sábado, 18 de fevereiro de 2012

Haicais e Tankas de Se-Gyn



Haicais e Tankas de Se-Gyn
 
 HAICAIS

nenhum e-mail --
o gato medita um pouco
 e salta no muro
 
 o que ainda procuro
 na velha canção que ouço
 nesta fria manhã?
 
 o cão que fugiu
 arranhando o portão --
chuva matinal
 
 as coisas do bairro:
 outra loja que fecharam
 e o templo que abriram

Tankas

 Enfim - Tanka

 sensação do pleno
 aquosa impressão que vem --
do que não se tem

por agora ou enfim
 o vício livre de mim

-------------------------------
 
 quanta maldade --
o fraudulento ENEM
 senhor Haddad

seu nome está na bica
 Sampa elegeu Tiririca

Leia este tema completo a partir de 20/2/2012

CORPO E MENTE SAUDAVEL - Recolha de Helena Emília Bortoloti - A BANANA



CORPO E MENTE SAUDAVEL - Recolha de Helena Emília Bortoloti - A BANANA

A banana contém três açúcares naturais - sacarose, frutose e glicose, combinados com fibra. A banana dá uma instantânea e substancial elevação da energia.

Pesquisas provam que apenas duas bananas fornecem energia suficiente para um treino de 90 minutos extenuantes. Não é à toa que a banana é a fruta número um dos maiores atletas do mundo.

Mas energia não é a única forma de uma banana poder nos ajudar a manter a forma. Pode também nos ajudar a curar ou prevenir um grande número de doenças. Tornando-se uma obrigação adicionar a banana à nossa dieta diária.

Depressão: De acordo com recente pesquisa realizada pela MIND, entre pessoas que sofrem de depressão, as pessoas se sentiam melhores após ter comido uma banana. Isto porque a banana contém triptofano, um tipo de proteína que o corpo converte em seratonina, reconhecida por relaxar, melhorar o seu humor e, geralmente, fazem você se sentir mais feliz.

TPM Esqueça as pílulas - coma uma banana. A vitamina B6 regula os níveis de glicose no sangue, que podem afetar seu humor.
Anemia: contendo muito ferro, bananas estimulam a produção de hemoglobina no sangue e ajudam nos casos de anemia.

Pressão Arterial: Este fruto tropical é muito rico em potássio, mas reduzido em sódio, tornando-a perfeita para combater a pressão alta. Tanto é assim, que a Food and Drug Administration nos Estados Unidos, permitiu que a indústria da banana oficialmente informasse ao publico, que ao comer essa fruta, ela poderá reduzir o risco de pressão alta e infarto.


Poesia de Ana Barbara Santo António - Lótus de Dor; Minhas mãos de Mar; Dias resignados



Poesia de Ana Barbara Santo António - Lótus de Dor; Minhas mãos de Mar; Dias resignados


 Lótus de Dor
 
 Reerguida dos pântanos da dor
 Soltei asas com o peso de lamas
 Abri olhos de lágrimas em flor
 A pele prateada como escamas
 Brilhei a luz do esplendor
 Ave reerguida
 Possuída
 Amor em cada pena humedecida

Minhas mãos de Mar
 
 Olho minhas mãos marcadas
 E sobre a água salgada cinzenta
 Espuma branca de vagas
 E a minha pele macilenta
 Olho as minhas mãos pedras
 Húmidas esverdeadas
 Berço das ondas amotinadas
 Vindo morrer à beira-mar
 Mãos que se aninham na tua mão
 A coberto do mar de nevoeiro
 Unem cinzas ondas na solidão
 Aperto firme zeloso companheiro
Dias resignados
 
 Há dias
Em que a carne suspira sossego
 A alma embrenha-se no medo
 Dias em que a dor por cumprir
 Se eleva em redenção
 Quase dor por sentir
 Em suspiração
 Há dias em que o corpo macilento
 Rendido aos químicos e à morfina
 Tropeça no cansaço quezilento
 Da dor que o moí e assassina
 E assim fica abandonado
Esse corpo perdido cansado

Leia este tema completo a partir de 20/2/2012

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

GRANDES POETAS - Por João Manuel Brito Sousa - CONVERSA COM O POETA MANUEL RODRIGUES MADEIRA.



GRANDES POETAS - Por João Manuel Brito Sousa - CONVERSA COM O POETA MANUEL RODRIGUES MADEIRA.

1 - Introdução

 1.1 – O HOMEM E O ESCRITOR

 O homem escritor e poeta MRM, é natural de S Bartolomeu de Messines, terra de tradições socialistas onde casou o Remexido e vem da linha dos Cabritas, famílias por essas bandas muito populares, sendo filho de Diogo Cabrita e de Mariana Nunes Cabrita, ficando órfão de pai aos quatro anos.

Foi viver para Faro e depois para Olhão, onde frequentou a escola primária. Em traços gerais, a sua vida foi de trabalho, nunca abdicando da sua formação cultural.

Foi um grande devorador de livros, estudou sozinho e em 1942, foi admitido na Tesouraria da Fazenda Pública de Olhão, na categoria de auxiliar de Tesoureiro. Foi um opositor ao regime Salazarista e esteve presente na reunião de formação do MUD Juvenil no Algarve, deslocando-se várias vezes a Lisboa, para reuniões do Comité Central do movimento.

Preso político em 1947, em Olhão, quando foi interrogado, teve coragem para esclarecer que pretendia, «apenas, mais liberdade de acção na maneira de poder exprimir livremente as opiniões públicas, quer faladas quer escritas».

Foi preso várias vezes, pelo menos quatro e fez um percurso semelhante ao do poeta António Simões Júnior, de quem foi contemporâneo e amigo..O escritor e poeta Manuel Madeira, tem uma verdadeira vocação poética, é notório isso na sua obra.

Mas não é um poeta de rima fácil porque é um homem de combate e homem íntegro. Aliás, na sua poesia, a rima não é condição necessária; o fundamental é a mensagem que o poeta quer deixar. Tem uma obra notável em poesia, infelizmente pouco conhecida junto do meio poético do País.

Mantém íntima relação com os velhos amigos do MUDJ, com quem partilha as memórias dos tempos em que, como diz Joaquim Silvestre, queriam endireitar o mundo, ainda que entortassem as suas vidas.

2 – A POESIA

A poesia é a materialização das emoções, sentimentos, ideias e pensamentos expressos através das palavras. O trabalho do poeta é reunir num modelo harmonioso essas ditas palavras e cantá-las. A poesia deve ser cantada. Só o poeta entende o poeta. é claro que, para se elaborar um poema, recorremos a técnicas e recursos, colocando as palavras no lugar que julgamos mais adequados.



José Varzeano - Banda de Alcoutim (1873)



José Varzeano - Banda de Alcoutim (1873)

A Câmara Escura de hoje apresenta a fotografia mais antiga até agora publicada e isso é possível, mais uma vez, por deferência do alcoutenejo José Madeira Serafim. Foi tirada há 138 anos!
 Ao contrário do que na maior parte das vezes acontece, esta está datada e identificada e pena é que faltem os nomes dos músicos.

 Segundo o que se pode ler no verso, a fotografia foi tirada em Alcoutim no dia____de Novembro de 1873 e é assinada por J.C. Torres, certamente, por ser o seu proprietário.
 Qual a razão para estar datada relativamente ao mês de Novembro, ainda que não indique dia? Se fosse Dezembro, isso sim, levar-nos-ia a pensar no dia 1 (Restauração da Independência) ou 8 (Nª Sª da Conceição), dias de muita nomeada, por razões plausíveis nesta pequena vila.

Em Novembro, só o dia de Todos os Santos ou de Finados consideramos viáveis e isto se o conjunto estivesse habilitado à execução de peças compatíveis com essas datas. O dia de S. Martinho, 11 de Novembro, não o encontro como significativo no concelho.
 Convirá referir que J. C. Torres significa João Cesário Torres, que foi irmão mais velho de Manuel António Torres que já referimos em várias ocasiões e que «herdou» do pai as funções políticas de Recebedor de Fazenda e que mais tarde deram origem a uma carreira profissional designada por Tesoureiros da Fazenda Pública.

Juntamente com o P. António José Madeira de Feitas veio a fazer parte de uma comissão escolar no sentido de tomar decisões sobre esta área. Não o «encontrámos» desempenhando funções de Presidente da Câmara ou mesmo vereador, tal como Administrador do Concelho lugares que foram desempenhados por vários membros da sua família.
 
Deu o seu contributo à Santa Casa da Misericórdia mas nunca como Provedor.
 Veio a casar muito tarde tal como o irmão.

Atendendo a que adquiriu a fotografia, admitimos que nela esteja enquadrado, mas isto é só no campo das suposições.



Fonseca Domingos - O Poeta



Fonseca Domingos - O Poeta 
José Maria da Fonseca Domingos, (1936-2002), natural de São João da Venda, Almancil, concelho de Loulé, emigrou aos 18 anos para a Venezuela onde conheceu a obra de Ruben Dario e Alfonsina Storni. Para além disso, era admirador de Pablo Neruda e Bocage.

Regressado a Portugal, ingressou no Ministério da Segurança Social, trabalhando na área administrativa, mas nunca deixando de escrever.
Em 1987 começou a concorrer regularmente a certames literários, tendo sido distinguido em Portugal e no Brasil, contando mais de duas centenas de prémios.
Tem trabalhos seus em diversas colectâneas, nomeadamente nas áreas da poesia e do conto. Publicou seis livros de sonetos e outros poemas, incluindo humorísticos.
Tem dois livros inéditos, um deles de contos e vários poemas na Internet.
Foi membro da AJEA, ASORGAL e da AIRA (associações de jornalistas e escritores).
 
Frequentava assiduamente a Tertúlia da Hélice, em Faro. Esta Tertúlia foi fundada em Maio de 1997 por três poetas ligados pela amizade, aos quais se juntaram outros amantes da escrita.
A Tertúlia da Hélice é o mais dinâmico grupo da AJEA (Associação de Jornalistas e Escritores do Algarve) e conta com dezenas de espectáculos poético - musicais, onde deu a conhecer a poesia que se faz em terras algarvias. Reúne ás segundas e quartas-feiras na Pastelaria A Hélice, em Faro.
Fonseca Domingos faleceu em 09 de Dezembro de 2002, vítima de doença incurável.

Obras Publicadas

Um violino na ramada - 1992

Arranhadelas - 1994

Asas do Vento - 1995

Veredas - 1996

Sem Sol - 1996

Para Além do Bojador - 1999





quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O PROJECTO IN TENTO



O PROJECTO IN TENTO

IN TENTO é um projecto de originais algarvio sediado em Faro/Vila Real de Santo António.
O conceito foi desenvolvido pelo pianista e compositor Fernando Pessanha, e já contou com a colaboração e participação de vários músicos naturais e residentes no Algarve.
Desde 2009 que este projecto tem vindo a apresentar-se ao vivo, frequentemente em formato trio, com o baixista Pedro Reis e o baterista João Melro.

De entre as várias concertos que têm realizado pelo sul do país destacam-se a participação no III Ciclo de Jazz dos Artistas, as participações nas feiras do Livro de Faro, aniversário da FCHS, na Universidade do Algarve ou no Festival MED, em Loulé.
A sonoridade musical de IN TENTO é caracterizada por um ambiente sensual, nostálgico e algo enigmático, pautado, ocasionalmente, por momentos impressionistas.

A estratégia do projecto passa por suaves composições para piano onde se poderá encontrar, no diálogo com os demais instrumentos, uma fusão de elementos que vão desde o jazz/rock contemporâneo à música clássica/minimalista do séc. XX.
A sonoridade de IN TENTO é ainda caracterizada por uma forte tendência cinematográfica, o que os levou a serem convidados para a abertura da 1ª Mostra de Curtas Metragens Algarvias, em Altura, ou para acompanhar a poesia de autores como Carlos de Oliveira, em Cacela Velha.