domingo, 8 de fevereiro de 2015

Poesia de João P. C. Furtado


Poesia de João P. C. Furtado

2015 SEJA DE PAZ PARA O POVO DO PLANETA TERRA

Para todos um belo e Feliz Ano Novo
Com menos sofrimento para o povo
Deste planeta Azul de nome Terra
Que a PAZ ganhe e vença a guerra
Que a harmonia entre os homens o alvo
E que o pensamento seja perfeito e novo
É o ano 2015 que em força aparece
Que traga a alegre PAZ que tanto carece

João P. C. Furtado

Praia 28 de Dezembro de 2015


SEM O MENINO NEM A ESTRELA

Não foi por falta de fé e oração
A festa não contava com o Vulcão
Que fez tremer a terra e o coração...
Esperava-se do céu a brilhante Estrela
Mas dormia o semeador da Estrela
foi-se a esquina comprar-se a vela
Do ano passado sobrou uma árvore velha
Sem o Menino nem a estrela pôs-se a coelha!

João P. C. Furtado

Praia, 16 de Dezembro de 2014


A TRAIÇÃO DA RUTE

A TRAIÇÃO DA RUTE escrito para um concurso!

Bela morena e tão doce crioula
 Roubaste o meu único coração
 E apaixonado e sem qualquer razão
 Deixaste-me sem dizeres um olá!

Sai pelo mundo fora procurei-te
 Encontrei-te sim mas nos outros braços
 Briguei e lutei e de nada os esforços
 Pois não eras e nem podias ser a Rute

Teu quente sorriso pereceu falso
 E triste e choroso fiquei descalço
 Quanta dor me deste neste soluço
 Um certo dia lembrarás do meu abraço
 E me oferecerás o teu regaço
 Mas terei consolo e tal embaraço

Acredito que voltarás minha Rute
 Tu virás e até já vens a caminho
 Espero-te e até já tenho o vinho
 Comemoro e bebo e caio tal pedinte

De ti Rute nem sinal tu estas bem?
 Estou bêbado e no chão caído
Sou chamado de grande bandido
 É assim que estou culpa tua, meu bem!

Pouco tino me resta para ver a verdade
 Tu vens, Rute minha, será à tarde
 Eu é que espero-te desde madrugada
 Tu diz que serás mui bem chegada
 Eu acho que já é muitíssimo tarde
 Tu és Afrodite, eu humano, tu Divindade!

Altiva morena, negra de peito belo e alto
 Caminhas dengosa ao meu encontro
 Eu desanimado levanto, triste,  o ombro
 Parece que é mais um grande assalto!

Tu passas com outro, eu vejo ou sonho
 O Baco se tornou meu melhor amigo
 Torno-me valente e não temo o perigo
 titubeante vejo-vos, ele recebe teu carinho!

É sonho, estou certo, tu Rute não és de traição
 Nobre é o teu afável e puro e grande coração
 Sempre para mim tiveste enorme e única paixão
 E quando faltava, acontece, teveste compaixão
 Jamais condenar-me-ia ao frio e gelado caixão
 Ainda que o Hades tivesse para mim a reclamação!

João Furtado
 
Praia, 23de Janeiro de 2015
 




 

Crónica de Tom Coelho


Crónica de Tom Coelho

A Fragilidade da Vida

Podemos sobreviver 50 dias sem comer, 100 horas sem beber água, 15 minutos sem respirar, mas nem um único segundo sem fé.

«No fim dá certo. Se não deu, é porque não chegou ao fim.»
(Fernando Sabino)

Quase cinco anos após o falecimento de minha mãe, estou de volta a hospitais. Meu pai teve o que parecia ser um AVC (acidente vascular cerebral), pois sofreu uma hemiplegia – paralisação do lado esquerdo do corpo (braço e perna).

Transportado por UTI móvel até um hospital em São Paulo, uma tomografia indicou algo pior. Não era um AVC, mas sim um edema oriundo de metástase de um câncer posteriormente identificado em seus pulmões.

Para quem jamais fumou um cigarro sequer, foi uma grande surpresa. Sabe-se que 85% dos casos de câncer de pulmão acometem pessoas com histórico de tabagismo. Portanto, restam outros 15%, grupo no qual meu pai foi laureado.

Mais intrigante ainda é que a doença não é recente. Embora não seja possível precisar seu início, pode-se depreender que vem se desenvolvendo há mais de dez anos!

Isso me leva a rever drasticamente meu conceito sobre a funcionalidade dos check-ups convencionais. Acabo de descobrir que exames clínicos diversos e mesmo radiografias eventuais são insuficientes para sinalizar uma doença silenciosa e perversa como esta.

Ao longo dos últimos 30 dias temos vivido uma verdadeira maratona. Passamos por quatro hospitais, enfrentando uma burocracia invejável, digna do mais áureo período do militarismo em nosso país, para obter guias e autorizações.

Todos os procedimentos são morosos e sua abreviação depende da insistência e do monitoramento permanente de nós, familiares, junto aos burocratas do sistema. A saúde, tal qual a educação, é um excelente negócio...

Enquanto isso, assistir a meu pai, em seu cotidiano, leva-me a reconhecer a fragilidade e brevidade de nossas vidas. Do alto de seus 68 anos de idade, um homem ativo e falante tem limitações e inquietações patrocinadas pela doença que o aproximam de um recém-nascido, fazendo-o demandar auxílio para movimentar-se, alimentar-se, higienizar-se.

Em paralelo, o tempo, que passa devagar num leito de hospital, convida à reflexão. Paciente e acompanhante são tomados por um senso de urgência e de valorização da vida.

Lembranças que nos visitam a mente, memórias de pessoas e eventos, coisas que fizemos e deixamos de fazer. A sensibilidade floresce, de modo que basta ouvir a voz ou vislumbrar o semblante de quem se gosta para que as lágrimas inundem os olhos.

Não é por acaso que quando abordo o conceito das Sete Vidas, principio falando sobre a saúde. Sem integridade física e mental, todo o mais carece de significado.

Podemos sobreviver 50 dias sem comer, 100 horas sem beber água, 15 minutos sem respirar, mas nem um único segundo sem fé.

A certeza de que faremos mais do que o possível, a segurança de que buscaremos todos os meios e recursos necessários, a esperança de que o bem vencerá o mal. E a confiança de que, no fim, tudo dará certo.



Poesia de Jorge Vicente


Poesia de Jorge Vicente

Cadernos de Gethsemani



1.


desceram das montanhas os primeiros animais, as primeiras aves, as mães que, nas casas
dos filhos, casam e cozem o pão;

desceram das montanhas a flauta e a voz humana,
essa imensa cosmologia
mais breve que o voo de uma libélula
e infinitamente mais silenciosa [ou triste]
que a humana escritura dos deuses.

Jorge Vicente


2.

o meu pequeno deus doméstico
ininterruptamente escrevendo na argila:

constrói uma pequena linguagem que
possa alimentar os pássaros.

jorge vicente



3.


tenho, perante mim, uma grande escolha:
ser humano,
o produto de uma linhagem específica
- animal bípede, ser pensante, com um
sentido de existência muito próprio,
construtor, criador, filósofo nas horas vagas
e com um sentido estético para a poesia

tenho, perante mim, essa escolha:
ser humano e ser presa de um destino
de pequenos nadas

não posso mudar o que se passa em gaza
nem fazer prognósticos para o meu próprio
futuro
não posso escrever "um verso a mais foi escrito
e tudo o que já foi dito antes será repetido mais
uma vez no meu próprio caderno"

tenho essa escolha
que é um cavalo que passa devagar
e que me desabriga de mim mesmo

[uma ferida aberta com todas as possibilidades
de tempo

e com pequenos nadas no lugar
das palavras].

Jorge Vicente


4.

começa por escrever um poema verdadeiro
daqueles leves bem leves
daquela leveza bem justa e boa
daquela leveza bem dentro bem fora da língua

começa por escrever um poema sem vícios de forma
sem domínio claro e preciso da linguagem
não precisas voltar nem deslizar sorrateiramente
pela história da literatura
ela não te pertence
nem tu a ela

começa por dizer vou jantar com o coração apertado
não tenho espaço para mergulhar
sem pé, nem tenho medo de escrever
vou mergulhar de bruços em todo o teu poder

[violo e esta é a minha verdade,
a língua vivida sem escafandro].

Jorge Vicente



Poemas de Patrícia Neme


Poemas de Patrícia Neme



FUGA

O que existe em você, que me agita, incomoda...
E desperta em meu ser emoções escondidas?
Em meu corpo, minh'alma não mais se acomoda...
E eu vagueio num mar de ilusões proibidas.

Já não sei mais de mim, a cabeça anda em roda...
Tive as minhas defesas, sem dó, invadidas...
E você nem cogita que tanto incomoda,
nem supõe, em meu peito, as candentes batidas.

E eu me escondo, eu me guardo, não sei o que faço
- quanto anseio sentir o seu beijo, um abraço -,
O meu tempo passou... Nada mais a sonhar.

Nada mais... Como pode tal fado, ferino,
me falar de você e marcar-me o destino
de fugir, e fugir, e fugir... Sem parar?



Soneto da Saudade

 O céu desperta triste, em tom cinzento,
 qual lhe fora penoso um novo dia;
 aos poucos, verte, em gotas, seu lamento...
 Um pranto ensimesmado, de agonia.

Um rouco trovejar, pesado, lento,
 parece suplicar por alforria,
 num rogo já exangue, sem alento...
 A chuva... O cinza... A dor... A nostalgia...

O céu despertou triste... O céu sou eu,
 perdida num sonhar que feneceu,
 sou prisioneira à espera de mercê.

Sonhando conquistar a liberdade
 desta prisão, que existe na saudade...
 Saudade, tanta, tanta... De você!



 Estupidez

 No circo armado na praça,
 grita alucinada massa,
 sem algo de humanidade.

Chega o homem prepotente,
 embrulhado pra presente,
 com olhar de crueldade.

Bandeirolas enfeitadas,
 prontas pra serem fincadas
 no que, de mal, nada fez.

O portão escancarado,
 o touro vê-se empurrado
 à sanha da estupidez.

E a turba grita excitada,
 quer vida sacrificada,
 quer sangue banhando o chão.

E baila, dança o toureiro,
 ante o indefeso cordeiro,
 num rito fútil, pagão.

Até que o corpo ferido,
 sem vida, jaz consumido...
 Pela civilização!





Coluna de Maria Petronilho


Coluna de Maria Petronilho



Se eu partir

Se eu partir...
quero voar
nas asas de teus braços,
mar!

Ilha não quero ficar!

Quero ver o despontar
no dia do teu olhar!

Quero contigo crescer,
vogar, adejar, pairar
como uma estrela
de milhares que entrevejo
quando me queres amar!


Se eu partir, quero chegar
a um mundo maior
onde seja lei querer
escutar, unir,
cativar!


Sublimação das Lágrimas

Não me façam viver às escuras!
não me ordenem a solidão!

nada tenho além da vida
e das exaltadas quimeras
que mantenho

quero ser alvorada
movendo as trevas
 para que ninguém sofra
o tormento que me dilacera
 e exponho
 quando me desvendo
 rogando
 o amor intrínseco

nada mais quero senão
demudar a lágrima
em sorriso!


Cansada de Guerra!

 Ondeia o pranto
 pungente mar fundo
 de sangue embotado
 gerações tremendo
 florinhas abrindo
 e já se finando

de chacinas, basta!

qual bandeira erguida
construa-se esperança
resolva-se a guerra
nem que por decreto
seja primavera!






sábado, 7 de fevereiro de 2015

Sortido de anedotas recolhidas na NET


Sortido de anedotas recolhidas na NET


O alentejano e o intelectual


Um alentejano apanha um comboio para ir ao Porto e senta-se ao lado de um senhor muito bem vestido.
O alentejano começa a olhar e pergunta:
Por acaso você nunca apareceu na televisão?
Ao que o Sr. responde:
- Sim, eu costumo ir a muitos concursos de cultura geral e por isso o Sr. deve conhecer-me daí. Como a viagem vai ser longa, você por acaso não quer fazer um jogo comigo?
Pode ser.- Respondeu o alentejano.
- Então fazemos assim: como eu tenho mais cultura que o Sr., você faz-me uma pergunta sobre um assunto qualquer e se eu não souber responder, dou-lhe 100 euros.
A seguir faço-lhe eu uma pergunta e se não souber a resposta, dá-me só 10 euros. Concorda?
Vamos a isso.- respondeu o alentejano confiante.
- Então eu faço-lhe a primeira pergunta. Diga-me o nome da pessoa que escreveu "Os Lusíadas", aquele poeta só com um olho, que dignificou Portugal?
O alentejano começa a pensar e passados alguns instantes diz:
- Nã sei. Ê não sei leri.
- A resposta era Luís de Camões. Dê-me os 10 euros e faça-me uma pergunta qualquer.
- Tomi. Bem, qual é o animali que se o encostar a um chaparro sobe-o com quatro patas e desce-o com cinco patas?
- Olhe, essa nem eu sei. - respondeu o homem muito admirado.
- Então passe para cá os 100 euros.
- Tome. Mas agora diga-me, que animal é esse?
- Tamém nã sei. Tome lá 10 euros.



O guarda-jóias...

Uma senhora levou a filha de 16 anos ao ginecologista e pediu:
- Shr. Dr. Desejava que examinasse o "guarda-jóias" da minha filha.
- O "guarda-jóias"???
O médico achou estranho aquele nome, mas levou a menina para dentro da sala do consultório e fez-lhe um exame ginecologico rigoroso. Acabado o exame, chamou a mãe e perguntou-lhe:
- Como foi que a senhora disse que aquilo se chamava ?
- "Guarda-jóias" - respondeu, de imediato, a senhora.
Disse então o médico:
- Qual "guarda-jóias", aquilo parecia mais um guarda-fatos, só camisas...tirei de lá sete !


A Morte do porco

Passos Coelho e o motorista passeavam por uma estrada no Alentejo quando subitamente  atropelaram um porco  matando-o instantaneamente.
Passos Coelho disse então ao motorista que fosse até à quinta e explicasse  o que tinha acontecido ao dono do animal.
Uma hora mais tarde, Passos Coelho vê o motorista a cambalear em direcção  ao carro, com um charuto numa mão e uma garrafa de uísque na outra.
A roupa estava  toda amarrotada.
- O que é que aconteceu? - perguntou Passos Coelho.
O motorista respondeu:
- Bem, o dono da quinta deu-me vinho, a mulher, cigarros e a boa da filha de 19 anos fez amor comigo apaixonadamente.
- Meu Deus! Mas o que é que lhes disseste? - perguntou Passos Coelho?
- Sou o motorista do Passos Coelho e acabo de matar o porco!


Sozinha no avião...
 
Esta é a história de uma mulher voando em um avião de dois lugares.
Só ela e o piloto.
Ele tem um ataque cardíaco e morre.
Ela, desesperada, começa a gritar por socorro- May Day! Help! Ajude-me! Socorro! Meu piloto teve um ataque cardíaco e morreu.
Eu não sei como pilotar. Ajude-me! Por favor me ajude!
Ela ouve uma voz no rádio dizendo pausadamente:
- Este é o Controle de Tráfego Aéreo e eu te escuto bem, alto e claro. Tenha calma. Eu vou falar com você através deste rádio e te trazer de volta ao chão. Eu tenho muita experiência com este tipo de problema. Basta ter muita calma. Já enfrentei vários.
Respire fundo.
Tudo vai ficar bem! Agora me dê a sua altura e posição.
Ela diz:
- Eu tenho um metro e setenta e dois e estou no banco da frente.
- "OK", diz a voz no rádio. Agora repita comigo:
"Pai nosso que estais no céu ..."


Aleluia.....viva os noivos...
 
Transbordante de felicidade, o garotão entra em casa e anuncia ao pai que se vai casar.
Parabéns...diz o pai...Quem é a felizarda?
A Mariazinha, filha do seu amigo Osvaldo.
Sinto muito, meu filho, mas você não se pode casar com ela.
Na verdade, ela é sua irmã...explica o pai, meio embaraçado.
É que certa vez o Osvaldo viajou, eu cheguei lá....bem...sabe como são essas coisas.
O rapaz fica inconsolável: vai para o quarto, se atira na cama e fica chorando.
Aí surge a mãe para consolá-lo, ouve por que ele chora e o conforta:
Case tranquilo, meu filho.
Na verdade ela não é sua irmã.......
Certa vez o seu pai viajou e......Bem....



Meu querido pai. 

Berlim é maravilhoso. As pessoas são excelentes e eu estou realmente a gostar disto. Mas, Pai, eu estou um bocado envergonhado em chegar à minha Faculdade com o meu Ferrari 599GTB em puro ouro, quando todos os meus professores e colegas vêm de Comboio.
O seu filho, Nasser
 
No dia seguinte o Pai responde ao e-mail do Nasser:
Meu amado filho
20 milhões de USD acabaram de ser transferidos para a tua conta.
Não nos envergonhe mais.
Vá comprar um comboio para você!



Metendo-se com malucos!
 
Um homem na rua a certa altura passa pelo que parecia um jardim de uma qualquer instituição de apoio a malucos, rodeado por uma cerca de tábuas de madeira, ouve do outro lado umas vozes a entoar:
- Treze! Treze! Treze!
Curioso, procurou um buraquinho numa das tábuas, por onde pudesse espreitar. Feito isto, alguém lhe espeta um dedo no olho e o homem recua meio atarantado, ao que se ouve de imediato:
- Catorze! Catorze! Catorze!



A loira e o autocarro
 
Um dia, numa paragem do autocarro, estava uma loira que usava uma mini-saia muito apertada. Quando o autocarro chegou e era a sua vez de entrar, apercebeu-se que a saia estava tão apertada que não conseguia levantar a perna o suficiente para chegar ao primeiro degrau.
Tentando arranjar uma maneira de conseguir levantar a perna, recuou, esticou os braços para trás e desapertou um bocadinho o fecho da saia.
Ainda assim não conseguia chegar ao degrau...
Embaraçada recuou novamente e esticou os braços para trás das costas para desapertar um pouco mais o fecho. Mesmo assim, ainda não conseguiu subir para o primeiro degrau...
Então, recuou novamente, esticou os braços para trás e desapertou completamente o fecho da saia.
Pensando que desta vez ia conseguir, levantou novamente a perna, apenas para descobrir que ainda não conseguia alcançar o degrau...
Vendo como ela estava embaraçada, o homem que estava atrás dela na fila do autocarro, pôs as suas mãos à volta da cintura e levantou-a, pousando-a no primeiro degrau do autocarro. A rapariga virou-se furiosa e perguntou:
- Como se atreve? Eu nem sequer o conheço...
Chocado o homem respondeu-lhe:
- Bem, minha senhora, eu pensei que depois de ter recuado e me ter desapertado a braguilha três vezes, já éramos, pelo menos, amigos!



A propósito de almoços...
 
A idade não perdoa...
Um grupo de amigos de 40 anos discutiam e discutiam para escolher o restaurante
onde iriam encontrar-se para jantar.
Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque as empregadas usavam
mini-saias e blusas muito decotadas.
10 anos mais tarde, aos 50 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez
discutiram e discutiram para escolher o restaurante.
Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque a comida era muito boa
a havia uma óptima selecção de vinhos.
10 anos mais tarde, aos 60 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez
discutiram e discutiram para escolher o restaurante.
Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque ali podiam comer em paz
e sossego e havia sala de fumadores.
10 anos mais tarde, aos 70 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez
discutiram e discutiram para escolher o restaurante.
Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque lá havia uma rampa
para cadeiras de rodas e até um pequeno elevador.
10 anos mais tarde, aos 80 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez
discutiram e discutiram para escolher o restaurante.
Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical. Todos acharam que era uma
grande ideia porque nunca lá tinham estado antes.



Sandálias do chinês...
 
Um casal vai de ferias a Macau.
Quando estão a passear na zona do mercado vermelho, a ver as coisas que por lá se vendem, passam por uma pequena loja de calçado, mais propriamente de sandálias, e ouvem uma voz lá de dentro com um linguajar meio chinês, a dizer:
- Vocês, poltugueses! Entlem, entlem na mina humilde loja!
O casal entra na loja e o chinês diz-lhes:
- Tenho aqui umas sandálias especiais que penso que estalão intelessados. Elas fazem ficale selvagem no sexo que nem um glande camelo do deselto.
A esposa, depois de ouvir isto, fica verdadeiramente excitada. Mas o seu marido sente que realmente não precisa nada delas, sendo o deus que se julga, e diz ao homem:
- Como é que as sandálias nos tornam nuns tarados?
O Chinês diz:
- .... É só explimentale...
Bem, o marido depois de discutir um pouco com a mulher, finalmente cede e experimenta-as. Calça as sandálias e imediatamente ganha um olhar selvagem, uma coisa que a mulher não via há muitos anos: o poder sexual crú! Num piscar de olhos, o marido corre para o Chinês, atira-o para cima da mesa rasga-lhe as calças e... O Chinês começa a berrar:
- ... Calçou ao contlálio!!... calçou ao contlálio!!... calçou ao contlálio!!...



num andaime...
 
Dois brancos e um negro estão num andaime, lavando os vidros de um grande edifício.
De repente, o negão dá um gemido, vira-se pro branco ao lado e lhe diz:
- Ai, ai, ai, preciso cagar, vou cagar aqui mesmo!
- Você tá louco! Vai sujar todo o mundo lá embaixo! - fala o branco.
- Mas eu não tô agüentando mais, cara! Não vai dar tempo de descer!!!
- Então, bata na janela e peça pra senhora deixar você usar o banheiro! - aconselha o branco.
É o que ele faz. Assim que a velha permite a sua entrada pela janela, ele voa para o banheiro.
Está lá o negão, tranqüilo, jogando aquele barro, quando ouve uma gritaria danada. Quando sai, vê que o andaime tinha quebrado e os dois brancos tinham se espatifado no chão.
No dia seguinte, no velório, estão lá os amigos, as viúvas inconsoláveis o negão acompanhado da esposa, quando chega o dono da empresa onde os rapazes trabalhavam e imediatamente todos fazem silêncio.
O empresário começa o seu discurso, dirigindo-se às viúvas:
- Sei que foi uma perda irreparável, mas posso, pelo menos, tentar aliviar tamanho sofrimento. Como sei que as senhoras pagam aluguel, darei uma casa pra cada uma. Também sei que as senhoras dependem de ônibus.. por isso, darei um carro pra cada uma. Quanto aos estudos de seus filhos, não se preocupem mais, pois tudo será por conta da empresa até que terminem a Faculdade. Para finalizar, as senhoras receberão todos os meses mil reais, para as comprinhas da cesta básica.
A mulher do negão, já meio arroxeada, não se contendo mais, fala no ouvido do marido:
- E o bonitão cagando, né!



Num tribunal de uma pequena cidade, o advogado de acusação chamou a sua primeira testemunha, uma avó de idade avançada. Aproximou-se da testemunha e perguntou:

- D. Ermelinda, a senhora conhece-me?
- Claro. Conheço-te desde pequenino e francamente, desiludiste-me. Mentes descaradamente a toda a gente, enganas a tua mulher com a secretária, ainda fizeste um filho na tua cunhada, e deste-lhe dinheiro para se livrar da barriga, manipulas as pessoas e falas mal delas pelas costas. Julgas que és uma grande personalidade quando não tens sequer inteligência suficiente para ser varredor.
É claro que te conheço. Se conheço…
 
O advogado ficou branco, sem saber que fazer. Depois de pensar um pouco, apontou para o outro extremo da sala e perguntou:
- D. Ermelinda, conhece o defensor oficioso?
- Claro que sim. Também o conheço desde a infância. É frouxo, não tem tomates para manter a mulher na linha, ela anda a fornicar com os empregados da casa, o motorista, o jardineiro e até o carteiro dorme com ela, toda a gente sabe, tem problemas com a bebida, não consegue ter uma relação normal com ninguém e na qualidade de advogado, bem… é um dos piores profissionais que conheço. Não me esqueço também de referir que engana a mulher com três mulheres diferentes, uma das quais, curiosamente, é a tua própria mulher.
Sim, também o conheço. E muito bem.
 
O defensor, ficou em estado de choque.
 
Então, o Juiz pediu a ambos os advogados que se aproximassem do estrado e com uma voz muito ténue diz-lhes:
-Se algum dos dois perguntar à p***a da velha se me conhece, juro-vos que vão todos presos !!!



UM CASAL DE ALENTEJANOS NO BALLET
 
A Maria e o Manuel vão ao teatro Municipal assistir ao “Lago dos Cisnes".
Maria muito cansada, após um longo dia de trabalho, dorme profundamente, durante a maior parte do espectáculo.
Acorda envergonhada e pergunta ao marido:
-Maneli dormi, será que alguêem da platêa notô?
Responde o Manuel:
-Da platêa nã sêe, mas todas as artistas sim, pois há horas que caminham na pontinha dos pêis pra nã te acordari..........



A Escova
 
Na altura da II Guerra mundial, um General foi visitar as enfermarias de campanha, para falar com os feridos e os soldados doentes. Entrou ele numa tenda, e os três soldados que lá estavam, imediatamente se levantaram, com algum custo, e fizeram continência. O General aproximou-se do primeiro soldado e perguntou-lhe qual era o problema de que ele sofria:
SOL - Sabe, meu general, apanhei uma infecção nos testículos, custa-me um pouco a andar, pelo que não posso servir a minha pátria.
GEN - E qual e o tratamento que lhe estão a fazer?
SOL - Todos os dias a enfermeira mete um pouco de iodo numa escova de dentes, e esfrega-me os testículos.
GEN - E quais são os seus planos para o futuro?
SOL - Quero ficar bom o mais depressa possível e lutar pela minha pátria.
GEN - Muito bem.
Segundo soldado, e o general perguntou-lhe do que ele sofria:
SOL - Meu general, infelizmente sofro do mesmo que o meu camarada. Uma infecção nos testículos. Todos os dias a enfermeira esfrega-me os testículos com uma escova de dentes impregnada em iodo.
GEN - Hmm! E os seus planos para o futuro?
SOL - Ficar bom, e lutar pela pátria.
GEN - Isso - disse o general muito contente.
Terceiro soldado e a mesma pergunta:
SOL - Meu.. general - disse o soldado a muito custo porque estava rouco - eu tenho a garganta inflamada. O general ficou espantado por este homem estar desmobilizado por uma dor de garganta.
GEN - E qual e o tratamento?
SOL - Todos os dias a enfermeira passa-me a garganta com uma escova de dentes impregnada de iodo.
GEN - Hmm! E os seus planos para o futuro?
SOL - Apanhar a escova de dentes primeiro que os outros dois.



Loira desonra a família!
 
Uma loirinha ia sair pela primeira vez com um homem. A mãe apreensiva, deu-lhe algumas instruções:
- Olha minha filha, ele convidou-te para sair, vai; ele vai levar-te para jantar, vai; ele vai convidar-te para conhecer o apartamento dele, vai; ele vai oferecer-te uma bebida, aceita; ele vai convidar-te para ir para o quarto, vai; ele vai convidar-te para tirar a roupa, tu tiras; ele vai pedir-te para deitar na cama, tu deitas-te... Mas, na hora em que ele for subir em cima de ti para desonrar a nossa família, tu não deixas, percebeste minha filha? Lembra-te sempre que acima de tudo está a honra da nossa família.
Tudo avisado, a loirita saiu. Quando chegou, foi contar à mãe o ocorrido:
- Tudo o que a mãe disse era verdade! Ele fez tudinho! Só que na hora que ele foi subir em cima de mim para desonrar a minha família...
- Tu saíste da cama, filha? Perguntou a mãe, apreensiva.
- Melhor! Eu subi em cima dele e desonrei a família dele.




PASOLINI, de Abel Ferrara

PASOLINI, de Abel Ferrara  

Retirado de Cineclube de Faro





PASOLINI
Abel Ferrara, França, 2013, 86’, M/18


FICHA TÉCNICA
Título Original: Pasolini
Realização: Abel Ferrara 
Argumento: Maurizio Braucci e Abel Ferrara uma ideia de Nicola Tranquillino e Abel Ferrara 
Montagem: Fabio Nunziata
Fotografia: Stefano Falivene
Interpretação: Willem Dafoe, Riccardo Scamarcio, Ninetto Davoli, Maria de Medeiros
Ano: 2013
Origem: França
Duração : 86´



Um dia, uma vida. Roma, na noite de 2 de Novembro de 1975... O grande poeta e cineasta italiano Pier Paolo Pasolini é assassinado. Pasolini é um símbolo de uma arte que batalha contra o poder. Os seus escritos são escandalosos, os seus filmes são perseguidos pelos censores, muita gente o ama e muitos o odeiam. 

No dia da sua morte, Pasolini passa as últimas horas com a sua amada mãe e mais tarde com os amigos mais próximos, e finalmente sai para a noite no seu Alfa Romeo em busca de aventura na cidade eterna. Pela aurora, Pasolini é encontrado morto numa praia em Ostia nos arredores da cidade. Num filme flutuante e visionário, uma mistura de realidade e imaginação, Abel Ferrara reconstrói o ultimo dia do grande poeta.


CRÍTICA

Figura essencial na história do moderno cinema italiano, Pier Paolo Pasolini (1922-1975) surge, agora, como personagem central de um filme assinado pelo americano Abel Ferrara — um retrato notável, centrado numa magnífica interpretação de Willem Dafoe.

Escusado será dizer que nunca seria simples revisitar, em filme, a vida de uma personalidade tão fascinante, e também tão cheia de contrastes, como Pier Paolo Pasolini.

O autor de filmes como "O Evangelho Segundo São Mateus" (1964), "Decameron" (1971) ou "Salò ou os 120 Dias de Sodoma" (1975) foi, afinal, um criador tão ousado no plano temático como inventivo no domínio das linguagens — e, convém não esquecer, como cineasta, mas também enquanto escritor.

Ao abordar a figura de Pasolini, o americano Abel Ferrara resiste a qualquer caracterização banalmente biográfica, muito menos determinista. Aliás, o seu "Pasolini" começa por se distinguir pelo arco temporal que escolhe — trata-se de revisitar apenas o derradeiro dia de vida do cineasta (2 de Novembro de 1975), quando foi assassinado numa praia de Ostia, nos arredores de Roma.



Não estamos, assim, perante uma "evocação" tradicional. Por um lado, o filme mostra-nos um Pasolini empenhado no lançamento daquele que seria o seu derradeiro filme ("Salò"), ao mesmo tempo que se mantém uma voz activa na discussão da situação política em Itália; por outro lado, através da contaminação de diversos elementos (em particular a escrita de um argumento que deixaria inacabado), deparamos com um criador reflectido no espelho dos seus fantasmas, afinal discutindo sempre os sentidos da sua intervenção pública.

Para a vibração emocional dos resultados, é obviamente essencial a composição de Willem Dafoe. Ferrara dirige-o muito para além de qualquer lógica "ilustrativa", pedindo-lhe antes a definição de uma personagem envolvida num turbilhão de desejos e ideias que, em última instância, nos conduzem à discussão do próprio lugar social do artista. Nesta perspectiva, para além da sua visão dialéctica de Pasolini, o filme "Pasolini" pode ser também uma sugestiva porta de entrada no seu universo literário e cinematográfico.

João Lopes, rtp.pt/cinemax