domingo, 5 de fevereiro de 2012

Marias Cheias de Graça - CICLO SEMANAL DE CINEMA APRESENTADO PELO CINECLUBE DE FARO - Terças feiras de Fevereiro e Março no IPJ - Faro



Marias Cheias de Graça - CICLO SEMANAL DE CINEMA APRESENTADO PELO CINECLUBE DE FARO - Terças feiras de Fevereiro e Março no IPJ - Faro


FEVEREIRO - Dia 7

CRAZY HORSE
 Frederick Wiseman
 EUA, França, 2011, 134’, M/16


Criado por Alain Bernardin e inaugurado a 19 de Maio de 1951 na Avenida George V, em Paris, Crazy Horse tornou-se num dos mais emblemáticos cabarés de todo o mundo, onde o estereótipo da beleza feminina e o erotismo dão o mote a um espectáculo de striptease.
 é neste cenário inspirador que o mais importante documentarista americano, Frederick Wiseman, regressa ao seu registo habitual, apresentando à sua própria assistência as hierarquias, a disciplina e o sacrifício que implicam uma encenação destas proporções.



FEVEREIRO - Dia 14

Uma separação
 Asghar Farhadi
 Irão, 2011, 123’, M/12

Quinta longa-metragem do iraniano Asghar Farhadi, o filme foi o grande vencedor da 61.ª edição do Festival de Berlim, arrecadando o Urso de Ouro, bem como ganhou o Globo de Ouro e se perfila como o melhor candidato ao Oscar para Melhor Filme Estrangeiro.
«A minha homenagem aos cineclubes, que pelo «resto» do país, vai divulgando como pode, estas cinematografias e este «Uma Separação» será mais um. Actores fabulosos que têm aqui a representação das suas vidas. «Uma Separação» é obrigatoriamente um filme a ver.» J. Vieira Pinto

Leia este tema completo a partir de 6/2/2012

sábado, 4 de fevereiro de 2012

BOBO E SUA CORTE - Marcelo Sguassábia



BOBO E SUA CORTE - Marcelo Sguassábia
Já reparou como os termos «Bobo» e «Tolo» têm sinônimos? Dentre tantos, «Doidivanas» sempre me chamou a atenção. Acho que foi lendo algum romance de cavalaria ou livro de Julio Diniz que vi a palavra pela primeira vez. Recorri a um pequeno e nada confiável dicionário e encontrei lá: «Doidivanas: o mesmo que Estouvado». Fui em «Estouvado» e li: o mesmo que Doidivanas. Ou seja, o pai dos burros me fez de bobo.

Ser bobo vai além de ser otário. Tem também o sentido de ignorante, que contempla como sinônimos uma extensa família de quadrúpedes: besta, asno, jerico, jumento, jegue e simpatizantes. Sem falar da anta e da toupeira.

Fora do reino animal, um dos meus favoritos é «Bocó», quase um arcaísmo atualmente. Melhor ainda é «Bocó de Mola», que sugere um upgrade na acepção original (ou um downgrade, no caso).

Igualmente em desuso está o «Monte». Largamente empregado na zona rural de São João da Boa Vista e adjacências nos anos 70, o vocábulo com toda certeza é oriundo do sul de Minas. Não sei se continua vigendo. Monte é, basicamente, o mala de hoje. Tem o significado de empecilho, estorvo que fica no meio, atrapalhando tudo e empatando a f...

Vamos ao «Tonto». Ele é parecido com o bobo, mas não é a mesma coisa. O bobo é menos bobo que o tonto. Historicamente o bobo tem ofício definido. Como todos sabem, era ele quem divertia os reis nas cortes medievais. O tonto, por sua vez, é um Mane-Quarqué (que me perdoem meus leitores Manoéis ou Manuéis), um «Girolas» inofensivo. Por falar em Mané, há que se mencionar aqui os derivativos «Mané-Coco» e «Mané-Jacá», além do conhecidíssimo «Mané-Patola», a quem algumas populações ribeirinhas denominam simplesmente de «Patola».




Fado e Poesia - Pelo Grupo de Teatro Lethes



Fado e Poesia - Pelo Grupo de Teatro Lethes
Teve lugar no passado dia 2 de Fevereiro, no Teatro Lethes, integrada nas comemorações do Dia da Freguesia da Sé de Faro a representação da peça «Fado e Poesia».

A Peça Encenada por Emílio Coroa, tem como interpretes, Emílio Coroa, José Cabecinha, Joaquim Teixeira, Ana Vieira, Eduardo Estrela, Felicidade Coroa, Anselmo Correia, Madeira Guerreiro, Liliana Teixeira, Clementina Machado, Luís Iria, Mário Ramos, Matos Pereira  e Aurélio Madeira e ainda os fadistas José Manuel Ferreira e Argentina Freire. Ricardo Martins na guitarra portuguesa e Aníbal Vinhas na viola completam o elenco. A luminotecnia esteva cargo de Luís Iria.

Foram cantados por José Manuel Guerreiro e Argentina Freire os fados e canções:

O Barco vai de saída de Fausto (canção) ; Gaivota; O Rapaz da Camisola Verde; Fado Português; Barco Negro; Tudo isto é fado (canção); Oiça lá ò senhor vinho; Fado Malhoa e Oh gente da minha terra.

Os poetas recitados foram: Ary dos Santos; Manuel Alegre; Miguel Torga, João de Deus; António Nobre; José Régio; António Gedeão; Tóssan; António Botto; António Ramos Rosa e Cabral Nascimento.



sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O conceito de personalidade - Por Daniel Teixeira



O conceito de personalidade - Por Daniel Teixeira
O conceito de personalidade numa perspectiva mais sociológica que psicológica tem a sua origem na constância que se observa no comportamento do indivíduo durante um período de tempo e numa gama de situações diferentes.

Derivando «personalidade» da palavra pessoa é assim legítimo pensar-se que a personalidade possa ser vista de uma forma diferente quer por diversos observadores, ( todos eles dotados da sua personalidade própria ) quer pelos diversos actuantes no seu processo pessoal ( todos eles, também, dotados da sua personalidade própria ), sendo esta analisada durante o tempo e nas mais diversas situações.

Contudo, o termo personalidade designa sobretudo a constante dos comportamentos individuais, ou seja, o conceito de personalidade é uma generalização abstracta de diversos pontos comuns de comportamento encontrados quer num individuo quer num grupo de indivíduos. Por outras palavras, pode dizer-se que o conceito de personalidade se obtém através de uma soma de comportamentos posteriormente reduzidos aquilo que tiverem em comum entre si.

Em termos psicológicos o conceito de personalidade designa, de maneira muito geral, a unidade individual do comportamento e do seu fundamento interno, ou seja, designa a conformidade de um determinado comportamento com o seu fundamento interno, sendo este do foro individual e psicológico de um indivíduo dado.




Redes Sociais = Hiperexposição narcisista - Por Cynthia Kremer



Redes Sociais = Hiperexposição narcisista - Por Cynthia Kremer

Não é novidade que entramos numa era especialmente dedicada a hiperexposição. Ela é o brinde para adocicar o sabor amargo e podermos engolir sem dar muita atenção a todo o marketing que nos é impingido. Nossas informações pessoais circulam livremente para fins nem sempre solicitados e muitas vezes obscuros e não muito nobres. Mas foi tudo muito bem articulado e calculado pelos estrategistas de marketing: nos fisgar pelo lado mais fraco. Como peixinhos, pela boca. Ou melhor, pelo ego-narcisismo.

O ego narcisista tem seu lugar cativo e ainda mais importante no atual fenômeno das «redes sociais», que, cada vez mais, têm um papel efetivo e rotineiro na vida de todos nós.

O que acontece nessas redes é particularmente singular, pois interagimos com «estranhos» com a desenvoltura que provavelmente não teríamos se os mesmos fossem parentes nossos ou amigos de longa data.

Este é apenas um tipo de comportamento dentre um leque imenso e repleto de nuances que determinam como tratam-se uns aos outros nesses espaços de interatividade a distância, embora haja uma peculiar constante entre todos os tipos de relacionamentos online: a coragem exacerbada. Que é conferida pela percepção de nossas personas que dão a medida do que queremos parecer para o outro, além da distância física e da possibilidade de podermos, a qualquer momento, desaparecer assim como aparecemos.


Sintra em Ruínas - Porque as ruínas sentem, falam e são história.



Sintra em Ruínas - Porque as ruínas sentem, falam e são história. 

O projecto Sintra em Ruínas é uma iniciativa cívica de Filipe de Fiúza, poeta e engenheiro civil natural de Sintra. O objectivo principal do projecto é dar relevo social através da Internet a todo o património sintrense em mau estado de conservação procurando ao mesmo tempo registar, organizar, mapear e propor informalmente algumas medidas de recuperação desse património.

Sintra não é apenas o centro histórico e a serra com seus resplandecentes monumentos, por isso dá-se importância a todo o património de Sintra, seja urbano, rural, histórico, público, privado, enorme ou minúsculo, seja material, imaterial, poético ou banal.

Todos os direitos são respeitados, porém se alguém ou alguma entidade se vir atentado nos seus direitos e do seu património, agradece-se que reclame para o endereço electrónico do projecto.
Este projecto espera contar com o contributo de todos os interessados em construir um lugar onde as ruínas tenham a visibilidade merecida pelo que aceitam-se contributos diversos como novos registos fotográficos, sugestões de locais com ruínas, indicações e histórias sobre as ruínas de Sintra ou outras informações.


Comemorações do Dia da Freguesia da Sé - Faro



Comemorações do Dia da Freguesia da Sé - Faro
Teve lugar no passado dia 2 de Fevereiro a Comemoração do Dia da Freguesia da Sé - Faro.

O Programa comemorativo teve inicio às 17,30 horas no Auditório da Biblioteca Municipal de Faro António Ramos Rosa com uma Sessão Solene em que intervieram vários oradores e foi feita a Homenagem a algumas personalidades farenses.

Esta Sessão Solene foi gravada ao vivo pelo Jornal Raizonline, pelo que se coloca aqui essa mesma gravação. Seguiu-se, já à noite, às 21,30 no Edifício do teatro Lethes a representação pelo Grupo de Teatro Lethes da Peça «Fado e Poesia» e a actuação do Grupo Artístico de Danças e Cantares «Barvê Ukrâine».

Historial da Freguesia da Sé de Faro

A designação de Santa Maria de Ossónoba remonta ao século X, ocasião em que, sob o domínio muçulmano, surge um pequeno reino, cuja capital era o núcleo urbano, da actual cidade de Faro, conhecido por Vila -Adentro.
De anotar que a primeira representação iconográfica da cidade de Faro remonta ao século XIII e mais concretamente ao reinado de Afonso X, o Sábio, estando a cidade representada no Cancioneiro das Cantigas de Santa Maria.

Após a Reconquista foram necessários alguns anos para resolver a discórdia entre Portugal e Castela sobre a posse definitiva do Algarve. Em 1266 foi concedido foral a Faro. A partir de então a freguesia de Santa Maria de Faro passou a abranger não só o núcleo urbano, mas também todo o concelho.