sábado, 26 de novembro de 2011

«SOBRE A GEOGRAFIA MODERNA» - De Joseph António da Silva Rego - Publicada em M. DCC. LXXX.- Publicado por Carlos A.N. Rodrigues em 25 / 11 / 2011 em Talentos à Solta (Facebook)



«SOBRE A GEOGRAFIA MODERNA» - De Joseph António da Silva Rego - Publicada em M. DCC. LXXX.-  Publicado por Carlos A.N. Rodrigues em 25 / 11 / 2011 em Talentos à Solta (Facebook)

Era inevitável. Quando a nebulosa me começa a embrumar a massa cinzenta, tenho de mergulhar no mais profundo de nós, limpar o pó das estantes e entre folhas Outonais procurar na Arqueologia dos pensamentos esquecidos a lagoa serena das Tautologias, com respostas implícitas nas perguntas.

Qualquer coisa simples, clara, tão fácil de desmistificar, como uma frase onde o Predicado diga o mesmo que o Sujeito.

Estou farto de pensar, tenho de me deixar disso, a História que pense por mim, quero tudo bem explicadinho, na palma da mão, como reguadas à antiga ou orelhas de burro, para eu perceber melhor que, pelo menos isso já não deve acontecer, como aconteceu.

Por isso esta manhã, ainda sobre a pressão dos acontecimentos do dia anterior e falho de inspiração poética, mergulhei num livro de bolso com capa de camuflado castanho e flores douradas , relíquia familiar de um saber antigo, delicioso e terrível, donde anoto e sorvo do sangue a inocência do tempo.

Foi a primeira Geografia publicada no nosso País, cinco anos após o terramoto de 1755 e é cientificamente o meu Livro Sagrado, no que respeita ao poder de recuperação do Luso e o seu comportamento perante a adversidade. Cinco anos após a tragédia, já recomeçara a cultivar Artes sobre os caboucos e construía ruas paralelas na Baixa Pombalina, como novas formas de vida.

Deste livrinho quase de bolso, donde, a esmo, destacarei uns quantos parágrafos com a Ortografia do tempo, lamentando que o computador não me consiga reproduzir os « ésses» que parecem «éfes» dos primitivos linótipos com que foi impressa, na Offic. Patriarc. De Francisco Luiz Ameno, Com licença da Real Meza Censoria , incluindo: « Um Tratado da Esfera, e Globo Terrestre: ornada de várias passagens da História Natural, Política e Commerciante. «assim como» Taboadas das Longitudes, e Latitudes, das principais Cidades, Villas, Portos, Cabos e Ilhas do Mundo: e no fim de toda a Obra, outra Alfabética dos nomes dos Lugares compreendidos nesta Geografia».


 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

COLUNA do Prof. Menegatti - Qual a diferença do homem e da mulher comprando? (Partes I e II)



COLUNA do Prof. Menegatti - Qual a diferença do homem e da mulher comprando?  (Partes I e II)

I Parte -  Os homens:

São geneticamente programados para serem caçadores. Sucesso para eles é sair pela floresta, caçarem alguma coisa com rapidez e depois arrastarem de volta para casa.

Você verá um homem impacientemente apanhar algo e, quase abruptamente, estar pronto para pagar sem ter tido nenhum prazer aparente no processo de busca.
 é quase como se o simples fato de ele estar ali, na loja, fosse uma ameaça a sua masculinidade.

Mas, quando um homem está fazendo compras, você praticamente tem de sair do caminho dele para não ser atropelado. Quando um homem leva uma peça de roupa para dentro de um provador, só não a comprará se não lhe couber.

Parte II

 As mulheres:

São coletoras que extraem um imenso prazer do ato de olhar. Portanto, duas mulheres podem passar o dia inteiro em um Shopping sem comprar coisa alguma e, ainda assim, se divertirem muito.

As mulheres continuam gostando de fazer compras com amigas, estimulando-se mutuamente e alertando umas às outras para compras pouco recomendadas.
 Estudos mostram que, quando duas mulheres fazem compras juntas, costumam gastar mais tempo e dinheiro.

 Duas mulheres em uma loja podem ser uma máquina de compra se os varejistas inteligentes não medirem esforços para encorajar esse comportamento com promoções do gênero «traga uma amiga e ganhe desconto».




Coluna de Marizete Furbino - Pré-julgamento: um pecado mortal! - Por Adm. Marizete Furbino



Coluna de Marizete Furbino - Pré-julgamento: um pecado mortal! - Por Adm. Marizete Furbino

O pré-julgamento é uma das atitudes mais perniciosas que o ser humano eventualmente possa ter, pois antecipar-se a um fato fazendo um pré-julgamento pode ser danoso, e muita das vezes traz conseqüências e «seqüelas» irreversíveis.

Neste mesmo sentido, pré-julgar muitas vezes pode ser fatal, pois ao tomar conhecimento desse fato, o envolvido poderá romper definitivamente os laços de afeto, tanto no que tange à sua vida pessoal quanto profissional, acarretando danos muitas vezes irreparáveis.

O tema, entretanto, traz à tona a importância de se lembrar que todo e qualquer pré-julgamento, como o próprio nome diz, é prévio, ou seja, realizado anterior à constatação da apuração da verdade dos fatos. Desta forma, trata-se de pura especulação, não passando de meras deduções apressadas, o que poderá conter inúmeras falhas, devido ao não conhecimento real do fato vivenciado, distanciando bastante da verdade.

Vale a pena ressaltar que em muitas vezes os obstáculos, bem como todas as confusões existenciais quanto ao pré-julgamento, existem somente na cabeça do pré-julgador, não passando de «tempestades em copos de água», o que permite ao pré-julgador somente sofrer de forma antecipada e tomar decisões «erradas».

Desta feita, é incontestável que a pessoa que está sendo pré-julgada, quando ciente do pré-julgamento, deve ter sabedoria e muito equilíbrio emocional para fazer uma reflexão sobre o acontecimento e pessoas envolvidas. Deve verificar com calma tal fato, tendo controle emocional sobre o que pensa e o que verbaliza, evitando assim de fazer novos pré-julgamentos. Igualmente, deve pontuar qual o valor que o pré-julgador tem para você, assim como para a sua empresa, tendo a sabedoria e a grandeza de relevar tal fato, tendo em vista os benefícios advindos deste colaborador em determinado tempo anterior a tal fato.




COLUNA DE ABILIO LIMA - Noticias da Semana e Agenda da Semana



COLUNA DE ABILIO LIMA - Noticias da Semana e Agenda da Semana

Agenda Europeia

28 de Novembro: Cerimónia de entrega do Prémio da União Europeia para a Literatura (Hotel Le Plaza em Bruxelas; presença de Vassiliou)
 28 de Novembro: Programa Erasmus para Todos - sessão de informação com a presença de João Delgado e José Pessanha
 28 e 29 de Novembro: Reunião dos Chefes de Representação (Copenhaga)
 29 de Novembro: Comissão adopta pacote de propostas legislativas para garantir soluções extrajudiciais para os consumidores da UE (conferência de imprensa Dalli)
 30 de Novembro: Regresso à Escola (Back to School)
 30 de Novembro: HORIZON 2020 - Comissão adopta novas propostas para o período de 2014-2020 relativas ao financiamento de programas de investigação e inovação para estimular o crescimento e o emprego; competitividade das empresas e PME e agenda estratégica de inovação (AEI) do EIT (comunicado de imprensa)
 30 de Novembro: Novo instrumento financeiro para os Assuntos Marítimos e as Pescas (comunicado de imprensa)
 30 de Novembro: Os Presidentes da Comissão, do Parlamento e do Conselho reúnem-se com representantes das organizações filosóficas e não confessionais para debater as liberdades e direitos democráticos (reunião + conferência de imprensa)
 30 de Novembro (data a confirmar): Reforma do mercado da auditoria (conferência de imprensa Barnier)
 1 de Dezembro: Comissão amplia as regras em matéria de auxílios estatais para bancos durante a crise (conferência de imprensa Almunia + comunicado de imprensa)
 1 de Dezembro: Comissão propõe medidas para enfrentar desafios dos aeroportos da UE (conferência de imprensa Kallas + comunicado de imprensa)
 2 de Dezembro: Comissão apela à solidariedade em matéria de asilo entre os Estados-Membros (declaração Malmström + comunicado de imprensa)"

Noticias da Semana




Crónicas e ficções soltas - Alcoutim - Recordações XVIII - Por Daniel Teixeira - O galope do tempo



Crónicas e ficções soltas - Alcoutim - Recordações XVIII - Por Daniel Teixeira - O galope do tempo 
Para começar esta crónica é preciso dizer que é necessário ter vivido com burros para ter memórias sobre burros, como é lógico. Eu tenho-as e muitas e dado aquilo que hoje sei e que outros que conheço não sabem lamento que nem toda a gente tenha passado, pelo menos uma parte da sua vida, com burros, mesmo que de facto tenham passado tempo a viver com «outros» burros.

E é neste aspecto que a coisa se torna paradoxal. Existe alguma vergonha em confessar que se viveu com burros, por pouco tempo que tenha sido, porque existe uma descriminação ridícula, porque é apenas verbal e de uso, contra o nome desses pobres mas sempre aparentemente felizes animais. De um lado são considerados pouco espertos, o que não é verdade; deve existir de facto dentro da sua mente (se é que pudemos falar assim) uma tranquilidade neuronal muito semelhante à paz que todo o ser humano desejaria ter e uma aceitação da inevitabilidade do seu destino que pode parecer depressiva mas que vive dentro deles de uma forma harmoniosa. Realismo, puro e simples, é o que eu acho que é : nada de ambições para desfiladas incomportáveis nem para liberdades excessivas e uma fidelidade aos parceiros a toda a prova.

Uma vez eu e a minha mulher pedimos um burro emprestado ao meu primo que os tinha a pastar num restolho: o que ficou teve de ser segurado na estaca e mesmo assim coitado acabou por cair dado que estava peado: o outro levou-nos onde queríamos, às Eiras Velhas, a nossa hortinha perto do ribeirão, mas mal nos distraímos saiu em desfilada. Ainda corri um bom bocado sobretudo para ver se ele se encaminhava directo para o ponto de partida e lá ia ele, galopando de regresso certeiro.



Poesia de Conceição Tomé - O Mistério da Vida; Dia Outonal; Paz Para o Mundo



Poesia de Conceição Tomé - O Mistério da Vida; Dia Outonal; Paz Para o Mundo  

 O Mistério da Vida
 
 Ninguém conhece se há vida
 Para além daquela que conhecemos
 Porque a vida é um mistério
 Que ainda não desvendamos.
Apenas sabemos,
Que nascemos e morremos.

Dia Outonal
 
 A manhã soturna e fria
 Deixou-me no coração
 Uma forte nostalgia
 E uma certa crispação.
 Um céu plúmbeo
 Descarregou a sua mágoa
 Que escorreu pelas vidraças
 Em forma de gotas de água.
 E vi as árvores da rua
 Trémulas de medo e de frio
 Uma a uma ficar nua.

Paz Para o Mundo
 
 Cessem os gritos
de fome e de terror
 das crianças abandonadas,
desnutridas!
 Sequem os rios
 do pranto e da dor
 e aflorem as puras fontes
de vergonha escondidas!
 Clamem bem alto
as palavras de todos os poetas
 Pela Paz do Mundo e pelo Amor,
 como um bom presságio de profetas!


Leia este tema completo a partir de 28/11/2011

domingo, 20 de novembro de 2011

Poemas de Ivone Boechat - Mãe; Meu canto; Meu grito



Poemas de Ivone Boechat - Mãe; Meu canto; Meu grito     

 Mãe
 
 Na concepção,
a ternura de deixar existir,
 no seio, a bondade de nutrir,
 nos primeiros passos,
 amparo para não cair,
ao caminhar,
direção para viver
 bem longe dos fracassos.
 Mãe
 Nas decisões da vida,

Meu canto
 
 Eu faço versos
para espantar meus sustos,
 dores, angústias e tristezas vãs,
 vou caminhando
pra esquecer o tempo.
 e, nesse alento,
 vou buscando mágoas
 pra apagar as chagas
 e recomeçar.
 Sou como lírios
 que iluminam vales,

Meu grito

 Eu posso, sei que posso,
 por isso eu vou,
 amordaçada, sacrificada,
 até calada, sem medo.
 Vou sem segredo,
 na certeza de ser melhor,
 não reclamo,
 não tenho nada pra desculpar,
 corro na certa, de peito aberto,
 retorno sempre que precisar.
 Sou como as nuvens,
 formo imagens
 que se apagam nas ilusões,
 grito socorro,
 dou mãos ao mundo,

Leia este tema completo a partir de 21/11/2011