sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

GRANDES POETAS - Por João Manuel Brito Sousa - CONVERSA COM O POETA MANUEL RODRIGUES MADEIRA.



GRANDES POETAS - Por João Manuel Brito Sousa - CONVERSA COM O POETA MANUEL RODRIGUES MADEIRA.

1 - Introdução

 1.1 – O HOMEM E O ESCRITOR

 O homem escritor e poeta MRM, é natural de S Bartolomeu de Messines, terra de tradições socialistas onde casou o Remexido e vem da linha dos Cabritas, famílias por essas bandas muito populares, sendo filho de Diogo Cabrita e de Mariana Nunes Cabrita, ficando órfão de pai aos quatro anos.

Foi viver para Faro e depois para Olhão, onde frequentou a escola primária. Em traços gerais, a sua vida foi de trabalho, nunca abdicando da sua formação cultural.

Foi um grande devorador de livros, estudou sozinho e em 1942, foi admitido na Tesouraria da Fazenda Pública de Olhão, na categoria de auxiliar de Tesoureiro. Foi um opositor ao regime Salazarista e esteve presente na reunião de formação do MUD Juvenil no Algarve, deslocando-se várias vezes a Lisboa, para reuniões do Comité Central do movimento.

Preso político em 1947, em Olhão, quando foi interrogado, teve coragem para esclarecer que pretendia, «apenas, mais liberdade de acção na maneira de poder exprimir livremente as opiniões públicas, quer faladas quer escritas».

Foi preso várias vezes, pelo menos quatro e fez um percurso semelhante ao do poeta António Simões Júnior, de quem foi contemporâneo e amigo..O escritor e poeta Manuel Madeira, tem uma verdadeira vocação poética, é notório isso na sua obra.

Mas não é um poeta de rima fácil porque é um homem de combate e homem íntegro. Aliás, na sua poesia, a rima não é condição necessária; o fundamental é a mensagem que o poeta quer deixar. Tem uma obra notável em poesia, infelizmente pouco conhecida junto do meio poético do País.

Mantém íntima relação com os velhos amigos do MUDJ, com quem partilha as memórias dos tempos em que, como diz Joaquim Silvestre, queriam endireitar o mundo, ainda que entortassem as suas vidas.

2 – A POESIA

A poesia é a materialização das emoções, sentimentos, ideias e pensamentos expressos através das palavras. O trabalho do poeta é reunir num modelo harmonioso essas ditas palavras e cantá-las. A poesia deve ser cantada. Só o poeta entende o poeta. é claro que, para se elaborar um poema, recorremos a técnicas e recursos, colocando as palavras no lugar que julgamos mais adequados.



José Varzeano - Banda de Alcoutim (1873)



José Varzeano - Banda de Alcoutim (1873)

A Câmara Escura de hoje apresenta a fotografia mais antiga até agora publicada e isso é possível, mais uma vez, por deferência do alcoutenejo José Madeira Serafim. Foi tirada há 138 anos!
 Ao contrário do que na maior parte das vezes acontece, esta está datada e identificada e pena é que faltem os nomes dos músicos.

 Segundo o que se pode ler no verso, a fotografia foi tirada em Alcoutim no dia____de Novembro de 1873 e é assinada por J.C. Torres, certamente, por ser o seu proprietário.
 Qual a razão para estar datada relativamente ao mês de Novembro, ainda que não indique dia? Se fosse Dezembro, isso sim, levar-nos-ia a pensar no dia 1 (Restauração da Independência) ou 8 (Nª Sª da Conceição), dias de muita nomeada, por razões plausíveis nesta pequena vila.

Em Novembro, só o dia de Todos os Santos ou de Finados consideramos viáveis e isto se o conjunto estivesse habilitado à execução de peças compatíveis com essas datas. O dia de S. Martinho, 11 de Novembro, não o encontro como significativo no concelho.
 Convirá referir que J. C. Torres significa João Cesário Torres, que foi irmão mais velho de Manuel António Torres que já referimos em várias ocasiões e que «herdou» do pai as funções políticas de Recebedor de Fazenda e que mais tarde deram origem a uma carreira profissional designada por Tesoureiros da Fazenda Pública.

Juntamente com o P. António José Madeira de Feitas veio a fazer parte de uma comissão escolar no sentido de tomar decisões sobre esta área. Não o «encontrámos» desempenhando funções de Presidente da Câmara ou mesmo vereador, tal como Administrador do Concelho lugares que foram desempenhados por vários membros da sua família.
 
Deu o seu contributo à Santa Casa da Misericórdia mas nunca como Provedor.
 Veio a casar muito tarde tal como o irmão.

Atendendo a que adquiriu a fotografia, admitimos que nela esteja enquadrado, mas isto é só no campo das suposições.



Fonseca Domingos - O Poeta



Fonseca Domingos - O Poeta 
José Maria da Fonseca Domingos, (1936-2002), natural de São João da Venda, Almancil, concelho de Loulé, emigrou aos 18 anos para a Venezuela onde conheceu a obra de Ruben Dario e Alfonsina Storni. Para além disso, era admirador de Pablo Neruda e Bocage.

Regressado a Portugal, ingressou no Ministério da Segurança Social, trabalhando na área administrativa, mas nunca deixando de escrever.
Em 1987 começou a concorrer regularmente a certames literários, tendo sido distinguido em Portugal e no Brasil, contando mais de duas centenas de prémios.
Tem trabalhos seus em diversas colectâneas, nomeadamente nas áreas da poesia e do conto. Publicou seis livros de sonetos e outros poemas, incluindo humorísticos.
Tem dois livros inéditos, um deles de contos e vários poemas na Internet.
Foi membro da AJEA, ASORGAL e da AIRA (associações de jornalistas e escritores).
 
Frequentava assiduamente a Tertúlia da Hélice, em Faro. Esta Tertúlia foi fundada em Maio de 1997 por três poetas ligados pela amizade, aos quais se juntaram outros amantes da escrita.
A Tertúlia da Hélice é o mais dinâmico grupo da AJEA (Associação de Jornalistas e Escritores do Algarve) e conta com dezenas de espectáculos poético - musicais, onde deu a conhecer a poesia que se faz em terras algarvias. Reúne ás segundas e quartas-feiras na Pastelaria A Hélice, em Faro.
Fonseca Domingos faleceu em 09 de Dezembro de 2002, vítima de doença incurável.

Obras Publicadas

Um violino na ramada - 1992

Arranhadelas - 1994

Asas do Vento - 1995

Veredas - 1996

Sem Sol - 1996

Para Além do Bojador - 1999





quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O PROJECTO IN TENTO



O PROJECTO IN TENTO

IN TENTO é um projecto de originais algarvio sediado em Faro/Vila Real de Santo António.
O conceito foi desenvolvido pelo pianista e compositor Fernando Pessanha, e já contou com a colaboração e participação de vários músicos naturais e residentes no Algarve.
Desde 2009 que este projecto tem vindo a apresentar-se ao vivo, frequentemente em formato trio, com o baixista Pedro Reis e o baterista João Melro.

De entre as várias concertos que têm realizado pelo sul do país destacam-se a participação no III Ciclo de Jazz dos Artistas, as participações nas feiras do Livro de Faro, aniversário da FCHS, na Universidade do Algarve ou no Festival MED, em Loulé.
A sonoridade musical de IN TENTO é caracterizada por um ambiente sensual, nostálgico e algo enigmático, pautado, ocasionalmente, por momentos impressionistas.

A estratégia do projecto passa por suaves composições para piano onde se poderá encontrar, no diálogo com os demais instrumentos, uma fusão de elementos que vão desde o jazz/rock contemporâneo à música clássica/minimalista do séc. XX.
A sonoridade de IN TENTO é ainda caracterizada por uma forte tendência cinematográfica, o que os levou a serem convidados para a abertura da 1ª Mostra de Curtas Metragens Algarvias, em Altura, ou para acompanhar a poesia de autores como Carlos de Oliveira, em Cacela Velha.



A Música Portuguesa a Gostar dela Própria



A Música Portuguesa a Gostar dela Própria

é um projecto do realizador português Tiago Pereira e que visa inventariar a produção da realidade artística - musical da actualidade portuguesa e também é um Canal/Arquivo.

Equipa

Tiago Pereira
Coordenador/Mentor/Realizador

O realizador Tiago Pereira, vencedor do prémio Megafone, desenvolveu desde cedo uma linguagem própria. Os seus filmes são de origem transdisciplinar e remetem para manifestações de cultura imaterial.
 Procura sempre novos usos a partir da tecnologia assim como novas abordagens à cultura popular e ao tradicional.

Ana Cláudia Silva
Coordenadora

Nasceu no Barreiro e licenciou-se em Estudos Artísticos, na variante de Artes do Espectáculo. Depois de ter efectuado um estágio curricular no Fórum Dança, participou em vários projectos desenvolvidos pelo Observatório das Actividades Culturais. Desde 2011 que colabora regularmente com o projecto Rua de Baixo (RDB) e Palco Principal, elaborando entrevistas e reportagens na área musical.

Em Dezembro 2011 foi convidada por Tiago Pereira para coordenar A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria. Desta forma concilia os ensinamentos adquiridos ao longo do seu trajecto profissional com a sua paixão pela música.


 

O Varzim Sport Club está a apostar na formação de jogadores oriundos da China



O Varzim Sport Club está a apostar na formação de jogadores oriundos da China
Treinadores de Macau pedem o mesmo

O VARZIM Sport Club, actualmente a competir na 2ª Divisão portuguesa, está a apostar na formação de jogadores oriundos da China, tendo recebido, na semana passada, quatro futebolistas do país asiático.
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«Zhou Dadi, com 16 anos, Xiao Yufeng e He Jie, ambos com 17 anos e, ainda, Chu Jinzhao, com 19 anos, já estão a trabalhar com as formações de juvenis e juniores, sendo que apenas este último pode ser inscrito oficialmente, porque é o único maior de idade», escrevia, na sexta-feira (27 de Janeiro), o jornal Record.
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«Estes atletas estão em Portugal ao abrigo de um protocolo celebrado entre o Varzim e a empresa promotora do Programa de Desenvolvimento do Futebol Chinês», contando com o apoio da Federação Portuguesa de Futebol e da Associação Chinesa de Futebol «para tentar obter as autorizações necessárias da FIFA, para que os atletas chineses, menores de idade, possam também ser inscritos».
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O emblema «alvinegro» recebeu também o técnico Qu Wenbo, que está a «investir na sua carreira como treinador» e terá «um papel fundamental na integração destes jovens no clube», acrescentava aquele diário desportivo, reproduzindo citações da agência LUSA.
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O CLARIM ouviu a opinião de três treinadores de equipas de Macau, Rui Cardoso, Daniel Pinto e Josecler, sobre as relações privilegiadas existentes entre a RAEM e Portugal, e quais as suas implicações a nível desportivo. Em uníssono, afirmam que há falta de visão estratégica da Associação de Futebol de Macau e das entidades competentes, entre as quais, do Instituto do Desporto (ID).




domingo, 12 de fevereiro de 2012

Jornal Raizonline nº 158 de 13 de Fevereiro de 2012 - COLUNA UM - Daniel Teixeira - O indivíduo e o grupo



Jornal Raizonline nº 158 de 13 de Fevereiro de 2012 - COLUNA UM - Daniel Teixeira - O indivíduo e o grupo

Durante anos tenho criticado a falta de preparação e o espírito tacanho do nosso empresariado de uma forma geral, tenho criticado aquilo que eu considero ser a sua incapacidade para gerir situações de maior ou menor crise ou até mesmo sem crise tenho feito reparar (pelos meus poucos meios sempre) alguma relutância quase epidérmica mas bem forte para a associação e para a conjugação de esforços com vista a potenciar os valores que cada um detém.

Chama-se vulgarmente a isso o «espírito de quintal» e a defesa não propriamente das suas galinhas mas do seu galinheiro: na verdade, e seguindo esta ideia avícola, dificilmente se consegue desalojar um galo do seu poleiro mestre e do comando macho do seu galinheiro. Mas...estamos a falar de animais que em princípio não são dotados de inteligência embora por vezes nos surpreendam pelas suas inteligentes atitudes.

Ora, nestes últimos tempos e conforme tenho vindo a referir tenho feito algumas saídas fora da casca netística do nosso «empreendimento» e tenho visitado sobretudo grupos culturais ou entidades onde é suposto haver um pouco mais de abertura do que aquela que seria de esperar, dado o ancestral costume, da parte das empresas. Na verdade estas têm valores financeiros em jogo, técnicas e habituações específicas das quais têm dificuldade em libertar-se sobretudo devido a alguns segredos de gestão ou de fabrico que tradicionalmente fizeram a sua escola mental ainda que neste momento tais particularidades estejam anuladas.

Uma empresa que mete um produto no mercado tem de explicar tão detalhadamente quanto necessário os subprodutos que o compõem e o segredo da avozinha desapareceu, ou pelo menos está em via acelerada de extinção, em termos reais, ainda que continue por vezes a ser referido em termos de marketing.