domingo, 18 de dezembro de 2011

Jornal Raizonline nº 151 de 19 de Dezembro de 2011 - COLUNA UM - Daniel Teixeira - Para mim é o Menino Jesus



Jornal Raizonline nº 151 de 19 de Dezembro de 2011 - COLUNA UM - Daniel Teixeira - Para mim é o Menino Jesus

 Passe a simpatia do velhote, o ar que em princípio deve ser «paternal / avozal» e onde se esconde desde logo seguramente em termos de racionalidade um saber inalcançável por uma criança, mesmo que em limite se considere a presença desta com o espírito superior que lhe advirá da santidade inerente a ser filho de Deus, será sempre claro que em termos práticos a estrutura fabril do Pai Natal, com os seus gnomos que trabalham todo o ano parece ser mais sólida em termos de representação nessa tarefa enorme que é distribuir brinquedos pelos meninos bem comportados.

A parte mágico - encantatória pode colocar-se para começar nas suas também incansáveis renas, na magia que também será aquela de gerir uma fábrica mundial de prendas e de as entregar todas numa só noite, de saber tudo ou quase tudo e de ler milhares/milhões/biliões de cartas num espaço relativamente curto de tempo (2/3 meses no máximo) e de estar a par dos elementos necessários para decidir da verdade ou da inocente falsidade das informações fornecidas por escrito, isto porque razoável será pensar que o desejo imperioso do brinquedo possa ajudar também numa inocente e deficiente auto - análise da criançada e no aparecimento de algumas nuances confessionais.

Mas e o Menino Jesus? Aquele que por aqui conhecemos desde crianças, aquele cuja existência ensinámos aos nossos filhos e netos? Alguns destes escapuliram-se para a claque do pai natal, é um facto, mudaram de campo, mas criança tem direito a isso tudo e muito mais. Se se entende bem uma adoração religiosamente cuidada ao Menino Jesus não se entende mesmo uma adoração ao Pai Natal: a imagem que temos dele é aquele que nos é fornecida por exemplo pelas grandes superfícies, onde, pasme-se (!) ele nos coloca ao colo e tira uma foto connosco...francamente acho excesso de familiaridade aqui...afinal trata-se do pai natal, valha-nos até o Santo(a) Claus.


Caso pessoal de Tookie Williams: o homem considerado responsável pelo nascimento da cultura de gangs - Por Virgínia Teixeira



Caso pessoal de Tookie Williams: o homem considerado responsável pelo nascimento da cultura de gangs - Por Virgínia Teixeira

Stanley Williams III, conhecido como Tookie, nasceu em 1953 em Nova Orleães, tendo crescido num bairro problemático em Los Angeles. Tem sido, não consensualmente, denominado de criador do famoso gang Crips, o primeiro gang com a estrutura hierárquica que seria propagada por diversos locais da América, criando um dos fenómenos mais graves a nível da segurança, que até hoje se mantém como uma problemática actual e demasiado frequente, infelizmente já não só nos Estados Unidos da América, mas também noutros países, nomeadamente em França, onde o fenómeno tem vindo a aumentar progressivamente.

Em 1979, «Tookie» é preso e acusado de matar a tiro quatro pessoas: Albert Owensm, num assalto a uma loja de conveniência, e os proprietários de um motel, também num assalto; e em 1981 é condenado à morte.

Durante vinte e quatro anos viveu na prisão de San Quentin, e a sua vida nunca mais foi a mesma. Admitiu remorsos em relação à criação dos Crips, mas nunca admitiu os crimes de que foi acusado. E de certa forma foi isso que o matou.

 Na prisão passou os primeiros quase sete anos em solitária devido a múltiplas agressões em guardas e outros prisioneiros, incluindo ataques com produtos químicos. A sua violência, a raiva que o movia, eram evidentes. Depois de ser libertado da prisão solitária, Tookie começou a manifestar a sua mudança e a chamar a atenção mundial pelo seu trabalho.

Distanciou-se das actividades do gang (ainda que se tenha sempre recusado a auxiliar investigações judiciais contra membros do gang), e escreveu vários livros para crianças onde defendeu a não-violência e alternativas aos gangs. Desde 1996, lançou uma série de livros dirigidos aos jovens do ensino básico, onde denunciou a violência dos «gangs».

Em 1998, foi editado «Life in Prison» (Vida na prisão), onde descreve a angústia de um condenado à morte. Seguiu-se um projecto na Internet «para a paz nas ruas» com jovens de diferentes países. Por tudo isto, Williams foi nomeado para Nobel da Paz, e também para o Nobel da Literatura.


Um poema e um texto de Arlete Deretti Fernandes. - Prenúncio de verão .(Poema) - Onde estão as cigarras, os vagalumes e as borboletas?. (Texto)



Um poema e um texto de Arlete Deretti Fernandes. - Prenúncio de verão .(Poema) - Onde estão as cigarras, os vagalumes e as borboletas?. (Texto)
Prenúncio de verão.
«Que esta vontade danada
 De mandar flores ao delegado
 De bater na porta do vizinho
 E desejar bom dia
 De beijar o português
 Da padaria dure todos os dias »

...(Zeca Baleiro)

 Nasce a manhã, calma e amena,
 Após uma noite escura;
 Pássaros voam alegres em
 Barulhenta cantilena,
 Cedo iniciam seus gorgeios.

Onde estão as cigarras, os vagalumes e as borboletas?
Há momentos de nossas vidas que ficam gravados em nossos corações, como doces lembranças. Recordamos um perfume, um sabor, uma música. Marcel Proust, que muitos não gostam por considerá-lo muito minucioso, em sua Recherche descreve o efeito que lhe trouxe à lembrança, o cheiro das madeleines com chá, que tomava na casa da tia, quando criança. Considero-a uma descrição muito bela.

Fellini, em seu filme Amarcord, oferece lembranças muito saudosas e belas do seu tempo de criança.
São inúmeros os autores brasileiros que escrevem as recordações da infância, desde José Lins do Rego no Menino de Engenho, passando por muitos outros, até chegar em Drummond, na sua querida Itabira.



 

Poesia de Albertino Galvão - A cantiga do golfinho - (In cantigas para os netos)



Poesia de Albertino Galvão - A cantiga do golfinho - (In cantigas para os netos)
 
A cantiga do golfinho

Porque estamos em vésperas de Natal e como vejo no olhar de cada criança essa palavra mágica Natal, aqui deixo mais um dos poemas que escrevi para os netos
 
 Muito a jeito de prefácio
 Sobre o golfinho eu direi
 Ser um versátil cetáceo
 E mamífero, que eu bem sei!

Tem o focinho alongado
 Formando um bico perfeito
 Ar de menino levado
 Quando sorri satisfeito

 O golfinho é muito afável
 Das crianças amigão
 Amoroso e adorável
 Bem disposto e brincalhão

Nada, nada, meu golfinho
 Sulcando as ondas do mar
 Traz de volta o meu barquinho
 Não o deixes naufragar

Leia este tema completo a partir de 19/12/2011

TRISTE FADO - Conto de VIRGINIA TEIXEIRA



TRISTE FADO - Conto de VIRGINIA TEIXEIRA
  
 Arvores frondosas despontando do chão de terra batida, pelo meio rápidos roedores correndo num frenesim, buscando por entre as folhagens alimento e abrigo. Ao longe, plantas carregadas de séculos de existência, apontavam com as ramagens, ao ritmo da brisa suave, prenúncio de um Inverno ainda longínquo, uma cabana, casinha miúda e imperceptível, confundida pelos que ali sobrevoavam, com os troncos bastos da floresta.

 Ali há muito que não passava ninguém. Há séculos, o caçador que deixara a cabana como recordação da devastação que deixara, até ter sido atingido pelas suas próprias balas... Deixara penduradas no alpendre peles ainda a secar, para que todos os animais que por ali passassem lembrassem o seu nome, mesmo muitos anos depois, quando a sua presença se tornara lenda no mundo animal.

Há anos, talvez mais de meio século, tinha passado um rapazote, perdido da aldeia, que servira de pasto aos lobos escondidos, ansiando o anoitecer e a surpresa cruel, e que deixara por ali apenas um trilho de restos decompostos pelo tempo, e pelos pássaros que ali foçavam buscando um pouco de carne.

 E depois a velha, há pouco mais de duas décadas. A velha que chegara ali para enfrentá-los a todos. Aprendera a afastar os lobos e todos os que a observavam como uma presa fácil. Gritou pela floresta adentro que não tinha medo e convenceu.

 Não querendo atiçar a raiva dos animais, cultivava numa pequena horta, nascida miraculosamente naquela terra infértil, legumes e ervas mágicas para os chás que acompanhavam as suas tardes, em que a velha, que ainda não era muito velha quando ali chegou, se sentava no alpendre, baloiçando a sua cadeira, e escrevia.

 Escrevia sem parar. Escrevia com a sofreguidão de quem tem muito para deixar e pouco tempo para o fazer.

Leia este tema completo a partir de 19/12/2011

Poesia de Natal de Rose Arouck - No Seu Natal; O NATAL



Poesia de Natal de Rose Arouck - No Seu Natal; O NATAL
 
 No Seu Natal
 
 Que a alegria do Natal seja perene
 no seio da sua família com muita saúde
 e o Amor unifique seus corações
 tornando a paz precursora
 de muita prosperidade.
 As dádivas fortificadas pela Fé
 resplandeçam em luzes e em esperanças
 para um Mundo Melhor.
 Na mesa farta não falte a fraternidade
 o respeito e a caridade.

O NATAL
 
 Que o Natal seja pra nós mais que uma festa
 seja aquela mensagem certa
 Que o coração possa entender.
 Fiquemos sempre com nossa porta entre-aberta,
 para entrar a alegria,
 a certeza de um novo dia
 brilhando sob o sol que vai nascer.
 Que o Natal, nas ondas aneladas de ternura,
 Traga o som feliz de todas as criaturas
 que a Terra há muito tempo esqueceu.

Leia este tema completo a partir de 19/12/2011

Poesias de Natal - Vários Autores - Jorge Manuel Brites Pereira - Natal é encontro; Joel Lira - Natal não se esquece.; Cremilde Vieira da Cruz - ALEGRIA DE NATAL

Poesias de Natal - Vários Autores - Jorge Manuel Brites Pereira - Natal é encontro; Joel Lira - Natal não se esquece.; Cremilde Vieira da Cruz - ALEGRIA DE NATAL

 Natal é encontro
 
 Se tens amigos, busca-os. !
 O NATAL é ENCONTRO!
 Se tens inimigos, reconcilia-te!
O NATAL é PAZ!
 Se tens pecado, arrependa-se!
O NATAL é PERDÃO!
 Se tens soberba, sepulta-a!
O NATAL é HUMILDADE!

Natal não se esquece.
 
- Não ponho o sapato na chaminé…
Roubaram-mos todos, os do governo.
 Ando descalço, quase nu, sem fé:
- Diz o pobre, às portas do inferno!
 Até o pão que comia sem dentes,
 já mal o vê chegar à sua mesa.
 No seu lar os confortos estão ausentes.
 Vê à sua volta farta pobreza!

ALEGRIA DE NATAL

 Aqui,
 Onde amanhã será Natal,
 Há qualquer coisa
 Que me faz entristecer:
 é quando o céu fica negro
 Aos olhos de quantos sofrem.
 Eu queria que todos os dias fosse Natal,
 Que toda a gente gritasse de alegria!...
 Eu queria ver uma chama de ventura
 nos olhos de toda a gente,
 Ver presépios,
 Arvores de Natal...!

Leia este tema completo a partir de 19/12/2011