domingo, 18 de dezembro de 2011

Poesias de Natal - Vários autores - Arlete Piedade - Prece de Natal; Maria Custódia Pereira - DIA DE NATAL FRIO E CHUVOSO; João P. C. Furtado - SANTO NATAL

Poesias de Natal - Vários autores - Arlete Piedade - Prece de Natal; Maria Custódia Pereira - DIA DE NATAL FRIO E CHUVOSO; João P. C. Furtado - SANTO NATAL

 Prece de Natal
 
 Neste Natal peço-te meu doce Jesus
 que me ensines a graça do perdão
 tu que enfrentaste a morte na Cruz
 e sofreste tão humilhante expiação
 Ensina-me oh meu Jesus de Nazaré
 e acreditar em mim e no semelhante
 peço-te como presente, ter mais Fé
 e secar as lágrimas do meu semblante

DIA DE NATAL FRIO E CHUVOSO
 
 Não quero o dia de natal a chover
 Quero sol, muito sol p'ra me aquecer,
 Só vos digo; se fosse eu a mandar
 Punha um sol no céu a escaldar.
 Quero o Natal muito mais luminoso
 Até mesmo para quem hoje viajou,
 Não é bom ter um dia assim chuvoso
 Eu... com frio, nem à rua vou.

SANTO NATAL

 N Nestes dias até se torna bastante benevolente
 A A caridade parece em todos, muitíssimo evidente
 T Tem-se a concórdia e a Paz e a festa na mente
 A Até esquecemos algumas graves desavenças
 L Lembramos e tentamos curar as nossas doenças…

S Sinceramente continuo pessimista com os humanos
 A Andamos a destruir este belo e único Planeta


Leia este tema completo a partir de 19/12/2011

Lançamento do livro Cantar Africa da autoria de Lili Laranjo



Lançamento do livro Cantar Africa da autoria de Lili Laranjo

Lili Laranjo é uma professora, poetisa, pintora e artesã, residente em Aveiro, mas com duas paixões, aliás direi três, no coração - isto além da sua família é claro. E essas paixões, são Angola, o Sporting e os seus amigos.

Paixões essas que ela transpõe para os seus livros, onde em poesia canta a terra africana perdida, a província de Negage no norte de Angola, onde cresceu e se fez mulher, e que teve que abandonar como milhares de portugueses, que continuam a ter em comum as recordações, as memórias e as saudades dessa terra, e da maneira de viver, livre e com um sentido de entreajuda mútua que ainda perdura entre os antigos residentes, que em Portugal continuam ligados por laços de fraternidade, passados mais de trinta anos.

Assim, logo que me conheceu no Seixal, no mês de Outubro, no 1º Evento Poético do Seixal, acolheu-me carinhosamente no seu grupo de amigos e onde me senti como se já conhecesse todos há muitos anos e fosse também angolana.

Por isso fui com ela e seu marido e amigos, participar do seu almoço de Natal e apresentação do seu livro (o 11º), no Restaurante «O Areias» em Talaíde, perto de Oeiras - Lisboa.

Estavam presentes vários amigos e familiares, com os quais tive o prazer de trocar algumas palavras, não só sobre o livro, e a Lili, mas também sobre Angola, e a vida atual em Luanda e noutras zonas daquele país africano.



faleceu cesária évora



faleceu cesária évora

 Cesária Evora faleceu, este sábado, aos 70 anos. «A diva dos pés descalços» estava doente há já vários meses e tinha já terminado a carreira, a 23 de Setembro de 2011. «Eu preciso de quando em vez da minha terra, do povo que sou e desse marulhar das ondas», confidenciou Cesária Evora.

Cesária deu entrada no hospital Baptista de Sousa, em São Vicente, Cabo Verde, na sexta-feira, onde esteve internada nos serviços de cuidados intensivos «com um quadro muito complexo».

«Durante este período, ela alternou momentos de lucidez com momentos de inconsciência e esteve sempre acompanhada do seu empresário José da Silva», disse o director do hospital, Alcides Gonçalves.

A cantora regressou a S. Vicente, sua ilha natal, a 22 de Outubro após ter posto fim à sua carreira musical devido a problemas de saúde.

 Biografia - Cesária Evora

Cesária Evora (Mindelo, 27 de agosto de 1941), também conhecida como «a diva dos pés descalços», foi a cantora cabo-verdiana de maior reconhecimento internacional de toda história da música popular. O gênero musical com o qual ela é majoritariamente relacionada é a «morna», por isso também recebe o apelido de «Rainha da morna» (mesmo tendo sido bastante sucedida com diversos outros gêneros musicais).



sábado, 17 de dezembro de 2011

Chuvas de Verão - Texto de Arlete Deretti Fernandes



Chuvas de Verão - Texto de Arlete Deretti Fernandes               

Após um inverno rigoroso, há que se louvar e bendizer os belos dias de sol com que a Natureza tem nos brindado. O astro rei amanhece com seus faróis altos estimulando-nos com sua luz e calor.
 De maneira atípica, na semana passada geou na Serra Catarinense. Quando isto ocorre, esfria também por aqui.

La niña, vez por outra aparece fazendo um grande estardalhaço, mas é passageiro. Até parece «coisas de mulher», como consequência de mudanças hormonais ou TPM!!!

«O fenômeno La Niña, que é oposto ao El Niño, corresponde ao resfriamento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial Central e Oriental formando uma «piscina de águas frias» nesse oceano.
A semelhança do El Niño, porém apresentando uma maior variabilidade do que este, trata-se de um fenômeno natural que produz fortes mudanças na dinâmica geral da atmosfera, alterando o comportamento climático. Nele, os ventos alísios mostram-se mais intensos que o habitual (média climatológica) e as águas mais frias, que caracterizam o fenômeno, estendem-se numa faixa de largura de cerca de 10 graus de latitude ao longo do Equador desde a costa peruana até aproximadamente 180 graus de longitude no Pacífico Central.» (Wikipédia).

Houve dias em que «ela», La niña, chegou com toda a força, com pancadas de chuvas, geralmente noturnas. Considero estas chuvas uma maravilha, uma vez que regam generosamente minhas plantas, e estas vicejam sempre mais.

O vento que se segue refresca a torreira solar que está intensa. Também é uma delícia sentir o cheirinho de terra molhada.
As cinco horas da manhã a passarada começa seus trinados. Divido com eles minhas acerolas.


NATAL! - Por Manuel Coelho - (in TALENTOS A SOLTA - Facebook)



NATAL! - Por Manuel Coelho - (in TALENTOS A SOLTA - Facebook) 
é Natal!
 Por mim já passaram oitenta. Melhor 79, pois vi a luz do dia no dia 26. Como é evidente não me lembro, mas segundo me contaram todos ficaram muito felizes.

Fui como uma prenda chegada no dia seguinte, ainda as filhoses estavam a embelezar a mesa. Não me disseram se havia Bolo-rei, mas creio que não. As filhoses eram a Rainha da festa, uma velha receita de filhós com abóbora que ainda hoje, escritas pela mão de meu Pai, se guarda cá em casa.

 Só me apercebi, aí pelos meus 5 ou seis anos de que havia o NATAL, sem saber ao certo qual o seu significado.

Recordo que púnhamos, eu e minha irmã, o sapatinho na chaminé, nada de meias na lareira, coisa que não tínhamos e que não era hábito na nossa humilde casa. Penso mesmo que essa, das meias na lareira, é de importação e copiada das fitas de cinema.

Na manhã do dia 25 de Dezembro, muito cedinho, corríamos de pés descalços direitinhos à cozinha!
 E… lá estavam as prendas. Invariavelmente, um carrinho de folha ou um «tin-tin» (Roda com uma haste que quando rodava tocava um campainha, por isso o nome). Era sempre uma alegria.

Não esqueço a grande superfície em que os brinquedos eram comprados. O Largo de Camões. Era o Toys R Us da época. Vivíamos mal, mas não havia crises. Pois só gastávamos o que podíamos.

Por esta época os ambulantes instalavam-se lá com pequenas barraquinhas, onde eu deliciava o olhar ao passar com a minha Mãe a caminho da Calçado do Combro.


POESIA DE NATAL - Natal Divino - Miguel Torga; OS PASTORES - Gomes Leal

POESIA DE NATAL - Natal Divino - Miguel Torga; OS PASTORES - Gomes Leal



Natal Divino
 
 Natal divino ao rés-do-chão humano,
 Sem um anjo a cantar a cada ouvido.
 Encolhido
 à lareira,
 Ao que pergunto
 Respondo
 Com as achas que vou pondo
 Na fogueira.
 O mito apenas velado
 Como um cadáver



OS PASTORES
 
 Guardavam certos pastores
 seus rebanhos, ao relento,
 sobre os céus consoladores
 pondo a vista e o pensamento.
 Quando viram que descia,
 cheio de glória fulgente,
 um anjo do céu do Oriente,
 que era mais claro que o dia.
 Jamais os cegara assim
 luz do meio-dia ou manhã.
 Dir-se-ia o audaz Serafim,
 que um dia venceu Satã.

Leia este tema completo a partir de 19/12/2011

Poesia de Natal - NATAL - Manuel Alegre; Natal - Manuel Maria Barbosa du Bocage; NATAL CHIQUE - Vitorino Nemésio

Poesia de Natal - NATAL - Manuel Alegre; Natal - Manuel Maria Barbosa du Bocage; NATAL CHIQUE - Vitorino Nemésio



NATAL
 
 Acontecia. No vento. Na chuva. Acontecia.
 Era gente a correr pela música acima.
 Uma onda uma festa. Palavras a saltar.
 Eram carpas ou mãos. Um soluço uma rima.
 Guitarras guitarras. Ou talvez mar.
 E acontecia. No vento. Na chuva. Acontecia.
 Na tua boca. No teu rosto. No teu corpo acontecia.
 No teu ritmo nos teus ritos.
 No teu sono nos teus gestos. (Liturgia liturgia).
 Nos teus gritos. Nos teus olhos quase aflitos.
 E nos silêncios infinitos. Na tua noite e no teu dia.
 No teu sol acontecia.



Natal

 Se considero o triste abatimento
 Em que me faz jazer minha desgraça,
 A desesperação me despedaça,
 No mesmo instante, o frágil sofrimento.
 Mas súbito me diz o pensamento,
 Para aplacar-me a dor que me traspassa,
 Que Este que trouxe ao mundo a Lei da Graça,
 Teve num vil presepe o nascimento.



NATAL CHIQUE
 
 Percorro o dia, que esmorece
 Nas ruas cheias de rumor;
 Minha alma vã desaparece
 Na muita pressa e pouco amor.
 Hoje é Natal. Comprei um anjo,
 Dos que anunciam no jornal;
 Mas houve um etéreo desarranjo
 E o efeito em casa saiu mal.

Leia este tema completo a partir de 19/12/2011