domingo, 8 de janeiro de 2012

Poesia de Ana Barbara Santo António - DIALOGO de um sonhador NOITE & DIA(musa)… à beira-mar



Poesia de Ana Barbara Santo António - DIALOGO de um sonhador NOITE & DIA(musa)… à beira-mar


 Dos meus sentidos intactos abrem-se fissuras tácteis na palma da alma
 partilho completamente o teu gosto, mas com uma boa companhia, com uma cumplicidade mutua e sem ninguém por perto para quebrar o momento
 instantes que podem ser imaginados mesmo com este dia cinzento e molhado... por isso o sol dentro de ti quando esta a chover
 imaginação.... essa pode levar-nos onde mais queremos, uso-a como arma secreta em alguns momentos, mas neste momento queria mesmo era sentir a areia debaixo dos pés
 nada que não se possa sentir... secretamente escapulindo-se para esse areal imaginado
 por mim era já, largava tudo e partia, não olhava para o ontem, e nem perdia mais tempo
 o tempo não existe na imaginação
 pode existir, no âmbito de o podermos parar ou esticar, prolongar certos momentos
 perdidos no tempo
 dois pensadores sempre são melhores que um só
 existencial sentir num imaginário de solidões
 com pensamentos secretos e quentes, húmidos como o tempo
 pálidos e excitantes

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Poesia de Maria da Fonseca - Feliz Ano Novo; Fim de Ano; Véspera de Natal



Poesia de Maria da Fonseca - Feliz Ano Novo; Fim de Ano; Véspera de Natal

 Feliz Ano Novo

 Um feliz Ano Novo vos desejo
 Amigos deste tempo de espantar
 As bênçãos do Senhor eu vos almejo
 Pra vossos sonhos lindos realizar

As condições do mundo desigual
 Dois mil e doze venha abrandar
 E mostrar o que há de genial
 No planeta azul espetacular

Fim de Ano

 Soltam-se as folhas das árvores
 Como pássaros voando.
 Ultimos dias do ano
 Também céleres passando.

Assustam-nos co’as notícias,
 Matam quem é nosso irmão!
 Ano que vais terminar,
 Partes nosso coração!

Véspera de Natal
 
 Lindo este dia de Inverno!
 De manhã o Sol nasceu
 E, no solstício ainda,
 Persistente apareceu.

Entre esparsas nuvens brancas,
 Raios alegres, brilhantes,
 A preparar o Natal
 Presta ajuda aos viandantes.

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Poética de Ilona Bastos - Não sei ; Olhares; A Vinha e a Esperança



Poética de Ilona Bastos - Não sei ; Olhares; A Vinha e a Esperança
 
 Não sei

Não sei se mais aprecio o veludo acolchoado dos pinheiros mansos a cobrir a encosta, se a desenvoltura flamejante dos pinheiros bravos a estamparem-se contra o eucaliptal.
 Só sei que uma súbita emoção me toma quando avisto o verde escuro das copas contra o céu azul soberbamente nublado.
 Deixem-me o verde, deixem-mo, depois de tudo ir.
 Deixem-me os ramos dos pinheiros, a seiva,
O mato, as sebes, quando for hora de partir.
 Deixem-me os vários tons, as formas,
 As mais incautas plantas, mesmo se tudo ruir.

Olhares

 Tudo se resume a um olhar sobre o mundo e ao desvendar das maravilhas que encerra.

 Já em criança o fazia: colhia flores, apanhava pedrinhas, folhas, conchinhas, e trazia-as para casa.
 Acabavam, depois, por secar entre as folhas de um livro, perder-se ou ir parar ao cesto dos papéis, essas jóias tão acarinhadas.
 Agora não! Encontrei um cofre, que é este blog. Aqui coloco as folhas e as flores que trouxe da rua. Aqui os guardo, expondo-os aos olhos do mundo, os vídeos que me comoveram, as músicas que me deliciaram, os excertos de livros que se me tornaram inesquecíveis.
 Eis, portanto, as minhas jóias - o meu cofre!

A Vinha e a Esperança

 Agora, é a videira que se enche de parras e de uvas,
 que cresce, afoita, num reboliço de gavinhas,
 limbos, pecíolos, bainhas, e que se expande sobre o muro,
 galgando-o magnificamente, desafiando a rua,
 debruçando-se, viçosa, com seus cachos caprichosos,
 sobre os carros, as carrinhas e os apressados peões.
 Nada teme esta videira citadina, tão tranquilamente verde,
 tão essencialmente terra, água e sol, tão fiel a si mesma!

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Apresentação e Poesia de Kácia Pontes - O que dizer de Kácia Pontes? (Por ela mesma); Poemas: Nunca diga Adeus...; O amor pode ser...



Apresentação e Poesia de Kácia Pontes - O que dizer de Kácia Pontes? (Por ela mesma); Poemas: Nunca diga Adeus...; O amor pode ser...
 
 O que dizer de Kácia Pontes? (Por ela mesma)

Bem, sou uma pessoa simples, amiga dos meus amigos, consciente das coisas da vida, das desigualdades, dos problemas sociais, do comportamento decorrente disso tudo e de como anda o mundo...
Sinto-me como o beija-flor de uma pequena historia, que sempre conto por onde passo, que coloco um pouco da água que trago no biquinho como ferramenta de trabalho, com forma de sensibilizar pessoas nas suas mudanças pessoais e como cidadã do mundo.

NUNCA DIGA ADEUS...

Nunca diga adeus...
 Aos seus sonhos pessoais,
 Aos sonhos que julga serem impossíveis
 Aos sonhos embalados numa noite escura
 Aos sonhos que crê inacabado
 Nunca diga adeus...
 A uma bela historia de amor
 A paixão que mais toca no coração
 A um desejo infinito de querer
 A vontade de sermos apenas um

O amor pode ser...

Pode ser ferro que queima e arde
 Mas pode ser pétala de rosa na sua suavidade
 Pode ser desconforto de um coração
 Mas pode ser conforto e doação
 Pode ser a dor de uma saudade de quem se foi
 Mas pode ser a alegria do encontro de depois
 Pode ser tristeza numa palavra dita
 Mas pode ser alegria num ato de quem acredita
 Pode ser desalento de uma paixão
 Mas pode ser felicidade que enche o coração
 Pode ser os desencontros da vida
 Mas pode ser o sonho desse encontro que nos torna vivos ainda
 Pode ser a tristeza de um olhar

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Poesia de Adelina Velho da Palma - Os Girassóis ; Mar Vermelho; Indecisão - soneto



Poesia de Adelina Velho da Palma - Os Girassóis ; Mar Vermelho; Indecisão - soneto

 Os Girassóis

Inspirado em Sunflowers de Vincent van Gogh

Doze girassóis amadurecidos
 num vaso bicolor tosco e vidrado
 o fundo entre amarelo e azulado
 com textura de grosseiros tecidos...

 As corolas são rostos esquecidos
 que gemem num lamento atordoado,
 cada haste é um braço descarnado
 com a postura débil dos vencidos...

Mar Vermelho

 Por teu amor de alto a baixo me abri
 Mar Vermelho ante a vara de Moisés
 e despojada assim de lés a lés
 teu corpo e alma nos meus acolhi…

O que era meu em risos te ofereci
 meu próprio sangue depus a teus pés
 e na ânsia de ser como tu és
 de quem eu era quase me esqueci…

Indecisão - soneto
 
 Tenho passado a vida a intervir,
 p’ra no fundo nada ter definido,
 aquilo que eu julguei ter induzido,
 foi na verdade o tempo a decidir...

Um elevado ideal perseguir
 ou resignar-me com o estabelecido,
 foi sempre meu dilema persistido,
 sem nunca ultrapassá-lo conseguir...


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Poesia - Por Abilio Pacheco - canção (desnorteada) para 2012; poesia silencio; Fotografia; Memórias de Março



Poesia - Por Abilio Pacheco - canção (desnorteada) para 2012; poesia silencio; Fotografia;
 Memórias de Março
 
 
 canção (desnorteada) para 2012

 tenho pra mim que este ano será diferente
 tudo indica que não será como o que passou
 vejam na tv que já começou deveras desigual
 não teve mortes, acidentes, desastres ou explosões
 começou sem notícias de bebês nascendo,
 sem votos de felicidades, sem fogos de artifício
 ninguém prometeu mudar, consertar erros,
 fazer diferente, emagrecer ou aprender línguas

poesia silencio

a poesia requer silêncio, requer ausências, ócios,
 mesmo em meio a barulhos, ruídos e gritos,
 mesmo em meio a gente, multidões, afazeres

Fotografia

 Queria a realidade,
 mas à câmera
 o olho no espaço escuro
 Cria a realidade,
 mas a câmera ao olho
 é espaço obscuro

Memórias de Março

 Quando amanheço… leito manso e lento
 Nesta manhã sob este sol silente
 A cidade desperta calmamente
 Ao meu olhar atônito e em tormento.
 Uma canoa tangida pelo vento
 Com as lembranças da última enchente
 Em mim desliza e a cidade sente,
 à margem, nos degraus, um leve alento.

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Poesia de Maria Custódia Pereira - Adeus Ano Velho; Dedicado ao nosso Patrão; Tempos dificeis



Poesia de Maria Custódia Pereira - Adeus Ano Velho; Dedicado ao nosso Patrão; Tempos dificeis
 
 
 Adeus Ano Velho
 
 Ano 2011, será um ano para esquecer
 O desemprego continuou a aumentar,
 Se todos dizem que querem trabalhar
 Onde vamos parar... não estou a ver.

Que 2012 nos traga paz e trabalho
 E nos faça crescer os vencimentos,
 Para quando um de nós entrar no talho
 Não fique admirado com os aumentos.

Dedicado ao nosso Patrão
 
 Nosso patrão é uma jóia de pessoa
Nunca nos deixa faltar o ordenado,
Nem o trabalho aqui se amontoa
Temos tudo sempre bem organizado.

Durante o dia andamos numa roda viva
Mas é giro como todos nos empenhamos,
O patrão sempre com sua voz altiva
Diz que é bom o ordenado que ganhamos.

Tempos dificeis
 
 Os meus tempos de escola no Alentejo
 Foram tempos bem difíceis de passar,
 No passado parece que ainda me vejo
 E fico triste quando me ponho a pensar.

Por cima da geada, caminhava para a escola
 Descalça, com frieiras. Que vida de amargura,
 Da roupa velha, minha mãe fez uma sacola
 Para levar os cadernos e o livro de leitura.

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