sábado, 21 de janeiro de 2012

Legado Português - Maria de Guiomar - Por José Gomes Martins (Tailândia)



Legado Português - Maria de Guiomar - Por José Gomes Martins (Tailândia)

Filha de mãe japonesa e de pai português. De tenra idade, órfã dos progenitores, chega ao antigo Reino de Sião com os avós. Cristãos perseguidos e seguidores da doutrina de Francisco Xavier que de 1549 a 1552 lançou a semente nas terras do Sol Nascente. O catolicismo no Japão vinga nos primeiros anos, porém, em 1587, o Imperador Toyotomit, decretou a expulsão de todos os missionários. Os católicos japoneses que aderiram à fé de Xavier sofreram barbáries, perseguições ordenadas pelo Imperador.

Com espontaneidade o cristianismo floresce no Japão, rapidamente, cria milhares de simpatizantes.
O Imperador, apercebeu-se, que a implantação de uma nova crença, importada do ocidente, no seu império, lhe traria inconveniências políticas. Pretende, também, fazer reviver o espírito feudalista e nacionalista no Japão. Proíbe a conversão de novos adeptos fossem eles, japoneses ou estrangeiros.

A prática do culto é realizada às escondidas, em caves e em modos incrivelmente sofisticados. Os samurais de Toyotomit perseguem os cristãos e o gume de suas espadas não perdoa os praticantes e os suspeitos cristãos. Entretanto Toyotomit não consegue moderar a perseguição e acalmar a sua ira contra a religião católica.

Massacres continuados, os fieis que conseguiram escapar abandonam o Japão em juncos para se juntarem a outras comunidades católicas na Asia ocidental, onde os missionários do Padroado Português do Oriente já tinham convertido muitas almas e desenvolvido extensos núcleos de cristandade. Uma comunidade que acolheu muitos desses perseguidos foi a Aldeia dos Portugueses (Bangue Portuguete) em Ayuthaya, capital do Reino do Sião.

A paróquia dos Dominicanos crescia, junto à margem do rio Chao Prya, desde a fundação em 1540 e, muito provável que no final do século XVI, a aldeia tivesse formada uma comunidade de duas mil almas ,composta de homens portugueses, suas mulheres tailandesas e seus filhos luso/descendentes.



sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Poesia de Arlete Piedade - Futuro sonhado; Morrer de amor; O amor para além da morte



Poesia de Arlete Piedade - Futuro sonhado; Morrer de amor; O amor para além da morte

 
 Futuro sonhado
 
 Hoje sonhei com um mundo do futuro,
 onde se vivesse com fraternidade,
 os seres humanos de coração puro,
 esquecidos das guerras e sem maldade!

Todos viviam numa casa modesta,
 tranquilos calmos e com serenidade,
 tinham dias de trabalho e também festa,
 bons alimentos, risos, felicidade…

Morrer de amor
 
 Quero dizer-te que te escolhi,
 e tudo farei para te alcançar,
 mesmo que depois fique sem ti,
 terei o teu amor para recordar!

Quero dizer-te que lutarei sim,
 sem nunca desistir ou desfalecer!
 Pois que se sou desejada, assim,
 eu sem ti, já não quero viver...

O amor para além da morte
 
 «E sejam felizes até que a morte os separe...»
 Mas a morte não tem poder para destruir o amor
por isso ao longo dos séculos houve amores eternos
 amores que se reencontram no plano físico, e voltam
 a amar-se de corpo e alma, porque se pertencem
 se nem a morte os consegue separar, pode um ente
mortal, ter esse poder? Na verdade só o poder do mal
 das trevas e das feitiçarias, das injúrias e das calúnias
 pode separar um amor eterno....mas no fim sempre

Leia este tema completo a partir de 23/1/2012

A Viola Cabocla - Crónica / divulgação de António Carlos Affonso dos Santos - Acas - CORDAS, ORDEM E «TEMPERO»



A Viola Cabocla - Crónica / divulgação de António Carlos Affonso dos Santos - Acas  - CORDAS, ORDEM E «TEMPERO»

Em geral as cordas são de metal, mas já houve tempo em que se fazia corda das tripas de mico, macaco, coati e até ouriço. E houve muitas violas cujas primas, segundas e terceiras e contra-canotilho eram de origem animal. Antigos violeiros de Tietê afirmaram ser excelentes. Ouvimos também no litoral tal afirmação. Antigos violeiros inquiridos nessa região, contaram-nos que eram muito mais duráveis, pois as metálicas, devido ao ar marinho, enferrujam facilmente. Hoje os cordas são de seda e até de nylon.

Quanto a ordem das cordas da viola, indicaremos o de uma encordoada por violeiro destro e não canhoto, conforme clichê publicado em número anterior. Por exemplo, numa viola piracicabana, um mochinho de Borbosão do Centro de Folclore de Piracicaba, certa feita anotamos o material das cordas: canotilho de seda e a companheira do conotilho era de metal amarelo nº 10; toeira (ou tuêra) era de aço, coberta e a companheira era de metal branco nº 9; a contra-turina e turina eram brancas (isto é, aço) de nº 9; a contra-requinta, branca n.0 9 e a requinta, amarela n.0 10, e finalmente, contra-prima e prima eram de aço, branca n.0 10.

Alguns caipiras guardam ainda o termo folclórico para designar as cordas de aço nº 9 e 10, chamam-nas de verdegais, o que nos fazem lembrar o nome das cordas da guitarra portuguesa.
Aliás, a origem dos nomes das cordas nos dizem que o vocábulo conotilho vem do italiano «canatiglia». Toeira vem de toar, isto é, dar som forte, soar. E o mesmo nome usado na guitarra, são as imediatas aos bordões. A toeira é a corda que tem som forte.

A requinta é além de uma espécie de clarinete de som agudo, a denominação de viola ou guitarra, pequenas, muita menores do que essas comuns nossas conhecidas, assim do tamanho do mochinho piracicabano.



Poesia de Virgínia Teixeira - Uns e outros; Inverno



Poesia de Virgínia Teixeira - Uns e outros; Inverno 




Uns e outros



Para uns o fado é a tristeza
Arrastam consigo o sofrimento e a saudade
 Outros caminham pela Vida com leveza
E despedem-se sem lágrimas nem contrariedade
Uns carregam no peito as lágrimas de uma vida
E trazem o olhar húmido de melancolia
Outros trazem no peito uma alegria incontida

Inverno


Entranha-se na pele e na alma este frio extremo
 O ar glacial que sopra sem descansar nem amansar
O vendaval que não posso negar que temo
O gelo que se incrusta nos ossos sem se apiedar
Encharca-me a pele e a alma esta chuva incessante
A água que se agita num feroz remoinho
Como lágrimas que parecem brotar do meu peito suplicante
O manto de água que cobre toda a terra no seu caminho


Leia este tema completo a partir de 23/1/2012

A AXAL – Academia de Xadrez do ALgarve



A AXAL – Academia de Xadrez do ALgarve

A AXAL – Academia de Xadrez do ALgarve, foi fundada em 18 de Maio de 2006.

Desde então, a Academia já ensinou Xadrez a mais de 200 crianças entre os 6 e os 14 anos de idade, provenientes de Escolas públicas e privadas no concelho de Faro.

Organizou também diversos torneios entre os seus alunos, cujo primeiro corolário foi o «1º Festival de Xadrez – AXAL 2007» comemorativo do 1º aniversário da sua fundação que decorreu nos dias 12 e 13 de Maio de 2007.

O Projeto AXAL
- Implementar o Xadrez como Actividade Curricular obrigatória ou facultativa nas Escolas do 1º ciclo do ensino básico;

- Expandir o ensino do Xadrez às Escolas do 2º e 3º ciclos do ensino básico;

- Formar monitores e treinadores de Xadrez;

- Promover, Divulgar e Dinamizar a prática do Xadrez entre os jovens (e os menos jovens);

- Captar e Formar jovens para a competição a nível nacional e internacional;

- Desencadear acções (estágios, encontros, seminários, etc.) que potenciem o Desenvolvimento e Evolução do nível de jogo dos actuais (e futuros) praticantes;

- Ser uma Referência a nível regional e nacional nos capítulos do Ensino, Aprendizagem e Aperfeiçoamento do Xadrez.




Página de Michael Ginobili - Califórnia Filmes compra filme sobre Anderson Silva; Gigantes de Aço; «O Símbolo Perdido» prestes a contratar diretor; Ultimo filme de River Phoenix será lançado 19 anos após sua morte



Página de Michael Ginobili - Califórnia Filmes compra filme sobre Anderson Silva; Gigantes de Aço; «O Símbolo Perdido» prestes a contratar diretor; Ultimo filme de River Phoenix será lançado 19 anos após sua morte
Califórnia Filmes compra filme sobre Anderson Silva

A Califórnia Filmes anuncia a aquisição dos direitos de distribuição do documentário «Anderson Silva – Como água», de Pablo Croce, exibido na mostra Expectativa do Festival do Rio.
O documentário irá mostrar a maior parte da vida do maior campeão do UFC, que hoje está lutando na categoria dos médios.
O filme ainda não tem data de lançamento nos cinemas brasileiros.
Sua estréia está prevista para o dia 20 de abril de 2011 nos EUA, com o nome «Like Water».



João Galante sings - «Jazz'n'Blues a la carte»



João Galante sings - «Jazz'n'Blues a la carte»
Trinta anos depois das primeiras incursões nas grandes músicas do outro lado do Atlântico, numa espécie de tributo a todas as suas influências, em «jazz’n’blues a la carte», o pianista e compositor João Galante revisita com carisma e paixão os eternos temas de Memphis Slim a Bill Withers, de A. Jarreau a H. Connick Jr. num espectáculo de piano e voz, a solo ou em trio, vibrante e inesquecível.

«Tradicionalmente, um crooner era um cantor de baladas e de músicas populares. A expressão teve até uma conotação pejorativa. No entanto, nomes como Sinatra, Bing Crosby ou Bennett elevaram o canto masculino, através do precioso repertório do American Songbook, ao estatuto de arte.

Pois bem, ao conciliar a ideia de «state of the art» que, como vimos, a palavra crooner encerra, com o refinamento técnico e o sentido musical de pianista dotado e evoluído, João Galante dá-nos aquilo a que os anglo-saxónicos chamam «artistry» - que, neste caso, nos faz recuar até nomes como Fats Waller ou Nat Cole. De forma única e muito pessoal.»

Manuel Soares

(ex-dir.art.Loulé Jazz Fest.)