domingo, 12 de fevereiro de 2012

Poesia de José Carlos Moutinho - Tempo perdido; Esperança...de nada; A paz do poeta



Poesia de José Carlos Moutinho - Tempo perdido; Esperança...de nada; A paz do poeta
 
 Tempo perdido
 
 Sinto falta dos teus sorrisos apagados,
 Dos teus abraços reprimidos,
 Das tuas palavras surdas!

Será que consegues hoje,
Compensar-me...
 Com o que não me deste antes?

Poderás fazer com que na tua boca,
Se acenda o sorriso apagado;
 Poderás soltar os abraços antes contidos
 E dizeres o que ficou sufocado
 Na tua garganta!

Esperança...de nada
 
 E tantos eram, que desequilibrados,
 Caminhavam descalços, por estradas esburacadas,
 Frias de morte, que lhes trespassava a alma,
 Na dor despida de agasalho!
 Porém, nos seus corações,
Jamais esmorecia a esperança,
 Palavra de alma sentida,
 Tão raramente conseguida!
 Nos rios que transbordavam
 E alagavam os seus campos ressequidos,
 Pelas intempéries da miséria,
 Na esperança da fertilização,

A paz do poeta
 
 As palavras soltam-se,
Deslizando na ponta da pena,
Definindo emoções e sentimentos,
 Podem tornar-se acutilantes ou doces!
 As palavras transcrevem a alma do poeta
 Que deixa espelhar os seus momentos;
 As palavras podem ser agrestes e terríveis
 Na inquietude do poeta;
 Adquirem toda a beleza do ânimo
 Se este está feliz!
 É nesta conjugação de estados de alma,
 Que amor e paixão assumem lugar de destaque!

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Ciranda Desafio-te Tristeza (Iniciada por Sá de Freitas) - ES UM POBRE E TRISTE POETA (António Zumaia); FALO SO DE ALEGRIA (Efigênia Coutinho)



Ciranda Desafio-te Tristeza (Iniciada por Sá de Freitas) - ES UM POBRE E TRISTE POETA (António Zumaia); FALO SO DE ALEGRIA (Efigênia Coutinho)
 
 ES UM POBRE E TRISTE POETA
 António Zumaia
 
 São tão pobres meus poemas,
 de versejar… coitadinho.
 é nestes simples dilemas,
 que se vê ser pobrezinho.
 Poetas que são eleitos,
 da tristeza fazem luz…
Nestes sonetos perfeitos,
 a tristeza até seduz.

FALO SO DE ALEGRIA
 Efigênia Coutinho
 
 Falo somente de alegria
 ela se estende á minha
 volta, acima, á direita,
 á esquerda, á minha frente
 e trás de mim, dentro e
 por fora de minha alma.
 Falo somente de alegria
 com os olhos bem abertos

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POESIAS DE VALDO SANTOS - carrego em toda a minha alma; Sentado no trono da minha alma; esgueirando-se da minha alma



POESIAS DE VALDO SANTOS - carrego em toda a minha alma; Sentado no trono da minha alma; esgueirando-se da minha alma 

 carrego em toda a minha alma
a minha eterna companhia
 a solidão me acompanha
 lá, onde a noite se faz dia..
 levo no meu coração
 uma fatia de paixão
 uma migalha de recordação
 de um pão amassado pela ilusão

Sentado no trono da minha alma
no meio do deserto da minha ilusão
 envelheço a cada momento que passa
 esperando o regresso do teu coração..
 aqui ,no meio do nada
 aonde o vento sopra a saudade
 onde a areia cega a realidade
 permaneço perdido na minha ansiedade..

esgueirando-se da minha alma
sentimentos se libertam ao vento
 tornando-se em místicas poesias
 derramadas pelo tempo..
 haver em sí ,prosas em dueto
 versos em sua pura harmonia
 um renascer de uma aurora
 num espírito repleto de magia

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Poesia de Varenka de Fátima Araújo - Minha Bahia; Proibido poema; Um segredo



Poesia de Varenka de Fátima Araújo - Minha Bahia; Proibido poema; Um segredo
 
 Minha Bahia
 
 Anda minha Bahia
 O mar em estado de prisma
 Ondas altas quebrando em arrastão
 A praia contracenado prezar
 O riso irônico vinga dias
 Um solo com flor de pele
 O riso assume sua natureza perversa
 Mãos e braços rastejando

Proibido poema
 
 Lábios úmidos
 vem no hálito do vento
 na aurora resplandecente
 rasgando, ferindo nuvens
 Proibido poema
 teus beijos dinâmicos imprimindo
 em diversas formas de amar
 envolvendo me com abastança

Um segredo
 
 Costurei os tempos
 com mão tremula
 segurando o punho
 sem ocultar a verdade
 a voz emudeceu
 Beethoven
 tua agonia superaste
 a minha agonia superei
 colocaram uma prótese
 no centro auditivo interno
 quase morri no leito

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Poesia de João Furtado - AMOR...; JORNALISMO VERDADEIRO; Retribuição



Poesia de João Furtado - AMOR...; JORNALISMO VERDADEIRO; Retribuição
 
 
 AMOR...
 
 A data convida para o amor, meu amoR
 Mesmo porque tudo é doce e carinhosO
 Os jovens amores, todos, poetas se tornaM
 Recorrendo a imaginações e a arte poéticA...
 Rascam de elogios os amores... é a vidA
 O dia é de sonhos e os menos românticos... EnfiM
 Muito precavidos procuram um ou outro poema feitO...
 Amor, nem tudo é perfeito, tanto na vida como no amoR...

JORNALISMO VERDADEIRO

 J Jornalismo é muito mais que informar
 O Ontem eu aprendi isto num encontro
R Rhode Island… Na Cidade de Pawtecket
N Num encontro de jornalistas do CVAMA
A A surpresa foi enorme e pela positiva
 L Liberdade de expressão afinal tem sua ditadura
 I Impõe respeito… Pela verdade e pela necessidade
S Saber sofrer e até morrer pela causa única, informar
 M Mesmo que esta seja a causa última… Enfim!
 O O Pacheco e o Alvaro mostraram muito mais…

Retribuição
 
 Agradeço e tento retribuir
 Os singelos votos enviados
 Acho contudo não possuir
 Talento e arte tão desejados!
 A Paz que não falte ao mundo
 E não seja preciso armas usar
 Que apenas o discurso para a alcançar
 Seja suficiente e muito preferido!


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Poesia de José Brites Marques Inácio - SI VIS PACEM PARA BELLUM;REFLEXAO; PALAVRAS A CHUVA



Poesia de José Brites Marques Inácio - SI VIS PACEM PARA BELLUM;REFLEXAO; PALAVRAS A CHUVA 

 SI VIS PACEM PARA BELLUM
 
 (JBMI)
Versando sobre
aves de asa partida, algo rogaria
 aos ventos de mansinho, em surdina.
 Mas não, qual fantasia...
 Falarei aos temporais agrestes
 e aos montes senhores de rapina.

REFLEXAO
 
 (JBMI)
 Só.
 (O António que me perdoe.
 Ele é nobre).
 Talvez assim
 as folhas do vento
 repousem nos algozes
 e por mero dó
 me concedam
 só a mim
 e em pensamento
 as folhas verdes
 das selvas

PALAVRAS A CHUVA
 
 (JBMI)
 Não sei se é importante o que vou dizer.
 Haverá poucas coisas importantes
 na melancolia dos rios perdidos.
 Ainda que o verbo seja caudaloso
 entre confluências podem existir
 tantos redemoinhos pertinazes
 como raios de sol servindo ócios
 por entre nuvens complacentes:
 aritmeticamente nenhuns.
 Se rodopio perante palavras
 dificilmente afastarei a névoa
 e o ocaso convidará a noite
 sem que por minhas enseadas

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Prosa Poética de Joaquim Nogueira



Prosa Poética de Joaquim Nogueira  

 Joaquim Nogueira

«…gosto de desenhar no meu corpo a pura entrega de quem ama… gosto de desenhar na minha alma a luz dessa verdade… escrever com os meus olhos a leitura da saudade… garatujar nos sons as palavras sussurradas…
saborear na boca, nos lábios a doçura do mel do teu beijo desenhado desejo de quem procura o abraço esperado… gosto de desenhar nos teus ouvidos as letras que formam os sentidos… desenhar, por fim, já por sobre o esboço da obra final de quem no auge do encontro sente-se sonho sabendo ser real…
pairar na tela do teu corpo e desenhar as cores do amor que num todo se move completo no ser que temos por modelo… e sendo-o, tê-lo, possuí-lo e transformar a obra num plano final que dá ao desenho o toque especial como que uma assinatura sobre a obra acabada…
depois, ficar a mirar tudo o que havia sido feito para ter ali, na minha frente, a concretização do sonho e saber que todas as palavras ditas ou as desenhadas ou as escritas houveram sido assimiladas, saboreadas e entendidas como brotadas de dentro do meu ser…
gosto de desenhar sim, no teu corpo, o meu eu e no fim ao olhar a tela preenchida em ti soubesse ali ter tudo o que havias querido da presença do meu amor…»

Joaquim Nogueira
 deuses
 ...deuses fecundos e deuses infecundos
 ... que de amor se preenchem e que de amor se entregam
 ... estados puros que nos abraçam em momentos de paz onde o libido não reconhece o corpo e a alma nele se desfaz
 ...nesse puro amor de ávidos sentidos onde não existe a dor senão apenas a do despojar de tudo, onde o nada surge no seu esplendor como uma flor, abrindo-se e fechando-se ao mesmo tempo
 ...nem só de viríatos vive a mulher; a loucura é preciso, a insanidade está no siso e no riso