sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Poesia de Ivone Boechat - MULHER; MULHER MADURA; N A T A L



Poesia de Ivone Boechat - MULHER; MULHER MADURA; N A T A L
 
 
 MULHER
 
 Um aroma suave
 exalou das mãos do Criador,
 quando seus olhos contemplaram
 a solidão do homem no Jardim!
 Foi assim:
 o Senhor desenhou
 o ser gracioso, meigo e forte,
 que Sua imaginação perfeita produziu.
 Um novo milagre:
 fez-se carne,

MULHER MADURA
 
 Esse ar puro oxigenado de maturidade
 me dá o aspecto de que já vi tudo na vida,
 disposta a rever a própria vida.
 Este sentimento de mulher humana
 me dá o direito de viver feliz,
 inspirando segurança,
 como se já tivesse tudo o que quis.

N A T A L
 
 Acende as velas
 da árvore de sua vida
 para aquecer a família
 neste Natal!
 Pendure os presentes,
 bem amarrados,
 e faça uma promessa
 a você mesmo
 de se libertar
 dos passados.

Leia este tema completo a partir de 9/1/2012

Poesia de Marcia Dalva Machinski - Meu outro eu; Paradoxo; Namoro na praia



Poesia de Marcia Dalva Machinski - Meu outro eu; Paradoxo; Namoro na praia 

 Meu outro eu

(Desejo de Deus)

 Meu outro Eu
 Meu Amado
 Meu Amigo
 Como falar-Te?
 Como ouvir-Te?
 Há tanto barulho!
 Meu eu se perde
 Meu eu se esvazia
 Meu eu Te deseja
 Meu eu Te necessita
 Quero ouvir...
 Quero tocar...

Paradoxo
 
 Ao toque de Deus
 Como descrever o céu?!
 Como descrever o amor?!
 Se só o que sei,
 é que meu coração está...
 A chorar por dentro
 A cantar por dentro
 A calar por dentro
 A sorrir por dentro
 A sofrer por dentro... e, está...
 A exalar a dor...
 A exalar amor...
 A cantar... a cantar.... a cantar...
 Como descrever o céu?!
 Como descrever o amor?!

Namoro na praia

 (Amor tranquilo)

 Eu quero viver um amor à borda do mar...
 Calmo, completo, repleto!
 Um amor que não precise explicação
 E nem se complique...
 Que não tenha medos,
 Nem guarde receios...
 Um amor em que confies
 E não tenha medo de amar, a mim...
 Um amor simples,
 Doce,
 Tranquilo...
 Da tua cabeça, repousada em meu colo,
 Ao lado, tua prancha, repousada na areia.
 Final de tarde...
 Começo da vida!

Leia este tema completo a partir de 9/1/2012

domingo, 1 de janeiro de 2012

Jornal Raizonline nº 152 de 2 de Janeiro de 2012 - COLUNA UM - Daniel Teixeira - Ano Novo, Vida Nova?



Jornal Raizonline nº 152 de 2 de Janeiro de 2012 - COLUNA UM - Daniel Teixeira - Ano Novo, Vida Nova?

Sem querer colocar em causa a sinceridade das pessoas que fazem esta afirmação acima em titulo com uma intenção séria e honesta, diferente daquele tipo de afirmação que sai quase espontaneamente, normalmente vazia de significado, assim género balão solto ao vento para ocupar uns segundos da conversa ocasional, parece-me um facto que tanto uns como outros (os sérios e convictos e os outros do verbo sem conteúdo) não vão mesmo ter vida nova embora tenham seguramente ano novo e isto porque o calendário a isso obriga, senão se calhar nem isso...

Pode parecer uma entrada na crónica um pouco pesada ou depressiva, cortando expectativas, mas temos sim que ver as coisas pela positiva, sempre: para que queremos nós um ano novo e uma vida nova se não demos conta daquele que passou, não o dominámos e, no fundo, mesmo que tenhamos feito algumas coisas novas no ano transacto seguramente não fizemos o suficiente para receber aplausos.

Não vou falar das desgraças constantes a que assistimos durante o ano passado e não vou falar das desgraças constantes e que vamos assistir este ano que agora entra mas teremos de reconhecer, com seriedade aprofundada, que neste capitulo da vida nova andamos com milhares de quilómetros de atraso em relação ao comboio dessa mesma vida nova.

Gostava (?) - aqui é só retórica para alindar o texto - de ter uma mensagem de esperança, de ser como os políticos, de ter a lata deles talvez, uma vez que fosse, para, pelo menos tentar convencer-me a mim mesmo que vou ter uma vida nova, uma vida melhor, acreditar que o tal paraíso na terra é possível, enfim, cobrir-me, agasalhar-me, mergulhar num leito farto de fofos mantos diáfanos de fantasia e por lá ficar.


Santas Casas da Misericórdia Origem, história e atualidade - Por: Arlete Piedade



Santas Casas da Misericórdia Origem, história e atualidade - Por: Arlete Piedade

 As Santas Casas de Misericórdia são uma irmandade que tem como missão o tratamento e sustento a enfermos e inválidos. Sua orientação remonta ao Compromisso da Misericórdia de Lisboa.

Origem em Portugal

 A instituição remonta à fundação, em 1498, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, pelo Frei Miguel de Contreiras (1498 - ?), com o apoio da rainha D. Leonor, de quem era confessor.

Destinada inicialmente a atender a população mais necessitada (alimentar os famintos, assistir aos enfermos, consolar os tristes, educar os enjeitados e sepultar os mortos), mais tarde passou ainda a prestar assistência aos «expostos» - recém-nascidos abandonados numa roda para que não se conhecessem os pais. Essa obrigatoriedade foi confirmada pelos Alvarás - Régios de 22 de Agosto de 1654 e de 22 de Dezembro de 1656.

Atualmente, a instituição está presente em todo o país, sendo a de maior porte a de Lisboa, que se encontra no Largo Trindade Coelho, entre o Chiado e o Bairro Alto. Este largo é denominado popularmente como Largo da Misericórdia ou Largo do Cauteleiro, devido à estátua representando um cauteleiro no largo, que evoca a lotaria e os jogos organizados pela Santa Casa.

Tendo o Estado português concedido à instituição o direito de monopolizar o jogo no país, obtém recursos das seguintes lotarias: EuroMilhões, Totoloto, Totobola, Loto 2, Joker, Lotaria Clássica, Lotaria Popular e Instantânea.

Leia este tema completo a partir de 2/1/2012

O Véio - Conto em «caipirês» por Antônio Carlos Affonso dos Santos (ACAS)



O Véio - Conto em «caipirês» por Antônio Carlos Affonso dos Santos (ACAS)

Eu tava bão inté aquela hora. Inda intentei chamá minha fia, mais ela num mi iscuitô. Inté pensei que podia pelejá co´as dô, passano um café forte ô um chazim de capim santo.

Mais a dô num passava. Era uma dô no peito que só veno. Inda agorinha ela mi bateu nas paqüera! Num pudia nem respirá. Oiei nu patacão pindurado adetrais da porta. Era duas hora da madrugada.

Pros lado do quarto da fia num iscuitava nada, deviam de tar durmino. Saí do meu jirau cum cochão de páia. Pensei de í no quintar tomá ar fresco. Distramelei as duas parte da porta e rompi no quintar.

Lá fora tava crarinho, parecia que um farolete tava alumiano a casa, os teiado, os chiquero coás marroa gorda, os pulero cheio de ligorna e ródia, tudas ela quietinha.

Só o galo índio deu um cocorocô quarqué, bem de mansinho. A lua tava linda, cheia, intera.

Lembrei que fazia ano que num arreparava que a lua era tão bunita. Senti saudade da finada minha mié, que tinha a mania de cantá verso quando a lua tava cheia.

Eu tava ca cara moiada. Me admirei um poco. Já tenho quase sessenta ano nas costa e inda sinto saudade de alguém que já se foi faiz cinco ano.




DIA DE NATAL - Conto Infantil de Cremilde Vieira da Cruz - Avómi



DIA DE NATAL - Conto Infantil de Cremilde Vieira da Cruz - Avómi
Devem recordar-se do Pedrinho, o menino que não recebia presentes do Pai Natal...

Os amigos - Paulo, Marco, José e Elias, logo que chegaram a casa contaram aos pais o sucedido, pedindo-lhes autorização para escreverem, além da sua, uma carta em nome do Pedrinho. Os pais dos meninos concordaram e até louvaram a atitude dos filhos.

Nesse mesmo dia cada um dos meninos escreveu a sua carta ao Pai - Natal e também uma em nome do Pedrinho e, muito contentes, foram pô-las no correio para que fossem recebidas a tempo.

No dia seguinte foram muito cedo para a Escola; queriam dar a boa nova ao Amigo que devia estar ansioso por saber o resultado da conversa entre os amigos e respectivos pais.

- Então, os vossos pais aceitaram o vosso pedido? - perguntou o Pedrinho.

- Claro! - exclamaram em coro, os meninos - Não tínhamos dúvidas, pois os nossos pais são amigos de todos os meninos e desejam que todos sejam felizes.

- Estou ansioso que chegue a Noite de Natal. Porém, se o Pai Natal, apesar do vosso esforço, se esquecer de mim, não haverá mais nada a fazer e ficarei com a certeza que ele não me quer bem.

Procuro ser bem comportado, mas quem sabe se ainda que involuntariamente, tenho feito coisas que ele não gosta?

- Não digas disparates! - disse o José - Todos nós fazemos coisas que não deveríamos fazer, mas o Pai Natal é bom e perdoa-nos.


 

VESPERAS DE NATAL - Conto Infantil de Cremilde Vieira da Cruz - Avómi



VESPERAS DE NATAL - Conto Infantil de Cremilde Vieira da Cruz - Avómi 
 Aproximava-se o Natal e havia grande reboliço na Escola. Os meninos conversavam, diziam quais os presentes que gostariam de receber e trocavam impressões sobre a forma como haviam de dirigir as cartas ao Pai - Natal.

O Pedrinho não fazia parte do grupo e estava sossegado e triste, sentado num banco na outra extremidade do recreio. O Paulo, um dos meninos do grupo, apercebeu-se da ausência do Pedrinho, olhou em redor e quando o descobriu, chamou-o. Ele dirigiu-se aos companheiros, olhos postos no chão e muito pesaroso.

- Então Pedrinho, que se passa contigo? - Perguntou o Marco - Estás triste? Não gosto de te ver assim! Estávamos aqui a decidir o que havemos de pedir ao Pai - Natal. Temos que escrever as cartinhas em papel bem bonito, com letra bem feitinha, para Ele ficar contente.

- Porque choras, Pedrinho? - Perguntou o José - Vá, responde! Estás doente? Não costumas estar assim e estamos a ficar preocupados contigo! Queres que digamos à Senhora Professora para telefonar à tua mãe? Se estás a sentir-te doente, terás que ir ao médico!

- Não, não, não estou doente. Estou triste, porque não gosto do Natal.
- Não gostas do Natal?!... - Perguntaram em coro, muito admirados.
- Não. Não gosto do Natal.
- Mas porquê? - Perguntou o Elias - Toda a gente gosta do Natal, é estranho tu não gostares!