domingo, 22 de janeiro de 2012

Poemas de Varenka de Fátima Araújo - Essa vida; Sangue Grosso



Poemas de Varenka de Fátima Araújo - Essa vida; Sangue Grosso
 
 Essa vida
 
 Uma mão cansada, a aluir
 a outra mão vazia, inelutável
 o pescoço no incipiente inchado
 a voz rouca
 a boca imprescritível
 O destino visita me ardiloso
 as lágrimas guardadas rolaram

Sangue Grosso
 
 Eis me dividida, neste momento
 enterrada viva num solo infértil
 no silêncio ,espreitando o concreto
 Os muros ferem meus olhos
 A rota é a mesma, uma tortura
meus pensamentos cosem minha cabeça
 o passado persegue, sangue grosso


Leia este tema completo a partir de 23/1/2012

A finalização de um ano e o começo de outro. - Fatos inesquecíveis - Arlete Deretti Fernandes



A finalização de um ano e o começo de outro. - Fatos inesquecíveis - Arlete Deretti Fernandes

Com um carinho enorme esperamos por esta ocasião. Começamos a prepará-la meses antes, e não foram poucos.

Mais ou menos em setembro passado, decidi, para não me atrasar, fazer aquela organização de final de ano em casa, separar livros e revistas para doações às bibliotecas, doar roupas que só ocupavam espaço, e também louças.

Agradecemos o ano que passou, com todas as suas alegrias e vicissitudes e esperamos o próximo, 2012, com tudo o que possa trazer-nos, pois nossa vida é uma escola de múltiplas oportunidades. Todas as coisas que almejamos dependem de nossos esforços pessoais, de nossa organização e empenho.

Eu não poderia contratar uma empresa para fazer tudo o que eu queria, aí esforcei-me em fazer aflorar meu lado criativo e foi muito bom. Fui paisagista, com um jardineiro executando e sugerindo. Fui pintora, com um pintor fazendo o serviço e me ajudando a combinar as cores. Trouxe um hábil marceneiro e criei coragem de desmanchar, reformar e modificar armários e estantes.

- Marciano, mete a mão e arranca esta prateleira toda. Rasc, rasc, era prá já.
_Marciano, tira este espelho daqui.
 Meu marido já ia atrás e consertava os furos da parede.


Poesia de Xavier Zarco - [O cinzel do instante] ; [Nunca a palavra será árvore]; [No teu olhar, trazias o vento e as marés] ; [no teu olhar]



Poesia de Xavier Zarco - [O cinzel do instante] ; [Nunca a palavra será árvore]; [No teu olhar, trazias o vento e as marés] ; [no teu olhar]
 
 [O cinzel do instante]
 O cinzel do instante
 desliza por sobre a colina
 onde a cidade se derrama
 como se encostasse
 a cabeça
 no travesseiro das rochas

[Nunca a palavra será árvore]
 Nunca a palavra será árvore
 desnuda e desprovida de vida. A
 palavra é fruto gerado
 e gerador. Marco geodésico.
 Cordão umbilical.

[No teu olhar, trazias o vento e as marés]
 No teu olhar, trazias o vento e as marés
 e a exacta cadência lunar,
 exposto brilho em movimento
 eterno e terno que acaricia
 a quente face do areal
 onde o vazio preenche a ausência
 em que outrora um batel pronunciava
 sede e fome de mar e de infinito.

[no teu olhar]
no teu olhar
 se decifra
 a corola

Leia este tema completo a partir de 23/1/2012

POESIA DE RACHEL OMENA - Bilingue - Português e Castelhano - Meu descanso - Mi destino; Destino - Destino



POESIA DE RACHEL OMENA - Bilingue - Português e Castelhano - Meu descanso - Mi destino; Destino - Destino

 Meu descanso

 Porque me buscas oh meu destino
 se eu já caminhei ao descanso de minha loucura pausada
 e hoje durmo ao som de uma orquestra de amor
 que aquieta a vontade de viver as cartas da inconsciência
 desenhando jardins de sensibilidade dentro d'água do meu ser
 Nu sentimento dentro de raios de lua
 onde tu és minha profunda inspiração de escrever
 e a ti dedicar estas letras molhadas de puro mel
 que vive a metamorfose que aquece tuas inundações

Destino

Mergulhada em meu destino
 és o ninho onde dorme meus lábios
entre meus sussurros sou úmida
 correndo os rios do meu prazer
 Sou teu mundo
 dentro de teu destino
entre os meus seios
 escrevo poesias
 onde recebo o meu amado


Leia este tema completo a partir de 23/1/2012

POESIA DE PATRICIA NEME - Enfim; Silêncio...; Por favor...



POESIA DE PATRICIA NEME - Enfim; Silêncio...; Por favor...
 
 
 Enfim
 
 De tanto amar, perdi-me no caminho,
 desfiz minh'alma... E me esqueci de mim.
 E fui morrendo, aos poucos, 'vagarzinho...
 Ao sonho, ao verso... A tudo pus um fim.
 De tanto amar... Quis ter, no fel, o vinho;
 ousei ver arte em reles folhetim.
 Julguei ser canto, o mero murmurinho...
 Quis, no espinheiro, o suave do jasmim.

Silêncio...
 
 Serena, dor, serena teu lamento,
 as flores não verão a primavera.
 A terra é morta... Já não tem alento...
 Morreu pela tristeza que há na espera.
 Serena, dor, abafa o teu tormento...
 Não vês? A jura foi vã, insincera...
 Entrega-te ao torpor do esquecimento;
 e entende: o amor é só tola quimera.

Por favor...
 
 Ano que finda, que fiquem contigo,
 tristeza, pranto... Rastros do sofrer.
 A ausência amarga de quem me é amigo,
 que foi pra longe, pra não mais volver.
 Guarda também esse vazio antigo...
 Que consumiu com todo o meu querer,
 e me deixou em eternal castigo:


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sábado, 21 de janeiro de 2012

COLUNA DE ABILIO LIMA - Noticias da Semana e Agenda da Semana - Noticias da Semana



COLUNA DE ABILIO LIMA - Noticias da Semana e Agenda da Semana - Noticias da Semana

Pagamentos através de cartão, Internet ou telemóveis: menos obstáculos

Comprar um bilhete de comboio virtual ou pagar uma dívida a um amigo com o telemóvel, comprar artigos de mercearia em linha, fazer pagamentos com o cartão de débito no estrangeiro - a forma como os cidadãos europeus fazem e pagam as suas compras está a mudar radicalmente. Um sistema de pagamentos seguro, transparente e integrado em toda a UE permitiria a utilização de meios de pagamentos mais eficiente, modernos e seguros - para benefício dos consumidores, dos comerciantes e dos prestadores de serviços de pagamento. A Comissão pretende, com a consulta relativa ao Livro Verde adotado a 11 de Janeiro, que as partes interessadas indiquem quais são, na sua opinião, os principais obstáculos a uma maior integração do mercado e o modo como poderão ser ultrapassados. O prazo para apresentação das contribuições decorre até 11 de abril de 2012. Desenvolvimento em IP/12/11, MEMO/12/6.

Comércio eletrónico: plano de ação com vista a duplicar volume até 2015
A Comissão adotou a 11 de janeiro, no âmbito da Agenda Digital e do Ato para o Mercado Único, e em resposta ao pedido do Conselho Europeu no sentido de apresentar um roteiro para a conclusão do Mercado Interno digital até 2015, uma comunicação que apresenta 16 ações concretas destinadas a duplicar, até 2015, a quota-parte do comércio eletrónico nas vendas de retalho (atualmente de 3,4%) bem como a da economia da Internet no PIB europeu (atualmente inferior a 3%). Desenvolvimento em IP/12/10, MEMO/12/5.

Natalia, Thijs, Tara, Milena ... os satélites Galileo adotam os seus nomes
Mais de 16 000 crianças de toda a UE participaram no concurso de desenho Galileo, cujos laureados darão os seus nomes aos satélites do programa Galileo que serão lançados no espaço. Os vencedores serão anunciados nas cerimónias de entrega dos prémios que decorrerão nos Estados-Membros durante as próximas semanas. Desenvolvimento em IP/12/15.


Culinária Algarvia - Xarém com Berbigão; Vila de Amêijoas; Sopa de Conquilhas



Culinária Algarvia - Xarém com Berbigão; Vila de Amêijoas; Sopa de Conquilhas

Xarém com Berbigão
 Ingredientes para cerca de 4 pessoas:

 1Kg de berbigão
 1 dl de azeite
 1 cebola média
 1 dente de alho
 1 tomate maduro
 125g de toucinho
 2 litros de água
 1,5kg de farinha de milho.
Preparação:

 Fazer um refogado com o azeite, a cebola, o alho, o tomate e o toucinho picados, Adicionar água e sal a gosto. Quando a água estiver morna juntar a farinha de milho lentamente, mexendo sempre com uma colher de pau. Mexer continuamente até engrossar. O tempo de cozedura é cerca de uma hora. Assim que esteja quase cozido, juntar o miolo do berbigão e deixar cozer mais 5 minutos. Está pronto quando a consistência permitir que a colher de pau se mantenha «em pé» no tacho.

Vila de Ameijoas

Põe-se uma pedra no centro de uma chapa ou de uma laje.
 As amêijoas dispõem-se com a boca para baixo, em cima da chapa e à volta da pedra, à qual se vão encostando as amêijoas, uma a uma, fazendo circunferências concêntricas de dentro para fora. Em cima coloca-se caruma dos pinheiros ou outras vides bem secas e dá-se fogo.
Sopa de Conquilhas
Ingredientes:
- 1 Kg de Conquilhas;
- 100g de Cebola;
- 4 cl. de azeite;
- 150 g. de Tomates frescos;
- 1 folha de Louro;
- 100 g. de arroz;
- 1 molho de coentros;
- sal e pimenta q.b.

 Preparação:
- Lave as conquilhas com agua fria e depois de lavadas coloque-as numa tigela com agua do mar, de modo a cobri-las, de modo a que estas depurem e deitem fora a areia. Leve um tacho ao lume e deite o azeite e deixe aquecer. Pique a cebola grosso modo e deixe refogar sem alourar. Tire os pés aos tomates, escalde-os em agua quente para lhes retirar a pele e as pevides. Depois de limpos pique-os e refogue-os.