sábado, 28 de janeiro de 2012

Coluna de Manuel Fragata de Morais - «Batuque Mukongo». - Novo Livro de Fragata de Morais



Coluna de Manuel Fragata de Morais - «Batuque Mukongo».  - Novo Livro de Fragata de Morais

PAGINA CULTURAL DO JORNAL DE ANGOLA

O escritor Fragata de Morais procedeu na quinta-feira (05/12/11), em Maputo, Moçambique, ao lançamento da sua mais recente obra, intitulada «Batuque Mukongo».
Manuel Augusto Fragata de Morais, de nome completo, diplomata de carreira e no momento emprestado à política, traz a público, em «Batuque Mukongo», as suas memórias em forma de poesia.

Na obra, os leitores têm a oportunidade de conhecer vários episódios da vida do autor, desde a sua infância na província do Uíge, a sua terra natal. «Batuque Mukongo» tem o prefácio assinado por José Luís Mendonça, conhecida figura da literatura angolana.
 
A apresentação do livro, na capital moçambicana, foi feita pelo professor universitário Nataniel Ngomane. O acto decorreu na Associação dos Escritores Moçambicanos, com sede no Instituto Superior de Artes e Cultura, tendo registado a presença de várias entidades locais e estrangeiras, com destaque para o embaixador de Angola em Moçambique, Isaías Jaime Vilinga, e do ex-representante moçambicano em Luanda, que cessou iguais funções no ano passado, António Matonse.

Na ocasião, o autor do livro informou que os leitores angolanos vão tomar contacto com a obra ainda no decurso deste mês, numa cerimónia que está a ser preparada pela União dos Escritores Angolanos.
«Batuque Mukongo» junta-se a outros títulos da lavra de Fragata de Morais, de que se destacam obras como «A Seiva», «Como Iam as Velhas Saber Disso», «Inkuna Minha Terra», «Jindunguices», «Momentos de Ilusão», «A Sonhar se fez verdade», «Antologia Panorâmica de Textos Dramáticos», «A Prece dos Mal Amados», «Sumaúma», «Memórias da Ilha-Crónicas» e «O Fantástico na Prosa Angolana».


A Estrada - Conto de Ray Bradbury e Biografia



A Estrada - Conto de Ray Bradbury e Biografia

Biografia de Ray Bradbury

Ray Bradbury, romancista, contista, ensaísta, dramaturgo, argumentista e poeta, nasceu em Waukegan, Illinois, EUA, em 22 de Agosto de 1920, terceiro filho de Leonard Spaulding Bradbury e Esther Marie Mauberg Bradbury.

No Outono de 1926, a família Bradbury mudou-se para Tucson, Arizona, para regressar logo depois a Waukegan, em Maio do ano seguinte. Por alturas de 1931, Ray Bradbury começou a escrever as suas histórias em papel de embrulho. Em 1932, depois de o pai ter sido despedido do seu emprego de guarda-fios, a família Bradbury mudou-se novamente para Tucson e de novo regressou a Waukegan no ano seguinte. Em 1934 a família foi para Los Angeles, Califórnia.

Bradbury concluiu os seus estudos secundários numa escola de Los Angeles, e a sua educação formal acabou aqui. Mas continuou a estudar sozinho — à noite, na biblioteca e de dia, com a máquina de escrever. Entre 1938 e 1942 vendeu jornais nas esquinas de Los Angeles.

A sua primeira história em letra de forma foi Hollerbrochen’s Dilemma, publicada em 1938 na Imagination!, uma revista amadora de fãs. Em 1939, Bradbury fez sair quatro números da Futuria Fantasia, a sua própria revista de fãs, sendo grande parte do material publicado da sua própria autoria.
A sua primeira publicação paga foi Pendulum, em 1941, para a Super Science Stories. Em 1942, Bradbury escreveu The Lake, a história em que ele encontrou o seu estilo próprio. Cerca de 1943, já tinha deixado o emprego de vendedor de jornais e começou a escrever a tempo inteiro, publicando numerosos contos em jornais e revistas.

Em 1945, o seu conto The Big Black and White Game foi seleccionado para o Best American Short Stories. Em 1947 Bradbury casou com Marguerite McClure e nesse mesmo ano coligiu muitos dos seus melhores trabalhos e publicou-os sob o título Dark Carnival, a sua primeira colectânea de contos.



 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A Solidão é Comunista - Crónica de Rosa Pena



A Solidão é Comunista - Crónica de Rosa Pena 

Acordou com o barulho das crianças no andar de cima. Não precisou se levantar, pois nada a esperava. Aposentou-se do trabalho há dez anos e da vida há quatro. Era tão cedo que o porteiro ainda não havia colocado o jornal em sua porta. O Activia também não apresentava seus efeitos.

Hoje é segunda-feira?
 Voltou a pensar nos direitos humanos e as proteções legais a eles. Concordava plenamente. Um absurdo a homofobia, o bullying, qualquer forma de racismo, o desrespeito aos deficientes físicos. Mas cadê a lei que proíbe a solidão? Aquela que estupra, tortura, discrimina, isola o coração? Essa maldita que o Criador deixou de mimo para todos sem distinção.

Terça?
 Ah! Dirá alguém... Existem os Eikes Batistas, que possuem carros fabulosos, aviões, filhos, barcos, restaurantes, mil amigos, mulheres do estilo Martinho da Vila ("Já tive mulheres de todas as cores, de várias idades, de muitos amores...) tudo na proporção de suas contas bancárias, que não sofrem desse mal. Como não? Vivem de trocas, na eterna busca do poder. Para preencher o quê? Diga, se for capaz, que não é o vazio existencial. O ditadinho de merda, que dinheiro não traz felicidade até que é um pouquinho verdadeiro, pois a grana compra e suborna tudo, exceto a solidão. Essa filha da puta é honesta, honestíssima, não aceita propina de ninguém e trata todos da mesma forma. Ela é marxista, maltrata democraticamente.

Quarta?
 Seu João é pobre pobre pobre de marré marré deci". Mora no morro, teve um bocado de parceiras, quinze filhos, e hoje só com muita cachaça, suporta a vida. Dr. Marcelo, classe média alta, um Peugeot novo, AP próprio, divorciado duas vezes, casado atualmente com uma de suas peguetes, afirma no bar de todos, que sua melhor companhia é o Rivotril. Joana é riquinha. Reside no Leblon, já fez bodas de tudo, ta quase na de ouro. A filha concluiu o mestrado na PUC, virou uma executiva, casou com um reizinho e... Joana vai a Europa compulsivamente todos os anos e faz análise esses anos todos. Adora uma bolsa Gucci com uma caixa de Frontal dentro.



Crónicas e ficções soltas - Alcoutim - Recordações XXI - Por Daniel Teixeira - A espingardinha



Crónicas e ficções soltas - Alcoutim - Recordações XXI - Por Daniel Teixeira - A espingardinha
 
Durante o tempo em que andei por Alcaria Alta já naquilo a que chamo a segunda volta, com cerca de 25/30 anos, eu dava as minhas voltas, muitas mesmo, pelos campos munido de uma espingarda de pressão de ar. Raramente apanhava pássaros em número de jeito, mas gostava de andar por ali, esgueirando-me entre as folhagens nas hortas, perto dos poços no calor do meio dia do verão, ou deitado nas palhas das eiras, apontando e quase nunca acertando.

De acrescentar, só para que o meu ego não fique desde logo destruído, que tive uma média razoável a tiro na tropa e que em princípio se deve à agilidade dos pássaros, ao seu tamanho inflacionado pelas penas e ao vento e a outros factores naturais o facto de eu ter uma percentagem de falhanços elevada: uma vez um tio meu - residente na cidade havia muitos anos - foi-me «fiscalizar» na viagem aproveitando para dar ele também uma voltinha pelas hortas. Levei uma descasca de todo o tamanho nesse dia. Apanhei um pássaro perante vinte ou trinta em posição ao longo dos caminhos.
Bem, mas o que interessa aqui é denotar uma coisa (não é para fugir à conversa sobre os falhanços como se irá notar): toda a gente, incluindo mulheres, achavam piada por eu andar com uma «espingardinha» e referiam-se á minha «máquina» com ar de gozo.

Na sua grande parte em casa deles e delas não havia espingarda de verdade (era muito cara e «desporto» de ricos) e nem sequer os seus filhos tiveram alguma vez uma pressão de ar como a minha pelo que era de supor que eu e a minha máquina fossemos respeitados pelo menos por estarmos um degrau que fosse acima das suas possibilidades. Nada disso...era a espingardinha e pronto!
 Chegavam ao ponto de me dizer que os pássaros sentiam «o cheiro a pólvora» por isso debandavam quando me viam: ora a pressão de ar é mesmo isso, trabalha a pressão de ar e a pólvora ou outro produto explosivo emanando cheiro ou não estão ausentes no processo.

Claro que reconheço que não existe comparação possível entre o meu vestir e andar à desportista e os caçadores de facto que pela época enchiam o rossio de carros logo pelo final da noite. Nem sequer os víamos de manhã, víamos os carros e jipes estacionados e lá pelo meio dia o seu regresso em direcção aos carros com paragem na taberna da Ti Inácia.



 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Coluna de Marizete Furbino - CALMA! A vida é uma só!



Coluna de Marizete Furbino - CALMA! A vida é uma só!

Em meio ao corre-corre, do dia-a-dia, levar a vida num ritmo mais calmo, abrindo mão do excesso, é o melhor que se tem a fazer para alcançar um equilíbrio entre vida pessoal e vida profissional, o que contribuirá sobremaneira para beneficiar a sua saúde.

Deve-se lembrar que o profissional somente conseguirá o equilíbrio entre vida pessoal e profissional se fizer um bom planejamento. Assim, além de planejar suas ações, estabelecendo objetivos para curto, médio e longo prazo, deverá traçar estratégias para alcançar o cumprimento das mesmas, e isto, além de facilitar todo o processo, contribuirá para o alcance da eficiência e eficácia sem conduzi-lo ao desespero.

Neste sentido, é importante salientar que através do planejamento, o profissional encontrará subsídios para encontrar e manter certo equilíbrio, alcançando igualmente eficiência e eficácia em suas ações.
Isto posto, é de suma importância pensar que as lágrimas, advindas do desespero diante das circunstâncias que a vida lhe proporciona, não contribuirão em nada; ao contrário, elas o deixarão completamente «cego», sem qualquer visão, limitando assim não somente o seu pensar, como também a sua ação, podendo chegar ao extremo de querer matar ou matar-se, e, pior, sem resolver de forma satisfatória o problema vivenciado.


COLUNA do Prof. Menegatti - Os jovens também compram...;Se beber, o motorista não dirige!



COLUNA do Prof. Menegatti - Os jovens também compram...; Se beber, o motorista não dirige! 

Os jovens também compram...- Uma loja de conveniências estava tendo problemas com adolescentes que passavam à noite no estacionamento. Contratar um guarda de segurança para espantar os adolescentes seria uma solução cara. A solução da loja foi tocar música clássica e suave pelos alto-falantes e os adolescentes sumiram dali.

A maioria das empresas procura estratégias para atrair mais clientes e essa loja estava descartando esse público que poderia se tornar seu filão de mercado. Veja o exemplo de um banco Francês que está testando agências para clientes adolescentes na faixa dos vinte e poucos anos, o Banco da Geração Y. Esse banco não terá a aparência nem a linguagem de um banco. Todo o design, material gráfico, horário de trabalho, empregados e música ambiente refletirão seu público-alvo. Nas agências, serão promovidos seminários em que serão abordados temas como o aluguel do primeiro apartamento, financiamento de carros.

Se beber, o motorista não dirige!

 Pensando nessa necessidade de mercado, a Nissan lançou recentemente um novo conceito que promete fazer o motorista cumprir a lei.
 O projeto consiste num conjunto de dispositivos encarregados de monitorar a lucidez do motorista. Caso não passe nos testes, o carro pára e dispara um alerta.

Veja quais são os testes realizados:
 1. Marcha: o motorista não consegue mudar de marcha sem que o sistema faça um exame de transpiração na palma da sua mão.
 2. Banco: se o motorista pensar em usar luvas para dirigir, saiba que a segunda etapa dos testes inclui um sensor de odor no banco do motorista e nos assentos dos passageiros.

Operação Paçoca - Marcelo Sguassábia



Operação Paçoca - Marcelo Sguassábia
Conforme noticiado em primeira mão pelo site mexeriqueiros.com, o cantor e compositor Evandro Vil foi detido na tarde de ontem, após procedimento de busca e apreensão de paçoca em seu apartamento de cobertura.

Pioneiro e expoente do movimento Rustic Music, com proposta estética baseada em uivos e gritos primais, Evandro Vil a princípio negou qualquer envolvimento com a droga encontrada, afirmando tratar-se de armação para incriminá-lo. Entretanto, no decorrer do interrogatório, o astro acabou por confessar o delito, com a ressalva de que a paçoca destinava-se exclusivamente ao consumo próprio.
 Cabe lembrar ao leitor que, pelas leis do país, a posse, o consumo e o refino de paçoca constituem crimes inafiançáveis, qualquer que seja a quantidade e a forma de processamento - em pó, no formato «rolha» ou prensada. Alguns países fronteiriços com a República do Congo toleram o consumo em porções de até 2,5g para alívio de pacientes terminais, com histórico de prisão de ventre comprovado por atestado médico.
 
Foram apreendidos três pacotes fechados e um começado de 1kg cada, divididos em tabletes individuais de 3cm x 5,5cm. O fato de os fardos confiscados serem prensados leva à óbvia dedução de tráfico - a exemplo dos quadradinhos de haxixe e de Cannabis sativa comercializados pelas quadrilhas de entorpecentes.