sábado, 31 de dezembro de 2011

Fundação Logosófica – Em Prol da Superação Humana - São Paulo - Orientações sobre a experimentação do conhecimento logosófico - A felicidade - (Carlos Bernardo González Pecotche – RAUMSOL)



Fundação Logosófica – Em Prol da Superação Humana - São Paulo - Orientações sobre a experimentação do conhecimento logosófico - A felicidade - (Carlos Bernardo González Pecotche – RAUMSOL)

Uma das razões pelas quais o conhecimento logosófico conquista o espírito humano é a de estar fundamentado em verdades inalteráveis. Além disso, ele tende sempre a aproximar o ser da realidade da existência, o que lhe oferece a oportunidade de experimentar e perceber por si mesmo o fato certo configurado em todo conhecimento proveniente da sabedoria logosófica.

Vejamos: se tomarmos, depois de muitas observações, um grande número de seres, sem considerar para nada sua posição e seu estado, veremos que a maioria não sabe ao certo o que é a felicidade nem como ela pode ser alcançada e, menos ainda, conservada. Por que acontece isto? Simplesmente porque cada um destes seres – podemos afirmar isto – vive ausente de si mesmo, quer dizer, de sua própria vida e de sua própria realidade. E é assim como os fatos e as coisas passam inadvertidos a quase todos eles, já que, se estivessem presentes em seu conhecimento, assumiriam especial significado para seu entendimento e consciência.

Quem, por acaso, leva em conta seus fugazes instantes de felicidade e de alegria? Que importância se concede a esses mesmos estados? Que marcas deixam no espírito? Que reflexões promovem na inteligência?

Pensamos que muito poucas pessoas poderiam responder ao que estas perguntas sugerem. Talvez isso se deva a que o ser humano, embora aparente realizar todos os seus atos conscientemente, faça-o sem a menor segurança consciente, e talvez esta seja a causa de ele passar a maior parte de seus dias mergulhado em pesares, agitações e amarguras de toda natureza.



O Príncipe de Ofiúco - Novela de Arlete Piedade - VI Capítulo – Decisão - VII Capítulo – Encontro



O Príncipe de Ofiúco - Novela de Arlete Piedade - VI  Capítulo – Decisão - VII Capítulo – Encontro 

Youssef fez um esforço para voltar a guardar as suas recordações naquela caixinha que existia no fundo do seu espírito, lá bem encaixada num recanto que ninguém conhecia, e mesmo ele só abria em casos extremos.

Era como se Imelda fosse ainda a sua conselheira, a doce presença que tinha sido por sete anos plenos de amor, carinho, companheirismo e muito prazer, até ao dia em que aqueles malditos homens-insectos a tinham raptado, aproveitando a sua ausência em missão de socorro urgente.

 Ele tinha descido no escaler naquele asteróide, para preparar o resgate pela Patrulha, de um pequeno grupo de humanos náufragos de um acidente espacial, e deixado Imelda a bordo, enquanto a nave orbitava o pequeno planeta lentamente.

 Ele não sabia como tinha acontecido, mas quando regressou, só o perfume dela pairava ainda no ar e uma mensagem enigmática deixada no computador:
- Malditos homens, parecem insectos! Não irei, nem que morraaaa…..

Mas aparentemente ela tinha ido com eles, vencida por algum argumento misterioso.
 E agora…como podia Kristian esperar que ele quebrasse a tal maldição da princesa Falita? Uma princesa contaminada com o sangue daquela raça maldita….só de pensar em vê-la, uma revolta interior se formava dentro dele, qual mão que lhe revolvesse o estômago….



Página de Michael Ginobili - Guerra dos Sexos; Operação Presente; Os Especialistas; Os Nomes do Amor; Sharon Stone em cinebiografia da atriz de «Garganta Profunda»



Página de Michael Ginobili - Guerra dos Sexos; Operação Presente; Os Especialistas; Os Nomes do Amor; Sharon Stone em cinebiografia da atriz de «Garganta Profunda»

Guerra dos Sexos

A proposta de multiplots temáticos é criar um panorama amplo sobre um determinado assunto. Guerra dos Sexos fala sobre as diferentes aspirações de homens e mulheres quando o assunto é sexo e amor. Em sua empreitada, o filme conta histórias clichês e outras com questões um pouco mais complexas.

Entre as tramas convencionais pode-se usar de exemplo o caso de Diego (Alessandro Preziosi), um garanhão que percebe que precisa mudar seu estilo de vida depois de ser recusado por sua vizinha Chiara (Paola Cortellesi). Já nas história com temas mais profundos, há espaço para discutir diversidade sexual e adultério.

O que a princípio parece um descompasso é que todos esses enredos são contados de forma simples e até inocente. Os diálogos e as piadas são primários e a câmera não faz movimentos ousados.

Esse aparente desequilíbrio entre forma e conteúdo pode ser considerado algo positivo. Com uma estética e narrativa simples, Guerra dos Sexos é um filme acessível ao espectador mais iniciante. Com isso, pessoas que não estão habituadas a esses temas serão expostas a questões que, de outra maneira, provavelmente não fariam parte de suas conversas.

Portanto, o filme dificilmente passará despercebido por quem assisti-lo. Os cinéfilos mais exigentes podem até torcer o nariz diante à simplicidade de Guerra dos Sexos, mas a produção fomentará discussões praticamente inéditas em espectadores mais ligados às convenções estéticas e narrativas.


 

Novo ano - Hoje é o último dia do ano 2011.



Novo ano - Hoje é o último dia do ano 2011.

Que me lembre, no cinema contemporâneo, não há nenhuma sequência tão paradigmática da festa de final de ano como em «Strange Days» de Catherine Bigelow.

Este filme foi realizado em 1995 e tornou-se rapidamente num filme de culto de ficção científica ciberpunk.
Relembro particularmente esta película porque os seus últimos três minutos centram-se na festa popular de boas vindas ao ano 2000, em plena Time Square de Nova Iorque.
Durante esta sequência é que o desenlace narrativo do filme tem lugar, com a reconciliação dos personagens interpretados por Ralph Fiennes e Angela Bassett.
A carnificina de Polanski


 O filme de Roman Polanski, «O Deus da Carnificina», baseado numa peça de teatro de Yazmina Reza, estreou ontem nas salas portuguesas.

é uma obra que remete para os fantasmas do recorrente imaginário «polanskiano»: a claustrofobia (literal e metafórica) dos espaços, o conflito latente entre personagens e a natureza maléfica das pulsões humanas.

Dois casais, aparentemente civilizados e bem formados, encontram-se num apartamento de um deles para conversarem sobre um episódio de violência ocorrido com os filhos de ambos casais.

Mas o que sucede ao longo do tempo real da discussão é uma disputa quase irracional que comprova que a comunicação entre adultos é um processo complexo, árduo e difícil.

Aos poucos, a arrogância, o cinismo e a violência verbal tomam conta da conversa dos dois homens e duas mulheres, invadindo temas que nada tinham a ver com o tópico inicial.

Definitivamente, aquele apartamento transforma-se num ringue de combate, de diatribe verbal destravada com consequências nefastas para todas as pessoas envolvidas.


 

CINECLUBE DE FARO - Quem somos, de onde vimos, para onde vamos



CINECLUBE DE FARO - Quem somos, de onde vimos, para onde vamos

QUEM SOMOS

 Um dos mais antigos cineclubes do país. Primeira sessão a 6 de Abril de 1956 e, desde aí, sem qualquer interrupção de actividade. Magnífico!
 Neste momento, dirigem o CCF Anabela Moutinho, Graça Lobo, Ana Lúcia Correia, Nuno Beja e Bruno Cortes.
Na Mesa da Assembleia Geral, Eduardo Coutinho, Cristina Firmino e Ana Soares.
No Conselho Fiscal, João Vargues, Clarisse Rebelo e Carlos Rafael Lopes.
Ana Cristina Mendes faz sobreviver todos nós e recebe-vos a todos vós, na sede.
O Sr. Hilário cola os filmes.
Nós projectamo-los, apresentamo-los, vendemos os bilhetes e recolhemo-los à entrada (nas sessões pagas, pois muitas são de entrada livre!). 

DE ONDE VIMOS

 De uma tradição iniciada nos anos 20 em França e definitivamente concretizada no nosso país em 1945 com a criação do Cineclube do Porto - uma longa e rica história de promoção da cultura cinematográfica, um pouco por todo o continente e ilhas, que sobreviveu a todas as adversidades e remou contra todas as marés.
Nos Cineclubes, por mais díspares que sejam as suas realidades e história, o ânimo e o âmbito são os mesmos: ajudar a criar a cinefilia.
Ver cinema de qualidade, pensar sobre cinema, aprender com o cinema.
Nos Cineclubes gosta-se de cinema e gosta-se de dar a gostar o cinema.



 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O conquistador da aldeia - Conto de Virgínia Teixeira



O conquistador da aldeia - Conto de Virgínia Teixeira 

Ele tinha calças finamente cortadas na modista da aldeiazinha. A camisa, desabotoada ao nível do coração, deixava entrever um peito liso, duro e forte. O sorriso matreiro denunciava-lhe a condição, sem afastar as meninas. Tinha aquele jeito tão retratado nos livros, o jeito de homem vazio, dotado de um dom único de tornar cativa qualquer uma que o sentisse por perto. Mais do que nos livros, o seu encanto espalhava-se pelas ruas como um perfume ordinário que, apesar de tudo, todas queriam salpicar no corpo.

Era esse o pensamento que as tomava quando o viam passar. Queriam-lhe os dedos espalhados pelas suas curvas, as mãos sôfregas em todos os recantos do corpo e os lábios pousados no suor dos corpos excitados. Até a velha pensava assim. Vira o menino crescer, tornar-se homem, sabia-o de cor (só precisava adivinhar a proporção do tempo) e mesmo depois de tantos anos de cama vazia, quando o via passar ainda se lembrava do beijo atrevido que lhe dera, ainda menino, curioso com os peitos meio descobertos da viúva. Só ela sabia quanto lhe custara mandá-lo embora, ardente como nunca antes.

As moças, novas ainda, algumas quase crianças, sustinham as lágrimas ao vê-lo passar, de mala na mão. Algumas queriam-no de novo, mesmo as que tinham tido a juventude estragada por ele. Não esqueciam o seu sabor. As outras que ele, apesar do empenho em percorrer todas da terra, ainda não tinha conseguido levar para os matos, por falta de tempo ou oportunidade, amaldiçoavam a idade e continham a angústia ao vê-lo passar. Quando ele partisse os bailes e festas perderiam a cor e nenhum peito voltaria a disparar ao vê-lo entrar com o seu olhar galante e o sorriso traquina de sempre.

Ele andava, direito e altivo, despedindo-se de cada uma com sorrisos tão especiais quanto vulgares que muitas recordariam para sempre como momentos mágicos. Olhava as novitas, sedento como sempre, mas sem tempo para as acorrentar também. Outros viriam.


 

Poesia de Virgínia Teixeira - História fabulosa da minha meninice; Menina, Mulher, Mãe, Companheira



Poesia de Virgínia Teixeira - História fabulosa da minha meninice; Menina, Mulher, Mãe, Companheira        

História fabulosa da minha meninice
 
 Contaram-me em pequena uma história fabulosa
 Que guardei no peito como um presente de Natal singular.
 Carreguei-a comigo durante anos, e partilhei-a de forma generosa.
Acalentei essa história natalícia com o peito ainda incapaz de recear,

E fui menina com a história no peito e um sorriso crente.
Escrevi , desenhei e partilhei a minha fé com a ingenuidade das crianças,
 E acreditei por muito tempo no seu poder transcendente.
Mas um dia a meninice feneceu e hoje são distantes lembranças…

Menina, Mulher, Mãe, Companheira
 
 Menina despojada da sua meninice cedo demais,
Mulher desnudada da sua feminilidade
Mãe sem quem embalar com suavidade
Companheira forçada a caminhar só pelo cais

Criança que vislumbra os barcos e sonha neles embarcar
Mulher que fita os barcos e anseia pelo seu marinheiro
 Mãe que, para lá dos barcos, olha o horizonte vazio sem lastimar
Companheira que se abraça para escapar da solidão e encontra no mar o seu cheiro

Leia este tema completo a partir de 2/1/2012