de amor

Ah, amor meu!
Teus olhos me abraçaram
e do céu a luz das estrelas
acariciou meu ventre
e teus beijos me beijaram
levando-me a loucura
desfalecendo meu corpo
Teus dedos tateavam minhas curvas
e encontravam atalhos para beber do meu mel
numa louca sequência onde
te entreguei a lua no meio deste ato
e o éter do amor embriagou nosso espaço
e arrebatou a minha alma

meu mundo és tu
Em cada poro de minha pele
brota amor por ti
em cada pingo de chuva
que cai em meu corpo
sinto você em mim
és a unidade de tudo
és o desejo concentrado de
toda minha paixão
Estar em ti
é como ver o mundo
em um grão de areia
o céu na flor mais bela e
perfumada essência

Leia este tema completo a partir de 21/11/2011

A minha avó - Crónica de Virgínia Teixeira



A minha avó - Crónica de Virgínia Teixeira 

Lembro-me da minha avó, uma mulher forte que admirei toda a vida e que hoje se senta num cadeirão velho perto da janela partida a ouvir um pequeno radiozinho porque até a televisão deixou de lhe interessar.

O meu avô morreu e ela morreu um pouco com ele. E o triste é que nem posso relatar uma bela história de amor que justifique esta minha avó gasta de repente. Não se amavam da forma que os livros pedem, habituaram-se à presença e caprichos um do outro e a minha avó perdeu-se sem ele.

E eu, que nunca imaginei poder sentir menos admiração por ela, pela mulher lutadora, que trabalhava incansavelmente, vejo-me a sentir pena e medo. Um medo incrível de a ver partir sem vislumbrar a mulher de antes, e terror de um dia me ver espelhada nela. Ela foi forte, brava, e a luz apagou-se.

Adormece com o rádio ao colo muitas vezes, deita-se quase ao anoitecer porque não tem nada que fazer, vangloria-se dos vinte pares de peúgas dos netos que dobrou…

Ela acordava de madrugada, abria o pequeno comércio, trabalhava, fazia o almoço sempre variado, descansava um pouco, e trabalhava até à noite. Voltava e fazia o jantar.

Criou três filhos, cada qual com a sua particularidade, e nem do esquizofrénico algum dia a ouvi falar mal. Criou os netos quanto pôde e é justa o suficiente para ver o mal e o bem neles, por mais que se queixe de todos.



Poesia de Rose Arouck - às cegas...; Descaso; Mortiça



Poesia de Rose Arouck - às cegas...; Descaso; Mortiça
 
 às cegas...
 
 Endereçando-te meu olhar
 é que eu consigo me encontrar
 nas linhas turvas do teu verso.
 Eu ando, ando e soluçando e em ti tropeço;
 valendo-me do encontro eu arremesso
 frases canoras para o teu dia clarear.
 Pois minha hora se inicia
 na esquina da tua madrugada vazia
 carregando a sombra inóspita do talvez.

Descaso
 
 Leu
 e não percebeu
 como seu silêncio
 me doeu....
 Tivestes nos braços
 desse meu amor
 tão desgovernado.
 Amor com cheiro
 de passado...
 inexoravelmente
 presente
 dentro de mim.

Mortiça
 
 Morta
 Viva
 Morta
 Que no áuge se transporta
 para o tribunal da escuridão
 apertada e cruciada
 no fundo desse vagão...
 Caminha sem pés
 se mostra em viés...
 Curva-se de cara com o precipício.

Leia este tema completo a partir de 21/11/2011

Texto poético de Virgínia Teixeira - Um oceano



Texto poético de Virgínia Teixeira - Um oceano
 
 A nossa história foi diferente, talvez mais banal do que queremos imaginar, mas ainda assim, existiu e, por algum tempo, os nossos mundos tocaram-se, fundiram-se e foram diferentes.

Por algum tempo pensámos um no outro ao acordar, e ao adormecer.

Brincámos de faz de conta e fingimos um futuro que nunca acreditamos realmente poder ter. Um futuro que, acho, nunca sequer quisemos de verdade. Falámos o bem e calámos o mal. Amámo-nos de verdade, porque só conhecíamos porções de nós, fechámos os olhos ao resto. E, ainda assim, valeu a pena.

E, ainda assim, daqui a dez anos, vamos lembrar, por um motivo qualquer, uma música, uma palavra, o que vivemos, e vamos sorrir.

Não temos como não sorrir, se nos salvámos um ao outro, se nos entregámos quanto pudemos a este encontro.

Nunca te vi, não sei como é o teu rosto, a que sabe o teu beijo, mas sei que te amei. Sei que, se tivesse te tocado, se te tivesse sentido em mim, não ia conseguir esquecer o teu cheiro.


 

POESIA BILINGUE DE ARLETE PIEDADE - Encontro espiritual (Português); Encuentro espiritual (Espanhol - Traducción al español del poeta chileno Angel Pablo Pinazo Astudillo)



POESIA BILINGUE DE ARLETE PIEDADE - Encontro espiritual (Português); Encuentro espiritual  (Espanhol - Traducción al español del poeta chileno Angel Pablo Pinazo Astudillo)

Encontro espiritual

Numa noite escura, sonho que o meu espírito vagueia...
 Errático pelo espaço sideral, em busca não sei de quê...
 Vejo planetas, estrelas, cometas e sou um grão de areia
 Tudo rodopia á minha beira, e sem eu entender porquê...

O meu espírito continua e vejo ao fundo lá no mar...
 O brilho longínquo da água em seu irisado eterno ondear
 Os meus olhos incorpóreos se dirigem para o horizonte
 E vêm ao fundo um furacão tormentoso a se aproximar

Encuentro espiritual

En una noche oscura, sueño que mi espíritu flota...
 errático por el espacio sideral, en busca no sé de qué...
 Veo planetas, estrellas, cometas y soy un grano de arena
 todo da vueltas a mi lado, y sin yo entender por qué.

Mi espíritu continua y veo allá el fondo del mar
 El brillo lejano del agua en su erizado eterno ondear
 Mis ojos incorpóreos se dirigen al horizonte
 y ven a lo lejos una furiosa tormenta aproximar.

Su ojo maligno da vueltas tenebroso y sin parar,
 su rugido ya se oye a lo lejos y me atemoriza
 Más los espíritus no necesitan tener miedo de pasar
 Para ellos los huracanes son apenas una simple brisa

Leia este tema completo a partir de 21/11/2011

Poesia de Arlete Piedade - Bilingue - Era uma vez...(Português) ; Era hace una vez...(Espanhol)



Poesia de Arlete Piedade - Bilingue - Era uma vez...(Português) ; Era hace una vez...(Espanhol)

Era uma vez...
 
 Era uma vez, um pobre, triste e solitário menino
 Vivendo fechado em antiquado e lúgubre casarão...
 Sem conhecer da vida as razões daquele destino
 Separado de sua mãe, família e de seu irmão...

Sem afagos, não havia sorrisos em seu rosto,
Severos deveres a cumprir em duro quotidiano
 Maus tratos na alma e sofrimentos no seu corpo
 Fome imutável, doença, frio, abandono e engano...

Versão em espanhol

 Era hace una vez...

Era hace una vez, un pobre, triste y solitario niño
 Viviendo encerrado en una casona vieja y lúgubre...
 Sin conocer de la vida las razones de aquel destino
 Separado de su madre, familia y de su hermano...

Sin abrazos, no había sonrisas en su rostro,
 Severas tareas a cumplir en su duro día a día
 Malos tratos en el alma y sufrimientos en su cuerpo
 Hambre inmutable, enfermedad, frío, abandono y engaño...

Dolorosamente aprendió el arte de la supervivencia
 Sus armas en la lucha diaria, el desespero y el dolor
 Ve a sus compañeros de vivencia por la Navidad
 Recibieron los afectos, los regalos y el amor

Leia este tema completo a partir de 21/11/2011

José Varzeano - Santa Justa, um monte maior do que algumas aldeias



José Varzeano - Santa Justa, um monte maior do que algumas aldeias 

Hoje escolhemos para escrever o monte de Santa Justa desde sempre um dos mais importantes do concelho e que se situa na freguesia de Martim Longo.

Se estivermos na sede de freguesia e se o pretendermos alcançar, tomando a direcção de Vaqueiros e logo à saída da aldeia, cortarmos à esquerda seguindo a orientação viária tomando a estrada municipal nº 1040, asfaltada e na altura com bom piso, cerca de 6 km andados, encontrar-nos-emos neste monte.

 Quem vier de Alcoutim a caminho de Martim Longo pela estrada 124, encontrará um cruzamento à esquerda que igualmente levará a esta povoação.

O topónimo tem origem num nome de santo, sendo por isso designado por um hagiotopónimo (a toponímia hagionímica é um dos mais profundos processos de formação)

Tudo indica que a devoção a Santa Justa deu origem ao topónimo, devoção que originou à erecção de um templo ainda hoje existente.

Santa Justa e a sua irmã Rufina, vendiam na feira as louças que o pai fabricava. Festejam-se a 19 de Julho e são igualmente padroeiras de Burgos e de Sevilha. (1)

Estará isto relacionado com a arte de olaria que existia na sede da freguesia? Pensamos que sim mas faltam as provas. A olaria teria tido origem neste monte e depois passado para Martim Longo? Não sabemos, estamos só formulando conjecturas.

Sabe-se contudo que no sítio dos Telheiros, numa pequena elevação, próximo do caminho para Santa Justa, existiram fornos de olaria, de que restam ruínas onde a Professora Doutora Helena Catarino recolheu fragmentos de cerâmica de época tardo -medieval e moderna. (2)

Um dos filões a explorar, seria a consulta de assentos de baptismo, óbito ou casamento que nos poderiam indicar essa profissão.

sábado, 19 de novembro de 2011

A Viola Cabocla - Crónica / divulgação de António Carlos Affonso dos Santos - Acas



A Viola Cabocla - Crónica / divulgação de António Carlos Affonso dos Santos - Acas

Este trabalho, de autoria do Professor Alceu Maynard de Araújo, foi publicado em artigos, na Revista Sertaneja de números 4, 5, 6, 7, 8, 9, 13 e 14, de julho de 1958 a maio de de 1959. Por sua importância para a divulgação deste instrumento tão valioso para a cultura sertaneja, este artigo está sendo transcrito na íntegra, inclusive as fotos. Estas estão com baixa qualidade devido a deterioração do papel, devido a idade do mesmo (45 anos). Ao final do trabalho, veja uma pequena biografia do Prof. Alceu.

Origem da Viola

A viola é por excelência um instrumento musical do meio rural, sendo muito disseminada em nosso país, e encontrada nos mais longínqüos rincões do sertão brasileiro.
Sua origem é remota. No baixo latim encontramos: vidula, vitula, viella ou fiola, mas nenhum destes vocábulos serviu para designar a nossa viola. Tratava-se de um violino pequeno, um tetracórdio. Era a viola de arco, uma espécie de rabeca. Mas a nossa viola é também bastante idosa, veio de Portugal e ao aclimatar-se em terras brasileiras sofreu algumas modificações, não só em sua anatomia como também no número de cordas. é a lei da evolução. Evoluiu tanto que nós conhecemos no Brasil cinco tipos distintos de violas de cordas de aço: a paulista, a goiana, a cuiabana, a angrense e a nordestina.

Dos tipos mencionados, estudaremos apenas a paulista e a angrense pelo fato de serem as mais conhecidas e encontradas com maior freqüência em nosso Estado.
A viola é o instrumento fundamental do «modinheiro», é cordofônio, pois suas cordas comunicam sua vibração ao ar. Serve para acompanhamento de canto e dança. Pode ser tocada só, executando solos, em dupla, o que é muito comum ou para acompanhamento.




sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Poesia de Denise Severgnini - BORBOLETA; Mudanças nas feições de um amor; Súbito prazer



Poesia de Denise Severgnini - BORBOLETA; Mudanças nas feições de um amor; Súbito prazer
 
 
 BORBOLETA
 
 Ninfa dorme enclausurada
 Seu tempo passa devagar
 à espera do sonho de borboletar
 Crisálida acorda encantada
 Com cores e flores da natureza
 Nas hialinas asas da borboleta
 Urge a pressa de vivenciar
 Lépida existência da beleza

Mudanças nas feições de um amor
 
 Títere em movimento gere a história
 Sombras sem luz, vontade desconexa
 Levas em direção bem mais complexa
 Manuseando o amor em luz inglória
 Alegoria torpe, merencória
 O jugo se traduz e tudo indexa
 Comando dentro dela não se anexa
 A mulher ressurgindo peremptória

Súbito prazer
 
 Há desejo disfarçado de ternura,
 Um querer contido à espera da explosão
 Súbito arroubo, ainda que mesclado em candura,
 Prazer latente, próximo à ebulição...
 Nos dizeres de teu olhar, eu leio,
 Olhos sequiosos por nosso deleite
 Que no encontro de corpos, sem receio,
«Se unirão» como presente e enfeite...
 Encontram formas de trocar carinhos
 e sensações, as mais profundas...

Leia este tema completo a partir de 21/11/2011

POESIA DE PATRICIA NEME - Vida; Desencontro; Porque eu vivi!



POESIA DE PATRICIA NEME - Vida; Desencontro; Porque eu vivi!
 
 
 Vida
 
 Ah!, se eu pudesse unir os meus bocados,
 aos teus pedaços, tantos... De ternura...
 Ah, se eu pudesse ter-te em meus pecados,
 com toda a insanidade da loucura...
 .
 Teus versos... Sempre tão apaixonados...
 Nos meus, sempre saudades e amargura...
 Mas ambos temos sonhos embalados,

Desencontro
 
 Foi tanto o tempo que jogamos fora,
 submersos em detalhes sem sentido.
 E o amor partiu, sem rumo, mundo afora...
 Tristonho, aniquilado, dolorido.
 Perdemos a ternura que houve outrora,
 feriu-nos o ciúme desmedido;
 restou-nos o relógio, que hora a hora,

Porque eu vivi!
 
 Quando foi tanto amor, tanta querência,
 perdi-me nos caminhos de quem sou,
 pois só me deste o chão da tua ausência...
 Num sonho que partiu... E não voltou....
 Quando foi tanto amor, sem reticência...
 Quando minh’alma, em ti, se derramou...
 E tu brincaste, sem dó ou clemência,

Leia este tema completo a partir de 21/11/2011