domingo, 29 de janeiro de 2012

A OVELHINHA MANHOSA - Conto Infantil de Cremilde Vieira da Cruz



A OVELHINHA MANHOSA - Conto Infantil de Cremilde Vieira da Cruz

Estava um dia de sol e a Cabrinha Saltarica não queria perder nem uma réstia. Como não gostava de estar quieta, andava a saltaricar sobre as pedras e viu a Ovelhinha Manhosa que fugia assustada. Com curiosidade, perguntou-lhe:

- Para onde vais neste dia tão bonito, com esse ar assustado, Ovelhinha Manhosa?
- Não digas nada, Cabrinha Saltarica, mas vou tentar esconder-me, porque andam por aí uns senhores a cortar a lã às ovelhas e não quero que me façam o mesmo.
- Não queres que te façam o mesmo? Ora essa! Então queres andar com a lã a arrastar pelo chão, com esse aspecto tão feio?
- Prefiro, porque já uma vez me cortaram a lã e andei uns tempos a tiritar de frio. Não estou para isso.
- Tu é que sabes, mas acho que fazes mal, Ovelhinha Manhosa.

- O que eles querem, é vender a minha lã para fazer casacos, mas nessa é que eu não caio. Iam ficar os outros com casaquinhos quentinhos, feitos com a minha lã e eu cheia de frio, não?! Era o que faltava! Pensam que são espertos, mas enganam-se, pois eu sou bem mais esperta que eles.
- Mas olha lá, Ovelhinha Manhosa, a tosquia acontece todos os anos na época própria e a lã volta a crescer, por isso não compreendo o teu receio! Olha que é para teu bem!

- Não tens nada que compreender. Eu é que sei da minha vida, e com a minha lã ninguém há-de andar aquecido.
- Estás a ser egoísta, Ovelhinha Manhosa.



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