sábado, 18 de fevereiro de 2012

Haicais e Tankas de Se-Gyn



Haicais e Tankas de Se-Gyn
 
 HAICAIS

nenhum e-mail --
o gato medita um pouco
 e salta no muro
 
 o que ainda procuro
 na velha canção que ouço
 nesta fria manhã?
 
 o cão que fugiu
 arranhando o portão --
chuva matinal
 
 as coisas do bairro:
 outra loja que fecharam
 e o templo que abriram

Tankas

 Enfim - Tanka

 sensação do pleno
 aquosa impressão que vem --
do que não se tem

por agora ou enfim
 o vício livre de mim

-------------------------------
 
 quanta maldade --
o fraudulento ENEM
 senhor Haddad

seu nome está na bica
 Sampa elegeu Tiririca

Leia este tema completo a partir de 20/2/2012

CORPO E MENTE SAUDAVEL - Recolha de Helena Emília Bortoloti - A BANANA



CORPO E MENTE SAUDAVEL - Recolha de Helena Emília Bortoloti - A BANANA

A banana contém três açúcares naturais - sacarose, frutose e glicose, combinados com fibra. A banana dá uma instantânea e substancial elevação da energia.

Pesquisas provam que apenas duas bananas fornecem energia suficiente para um treino de 90 minutos extenuantes. Não é à toa que a banana é a fruta número um dos maiores atletas do mundo.

Mas energia não é a única forma de uma banana poder nos ajudar a manter a forma. Pode também nos ajudar a curar ou prevenir um grande número de doenças. Tornando-se uma obrigação adicionar a banana à nossa dieta diária.

Depressão: De acordo com recente pesquisa realizada pela MIND, entre pessoas que sofrem de depressão, as pessoas se sentiam melhores após ter comido uma banana. Isto porque a banana contém triptofano, um tipo de proteína que o corpo converte em seratonina, reconhecida por relaxar, melhorar o seu humor e, geralmente, fazem você se sentir mais feliz.

TPM Esqueça as pílulas - coma uma banana. A vitamina B6 regula os níveis de glicose no sangue, que podem afetar seu humor.
Anemia: contendo muito ferro, bananas estimulam a produção de hemoglobina no sangue e ajudam nos casos de anemia.

Pressão Arterial: Este fruto tropical é muito rico em potássio, mas reduzido em sódio, tornando-a perfeita para combater a pressão alta. Tanto é assim, que a Food and Drug Administration nos Estados Unidos, permitiu que a indústria da banana oficialmente informasse ao publico, que ao comer essa fruta, ela poderá reduzir o risco de pressão alta e infarto.


Poesia de Ana Barbara Santo António - Lótus de Dor; Minhas mãos de Mar; Dias resignados



Poesia de Ana Barbara Santo António - Lótus de Dor; Minhas mãos de Mar; Dias resignados


 Lótus de Dor
 
 Reerguida dos pântanos da dor
 Soltei asas com o peso de lamas
 Abri olhos de lágrimas em flor
 A pele prateada como escamas
 Brilhei a luz do esplendor
 Ave reerguida
 Possuída
 Amor em cada pena humedecida

Minhas mãos de Mar
 
 Olho minhas mãos marcadas
 E sobre a água salgada cinzenta
 Espuma branca de vagas
 E a minha pele macilenta
 Olho as minhas mãos pedras
 Húmidas esverdeadas
 Berço das ondas amotinadas
 Vindo morrer à beira-mar
 Mãos que se aninham na tua mão
 A coberto do mar de nevoeiro
 Unem cinzas ondas na solidão
 Aperto firme zeloso companheiro
Dias resignados
 
 Há dias
Em que a carne suspira sossego
 A alma embrenha-se no medo
 Dias em que a dor por cumprir
 Se eleva em redenção
 Quase dor por sentir
 Em suspiração
 Há dias em que o corpo macilento
 Rendido aos químicos e à morfina
 Tropeça no cansaço quezilento
 Da dor que o moí e assassina
 E assim fica abandonado
Esse corpo perdido cansado

Leia este tema completo a partir de 20/2/2012

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

GRANDES POETAS - Por João Manuel Brito Sousa - CONVERSA COM O POETA MANUEL RODRIGUES MADEIRA.



GRANDES POETAS - Por João Manuel Brito Sousa - CONVERSA COM O POETA MANUEL RODRIGUES MADEIRA.

1 - Introdução

 1.1 – O HOMEM E O ESCRITOR

 O homem escritor e poeta MRM, é natural de S Bartolomeu de Messines, terra de tradições socialistas onde casou o Remexido e vem da linha dos Cabritas, famílias por essas bandas muito populares, sendo filho de Diogo Cabrita e de Mariana Nunes Cabrita, ficando órfão de pai aos quatro anos.

Foi viver para Faro e depois para Olhão, onde frequentou a escola primária. Em traços gerais, a sua vida foi de trabalho, nunca abdicando da sua formação cultural.

Foi um grande devorador de livros, estudou sozinho e em 1942, foi admitido na Tesouraria da Fazenda Pública de Olhão, na categoria de auxiliar de Tesoureiro. Foi um opositor ao regime Salazarista e esteve presente na reunião de formação do MUD Juvenil no Algarve, deslocando-se várias vezes a Lisboa, para reuniões do Comité Central do movimento.

Preso político em 1947, em Olhão, quando foi interrogado, teve coragem para esclarecer que pretendia, «apenas, mais liberdade de acção na maneira de poder exprimir livremente as opiniões públicas, quer faladas quer escritas».

Foi preso várias vezes, pelo menos quatro e fez um percurso semelhante ao do poeta António Simões Júnior, de quem foi contemporâneo e amigo..O escritor e poeta Manuel Madeira, tem uma verdadeira vocação poética, é notório isso na sua obra.

Mas não é um poeta de rima fácil porque é um homem de combate e homem íntegro. Aliás, na sua poesia, a rima não é condição necessária; o fundamental é a mensagem que o poeta quer deixar. Tem uma obra notável em poesia, infelizmente pouco conhecida junto do meio poético do País.

Mantém íntima relação com os velhos amigos do MUDJ, com quem partilha as memórias dos tempos em que, como diz Joaquim Silvestre, queriam endireitar o mundo, ainda que entortassem as suas vidas.

2 – A POESIA

A poesia é a materialização das emoções, sentimentos, ideias e pensamentos expressos através das palavras. O trabalho do poeta é reunir num modelo harmonioso essas ditas palavras e cantá-las. A poesia deve ser cantada. Só o poeta entende o poeta. é claro que, para se elaborar um poema, recorremos a técnicas e recursos, colocando as palavras no lugar que julgamos mais adequados.



José Varzeano - Banda de Alcoutim (1873)



José Varzeano - Banda de Alcoutim (1873)

A Câmara Escura de hoje apresenta a fotografia mais antiga até agora publicada e isso é possível, mais uma vez, por deferência do alcoutenejo José Madeira Serafim. Foi tirada há 138 anos!
 Ao contrário do que na maior parte das vezes acontece, esta está datada e identificada e pena é que faltem os nomes dos músicos.

 Segundo o que se pode ler no verso, a fotografia foi tirada em Alcoutim no dia____de Novembro de 1873 e é assinada por J.C. Torres, certamente, por ser o seu proprietário.
 Qual a razão para estar datada relativamente ao mês de Novembro, ainda que não indique dia? Se fosse Dezembro, isso sim, levar-nos-ia a pensar no dia 1 (Restauração da Independência) ou 8 (Nª Sª da Conceição), dias de muita nomeada, por razões plausíveis nesta pequena vila.

Em Novembro, só o dia de Todos os Santos ou de Finados consideramos viáveis e isto se o conjunto estivesse habilitado à execução de peças compatíveis com essas datas. O dia de S. Martinho, 11 de Novembro, não o encontro como significativo no concelho.
 Convirá referir que J. C. Torres significa João Cesário Torres, que foi irmão mais velho de Manuel António Torres que já referimos em várias ocasiões e que «herdou» do pai as funções políticas de Recebedor de Fazenda e que mais tarde deram origem a uma carreira profissional designada por Tesoureiros da Fazenda Pública.

Juntamente com o P. António José Madeira de Feitas veio a fazer parte de uma comissão escolar no sentido de tomar decisões sobre esta área. Não o «encontrámos» desempenhando funções de Presidente da Câmara ou mesmo vereador, tal como Administrador do Concelho lugares que foram desempenhados por vários membros da sua família.
 
Deu o seu contributo à Santa Casa da Misericórdia mas nunca como Provedor.
 Veio a casar muito tarde tal como o irmão.

Atendendo a que adquiriu a fotografia, admitimos que nela esteja enquadrado, mas isto é só no campo das suposições.



Fonseca Domingos - O Poeta



Fonseca Domingos - O Poeta 
José Maria da Fonseca Domingos, (1936-2002), natural de São João da Venda, Almancil, concelho de Loulé, emigrou aos 18 anos para a Venezuela onde conheceu a obra de Ruben Dario e Alfonsina Storni. Para além disso, era admirador de Pablo Neruda e Bocage.

Regressado a Portugal, ingressou no Ministério da Segurança Social, trabalhando na área administrativa, mas nunca deixando de escrever.
Em 1987 começou a concorrer regularmente a certames literários, tendo sido distinguido em Portugal e no Brasil, contando mais de duas centenas de prémios.
Tem trabalhos seus em diversas colectâneas, nomeadamente nas áreas da poesia e do conto. Publicou seis livros de sonetos e outros poemas, incluindo humorísticos.
Tem dois livros inéditos, um deles de contos e vários poemas na Internet.
Foi membro da AJEA, ASORGAL e da AIRA (associações de jornalistas e escritores).
 
Frequentava assiduamente a Tertúlia da Hélice, em Faro. Esta Tertúlia foi fundada em Maio de 1997 por três poetas ligados pela amizade, aos quais se juntaram outros amantes da escrita.
A Tertúlia da Hélice é o mais dinâmico grupo da AJEA (Associação de Jornalistas e Escritores do Algarve) e conta com dezenas de espectáculos poético - musicais, onde deu a conhecer a poesia que se faz em terras algarvias. Reúne ás segundas e quartas-feiras na Pastelaria A Hélice, em Faro.
Fonseca Domingos faleceu em 09 de Dezembro de 2002, vítima de doença incurável.

Obras Publicadas

Um violino na ramada - 1992

Arranhadelas - 1994

Asas do Vento - 1995

Veredas - 1996

Sem Sol - 1996

Para Além do Bojador - 1999





quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O PROJECTO IN TENTO



O PROJECTO IN TENTO

IN TENTO é um projecto de originais algarvio sediado em Faro/Vila Real de Santo António.
O conceito foi desenvolvido pelo pianista e compositor Fernando Pessanha, e já contou com a colaboração e participação de vários músicos naturais e residentes no Algarve.
Desde 2009 que este projecto tem vindo a apresentar-se ao vivo, frequentemente em formato trio, com o baixista Pedro Reis e o baterista João Melro.

De entre as várias concertos que têm realizado pelo sul do país destacam-se a participação no III Ciclo de Jazz dos Artistas, as participações nas feiras do Livro de Faro, aniversário da FCHS, na Universidade do Algarve ou no Festival MED, em Loulé.
A sonoridade musical de IN TENTO é caracterizada por um ambiente sensual, nostálgico e algo enigmático, pautado, ocasionalmente, por momentos impressionistas.

A estratégia do projecto passa por suaves composições para piano onde se poderá encontrar, no diálogo com os demais instrumentos, uma fusão de elementos que vão desde o jazz/rock contemporâneo à música clássica/minimalista do séc. XX.
A sonoridade de IN TENTO é ainda caracterizada por uma forte tendência cinematográfica, o que os levou a serem convidados para a abertura da 1ª Mostra de Curtas Metragens Algarvias, em Altura, ou para acompanhar a poesia de autores como Carlos de Oliveira, em Cacela Velha.



A Música Portuguesa a Gostar dela Própria



A Música Portuguesa a Gostar dela Própria

é um projecto do realizador português Tiago Pereira e que visa inventariar a produção da realidade artística - musical da actualidade portuguesa e também é um Canal/Arquivo.

Equipa

Tiago Pereira
Coordenador/Mentor/Realizador

O realizador Tiago Pereira, vencedor do prémio Megafone, desenvolveu desde cedo uma linguagem própria. Os seus filmes são de origem transdisciplinar e remetem para manifestações de cultura imaterial.
 Procura sempre novos usos a partir da tecnologia assim como novas abordagens à cultura popular e ao tradicional.

Ana Cláudia Silva
Coordenadora

Nasceu no Barreiro e licenciou-se em Estudos Artísticos, na variante de Artes do Espectáculo. Depois de ter efectuado um estágio curricular no Fórum Dança, participou em vários projectos desenvolvidos pelo Observatório das Actividades Culturais. Desde 2011 que colabora regularmente com o projecto Rua de Baixo (RDB) e Palco Principal, elaborando entrevistas e reportagens na área musical.

Em Dezembro 2011 foi convidada por Tiago Pereira para coordenar A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria. Desta forma concilia os ensinamentos adquiridos ao longo do seu trajecto profissional com a sua paixão pela música.


 

O Varzim Sport Club está a apostar na formação de jogadores oriundos da China



O Varzim Sport Club está a apostar na formação de jogadores oriundos da China
Treinadores de Macau pedem o mesmo

O VARZIM Sport Club, actualmente a competir na 2ª Divisão portuguesa, está a apostar na formação de jogadores oriundos da China, tendo recebido, na semana passada, quatro futebolistas do país asiático.
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«Zhou Dadi, com 16 anos, Xiao Yufeng e He Jie, ambos com 17 anos e, ainda, Chu Jinzhao, com 19 anos, já estão a trabalhar com as formações de juvenis e juniores, sendo que apenas este último pode ser inscrito oficialmente, porque é o único maior de idade», escrevia, na sexta-feira (27 de Janeiro), o jornal Record.
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«Estes atletas estão em Portugal ao abrigo de um protocolo celebrado entre o Varzim e a empresa promotora do Programa de Desenvolvimento do Futebol Chinês», contando com o apoio da Federação Portuguesa de Futebol e da Associação Chinesa de Futebol «para tentar obter as autorizações necessárias da FIFA, para que os atletas chineses, menores de idade, possam também ser inscritos».
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O emblema «alvinegro» recebeu também o técnico Qu Wenbo, que está a «investir na sua carreira como treinador» e terá «um papel fundamental na integração destes jovens no clube», acrescentava aquele diário desportivo, reproduzindo citações da agência LUSA.
 .
O CLARIM ouviu a opinião de três treinadores de equipas de Macau, Rui Cardoso, Daniel Pinto e Josecler, sobre as relações privilegiadas existentes entre a RAEM e Portugal, e quais as suas implicações a nível desportivo. Em uníssono, afirmam que há falta de visão estratégica da Associação de Futebol de Macau e das entidades competentes, entre as quais, do Instituto do Desporto (ID).




domingo, 12 de fevereiro de 2012

Jornal Raizonline nº 158 de 13 de Fevereiro de 2012 - COLUNA UM - Daniel Teixeira - O indivíduo e o grupo



Jornal Raizonline nº 158 de 13 de Fevereiro de 2012 - COLUNA UM - Daniel Teixeira - O indivíduo e o grupo

Durante anos tenho criticado a falta de preparação e o espírito tacanho do nosso empresariado de uma forma geral, tenho criticado aquilo que eu considero ser a sua incapacidade para gerir situações de maior ou menor crise ou até mesmo sem crise tenho feito reparar (pelos meus poucos meios sempre) alguma relutância quase epidérmica mas bem forte para a associação e para a conjugação de esforços com vista a potenciar os valores que cada um detém.

Chama-se vulgarmente a isso o «espírito de quintal» e a defesa não propriamente das suas galinhas mas do seu galinheiro: na verdade, e seguindo esta ideia avícola, dificilmente se consegue desalojar um galo do seu poleiro mestre e do comando macho do seu galinheiro. Mas...estamos a falar de animais que em princípio não são dotados de inteligência embora por vezes nos surpreendam pelas suas inteligentes atitudes.

Ora, nestes últimos tempos e conforme tenho vindo a referir tenho feito algumas saídas fora da casca netística do nosso «empreendimento» e tenho visitado sobretudo grupos culturais ou entidades onde é suposto haver um pouco mais de abertura do que aquela que seria de esperar, dado o ancestral costume, da parte das empresas. Na verdade estas têm valores financeiros em jogo, técnicas e habituações específicas das quais têm dificuldade em libertar-se sobretudo devido a alguns segredos de gestão ou de fabrico que tradicionalmente fizeram a sua escola mental ainda que neste momento tais particularidades estejam anuladas.

Uma empresa que mete um produto no mercado tem de explicar tão detalhadamente quanto necessário os subprodutos que o compõem e o segredo da avozinha desapareceu, ou pelo menos está em via acelerada de extinção, em termos reais, ainda que continue por vezes a ser referido em termos de marketing.


Poesia de José Carlos Moutinho - Tempo perdido; Esperança...de nada; A paz do poeta



Poesia de José Carlos Moutinho - Tempo perdido; Esperança...de nada; A paz do poeta
 
 Tempo perdido
 
 Sinto falta dos teus sorrisos apagados,
 Dos teus abraços reprimidos,
 Das tuas palavras surdas!

Será que consegues hoje,
Compensar-me...
 Com o que não me deste antes?

Poderás fazer com que na tua boca,
Se acenda o sorriso apagado;
 Poderás soltar os abraços antes contidos
 E dizeres o que ficou sufocado
 Na tua garganta!

Esperança...de nada
 
 E tantos eram, que desequilibrados,
 Caminhavam descalços, por estradas esburacadas,
 Frias de morte, que lhes trespassava a alma,
 Na dor despida de agasalho!
 Porém, nos seus corações,
Jamais esmorecia a esperança,
 Palavra de alma sentida,
 Tão raramente conseguida!
 Nos rios que transbordavam
 E alagavam os seus campos ressequidos,
 Pelas intempéries da miséria,
 Na esperança da fertilização,

A paz do poeta
 
 As palavras soltam-se,
Deslizando na ponta da pena,
Definindo emoções e sentimentos,
 Podem tornar-se acutilantes ou doces!
 As palavras transcrevem a alma do poeta
 Que deixa espelhar os seus momentos;
 As palavras podem ser agrestes e terríveis
 Na inquietude do poeta;
 Adquirem toda a beleza do ânimo
 Se este está feliz!
 É nesta conjugação de estados de alma,
 Que amor e paixão assumem lugar de destaque!

Leia este tema completo a partir de 13/2/2012

Ciranda Desafio-te Tristeza (Iniciada por Sá de Freitas) - ES UM POBRE E TRISTE POETA (António Zumaia); FALO SO DE ALEGRIA (Efigênia Coutinho)



Ciranda Desafio-te Tristeza (Iniciada por Sá de Freitas) - ES UM POBRE E TRISTE POETA (António Zumaia); FALO SO DE ALEGRIA (Efigênia Coutinho)
 
 ES UM POBRE E TRISTE POETA
 António Zumaia
 
 São tão pobres meus poemas,
 de versejar… coitadinho.
 é nestes simples dilemas,
 que se vê ser pobrezinho.
 Poetas que são eleitos,
 da tristeza fazem luz…
Nestes sonetos perfeitos,
 a tristeza até seduz.

FALO SO DE ALEGRIA
 Efigênia Coutinho
 
 Falo somente de alegria
 ela se estende á minha
 volta, acima, á direita,
 á esquerda, á minha frente
 e trás de mim, dentro e
 por fora de minha alma.
 Falo somente de alegria
 com os olhos bem abertos

Leia este tema completo a partir de 13/2/2012

POESIAS DE VALDO SANTOS - carrego em toda a minha alma; Sentado no trono da minha alma; esgueirando-se da minha alma



POESIAS DE VALDO SANTOS - carrego em toda a minha alma; Sentado no trono da minha alma; esgueirando-se da minha alma 

 carrego em toda a minha alma
a minha eterna companhia
 a solidão me acompanha
 lá, onde a noite se faz dia..
 levo no meu coração
 uma fatia de paixão
 uma migalha de recordação
 de um pão amassado pela ilusão

Sentado no trono da minha alma
no meio do deserto da minha ilusão
 envelheço a cada momento que passa
 esperando o regresso do teu coração..
 aqui ,no meio do nada
 aonde o vento sopra a saudade
 onde a areia cega a realidade
 permaneço perdido na minha ansiedade..

esgueirando-se da minha alma
sentimentos se libertam ao vento
 tornando-se em místicas poesias
 derramadas pelo tempo..
 haver em sí ,prosas em dueto
 versos em sua pura harmonia
 um renascer de uma aurora
 num espírito repleto de magia

Leia este tema completo a partir de 13/2/2012

Poesia de Varenka de Fátima Araújo - Minha Bahia; Proibido poema; Um segredo



Poesia de Varenka de Fátima Araújo - Minha Bahia; Proibido poema; Um segredo
 
 Minha Bahia
 
 Anda minha Bahia
 O mar em estado de prisma
 Ondas altas quebrando em arrastão
 A praia contracenado prezar
 O riso irônico vinga dias
 Um solo com flor de pele
 O riso assume sua natureza perversa
 Mãos e braços rastejando

Proibido poema
 
 Lábios úmidos
 vem no hálito do vento
 na aurora resplandecente
 rasgando, ferindo nuvens
 Proibido poema
 teus beijos dinâmicos imprimindo
 em diversas formas de amar
 envolvendo me com abastança

Um segredo
 
 Costurei os tempos
 com mão tremula
 segurando o punho
 sem ocultar a verdade
 a voz emudeceu
 Beethoven
 tua agonia superaste
 a minha agonia superei
 colocaram uma prótese
 no centro auditivo interno
 quase morri no leito

Leia este tema completo a partir de 13/2/2012

Poesia de João Furtado - AMOR...; JORNALISMO VERDADEIRO; Retribuição



Poesia de João Furtado - AMOR...; JORNALISMO VERDADEIRO; Retribuição
 
 
 AMOR...
 
 A data convida para o amor, meu amoR
 Mesmo porque tudo é doce e carinhosO
 Os jovens amores, todos, poetas se tornaM
 Recorrendo a imaginações e a arte poéticA...
 Rascam de elogios os amores... é a vidA
 O dia é de sonhos e os menos românticos... EnfiM
 Muito precavidos procuram um ou outro poema feitO...
 Amor, nem tudo é perfeito, tanto na vida como no amoR...

JORNALISMO VERDADEIRO

 J Jornalismo é muito mais que informar
 O Ontem eu aprendi isto num encontro
R Rhode Island… Na Cidade de Pawtecket
N Num encontro de jornalistas do CVAMA
A A surpresa foi enorme e pela positiva
 L Liberdade de expressão afinal tem sua ditadura
 I Impõe respeito… Pela verdade e pela necessidade
S Saber sofrer e até morrer pela causa única, informar
 M Mesmo que esta seja a causa última… Enfim!
 O O Pacheco e o Alvaro mostraram muito mais…

Retribuição
 
 Agradeço e tento retribuir
 Os singelos votos enviados
 Acho contudo não possuir
 Talento e arte tão desejados!
 A Paz que não falte ao mundo
 E não seja preciso armas usar
 Que apenas o discurso para a alcançar
 Seja suficiente e muito preferido!


Leia este tema completo a partir de 13/2/2012

Poesia de José Brites Marques Inácio - SI VIS PACEM PARA BELLUM;REFLEXAO; PALAVRAS A CHUVA



Poesia de José Brites Marques Inácio - SI VIS PACEM PARA BELLUM;REFLEXAO; PALAVRAS A CHUVA 

 SI VIS PACEM PARA BELLUM
 
 (JBMI)
Versando sobre
aves de asa partida, algo rogaria
 aos ventos de mansinho, em surdina.
 Mas não, qual fantasia...
 Falarei aos temporais agrestes
 e aos montes senhores de rapina.

REFLEXAO
 
 (JBMI)
 Só.
 (O António que me perdoe.
 Ele é nobre).
 Talvez assim
 as folhas do vento
 repousem nos algozes
 e por mero dó
 me concedam
 só a mim
 e em pensamento
 as folhas verdes
 das selvas

PALAVRAS A CHUVA
 
 (JBMI)
 Não sei se é importante o que vou dizer.
 Haverá poucas coisas importantes
 na melancolia dos rios perdidos.
 Ainda que o verbo seja caudaloso
 entre confluências podem existir
 tantos redemoinhos pertinazes
 como raios de sol servindo ócios
 por entre nuvens complacentes:
 aritmeticamente nenhuns.
 Se rodopio perante palavras
 dificilmente afastarei a névoa
 e o ocaso convidará a noite
 sem que por minhas enseadas

Leia este tema completo a partir de 13/2/2012

Prosa Poética de Joaquim Nogueira



Prosa Poética de Joaquim Nogueira  

 Joaquim Nogueira

«…gosto de desenhar no meu corpo a pura entrega de quem ama… gosto de desenhar na minha alma a luz dessa verdade… escrever com os meus olhos a leitura da saudade… garatujar nos sons as palavras sussurradas…
saborear na boca, nos lábios a doçura do mel do teu beijo desenhado desejo de quem procura o abraço esperado… gosto de desenhar nos teus ouvidos as letras que formam os sentidos… desenhar, por fim, já por sobre o esboço da obra final de quem no auge do encontro sente-se sonho sabendo ser real…
pairar na tela do teu corpo e desenhar as cores do amor que num todo se move completo no ser que temos por modelo… e sendo-o, tê-lo, possuí-lo e transformar a obra num plano final que dá ao desenho o toque especial como que uma assinatura sobre a obra acabada…
depois, ficar a mirar tudo o que havia sido feito para ter ali, na minha frente, a concretização do sonho e saber que todas as palavras ditas ou as desenhadas ou as escritas houveram sido assimiladas, saboreadas e entendidas como brotadas de dentro do meu ser…
gosto de desenhar sim, no teu corpo, o meu eu e no fim ao olhar a tela preenchida em ti soubesse ali ter tudo o que havias querido da presença do meu amor…»

Joaquim Nogueira
 deuses
 ...deuses fecundos e deuses infecundos
 ... que de amor se preenchem e que de amor se entregam
 ... estados puros que nos abraçam em momentos de paz onde o libido não reconhece o corpo e a alma nele se desfaz
 ...nesse puro amor de ávidos sentidos onde não existe a dor senão apenas a do despojar de tudo, onde o nada surge no seu esplendor como uma flor, abrindo-se e fechando-se ao mesmo tempo
 ...nem só de viríatos vive a mulher; a loucura é preciso, a insanidade está no siso e no riso


O CANTOR WANDO MORRE AOS 66 ANOS EM MINAS GERAIS - Helena Emília Bortoloti



O CANTOR WANDO MORRE AOS 66 ANOS EM MINAS GERAIS - Helena Emília Bortoloti

 Cantor de «Fogo e Paixão» morreu na quarta-feira (08/02/2012), em Minas Gerais aos 66 anos, no Biocor Instituto, na cidade mineira de Nova Lima onde estava internado desde dia 27 de Janeiro. Segundo o médico particular, João Carlos de Souza Dionísio, ele teve uma parada cardiorrespiratória às 8 horas do dia 08 de fevereiro de 2012.

Mais improvável símbolo sexual da música popular brasileira, Wando costumava admitir: «Na verdade, me acho até feio, mas é inegável que tenho um jeitinho todo especial com elas.» E tinha.

O cantor, que morreu ontem, por volta das 8h, aos 66 anos, vítima de uma parada cardiorrespiratória, vendeu milhões de discos e tornou-se referência da canção muito romântica brasileira – brega.

Wanderley Alves dos Reis, seu nome de batismo, estava internado desde o dia 27 de janeiro no Hospital Biocor, em Nova Lima, Minas Gerais, onde deu entrada queixando-se de dores no peito.

 O cantor teve um princípio de infarto no final de janeiro e passou por uma angioplastia coronária para desobstrução das artérias do coração.

Segundo os últimos boletins médicos divulgados, o quadro clínico do cantor vinha apresentando melhora. No domingo, o cantor enviou um bilhete para os fãs por meio de parentes que o visitaram. «Eu estou na oficina de Deus arrumando a turbina. Me aguardem!», escreveu o artista.

A morte do cantor repercutiu nas redes sociais. O tópico Rip Wando (descanse em paz) estava em primeiro lugar nos assuntos mais comentados no mundo no Twitter.

Internautas mostraram sua homenagem ao cantor no microblog. «Wando não morreu. Ele virou raio, estrela e luar», escreveu um usuário citando a música «Fogo e Paixão».


sábado, 11 de fevereiro de 2012

COLUNA DE ABILIO LIMA - Noticias da Semana e Agenda da Semana - Noticias da Semana



COLUNA DE ABILIO LIMA - Noticias da Semana e Agenda da Semana - Noticias da Semana

Política agrícola comum celebra 50 anos

A Comissão Europeia lançou a 23 de Janeiro a campanha de comunicação CAP@50 para comemorar os 50 anos da política agrícola comum, pedra angular da integração europeia, que proporcionou aos cidadãos europeus meio século de segurança alimentar e um espaço rural vivo. A campanha de comunicação, que durará um ano, inclui um sítio Web interativo, uma exposição itinerante, materiais audiovisuais e impressos e ainda uma série de eventos em Bruxelas e nos Estados-Membros. Desenvolvimento em IP/12/36, MEMO/12/32.

•Lançamento de Hiriko: homenagem a Diogo Vasconcelos
Discurso de Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia, no lançamento do projeto Hiriko em Bruxelas a 24 de janeiro. Desenvolvimento em SPEECH/12/27.

•Turismo na UE: dormidas nos hotéis atingiu número recorde em 2011 na UE
Em 2011, o número de dormidas nos hotéis e estabelecimentos similares na UE atingiu um pico de 1600 milhões, uma subida de 3,8% em relação a 2010. A evolução do número de dormidas na UE mostra uma alternância de fases de crescimento e de declínio ao longo da última década. Após ter atingido o seu nível mais baixo em 2003, o número de dormidas aumentou regularmente ao longo dos quatro anos seguintes. Em 2008 e 2009, o número de dormidas diminuiu na UE, tendo registado uma retoma progressiva em 2010 até atingir em 2011 um novo recorde do número de noites passadas tanto por residentes como por não residentes. Desenvolvimento em STAT/12/13.

•Novembro de 2011: encomendas industriais diminuem 1,3 % na zona euro
Na zona euro, o índice das encomendas industriais diminuiu 1,3% em novembro de 2011 em comparação com outubro de 2011, após uma subida de 1,5% em outubro. Na UE, as encomendas recuaram 1,4% em novembro de 2011, após uma subida de 0,2% em outubro. Excluindo a construção naval e o equipamento aeroespacial, cujas variações tendem a ser mais voláteis, as encomendas industriais diminuíram 0,5% na zona euro e 1,2% na UE. Desenvolvimento em STAT/12/12.


Coluna de Marizete Furbino - Sem FOCO, nada feito!



Coluna de Marizete Furbino - Sem FOCO, nada feito!

«Concentre todos os seus pensamentos no trabalho que irá desempenhar. Os raios de sol não queimam enquanto não se concentram sobre um foco.» (Alexandre Graham Bell)

Há momentos da vida que se torna necessário parar, analisar e refletir sobre o que você quer da vida. Após esta análise é fator primordial que o profissional mantenha o foco, investindo tempo, inteligência, criatividade e muita energia, centrando seus esforços no que deseja ser.

Saiba priorizar o que você pretende alcançar. é notório que quando se tem claro e definido o que se deseja ser, torna-se mais fácil não somente traçar o caminho a percorrer, como também traçar estratégias de como caminhar, e assim, tudo fica mais fácil, e o caminho, por conseqüência, menos árduo.

Não obstante, em meio a tantos desafios, a tantos desencontros e a tantos contratempos, é necessário manter muito otimismo no decorrer da caminhada, procurando transpor todo e qualquer obstáculo que porventura aparecer, fazendo desses, degraus para a sua subida.

é cristalino que quando se deseja vencer torna-se necessário, diante de cada «entrave», falha e/ou derrota, fazer uma análise, reflexão e correção, extraindo sempre uma lição, e assim, aprendendo, desenvolvendo e, por conseguinte, crescendo.

Sobre esse aspecto, é de suma importância saber planejar, organizar, se concentrar, centrar esforços e manter o foco em seus objetivos, sabendo priorizar as atividades. Prioritário é o que você precisa fazer para que o conduza ao alvo, não se deixando dispersar por qualquer imprevisto e/ou novidade que porventura possam aparecer no decorrer da trajetória.

é fato que, para obter êxito, sua mente deverá ocupar-se somente de pensamentos que o levarão ao alvo; portanto, não permita sua mente dispersar. Lembre-se que a sua concentração é tudo o que você precisa para alcançar o que você deseja.


COLUNA DE TOM COELHO - Associativismo de resultados



COLUNA DE TOM COELHO - Associativismo de resultados 
«Nosso caráter é resultado de nossa conduta.»
(Aristóteles)

Desde 1996 atuo voluntariamente em associações e entidades. Quer saber a verdade? Comecei nisso por mero interesse pessoal.

Eu era fabricante de brinquedos metálicos para playground, entre outros itens. Um dia, decidi certificar meus produtos com o objetivo precípuo de ter um diferencial competitivo em relação à concorrência. O raciocínio era simples: se meu produto tivesse um selo de qualidade eu certamente poderia atuar no mercado com um preço premium, o que me garantiria maior rentabilidade.

Porém, para chegar lá, era necessário criar as normas que regulamentariam o mercado. Procurei o Inmetro que instituiu uma comissão de estudos formada por diversos fabricantes, laboratórios técnicos de certificação e órgãos de defesa do consumidor.

As primeiras reuniões foram terríveis, com um corporativismo latente. Fabricantes de brinquedos de madeira insinuavam que os metálicos eram perigosos porque esquentavam sob o sol e poderiam provocar queimaduras nas crianças. Os fabricantes de produtos em aço, por sua vez, argumentavam que os brinquedos de madeira soltavam farpas que também eram ofensivas. Enquanto isso, os importadores de brinquedos de plástico injetado assistiam a tudo de camarote. Detalhe, nos anos de 1990 ainda não se falava em preocupações de cunho ambiental.


COLUNA do Prof. Menegatti - Respondendo primeiro à emoção...; Pode-se sair da falência?; Negociação: Juntos contra o problema...



COLUNA do Prof. Menegatti - Respondendo primeiro à emoção...; Pode-se sair da falência?; Negociação: Juntos contra o problema...

Respondendo primeiro à emoção...-

Um cliente zangado, tenso ou frustrado dificilmente reagirá de forma construtiva ou sequer será capaz de ouvir um argumento racional.
Quando você desperta uma emoção negativa num cliente, é melhor responder primeiro ao seu emocional para depois dar a sequência na venda: «Parece que você ficou um tanto insatisfeito? Eu também me sentiria assim, se entendesse a situação da maneira como você entendeu». Ser empático, porém, não significa necessariamente aceitar a responsabilidade pelos sentimentos da outra pessoa ou mesmo permitir que esses sentimentos sirvam como base para uma ação específica.
 Lembre-se: seja empático e assertivo. Uma vez que os sentimentos do seu cliente tenham sido reconhecidos e aceitos, ele pode se sentir mais à vontade para participar de forma mais efetiva da discussão.

Pode-se sair da falência?

 A resposta da Hering é sim! Para sobreviver a uma forte crise, teve que buscar um novo caminho nos negócios ao se ver impossibilitada de competir com produtos chineses que invadiam o país.
 Uma pesquisa de mercado encomendada pela empresa em 2006 apontou que 90% dos consumidores conheciam a marca, porém o percentual que comprava algum produto era considerado baixo. Na pesquisa, os consumidores apresentaram três razões por que isso ocorria: preço, falta de financiamento nas compras e a localização das lojas.

Negociação: Juntos contra o problema...

 Para ser ter uma negociação de sucesso você terá que transformar essa concepção de um contra o outro para «juntos contra o problema». Não pense no outro lado como «eles», ou como os seus adversários; busque alinhar os seus esforços para elaborarem juntos um acordo dentro dos interesses de ambos.
 Outro aspecto relevante que devemos cuidar é a configuração física da negociação. Quando os dois lados entram em uma sala de reunião e se posicionam em lados opostos da mesa, essa configuração física é interpretada pelo inconsciente das pessoas como dois lados que devem agir como adversários.



 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Oratura: A lenda do soma [soberano] Ndumba - Por Gociante Patissa



Oratura: A lenda do soma [soberano] Ndumba - Por Gociante Patissa 

«Otembo yaviluka, Soma Ndumba vowambatisa ewe; otala tala oloneke okuviluka», em português, «mudaram-se os tempos, até o Soberano Ndumba foi forçado a carregar pedra».

Essa é a essência da canção que satiriza e lendária figura do soberano Ndumba, uma lenda de resistência africana durante a colonização portuguesa, no princípio do século vinte. Para ser mais preciso, como se isso lá fosse possível em lendas, reportamo-nos à década de 1920, na região centro e sul, da «nação Ovimbundu».

Nas longas caminhadas, Ndumba revelava um inusitado sentido de exigência. Imagine-se, como contam, que num perímetro de pelo menos 40 quilómetros pernoitava umas cinco vezes. Mas para quê? Seria coxo? A isso não sei responder, nem o sabem as fontes. Podia ser apenas pelas mordomias que exigia aos anfitriões em cada aldeia (na ida e no caminho de volta). Perdia-se a conta das galinhas que chegavam à sua mesa (porque, como não devia deixar de ser, caminhava acompanhado).

Bom, mas sobre galinhas, não apertemos tanto o soberano, quando até os sipaios a tal regalia tinham direito, sem ser do seu orçamento, em qualquer aldeia onde tivessem de pernoitar em serviço. As gerações nascidas na Angola independente têm sempre dificuldades em imaginar certas coisas, se interpretarmos o termo como imagem em acção.


 

Fundação Logosófica – Em Prol da Superação Humana - São Paulo - A indecisão em oposição ao livre-arbítrio - (Carlos Bernardo González Pecotche – RAUMSOL)



Fundação Logosófica – Em Prol da Superação Humana - São Paulo - A indecisão em oposição ao livre-arbítrio - (Carlos Bernardo González Pecotche – RAUMSOL)

Inegável que todo ser humano possui, por natureza, o privilégio do livre - arbítrio, mas, para exercê-lo, necessita do conhecimento, a fim de poder fazer uso da liberdade que ele lhe confere para seu bem e sem prejudicar a dos demais.

Entre as características que é costume perceber na psicologia de muitos seres, e que podem muito bem ser qualificadas como deficiências, encontra-se a indecisão. é comum deparar esta característica naquelas pessoas cujas convicções não se enraizaram pelo conhecimento, ou que não ajustaram suas vidas aos instrutivos ensinamentos que devem extrair das experiências, sendo tudo isso algo que as priva do exercício da liberdade.

Analisando-se o caso da indecisão, vê-se que muitas vezes ela procede de causas alheias à vontade do indivíduo. Este tem, por exemplo, a idéia de fazer algo, quer dizer, concebeu esta idéia; depois acaricia ou, melhor ainda, sente-se acariciado pela ilusão da idéia realizada; porém, eis então que, em vez de pôr mãos à obra, é tomado pelo temor de não saber concretizá-la na realidade e, ante a visão do fracasso, detém seus pensamentos e restringe sua vontade. Não obstante, a idéia está ali, em sua mente, acicatando-lhe o desejo até empurrá-lo à ação, a qual novamente é detida por outros pensamentos que lhe falam de sua incapacidade.

Como se pode explicar, nessas condições, o exercício do livre - arbítrio? Em tal circunstância, o indivíduo é, por acaso, dono de sua vontade?


O Príncipe de Ofiúco - Novela de Arlete Piedade - Capítulo IX – Indagações



O Príncipe de Ofiúco - Novela de Arlete Piedade - Capítulo IX – Indagações

Sem qualquer tipo de oposição em terra nem questionamento através da torre de controlo, Youssef pousou a nave na pista deserta e pouco cuidada do espaçoso espaço-porto, estranhando não ver qualquer sinal de vida ou actividade na superfície do planeta nebuloso.

Durante algum tempo permaneceu no interior, sondando com os instrumentos os espaços exteriores, mas nada detectou que lhe chamasse a atenção.

Então cautelosamente desceu da nave e dirigiu-se a um conjunto de edifícios baixos na periferia do campo de pouso, que se encontravam escuros e silenciosos.

Conforme se aproximava, foi notando o brilho de uma luz fraca, iluminando a entrada e dando-lhe uma visão aproximada do interior.

Viu vultos de seres aparentemente humanos, mas por precaução, foi rodeando os edifícios, mantendo-se fora do raio de alcance da luz, tentando descobrir se haveria mais criaturas que o poderiam atacar sem que ele se apercebesse.

Depois de uma volta completa, com todos os seus sentidos alerta e usando os meios de detecção que tinha aprendido na Academia, nada vislumbrou que lhe causasse alarme, apenas o restolhar de pequenos mamíferos, que poderiam ser ratos ou outros animais equivalentes.

Prestes a terminar a sua volta, foi no entanto surpreendido pela saída através da porta de dois vultos, que pareciam ser um macho e um fêmea, que ficaram esperando que ele se aproximasse, aparentemente tranquilos e sem temor.

Perante essa atitude, também ele se aproximou e parou a alguns passos das criaturas, iluminadas pelas luzes e cujas sombras se alongavam no piso esburacado da pista.



 

Brontë - Por Virginia Teixeira- Emily Brontë



Brontë - Por Virginia Teixeira- Emily Brontë

Emily Jane Brontë, a irmã Brontë de minha clara predilecção, nasceu a 30 de Julho de 1818.

Em 1824 entra no colégio interno juntamente com Charlotte, Maria e Elizabeth. Após a morte das duas irmãs mais velhas Emily e Charlotte são trazidas para casa e a educação delas passa a ser proporcionada maioritariamente pelo reverendo e pela tia, sendo posteriormente responsabilidade de Charlotte quando regressa da escola de Roe Head.
Embora seja conhecida como a irmã mais misteriosa e reservada, de quem pouco se sabe, há dados em relatórios escolares da época da introdução no ensino que a apontam como uma rapariga alegre e audaciosa. Com o tempo, no entanto, possivelmente devido à morte das irmãs, esta alegria parece ter-se findado e a grande paixão de Emily tornou-se passear pelas charnecas da zona, geralmente acompanhada pelos muitos cães que viveram com a família ao longo dos anos.

Tive pessoalmente a possibilidade de visitar essas mesmas charnecas (infelizmente não acompanhada por cães), de vislumbrar os campos aparentemente infinitos da zona rural onde Haworth se encontra, e atesto que a beleza e a liberdade proporcionada pelo lugar o tornam mais do que meritório de um passeio.
 
Fiz o meu percurso com Emily na mente, reflectindo sobre a sua vida e sobre o que a teria motivado a escrever um romance como «Monte dos Vendavais», uma das grandes questões da literatura das Brontë.


Crónicas e ficções soltas - Alcoutim - Recordações XXII - Por Daniel Teixeira - Pão nosso de cada dia



Crónicas e ficções soltas - Alcoutim - Recordações XXII - Por Daniel Teixeira - Pão nosso de cada dia 
Em Alcaria Alta e penso que nos Montes todos pelo menos do Concelho havia uma largo consumo de pão. Hoje em dia com as manutenções de linhas estreitas  de  senhoras e senhores, os controles de colesterol e algumas doenças que requerem consumos reduzidos de gorduras e hidratos de carbono, o montanheiro típico, de raiz, não se safava mesmo.

Não me lembro exactamente quantos fornos haviam no Monte mas eram muitos na sua relação com a população sendo alguns deles semi-privados: na Portelinha, por exemplo, morava uma só família, todos meus primos e tios avós, com todas as suas ramificações e tinham um forno que era praticamente deles: no Além, por aquilo que me lembro (ia lá pouco) havia três; na Praça havia dois: a minha Tia Bia que morava na Praça tinha um forno no quintal o que faz três pelo menos. No Castelo havia dois mais dois (privados estes últimos). Enfim, em média talvez houvesse um forno por três / quatro famílias o que fazia com que estivessem inactivos muito tempo, mesmo os mais utilizados.

Os pastores, por exemplo, talvez os maiores consumidores de pão na proporção da sua alimentação total, mesmo os não assalariados, chegavam ao Monte, carregavam dois ou três pães, uma mão cheia larga de azeitonas, um naco de presunto, por vezes algum tomate rijo mas para consumo rápido, algum grão e partiam de novo tratar das ovelhas presas durante esse tempo em curral. Por isso havia muitos currais aparentemente abandonados mas que serviam de pouso temporário para estas ocasiões.

Não raras vezes ia-se levar um «jantar» e abastecimento de pão ao pastor quando se tinha conhecimento  de que ele andava por ali (ali quer dizer a uns cinco, seis quilómetros de terra a bater) com o gado. Mas isso era uma vez ou duas por acaso.




Poesia de Virgínia Teixeira - Pirata; Ser estranho



Poesia de Virgínia Teixeira - Pirata; Ser estranho 

Pirata


Há um pirata que povoa os sonhos da menina que acorda mulher.
 Para toda a menina, de olhos arregalados e tranças no cabelo,
 Um pirata há a saquear e a pilhar a ilha que é esse puro ser.
 E elas, que se deixam tomar ou resistem com corações de gelo,

Nunca esquecem o pirata, o homem de barba negra e olhos penetrantes,
 Aquele que, de noite, as persegue com as mais belas promessas,
 O que sabe quem elas são e os seus desejos mais atormentantes,
 O que lhes sussurra que numa duna qualquer, as vai tomar sem pressas,

Ser estranho
Há um homem que é acima
 Um ser estranho com poder de amante
 Feio, tenebroso mas que fascina
 Olhos negros de tempestade passante.

O mar corre-lhe nas veias, não sangue de gente,
 O fogo arde-lhe no peito sem o consumir
 As mãos calejadas têm a carícia quente
 E os lábios o desejo de possuir…

Leia este tema completo a partir de 13/2/2012

Ivone Boechat - A mulher da Era pós moderna



Ivone Boechat - A mulher da Era pós moderna 

A mulher da Era - pós moderna deve aparecer nos editoriais «completamente desnuda de vulgaridade e totalmente vestida de inteligência».

Sua elegância se fará notar pela suavidade dos adereços. Na boca, um precioso implante de palavras que desviem o furor. Cílios nada postiços, capazes de filtrar o excesso de pó que pulverizam na vida das pessoas e uma lente de contato para enxergar as qualidades do próximo. Nos cabelos, condicionadores que amaciem o afago das mãos que se apressem a moderar, acalmar, abrigar.

A mulher deve se preparar para ser modelo. Só pisar nas passarelas da vida, sob as luzes do flash da simpatia! Para manter a forma, uma dieta diferenciada. Evitar os frutos amargos que se colhem nos canteiros do ressentimento, nunca se afogar numa sopa de mágoa, regada a disse me disse, nem pensar em se viciar na overdose da desgraça alheia.

Toda noite, a mulher pós-moderna tem o cuidado de limpar do rosto as teias da decepção daquele dia e espalhar muita alegria em volta dos olhos, da boca, áreas mais afetadas pela desidratação que a tristeza provoca! A reposição hormonal do amor, da fé, da misericórdia e da compaixão é feita em alta dosagem, porque já se provou cientificamente que o único efeito colateral que provoca é a manifestação de bondade.

A mulher pós-moderna não pode se descuidar de suas mãos. Ela tem nos dedos a aliança de compromisso com a dor alheia. Na bolsa, uma cartela de pílulas da felicidade e também não podem faltar moedas para facilitar o troco: ofensa se troca pelo perdão. Afinal, ela só anda na última moda, moda e mudança são palavras irmãs. Roupa de marca é roupa que marca a sua presença nas rodas sociais, pela discrição e dignidade.


POESIA DE ARLETE DERETTI - Canção da Chuva - Duo: Arlete Brasil Deretti Fernandes & Hildebrando Menezes



POESIA DE ARLETE DERETTI - Canção da Chuva - Duo: Arlete Brasil Deretti Fernandes & Hildebrando Menezes
 
 Canção da chuva
 
 Chuva benfazeja a escorrer pela vidraça,
 Sacia a sede da terra, momento de magia
 Alimenta o chão como o leite às crianças
 é à força da natureza quando ela procria
 
 Dança um tango na noite, pura fantasia
 Emoldura quadros que a tudo encanta
 Seu poder transformador logo contagia
 São as lágrimas do céu que não se conta
 
 Junto aos fantasmas que a sombra cria
 Mistérios da alma que junto escorrem
 Lava impurezas que o sol depois irradia
 Quando não assola e a tudo descobrem
 
 Pingos tamborilam no telhado, brincam e
 Que calam e nos embalam sussurrando
 Cantam com a voz do vento esta melodia
 Dá um sono gostoso que vem bocejando


Leia este tema completo a partir de 13/2/2012

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

POESIA - Por António Cambeta (Macau / Tailândia) - Amor e traição; Subindo a Montanha



POESIA - Por António Cambeta (Macau / Tailândia) - Amor e traição; Subindo a Montanha
 
 Amor e traição
 
 Quando a meu lado andavas
 Sempre segurando-me pela mão
 Dizias ser eu só a quem amavas!...
 Parti, atraiçoaste meu coração

O amor é traiçoeiro,
 Tem também o seu condão,
 Quando ele é puro e verdadeiro
 Nos dá vida fazendo pulsar o coração

O meu, felizmente, continua palpitando
 Com peças, novas, que lhe coloquei,
 Do traiçoeiro as feridas fui sarando
 E sempre essa dor recordarei

A minha vida mudou,
 Noutro continente fiquei,
 Muito sofre quem amou
 Mas foi ela e não eu que errei

Subindo a Montanha
 
 Entoando minhas canções
 e, solitário, vou subindo a encosta da montanha,
 penhascos alcantilados, ravinas espantosas,
 tudo é luxuriante e belo.

Sigo num arroio rumo à nascente,
 A montanha eleva-se
 Como um dardo de pedra lançado da terra,
 Paro, para descansar e admirar tão rica beleza

O mosteiro, esse, fica ainda lá no topo da montanha
 Muitas horas serão ainda precisas
 Para o poder alcançar
 Após ter enchido os pulmões
 Com o ar puro da montanha

Leia este tema completo a partir de 13/2/2012

Legado Português - Bang Portuguet - Peregrinos da Fé - Por José Gomes Martins (Tailândia)



Legado Português - Bang Portuguet - Peregrinos da Fé - Por José Gomes Martins (Tailândia)

Depois de as ruínas do Campo de São Domingos estarem a descoberto, em 1984, graças ao Embaixador Mello Gouveia e ao Dr. José Blanco, Administrador da Fundação Calouste Gulbenkiam, ficam a aguardar, por cerca de 10 anos, para que um edifício de largas dimensões e de linhas arquitectónicas elegantes, viesse, finalmente a ser inaugurado, em Abril de 1995.

De um matagal espesso, surge um campo de oração e da prática do culto da religião católica, esta que os missionários do Padroado Português do Oriente introduziram no Reino do Sião, em todo o Oriente, após as Cortes de Portugal e do Sião assinarem Acordos de Amizade Comércio e Navegação.

O Padroado desempenha, durante as descobertas portuguesas, um papel primordial nessa expansão. A cruz, as armas, a pólvora e o amor são, assim, factores importantes para o encetamento de relações entre o ocidente e o oriente. Com isto a transformação do mundo.

A mitologia, as crenças religiosas, sejam quais forem os princípios das suas ideologias tem servido para o equilíbrio, ligação e harmonização das civilizações inseridas no planeta mundo.
No Bang Portuguet, mesmo dentro de um matagal espesso os católicos contemporâneos, que herdaram o catolicismo do seus antepassados de séculos, de joelhos, em frente à capelinha, feita de madeira tosca, é ali que vão fazer as sua preces.

Agradecer a imagem de São José, dentro, alumiado por uma vela de cera, fundida dos favos, construídos num ramo de árvore, pelas abelhas silvestres do Bang Portuguet.


 

CASIMIRO CAVACO CORREIA DE BRITO - Por Liliana Josué



CASIMIRO CAVACO CORREIA DE BRITO - Por Liliana Josué

Casimiro de Brito é um personagem da nossa literatura quase «inventado» por quem o lê, pois as suas facetas são tantas que nos absorve a imaginação. A medida que penetramos na sua escrita o espanto instala-se em nós (no sentido filosófico da palavra).

Muito há para dizer sobre este escritor, visto ele ser um mundo a explorar e um paladino da palavra.
Vou tentar sintetizar a sua obra tocando vários aspectos de modo a que fiquemos a conhecê-lo um pouco melhor e revelá-lo a quem não o conhece.

Nasceu em Loulé a 14 de Fevereiro de 1938. é um dos escritores pertencentes ao Movimento Poesia 61 e integrou os cadernos de poesia compilados na Antologia com o mesmo nome. Tirou o curso na Escola Comercial de Faro, e durante 37 anos exerceu a profissão de bancário.

O seu fervor pela escrita não consentiu que «desperdiçasse» tempo em cursos superiores. Escreveu mais de 40 livros, até agora, de vários géneros literários.

Em 1957, mais propriamente aos 18 anos, publicou o seu primeiro livro de poesia intitulado Poemas da Solidão Imperfeita, considerado pelo grande crítico João Gaspar Simões e pelo consagrado vulto da nossa literatura, António Ramos Rosa, um trabalho de excelente qualidade. Este último tornou-se seu amigo, permanecendo essa amizade até aos dias actuais.

Sua adolescência trouxe-lhe o fascínio pela natureza (como o mar e a luz).Contraiu amizades com quem tinha debates intelectuais sobre assuntos Teológicos e sobre a eterna questão da desigualdade entre os homens.


 

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Jornal Raizonline nº 157 de 6 de Fevereiro de 2012 - COLUNA UM - Daniel Teixeira - Sair da casca



Jornal Raizonline nº 157 de 6 de Fevereiro de 2012 - COLUNA UM - Daniel Teixeira - Sair da casca

Sair da casca é aquilo que as aves e outros ovíparos fazem quando chegam ao final do seu período de gestação «in ovo» (neste caso). Quem teve a possibilidade de ver os pintos a rasgarem a casca do ovo sabe que o relativamente aflitivo trabalho só remotamente pode ser considerado de instintivo. Sendo lógico e sem rede científica aqui a suportar-me tenho de acreditar que os pintos e outros ovíparos (e não só) vêm para esta triste vida cá fora porque se acabaram as possibilidades de continuarem lá dentro.

Entre os humanos, já nascidos ou não, tem havido alguma referência romanesca à permanência in utero de duas formas: uma, ficando mesmo dentro do útero (ficção e alegoria é claro) ou recusando-se a crescer. Este último aspecto tem sido muito interessante nos desenvolvimentos porque retirando os casos patológicos e de impossibilidade de fazer diferente que respeitamos e lamentamos se nota que cada vez os jovens saem do processo juvenil mais tarde, de uma forma geral.

Os casamentos cada vez mais tardios, que podem ser utilizados apenas como termómetro estatístico dizem isso mesmo assim como o cada vez mais tardio nascimento de filhos: normalmente estes são de alguma forma programados para nascerem depois de cursos completados ou depois de processos relativamente instalados a nível profissional e de carreira.

Ora, como vivemos uma cada vez mais forte situação de precariedade a nível profissional e mesmo social tudo indica que teremos bastante manga sem pano nos próximos anos que podem ser longos e podem inclusivamente instalar uma forma de pensar que não deixa de ser pelo menos preocupante. Em termos de biologia as colónias são viáveis ou inviáveis consoante o número de nascimentos é ou não superior ao número de falecimentos.


Poesia de Maria da Fonseca - No Parque do Estoril; Apelo ao Menino Jesus; Lindos Dias de Janeiro



Poesia de Maria da Fonseca - No Parque do Estoril; Apelo ao Menino Jesus; Lindos Dias de Janeiro
 
 No Parque do Estoril

 A noite está agradável,
 E é grande o movimento.
 Há luzes por todo o lado,
 E não se levantou vento.

Na árvore de copa espessa
 Escondem-se mil pardais.
 Demos por isso ao Sol pôr,
 Regressaram dos quintais.

 Voavam muito ligeiros,
 Sem qualquer hesitação.
 Agora estão a dormir
 Nesta noite de verão.

Apelo ao Menino Jesus

 O Natal da minha infância,
 O Natal do meu Menino,
 Tão frágil, tão pequenino,
 Santo Deus, a que distância!

E venceste e resististe
 Como Filho que és do Pai!
 Senhor Deus, acompanhai
 Este mundo em que investiste.

Criador do Universo,
 Da Eternidade sem fim,
 Mandaste teu Filho afim
 De excluir o controverso.

Lindos Dias de Janeiro
 
 Os dias que maravilha!
 Lindo o Sol no céu azul.
 Tão pura e límpida a luz
 Destes países ao Sul!

Despida das suas folhas,
 Vive além a ameixieira.
 E no ramo o melro pia
 Pela sua companheira.

 Vejo assim, com nitidez,
 Seu esforço prà chamar.
 Junta ao seu forte piado,
 Suas penas a agitar.

Leia este tema completo a partir de 6/2/2012

Poética de Ilona Bastos - Deixemos Falar os Nossos Corações; Infinito Criador; Vida



Poética de Ilona Bastos - Deixemos Falar os Nossos Corações; Infinito Criador; Vida
 
 Deixemos Falar os Nossos Corações

Nada do que eu digo
é apenas isso -
é sempre muito mais.
Tu recebes as palavras,
 Misturas o tom e a cor
 Dos teus pensamentos,
 Referências de outros sons,
 De outras imagens e momentos,

Infinito Criador

 é pela janela que se lança o meu olhar
 e com ele a minha alma
 neste sedento bater de asas
 pelo azul do cais de partida
 e de chegada.
 Não busca mais a distância, o meu olhar

Vida

 Eterno é o amor que criou a vida
 no seio do Universo infinito!
 Contida num mínimo ponto primordial,
 florida em explosão colossal,
 na expansão perpétua se difunde
 por milhões de galáxias,
 inquieta se abriga neste berço,
 turbilhão de nuvens etéreas e nuances,
 vastidão de oceanos azuis, ondulantes,
 que refrescam e da terra se apartam.
 Na água, desenvolve a semente,
 simples que é, complexa se torna,
 em várias formas que às margens sobem

Leia este tema completo a partir de 6/2/2012

Poesia e prosa poética de Kácia Pontes - Prosa Poética: A flor vermelha do amor - paixão, amor - razão, amor - prazer... ; - Poesia: Nunca amei alguém assim...; A dor em vão que mais machuca um coração...



Poesia e prosa poética de Kácia Pontes - Prosa Poética: A flor vermelha do amor - paixão, amor - razão, amor - prazer... ; - Poesia: Nunca amei alguém assim...; A dor em vão que mais machuca um coração...
 
 A flor vermelha do amor - paixão, amor - razão, amor -prazer...

Conta à lenda que a flor chamada rosa cujo simbolismo vem da cultura ocidental que por ser formosa e bela foi consagrada a muitas deusas singelas da mitologia como conta a historia...
Estas são as deusas que pela vida foram perpetuadas através das lendas do amor, a linda Afrodite (grega), Vênus (romana), Flora (deusa da primavera e das flores), consagrada a Isís que é retratada com uma coroa de rosas e a deusa Lakshmi (Hindu) cada uma com sua historia enfeitando de amor a nossa memória.
 Os mistérios e a magia dessa flor mais antiga de que se tem notícia, inspiraram poetas, jardineiros, escritores, histórias foram contadas, poemas foram idealizados e apaixonaram, muitos amores foram conquistados e textos escritos. Uma das mais lindas poesias é a do grande poeta lírico Anacreon, que atribuiu o seu nascimento a Vênus. Ele imaginou a deusa surpreendida por Júpiter enquanto se banhava. Vênus enrubesceu de tal maneira, que de sua face brotaram rosas...

Nunca amei alguém assim...
 
 Nunca amei alguém que me levasse para além do infinito
 Que mexesse na minha alma e entrasse no mais intimo
Alguém cujo sorriso abre todas as portas de minha alma
E a voz trás no gemido mil loucura de amor e escrita em prosa...
 Me faz delirar e voar como um pássaro cortando os céus a admirar
 E nesse voo rasante me agarro nos teus cabelos para nunca me separar
 Do amor mais lindo que no meu peito teus versos fez brotar
 E que o vento leve como eco o meu verso de amor para te encantar...

A dor em vão que mais machuca um coração...
 
 A dor que mais machuca um coração...
 é a dor que vem de uma seta atravessando o centro da emoção
 Cortando e dilacerando sem medida, pena e sem compaixão
 Tocando e doendo profundo no mais íntimo do nosso ser
 é essa dor que sem pena no meu coração alguém fez nascer...
 A seta assim como um punhal afiado e brilhante
 Entra na carne, judia numa dor que fura e sangra a gente
 Uma dor imensa, fina e fria que desdobra a alma vazia
 Mas que do peito faz morada até que a morte esvazia...

Leia este tema completo a partir de 6/2/2012

Poesia de Adelina Velho da Palma - Aqui e agora; O poeta; A esperança



Poesia de Adelina Velho da Palma - Aqui e agora; O poeta; A esperança
 
 Aqui e agora

A vida acontece aqui e agora
 o passado é simples recordação
 o futuro é mera especulação
 e nunca o presente se vai embora...

A realidade é feita hora a hora
 e só a ela se deve atenção
 só com ela se tem a percepção
 da suprema lei que em tudo vigora!...

O poeta

 O poeta mantém certa distância
 mas está por dentro e por fora de tudo
 estar ao largo é o que permite o estudo
 e no meio amplifica a importância...

Quando vive com forte acutilância
 emoção ou sentido mais agudo
 consegue esquadrinhar-lhe o conteúdo
 incrementando a própria relevância...

A esperança
 
 Há uma luz que ilumina a escuridão,
 uma plaina que amacia o caminho,
 um alento quando se está sozinho
 que nos guia, refrigera e dá a mão...

Não se trata de simples sensação
 que se evapore ante frágil espinho,
 mas de aceitar o imenso carinho
 com que Deus nos aporta à salvação!...

Leia este tema completo a partir de 6/2/2012