domingo, 8 de fevereiro de 2015

Poemas de Patrícia Neme


Poemas de Patrícia Neme



FUGA

O que existe em você, que me agita, incomoda...
E desperta em meu ser emoções escondidas?
Em meu corpo, minh'alma não mais se acomoda...
E eu vagueio num mar de ilusões proibidas.

Já não sei mais de mim, a cabeça anda em roda...
Tive as minhas defesas, sem dó, invadidas...
E você nem cogita que tanto incomoda,
nem supõe, em meu peito, as candentes batidas.

E eu me escondo, eu me guardo, não sei o que faço
- quanto anseio sentir o seu beijo, um abraço -,
O meu tempo passou... Nada mais a sonhar.

Nada mais... Como pode tal fado, ferino,
me falar de você e marcar-me o destino
de fugir, e fugir, e fugir... Sem parar?



Soneto da Saudade

 O céu desperta triste, em tom cinzento,
 qual lhe fora penoso um novo dia;
 aos poucos, verte, em gotas, seu lamento...
 Um pranto ensimesmado, de agonia.

Um rouco trovejar, pesado, lento,
 parece suplicar por alforria,
 num rogo já exangue, sem alento...
 A chuva... O cinza... A dor... A nostalgia...

O céu despertou triste... O céu sou eu,
 perdida num sonhar que feneceu,
 sou prisioneira à espera de mercê.

Sonhando conquistar a liberdade
 desta prisão, que existe na saudade...
 Saudade, tanta, tanta... De você!



 Estupidez

 No circo armado na praça,
 grita alucinada massa,
 sem algo de humanidade.

Chega o homem prepotente,
 embrulhado pra presente,
 com olhar de crueldade.

Bandeirolas enfeitadas,
 prontas pra serem fincadas
 no que, de mal, nada fez.

O portão escancarado,
 o touro vê-se empurrado
 à sanha da estupidez.

E a turba grita excitada,
 quer vida sacrificada,
 quer sangue banhando o chão.

E baila, dança o toureiro,
 ante o indefeso cordeiro,
 num rito fútil, pagão.

Até que o corpo ferido,
 sem vida, jaz consumido...
 Pela civilização!





Coluna de Maria Petronilho


Coluna de Maria Petronilho



Se eu partir

Se eu partir...
quero voar
nas asas de teus braços,
mar!

Ilha não quero ficar!

Quero ver o despontar
no dia do teu olhar!

Quero contigo crescer,
vogar, adejar, pairar
como uma estrela
de milhares que entrevejo
quando me queres amar!


Se eu partir, quero chegar
a um mundo maior
onde seja lei querer
escutar, unir,
cativar!


Sublimação das Lágrimas

Não me façam viver às escuras!
não me ordenem a solidão!

nada tenho além da vida
e das exaltadas quimeras
que mantenho

quero ser alvorada
movendo as trevas
 para que ninguém sofra
o tormento que me dilacera
 e exponho
 quando me desvendo
 rogando
 o amor intrínseco

nada mais quero senão
demudar a lágrima
em sorriso!


Cansada de Guerra!

 Ondeia o pranto
 pungente mar fundo
 de sangue embotado
 gerações tremendo
 florinhas abrindo
 e já se finando

de chacinas, basta!

qual bandeira erguida
construa-se esperança
resolva-se a guerra
nem que por decreto
seja primavera!






sábado, 7 de fevereiro de 2015

Sortido de anedotas recolhidas na NET


Sortido de anedotas recolhidas na NET


O alentejano e o intelectual


Um alentejano apanha um comboio para ir ao Porto e senta-se ao lado de um senhor muito bem vestido.
O alentejano começa a olhar e pergunta:
Por acaso você nunca apareceu na televisão?
Ao que o Sr. responde:
- Sim, eu costumo ir a muitos concursos de cultura geral e por isso o Sr. deve conhecer-me daí. Como a viagem vai ser longa, você por acaso não quer fazer um jogo comigo?
Pode ser.- Respondeu o alentejano.
- Então fazemos assim: como eu tenho mais cultura que o Sr., você faz-me uma pergunta sobre um assunto qualquer e se eu não souber responder, dou-lhe 100 euros.
A seguir faço-lhe eu uma pergunta e se não souber a resposta, dá-me só 10 euros. Concorda?
Vamos a isso.- respondeu o alentejano confiante.
- Então eu faço-lhe a primeira pergunta. Diga-me o nome da pessoa que escreveu "Os Lusíadas", aquele poeta só com um olho, que dignificou Portugal?
O alentejano começa a pensar e passados alguns instantes diz:
- Nã sei. Ê não sei leri.
- A resposta era Luís de Camões. Dê-me os 10 euros e faça-me uma pergunta qualquer.
- Tomi. Bem, qual é o animali que se o encostar a um chaparro sobe-o com quatro patas e desce-o com cinco patas?
- Olhe, essa nem eu sei. - respondeu o homem muito admirado.
- Então passe para cá os 100 euros.
- Tome. Mas agora diga-me, que animal é esse?
- Tamém nã sei. Tome lá 10 euros.



O guarda-jóias...

Uma senhora levou a filha de 16 anos ao ginecologista e pediu:
- Shr. Dr. Desejava que examinasse o "guarda-jóias" da minha filha.
- O "guarda-jóias"???
O médico achou estranho aquele nome, mas levou a menina para dentro da sala do consultório e fez-lhe um exame ginecologico rigoroso. Acabado o exame, chamou a mãe e perguntou-lhe:
- Como foi que a senhora disse que aquilo se chamava ?
- "Guarda-jóias" - respondeu, de imediato, a senhora.
Disse então o médico:
- Qual "guarda-jóias", aquilo parecia mais um guarda-fatos, só camisas...tirei de lá sete !


A Morte do porco

Passos Coelho e o motorista passeavam por uma estrada no Alentejo quando subitamente  atropelaram um porco  matando-o instantaneamente.
Passos Coelho disse então ao motorista que fosse até à quinta e explicasse  o que tinha acontecido ao dono do animal.
Uma hora mais tarde, Passos Coelho vê o motorista a cambalear em direcção  ao carro, com um charuto numa mão e uma garrafa de uísque na outra.
A roupa estava  toda amarrotada.
- O que é que aconteceu? - perguntou Passos Coelho.
O motorista respondeu:
- Bem, o dono da quinta deu-me vinho, a mulher, cigarros e a boa da filha de 19 anos fez amor comigo apaixonadamente.
- Meu Deus! Mas o que é que lhes disseste? - perguntou Passos Coelho?
- Sou o motorista do Passos Coelho e acabo de matar o porco!


Sozinha no avião...
 
Esta é a história de uma mulher voando em um avião de dois lugares.
Só ela e o piloto.
Ele tem um ataque cardíaco e morre.
Ela, desesperada, começa a gritar por socorro- May Day! Help! Ajude-me! Socorro! Meu piloto teve um ataque cardíaco e morreu.
Eu não sei como pilotar. Ajude-me! Por favor me ajude!
Ela ouve uma voz no rádio dizendo pausadamente:
- Este é o Controle de Tráfego Aéreo e eu te escuto bem, alto e claro. Tenha calma. Eu vou falar com você através deste rádio e te trazer de volta ao chão. Eu tenho muita experiência com este tipo de problema. Basta ter muita calma. Já enfrentei vários.
Respire fundo.
Tudo vai ficar bem! Agora me dê a sua altura e posição.
Ela diz:
- Eu tenho um metro e setenta e dois e estou no banco da frente.
- "OK", diz a voz no rádio. Agora repita comigo:
"Pai nosso que estais no céu ..."


Aleluia.....viva os noivos...
 
Transbordante de felicidade, o garotão entra em casa e anuncia ao pai que se vai casar.
Parabéns...diz o pai...Quem é a felizarda?
A Mariazinha, filha do seu amigo Osvaldo.
Sinto muito, meu filho, mas você não se pode casar com ela.
Na verdade, ela é sua irmã...explica o pai, meio embaraçado.
É que certa vez o Osvaldo viajou, eu cheguei lá....bem...sabe como são essas coisas.
O rapaz fica inconsolável: vai para o quarto, se atira na cama e fica chorando.
Aí surge a mãe para consolá-lo, ouve por que ele chora e o conforta:
Case tranquilo, meu filho.
Na verdade ela não é sua irmã.......
Certa vez o seu pai viajou e......Bem....



Meu querido pai. 

Berlim é maravilhoso. As pessoas são excelentes e eu estou realmente a gostar disto. Mas, Pai, eu estou um bocado envergonhado em chegar à minha Faculdade com o meu Ferrari 599GTB em puro ouro, quando todos os meus professores e colegas vêm de Comboio.
O seu filho, Nasser
 
No dia seguinte o Pai responde ao e-mail do Nasser:
Meu amado filho
20 milhões de USD acabaram de ser transferidos para a tua conta.
Não nos envergonhe mais.
Vá comprar um comboio para você!



Metendo-se com malucos!
 
Um homem na rua a certa altura passa pelo que parecia um jardim de uma qualquer instituição de apoio a malucos, rodeado por uma cerca de tábuas de madeira, ouve do outro lado umas vozes a entoar:
- Treze! Treze! Treze!
Curioso, procurou um buraquinho numa das tábuas, por onde pudesse espreitar. Feito isto, alguém lhe espeta um dedo no olho e o homem recua meio atarantado, ao que se ouve de imediato:
- Catorze! Catorze! Catorze!



A loira e o autocarro
 
Um dia, numa paragem do autocarro, estava uma loira que usava uma mini-saia muito apertada. Quando o autocarro chegou e era a sua vez de entrar, apercebeu-se que a saia estava tão apertada que não conseguia levantar a perna o suficiente para chegar ao primeiro degrau.
Tentando arranjar uma maneira de conseguir levantar a perna, recuou, esticou os braços para trás e desapertou um bocadinho o fecho da saia.
Ainda assim não conseguia chegar ao degrau...
Embaraçada recuou novamente e esticou os braços para trás das costas para desapertar um pouco mais o fecho. Mesmo assim, ainda não conseguiu subir para o primeiro degrau...
Então, recuou novamente, esticou os braços para trás e desapertou completamente o fecho da saia.
Pensando que desta vez ia conseguir, levantou novamente a perna, apenas para descobrir que ainda não conseguia alcançar o degrau...
Vendo como ela estava embaraçada, o homem que estava atrás dela na fila do autocarro, pôs as suas mãos à volta da cintura e levantou-a, pousando-a no primeiro degrau do autocarro. A rapariga virou-se furiosa e perguntou:
- Como se atreve? Eu nem sequer o conheço...
Chocado o homem respondeu-lhe:
- Bem, minha senhora, eu pensei que depois de ter recuado e me ter desapertado a braguilha três vezes, já éramos, pelo menos, amigos!



A propósito de almoços...
 
A idade não perdoa...
Um grupo de amigos de 40 anos discutiam e discutiam para escolher o restaurante
onde iriam encontrar-se para jantar.
Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque as empregadas usavam
mini-saias e blusas muito decotadas.
10 anos mais tarde, aos 50 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez
discutiram e discutiram para escolher o restaurante.
Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque a comida era muito boa
a havia uma óptima selecção de vinhos.
10 anos mais tarde, aos 60 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez
discutiram e discutiram para escolher o restaurante.
Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque ali podiam comer em paz
e sossego e havia sala de fumadores.
10 anos mais tarde, aos 70 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez
discutiram e discutiram para escolher o restaurante.
Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque lá havia uma rampa
para cadeiras de rodas e até um pequeno elevador.
10 anos mais tarde, aos 80 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez
discutiram e discutiram para escolher o restaurante.
Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical. Todos acharam que era uma
grande ideia porque nunca lá tinham estado antes.



Sandálias do chinês...
 
Um casal vai de ferias a Macau.
Quando estão a passear na zona do mercado vermelho, a ver as coisas que por lá se vendem, passam por uma pequena loja de calçado, mais propriamente de sandálias, e ouvem uma voz lá de dentro com um linguajar meio chinês, a dizer:
- Vocês, poltugueses! Entlem, entlem na mina humilde loja!
O casal entra na loja e o chinês diz-lhes:
- Tenho aqui umas sandálias especiais que penso que estalão intelessados. Elas fazem ficale selvagem no sexo que nem um glande camelo do deselto.
A esposa, depois de ouvir isto, fica verdadeiramente excitada. Mas o seu marido sente que realmente não precisa nada delas, sendo o deus que se julga, e diz ao homem:
- Como é que as sandálias nos tornam nuns tarados?
O Chinês diz:
- .... É só explimentale...
Bem, o marido depois de discutir um pouco com a mulher, finalmente cede e experimenta-as. Calça as sandálias e imediatamente ganha um olhar selvagem, uma coisa que a mulher não via há muitos anos: o poder sexual crú! Num piscar de olhos, o marido corre para o Chinês, atira-o para cima da mesa rasga-lhe as calças e... O Chinês começa a berrar:
- ... Calçou ao contlálio!!... calçou ao contlálio!!... calçou ao contlálio!!...



num andaime...
 
Dois brancos e um negro estão num andaime, lavando os vidros de um grande edifício.
De repente, o negão dá um gemido, vira-se pro branco ao lado e lhe diz:
- Ai, ai, ai, preciso cagar, vou cagar aqui mesmo!
- Você tá louco! Vai sujar todo o mundo lá embaixo! - fala o branco.
- Mas eu não tô agüentando mais, cara! Não vai dar tempo de descer!!!
- Então, bata na janela e peça pra senhora deixar você usar o banheiro! - aconselha o branco.
É o que ele faz. Assim que a velha permite a sua entrada pela janela, ele voa para o banheiro.
Está lá o negão, tranqüilo, jogando aquele barro, quando ouve uma gritaria danada. Quando sai, vê que o andaime tinha quebrado e os dois brancos tinham se espatifado no chão.
No dia seguinte, no velório, estão lá os amigos, as viúvas inconsoláveis o negão acompanhado da esposa, quando chega o dono da empresa onde os rapazes trabalhavam e imediatamente todos fazem silêncio.
O empresário começa o seu discurso, dirigindo-se às viúvas:
- Sei que foi uma perda irreparável, mas posso, pelo menos, tentar aliviar tamanho sofrimento. Como sei que as senhoras pagam aluguel, darei uma casa pra cada uma. Também sei que as senhoras dependem de ônibus.. por isso, darei um carro pra cada uma. Quanto aos estudos de seus filhos, não se preocupem mais, pois tudo será por conta da empresa até que terminem a Faculdade. Para finalizar, as senhoras receberão todos os meses mil reais, para as comprinhas da cesta básica.
A mulher do negão, já meio arroxeada, não se contendo mais, fala no ouvido do marido:
- E o bonitão cagando, né!



Num tribunal de uma pequena cidade, o advogado de acusação chamou a sua primeira testemunha, uma avó de idade avançada. Aproximou-se da testemunha e perguntou:

- D. Ermelinda, a senhora conhece-me?
- Claro. Conheço-te desde pequenino e francamente, desiludiste-me. Mentes descaradamente a toda a gente, enganas a tua mulher com a secretária, ainda fizeste um filho na tua cunhada, e deste-lhe dinheiro para se livrar da barriga, manipulas as pessoas e falas mal delas pelas costas. Julgas que és uma grande personalidade quando não tens sequer inteligência suficiente para ser varredor.
É claro que te conheço. Se conheço…
 
O advogado ficou branco, sem saber que fazer. Depois de pensar um pouco, apontou para o outro extremo da sala e perguntou:
- D. Ermelinda, conhece o defensor oficioso?
- Claro que sim. Também o conheço desde a infância. É frouxo, não tem tomates para manter a mulher na linha, ela anda a fornicar com os empregados da casa, o motorista, o jardineiro e até o carteiro dorme com ela, toda a gente sabe, tem problemas com a bebida, não consegue ter uma relação normal com ninguém e na qualidade de advogado, bem… é um dos piores profissionais que conheço. Não me esqueço também de referir que engana a mulher com três mulheres diferentes, uma das quais, curiosamente, é a tua própria mulher.
Sim, também o conheço. E muito bem.
 
O defensor, ficou em estado de choque.
 
Então, o Juiz pediu a ambos os advogados que se aproximassem do estrado e com uma voz muito ténue diz-lhes:
-Se algum dos dois perguntar à p***a da velha se me conhece, juro-vos que vão todos presos !!!



UM CASAL DE ALENTEJANOS NO BALLET
 
A Maria e o Manuel vão ao teatro Municipal assistir ao “Lago dos Cisnes".
Maria muito cansada, após um longo dia de trabalho, dorme profundamente, durante a maior parte do espectáculo.
Acorda envergonhada e pergunta ao marido:
-Maneli dormi, será que alguêem da platêa notô?
Responde o Manuel:
-Da platêa nã sêe, mas todas as artistas sim, pois há horas que caminham na pontinha dos pêis pra nã te acordari..........



A Escova
 
Na altura da II Guerra mundial, um General foi visitar as enfermarias de campanha, para falar com os feridos e os soldados doentes. Entrou ele numa tenda, e os três soldados que lá estavam, imediatamente se levantaram, com algum custo, e fizeram continência. O General aproximou-se do primeiro soldado e perguntou-lhe qual era o problema de que ele sofria:
SOL - Sabe, meu general, apanhei uma infecção nos testículos, custa-me um pouco a andar, pelo que não posso servir a minha pátria.
GEN - E qual e o tratamento que lhe estão a fazer?
SOL - Todos os dias a enfermeira mete um pouco de iodo numa escova de dentes, e esfrega-me os testículos.
GEN - E quais são os seus planos para o futuro?
SOL - Quero ficar bom o mais depressa possível e lutar pela minha pátria.
GEN - Muito bem.
Segundo soldado, e o general perguntou-lhe do que ele sofria:
SOL - Meu general, infelizmente sofro do mesmo que o meu camarada. Uma infecção nos testículos. Todos os dias a enfermeira esfrega-me os testículos com uma escova de dentes impregnada em iodo.
GEN - Hmm! E os seus planos para o futuro?
SOL - Ficar bom, e lutar pela pátria.
GEN - Isso - disse o general muito contente.
Terceiro soldado e a mesma pergunta:
SOL - Meu.. general - disse o soldado a muito custo porque estava rouco - eu tenho a garganta inflamada. O general ficou espantado por este homem estar desmobilizado por uma dor de garganta.
GEN - E qual e o tratamento?
SOL - Todos os dias a enfermeira passa-me a garganta com uma escova de dentes impregnada de iodo.
GEN - Hmm! E os seus planos para o futuro?
SOL - Apanhar a escova de dentes primeiro que os outros dois.



Loira desonra a família!
 
Uma loirinha ia sair pela primeira vez com um homem. A mãe apreensiva, deu-lhe algumas instruções:
- Olha minha filha, ele convidou-te para sair, vai; ele vai levar-te para jantar, vai; ele vai convidar-te para conhecer o apartamento dele, vai; ele vai oferecer-te uma bebida, aceita; ele vai convidar-te para ir para o quarto, vai; ele vai convidar-te para tirar a roupa, tu tiras; ele vai pedir-te para deitar na cama, tu deitas-te... Mas, na hora em que ele for subir em cima de ti para desonrar a nossa família, tu não deixas, percebeste minha filha? Lembra-te sempre que acima de tudo está a honra da nossa família.
Tudo avisado, a loirita saiu. Quando chegou, foi contar à mãe o ocorrido:
- Tudo o que a mãe disse era verdade! Ele fez tudinho! Só que na hora que ele foi subir em cima de mim para desonrar a minha família...
- Tu saíste da cama, filha? Perguntou a mãe, apreensiva.
- Melhor! Eu subi em cima dele e desonrei a família dele.




PASOLINI, de Abel Ferrara

PASOLINI, de Abel Ferrara  

Retirado de Cineclube de Faro





PASOLINI
Abel Ferrara, França, 2013, 86’, M/18


FICHA TÉCNICA
Título Original: Pasolini
Realização: Abel Ferrara 
Argumento: Maurizio Braucci e Abel Ferrara uma ideia de Nicola Tranquillino e Abel Ferrara 
Montagem: Fabio Nunziata
Fotografia: Stefano Falivene
Interpretação: Willem Dafoe, Riccardo Scamarcio, Ninetto Davoli, Maria de Medeiros
Ano: 2013
Origem: França
Duração : 86´



Um dia, uma vida. Roma, na noite de 2 de Novembro de 1975... O grande poeta e cineasta italiano Pier Paolo Pasolini é assassinado. Pasolini é um símbolo de uma arte que batalha contra o poder. Os seus escritos são escandalosos, os seus filmes são perseguidos pelos censores, muita gente o ama e muitos o odeiam. 

No dia da sua morte, Pasolini passa as últimas horas com a sua amada mãe e mais tarde com os amigos mais próximos, e finalmente sai para a noite no seu Alfa Romeo em busca de aventura na cidade eterna. Pela aurora, Pasolini é encontrado morto numa praia em Ostia nos arredores da cidade. Num filme flutuante e visionário, uma mistura de realidade e imaginação, Abel Ferrara reconstrói o ultimo dia do grande poeta.


CRÍTICA

Figura essencial na história do moderno cinema italiano, Pier Paolo Pasolini (1922-1975) surge, agora, como personagem central de um filme assinado pelo americano Abel Ferrara — um retrato notável, centrado numa magnífica interpretação de Willem Dafoe.

Escusado será dizer que nunca seria simples revisitar, em filme, a vida de uma personalidade tão fascinante, e também tão cheia de contrastes, como Pier Paolo Pasolini.

O autor de filmes como "O Evangelho Segundo São Mateus" (1964), "Decameron" (1971) ou "Salò ou os 120 Dias de Sodoma" (1975) foi, afinal, um criador tão ousado no plano temático como inventivo no domínio das linguagens — e, convém não esquecer, como cineasta, mas também enquanto escritor.

Ao abordar a figura de Pasolini, o americano Abel Ferrara resiste a qualquer caracterização banalmente biográfica, muito menos determinista. Aliás, o seu "Pasolini" começa por se distinguir pelo arco temporal que escolhe — trata-se de revisitar apenas o derradeiro dia de vida do cineasta (2 de Novembro de 1975), quando foi assassinado numa praia de Ostia, nos arredores de Roma.



Não estamos, assim, perante uma "evocação" tradicional. Por um lado, o filme mostra-nos um Pasolini empenhado no lançamento daquele que seria o seu derradeiro filme ("Salò"), ao mesmo tempo que se mantém uma voz activa na discussão da situação política em Itália; por outro lado, através da contaminação de diversos elementos (em particular a escrita de um argumento que deixaria inacabado), deparamos com um criador reflectido no espelho dos seus fantasmas, afinal discutindo sempre os sentidos da sua intervenção pública.

Para a vibração emocional dos resultados, é obviamente essencial a composição de Willem Dafoe. Ferrara dirige-o muito para além de qualquer lógica "ilustrativa", pedindo-lhe antes a definição de uma personagem envolvida num turbilhão de desejos e ideias que, em última instância, nos conduzem à discussão do próprio lugar social do artista. Nesta perspectiva, para além da sua visão dialéctica de Pasolini, o filme "Pasolini" pode ser também uma sugestiva porta de entrada no seu universo literário e cinematográfico.

João Lopes, rtp.pt/cinemax




sábado, 24 de janeiro de 2015

Jornal Raizonline nº 262 de 26 de Janeiro de 2015


Jornal Raizonline nº 262 de 26 de Janeiro de 2015

COLUNA UM- Daniel Teixeira

Alteração gráfica do Jornal

Por razões relacionadas com as alterações verificadas nos sistemas de busca dos motores (de busca) resolvemos (ainda que e sempre a título experimental) transferir o nosso Jornal, até agora publicado em servidor com domínio próprio (raizonline.com) para publicação a partir deste número num dos nossos blogues.

Os números anteriores a este 262º número encontram-se no respectivo site acima referido (http://www.raizonline.com/) e por lá vão ficar, pelo menos até ao mês de Setembro, altura em que se decidirá se se continua a pagar o domínio ou não.

Na verdade, em termos de alcance de leituras temos visto reduzir-se o número de clics no Jornal, o que se pode atribuir a mais que um factor.

O facto de termos até agora colocado um resumo de cada postagem num outro Blogue (que não este) mostra-nos que é relativamente menor o número de pessoas que vão até ao Jornal ler os textos completos do que aquele que se fica pelo resumo apresentado no Blogue.

As razões deste facto são também mais que uma: uma parte das pessoas não repara no link colocado abaixo de cada postagem e considera (os leitores não assíduos ou sem trabalhos publicados, sobretudo) que lhes satisfaz a amostragem que fazemos considerando mesmo que o nosso resumo constitui a totalidade do texto.

Assim, razões de facilidade de busca e facilidade de acesso aos textos totais são as motivações que nos levam para já a fazer esta alteração: de site (domínio próprio) para Blogue da Google.

Ainda uma outra razão, embora de segunda ordem, nos leva também a esta alteração: estamos (no Jornal em site) com uma centena de páginas, renovadas em grupos de vinte / vinte e cinco periodicamente, o que faz com que os textos fiquem, na nossa opinião, demasiado tempo online num mesmo exemplar. No caso do Blogue, eles ficarão até mais tempo online, mas de acordo com a sua distribuição número a número.

Este número tem o seu índice geral no seguinte link (Índice) mas como é o primeiro desta série poderá ser acedido calmamente através do sistema habitual nos Blogues (postagem anterior).

Esperamos ir resolvendo alguns problemas que entretanto possam vir a surgir e muito sinceramente achamos que este sistema tem futuro nas nossas publicações uma vez que praticamente toda a gente conhece o mecanismo dos blogues.

Que tenham uma boa semana são os meus desejos.

Daniel Teixeira  




 

Dias de cinema - Por Carlos Guerreiro


Dias de cinema

Por Carlos Guerreiro

Retirado do Blogue Aterrem em Portugal


A memória dos 70 anos do final da II Guerra Mundial traz até Lisboa um conjunto de documentários e filmes que vão passar até aos primeiros dias de Fevereiro. No Cinema Ideal, na Rua do Loreto, passam diariamente até 4 de Fevereiro - três documentários de forma sequencial.

Assim, a partir das 16 horas, passa “O último dos injustos”, seguido às 20 horas de “O homem decente” e, por fim, às 21.45 horas, de “A noite cairá”. Aos fins de semana, às 11 horas, é tempo de rever, na mesma sala, “O grande ditador” de Charles Chaplin.

“O último dos injustos” é uma viagem a dois tempos ao Gueto de Theresienstadt, conduzida por Claude Lanzmann. Em 1975 ele entrevistou o último dos sobreviventes daquele que os nazis venderam como um gueto modelo.




No Cinema Ideal podem ver-se documentários sobre a II Guerra Mundial até ao dia 4 de Fevereiro.

Em 2012 ele regressou para recordar esse tempo. “O homem decente” é o retrato da vida e da mente do “Arquitecto da Solução Final”, Heinrich Himmler, feita através de de cartas, fotografias e diários encontrados na casa de família dos Himmler em 1945.

Em “A noite cairá” recupera as imagens filmadas pelos britânicos nos campos de concentração em 1945. O objectivo passava por editar um filme que servisse para mostrar aos alemães os horrores em que tinham participado.

Questões diversas adiaram a montagem da película que, com o surgimento da guerra fria, ficou esquecida em prateleiras. Também há cinema relacionado com a temática da II Guerra Mundial no Cinema S. Jorge. Trata-se de uma iniciativa do Goethe Institut, que preparou num ciclo temático com algumas das produções mais conhecidas da DEFA sobre o nacional-socialismo produzidas pós 1945.


No Cinema S. Jorge começa no dia 26 um ciclo com filmes Alemães sobre o Nacional-Socialismo pós 1945.

Tratam-se de cinco filmes, realizados nos anos 50 e 70, que vão passar a partir dos dia 26 naquela sala às 21 horas. O primeiro filme é “Estrelas”. Segue-se, no dia 27, “Nu entre Lobos”, a 28, “Jacob, o Mentiroso”, a 29, “Eu tinha dezanove” e a 30 “Os assassinos estão entre nós.

Para obter mais informações pode consultar a nossa Agenda ou ligar-se ao site do Goethe Institut  na iniciativa.

Bons filmes e bom fim de semana…

Carlos Guerreiro




O SONHO É AQUELE LUGAR QUE SEDUZ, COMO SE SE DEIXASSE APRISIONAR - Crónica de Gociante Patissa


O SONHO É AQUELE LUGAR QUE SEDUZ, COMO SE SE DEIXASSE APRISIONAR

Crónica de Gociante Patissa

Os homens gabam-se ter sonhos, quando são na verdade estes que carregam aqueles. Não posso dizer que tenha até aqui inventado a asserção. Temos os sonhos, são nossos, mas não mandamos neles, nem os mudamos. Ou mudamos? Parece-me mais certo ver os sonhos como a não aceitação da impotência, da circunstância vivida.

O sonho, enquanto meta, mais não é do que o tempo indeterminado entre o hoje e o amanhã promissor, algures na manivela do tempo. Certa pessoa, no contexto de trabalho, chegaria a escandalizar-se diante de uma resposta minha em 2006. Questionado sobre o que sonhava ser em termos profissionais, justamente no segundo ano de fracassada tentativa de entrar para a universidade, disse-lhe eu que não levávamos para a esfera do sonho a coisa, que o sonho não contava onde tudo escasseia.

A gente até já sabe com o que se pode, ou não, sonhar. Se limitadas são as almas, também o são por solidariedade sonhos. Mas, incorrigíveis, sonhamos sempre, talvez porque o onírico tem a chatice de ser multidirecional. Que remédio!

E eu sonhava, mais ou menos a partir de 1996, com a possibilidade de ver um dia um livro numa vitrina de livraria... com o meu nome na capa.
Seria o chamado sonho de Gutenberg? Ora, tal sonho carregou a minha imaginação, a auto - superação e as energias até 2008. E sem que eu pudesse controlar, o sonho metamorfoseou-se, porque ele, o sonho, lida mal com a ideia de chegar ao destino, o sonho é afinal um caminhante de só começar.

Agora o sonho passou a ter na mira a primeira oportunidade de ser entrevistado para falar (não sobre, mas) de um livro meu, discutir, se tal se aplica, o interior.

Até agora só tenho recebido da imprensa oportunidades para anunciar e informar - o que desde já agradeço, para não ser ingrato, posto que, de tão recorrente, pode ser um indicador da fatia de atenção que me é merecida enquanto criador do campo da escrita.

Foi por isso que recebi com satisfação, no começo de uma entrevista a propósito da novela «Não Tem Pernas o Tempo», uma pergunta muito pertinente, de um entrevistador que tinha um exemplar com considerável antecedência. "Vou-te apresentar como escritor?" Essa pergunta é ainda menos complexa do que a outra, para a qual me engasgo sempre: "Qual é o título do livro?"

Esta sim, é uma grande questão! Desfez-se pois o segredo. O sonho mesmo é chegar a ser lido e inspirar guião, mas sei também deste carácter fugidio de um sonho, pelo que me darei por avisado, se disso não passar.
 
Qual é mesmo o título do livro?

Gociante Patissa, Benguela 14.12.14