sábado, 26 de novembro de 2011

Poesia de Adelina Velho da Palma - Aqui e agora; O poeta; A vida gráfica



Poesia de Adelina Velho da Palma - Aqui e agora; O poeta; A vida gráfica

 Aqui e agora
 
 A vida acontece aqui e agora
 o passado é simples recordação
 o futuro é mera especulação
 e nunca o presente se vai embora...
 A realidade é feita hora a hora
 e só a ela se deve atenção
 só com ela se tem a percepção
 da suprema lei que em tudo vigora!...

O poeta

 O poeta mantém certa distância
 mas está por dentro e por fora de tudo
 estar ao largo é o que permite o estudo
 e no meio amplifica a importância...
 Quando vive com forte acutilância
 emoção ou sentido mais agudo
 consegue esquadrinhar-lhe o conteúdo
 incrementando a própria relevância...

A vida gráfica
 
 A vida é uma função real
 num gráfico plano representada
 a obra feita é a ordenada
 e o tempo a variável principal...
 Um máximo é um ponto de alto astral
 um mínimo é desgosto ou derrocada
 a vontade vê-se na derivada
 e a continuidade é bom sinal...

Leia este tema completo a partir de 28/11/2011

Poesia de José Carlos Moutinho - Anseios e desatinos; Encantadas utopias; Divagações



Poesia de José Carlos Moutinho - Anseios e desatinos; Encantadas utopias; Divagações
 
 Anseios e desatinos
 
 Levo-me por caminhos de ausências sentidas,
 Quero soltar a minha alma ao vento,
 Gritar ao sol que me ilumine,
 Respirar o ar que me acalenta a solidão,
 Abraçar os dias que me curam as mágoas!
 Penetro nas florestas dos meus anseios,
 Busco as respostas da minha insegurança
 E encontro silêncios, despertados
 Pelo chilrear das aves,

Encantadas utopias
 
 Vêm com o vento, murmúrios
 Sussurrados pelas folhas que esvoaçam,
 Numa coreografia de fascinante equilíbrio,
 Mostrando que o cosmos que nos rodeia,
 Nos transcende na compreensão,
 Das coisas simples;
 E os sons tornam-se melodias,
 Envolvem-nos numa aura,
 Que nos aquieta a alma;
 A brisa agita-nos suavemente o sentir,
 Amornado pelo sol,

Divagações
 
 Lembranças de alegrias passadas,
 Esvoaçadas nos perfumes que flutuam no ar,
 Abraços não concretizados,
 Em momentos de inconsequência;
 Paixões que surgem na memória
 Das nuvens que nos envolvem;
 Beijos dados sem emoções,
 Outros, sugados no calor dos sentimentos;
 Horas perdidas em desatinos,
 Porque a razão as ofusca;
 Sois que brilharam e acalentaram amores
 Intercalados, por cinzentos dias de nevoeiro,
 Atormentando o sentir;

Leia este tema completo a partir de 28/11/2011

Poesia - Por Leo Marques - Amália é fado é Portugal



Poesia - Por Leo Marques - Amália é fado é Portugal

 Amália é fado é Portugal

 O fado é nosso património
 Desde há muito tempo cantado;
 Canção dita da boémia lisboeta
 Desde Alfama ao Bairro Alto.
Por Amália Rodrigues divulgado
Por todo o país e no estrangeiro
 Ele foi bem aceite e até cantado.

 Amália foi sua embaixatriz
De Lisboa para o mundo inteiro
 Com sua bela voz de fadista
 Seu jeito humilde encantador
 Se entregou de alma e coração
 O fado sempre foi seu grande amor.

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Recordar o Raizonline - Trabalhos de Números de Arquivo - Poesia de Pequenina - No zunir do vento...; Caminhante Errante; Já não sou mais eu



Recordar o Raizonline - Trabalhos de Números de Arquivo - Poesia de Pequenina - No zunir do vento...; Caminhante Errante; Já não sou mais eu
 
 No zunir do vento...
 
 Ouço-te; no zunir do vento
 Movendo a areia, rompendo as vidraças
 Esvoaçando as cortinas
 Quebrando o silêncio do meu quarto
Me atiras para o alto…
Nada dizes, nada falas…
Mas mesmo que calado, eu ouço-te
 No tremular das minhas mãos
 No descompasso do meu coração
 Na minha imaginação.

Caminhante Errante
 
 Mãos rudes, embrutecidas
 Pés descalços, nas calçadas da vida
 Pernas rígidas e endurecidas…
Trôpegas, mal resolvidas
 Passadas curtas…
Inflexíveis, constrangidas
 Cansado e humilhado, vai
 Um vulto que declina, mas não cai…
Caminhante errante…
Vindo de um remoto passado
 Já bem distante
 Nasceu, sofreu e morreu…

Já não sou mais eu
 
 Já não sei onde ando
 Se bem na terra ou no céu
 No espaço, vivo ao léu
 Contando as horas do tempo
 Acampada por sobre as nuvens
 Perdida no infinito
 Não sou nada, sou o grito.
 Trago a alma cravada
 Carente e desamparada
 Que aos poucos se declina
 Sufocada pela neblina
 Foi-se de mim, à menina

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Poesia de Maria Custódia Pereira - Morta...viva; Amigo; Vamos Viver Felizes



Poesia de Maria Custódia Pereira - Morta...viva; Amigo; Vamos Viver Felizes

 Morta...viva
 
 Depois de um grave acidente
 Escutem bem, oh minha gente
 Eu à morgue fui parar,
 Meteram-me numa gaveta
 Pregaram-me uma etiqueta
 E deixa-te agora aí estar.

A seguir veio o cangalheiro
 Que me mediu primeiro
 Para trazer o caixão,
 Eu sem poder falar
 Sentia-me toda a gelar
 No meio daquela confusão.

Amigo
 
 Eu tenho aqui um amigo que me ama
 Mesmo sem nunca sequer me ter visto,
 Disse-me adeus, abalou, foi prá cama
Pensando que sou pra ele o Jesus Cristo.

Achou que eu era linda e muito doce
 Na maneira de escrever e me expressar,
 Decerto não viu bem, ou talvez fosse
 Linda a forma de me estar a elogiar.

Vamos Viver Felizes
 
 Deixa a vida correr livremente
 Na ânsia de encontrar a liberdade,
 Deixa a lua ficar em quarto crescente
 Para que o amor cresça com facilidade.

Anda para a rua olhar o céu...
 Correr pelos campos verdejantes,
 Tira da cabeça o teu chapéu
 Para que o sol te aloure como d'antes.

Leia este tema completo a partir de 28/11/2011

«SOBRE A GEOGRAFIA MODERNA» - De Joseph António da Silva Rego - Publicada em M. DCC. LXXX.- Publicado por Carlos A.N. Rodrigues em 25 / 11 / 2011 em Talentos à Solta (Facebook)



«SOBRE A GEOGRAFIA MODERNA» - De Joseph António da Silva Rego - Publicada em M. DCC. LXXX.-  Publicado por Carlos A.N. Rodrigues em 25 / 11 / 2011 em Talentos à Solta (Facebook)

Era inevitável. Quando a nebulosa me começa a embrumar a massa cinzenta, tenho de mergulhar no mais profundo de nós, limpar o pó das estantes e entre folhas Outonais procurar na Arqueologia dos pensamentos esquecidos a lagoa serena das Tautologias, com respostas implícitas nas perguntas.

Qualquer coisa simples, clara, tão fácil de desmistificar, como uma frase onde o Predicado diga o mesmo que o Sujeito.

Estou farto de pensar, tenho de me deixar disso, a História que pense por mim, quero tudo bem explicadinho, na palma da mão, como reguadas à antiga ou orelhas de burro, para eu perceber melhor que, pelo menos isso já não deve acontecer, como aconteceu.

Por isso esta manhã, ainda sobre a pressão dos acontecimentos do dia anterior e falho de inspiração poética, mergulhei num livro de bolso com capa de camuflado castanho e flores douradas , relíquia familiar de um saber antigo, delicioso e terrível, donde anoto e sorvo do sangue a inocência do tempo.

Foi a primeira Geografia publicada no nosso País, cinco anos após o terramoto de 1755 e é cientificamente o meu Livro Sagrado, no que respeita ao poder de recuperação do Luso e o seu comportamento perante a adversidade. Cinco anos após a tragédia, já recomeçara a cultivar Artes sobre os caboucos e construía ruas paralelas na Baixa Pombalina, como novas formas de vida.

Deste livrinho quase de bolso, donde, a esmo, destacarei uns quantos parágrafos com a Ortografia do tempo, lamentando que o computador não me consiga reproduzir os « ésses» que parecem «éfes» dos primitivos linótipos com que foi impressa, na Offic. Patriarc. De Francisco Luiz Ameno, Com licença da Real Meza Censoria , incluindo: « Um Tratado da Esfera, e Globo Terrestre: ornada de várias passagens da História Natural, Política e Commerciante. «assim como» Taboadas das Longitudes, e Latitudes, das principais Cidades, Villas, Portos, Cabos e Ilhas do Mundo: e no fim de toda a Obra, outra Alfabética dos nomes dos Lugares compreendidos nesta Geografia».


 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

COLUNA do Prof. Menegatti - Qual a diferença do homem e da mulher comprando? (Partes I e II)



COLUNA do Prof. Menegatti - Qual a diferença do homem e da mulher comprando?  (Partes I e II)

I Parte -  Os homens:

São geneticamente programados para serem caçadores. Sucesso para eles é sair pela floresta, caçarem alguma coisa com rapidez e depois arrastarem de volta para casa.

Você verá um homem impacientemente apanhar algo e, quase abruptamente, estar pronto para pagar sem ter tido nenhum prazer aparente no processo de busca.
 é quase como se o simples fato de ele estar ali, na loja, fosse uma ameaça a sua masculinidade.

Mas, quando um homem está fazendo compras, você praticamente tem de sair do caminho dele para não ser atropelado. Quando um homem leva uma peça de roupa para dentro de um provador, só não a comprará se não lhe couber.

Parte II

 As mulheres:

São coletoras que extraem um imenso prazer do ato de olhar. Portanto, duas mulheres podem passar o dia inteiro em um Shopping sem comprar coisa alguma e, ainda assim, se divertirem muito.

As mulheres continuam gostando de fazer compras com amigas, estimulando-se mutuamente e alertando umas às outras para compras pouco recomendadas.
 Estudos mostram que, quando duas mulheres fazem compras juntas, costumam gastar mais tempo e dinheiro.

 Duas mulheres em uma loja podem ser uma máquina de compra se os varejistas inteligentes não medirem esforços para encorajar esse comportamento com promoções do gênero «traga uma amiga e ganhe desconto».