domingo, 20 de novembro de 2011

CORONEL FABRICIANO - Os Grandes (III) - BENEDITO FRANCO



CORONEL FABRICIANO - Os Grandes (III) - BENEDITO FRANCO
Em frente à minha loja passam intermitentemente enormes caminhões e carretas. Os caminhões Mercedes perturbam demais, pois seu silencioso – se é que podemos chamá-lo assim – obedece à mesma técnica de quando a Mercedes foi fundada – pelo barulho, deve ter sido lá pelo ano 2000 mil antes de Cristo!... Terrível! Será que a Mercedes é tão incompetente assim ou não se importa em perturbar seus caminhoneiros? E povo que se dane...
Os Grandes (III)

Em Lafaiete, MG, estava em minha casa, na Praça Nossa Senhora do Carmo, quando o Lula, segunda vez candidato à Presidência da República, passou em frente. Eu na sacada e ele, como todo político em campanha, deu uma saudação com um aceno de mãos.

* Tempos atrás, minha loja muito movimentada, saí com os empregados para entrega de mercadoria, deixando apenas duas moças.

O prefeito de Lafaiete, Sr Vicente Faria, apareceu querendo algumas telhas de amianto, 2,44 x 0,50 m. Chegando, o Exmo Senhor Prefeito acabara de colocar no carro umas dez telhas. Quis pagar-lhe o serviço. Não aceitou (rs).

* Três sobrinhos meus são oficiais do Exército - Coronéis.

Nas Agulhas Negras, Escola Superior do Exército em Resende, RJ, na cerimônia de formatura de dois deles, o Vicente e o Elcinho, o Presidente Sarney presente. Levei a Tatiana, e vendo o Presidente bem perto, fiz questão de tirar uma foto dela aparecendo ele no fundo. Percebeu, dando um sorriso, abanou a cabeça.

* Morava no Sion, em Belo Horizonte, quando da visita do Papa, João Paulo II.


 

Poesia de Albertino Galvão - Vagueiam palavras - (in palavras aladas)



Poesia de Albertino Galvão - Vagueiam palavras - (in palavras aladas)
 
 Vagueiam palavras

Vagueiam palavras que o vento transporta
 Famintas de ouvidos que as queiram escutar;
 Palavras de quem nesta vida suporta
 Agruras que o tempo não quis abortar

Mas dançam monstrengos nas ruas escuras
 Guinchando e babando palavras que ferem…
Nos olhos maldosos desejos impuros
 Barrigas inchadas dos males que ingerem

Disputam na noite os restos que ficam
 Das almas perdidas que os próprios geraram…
Nas cruzes do medo a fé crucificam
 E deixam morrendo os corpos que usaram

Leia este tema completo a partir de 21/11/2011

Jornal Raizonline nº 147 de 21 de Novembro de 2011 - COLUNA UM - Daniel Teixeira - Estamos (somos) nós indignados ou não?



Jornal Raizonline nº 147 de 21 de Novembro de 2011 - COLUNA UM - Daniel Teixeira - Estamos (somos) nós indignados ou não?

Participei / assisti neste último sábado a uma conferência / debate realizada pela Civis (Faro - facebook) onde o tema a desenvolver era «Os novos Movimentos sociais»: o texto da ordem de trabalhos é este que se segue:

«Na sequência da crise económica e financeira, do agravamento das condições sociais e da desconfiança face à classe política, os cidadãos saíram à rua para contestar, para mostrar a sua indignação, para protestar, para reivindicar!

Fruto da sociedade de informação e da facilidade de acesso às redes sociais, os novos movimentos sociais ganham expressão e adeptos.

 Será esta uma nova forma de democracia participativa? Onde falhou a democracia representativa? Onde falharam o Estado, os partidos políticos, os governos? Falta massa crítica ou liderança? Que influência e instrumentos têm estes movimentos para a mudança de paradigma? Para onde caminham estes movimentos e com que objectivos? Encontrarão estes movimentos as soluções para os problemas e desafios que enfrentamos?

Estas e outras questões serão o objecto de reflexão e debate que contará com a análise multidisciplinar do Professor António Covas, da Faculdade de Economia da Universidade do Algarve, da Professora de Ciência Política da Universidade Católica Elisabete Azevedo, do Sociólogo Nelson Dias, do Advogado João Vidal e dos protagonistas de alguns destes movimentos.»

Sem querer ir para além da minha função como cronista neste jornal devo ser (indignado ou não) aquilo que se define normalmente como caixa de ressonância do evento: ou seja, devo trazer para aqui, sem floreados nem observações críticas um resumo daquilo que foi dito e ouvido. Mas não me vou ficar por aí porque não me parece que tratando-se neste evento de questões cívicas eu deva ficar isento ou impossibilitado de agir (escrever) civicamente.

E, antes de mais, devo dizer que na sua grande parte, o tema dos «indignados» foi aflorado em pelo menos duas perspectivas importantes para mim e que merecem realce: de um lado confessou-se que «ainda era cedo» para saber quais os contornos dos movimentos sociais, o que é verdade na minha opinião, e por outro lado procurou-se defender a presença ou ausência de organização nestes movimentos.

Quando se fala em organização fala-se em estrutura, hierarquia, em metodologia, em ordem, em enquadramento de uma forma geral. Na minha opinião temos ainda alguma dificuldade em aceitar que possa haver organização dentro da aparente desorganização quando no fundo tudo começa assim: antes de se ser não se pode ser.


 

POESIA DE JOEL LIRA - Imagens…; Não mata mas mói.; Hoje, a Lua fugiu de mim!



POESIA DE JOEL LIRA - Imagens…; Não mata mas mói.; Hoje, a Lua fugiu de mim!
 
 Imagens…

São as imagens da fome
 que me fazem consumir a alma!
 São imagens de guerra
 que me fazem perder a calma!
 Quando vejo um abutre,
 de olhar fixo,
 pregado no chão,
à espreita
 do alimento
 da criança moribunda

Não mata mas mói.
 
 Apanha-se mais depressa um mentiroso
 que um coxo a andar no seu normal andar!
 E quando o mentiroso é um certo vaidoso
 quase que nos passa despercebido no falar...
 Fanfarrices, risadas, momentos fúteis..
 Pequenos sorrisos matreiros intencionais.
 Afinal que nos servem estes amigos inúteis
 que se dizem nossos amigos, bestiais?!
 Não dão a cara. Inventam fugas certeiras,
 maribam-se para quem não usa caneleiras.
 Pela mentira eles dizem que gostam de nós…

Hoje, a Lua fugiu de mim!
 
 Olhei o céu e reparei que a Lua não estava!
 Pelo menos no mesmo lugar da semana passada.
 Até parece que o lugar mudou de lugar?!
 Quem sabe se ela fugiu mesmo de mim?
 Mudou-se, será?
 Ou fui eu que me mudei do lugar de onde a via
 todas as noites,
 mesmo naquelas noites sem estrelas?!
 Talvez tudo seja mudado
 e eu não tivesse reparado
 no sorriso perdido pelo espaço da vida?!

Leia este tema completo a partir de 21/11/2011

POESIA DE RACHEL OMENA - Bilingue - Português e Castelhano - éter de amor; meu mundo és tu



POESIA DE RACHEL OMENA - Bilingue - Português e Castelhano - éter de amor; meu mundo és tu

éter de amor

Ah, amor meu!
Teus olhos me abraçaram
e do céu a luz das estrelas
acariciou meu ventre
e teus beijos me beijaram
levando-me a loucura
desfalecendo meu corpo
Teus dedos tateavam minhas curvas
e encontravam atalhos para beber do meu mel
numa louca sequência onde
te entreguei a lua no meio deste ato
e o éter do amor embriagou nosso espaço
e arrebatou a minha alma

meu mundo és tu
Em cada poro de minha pele
brota amor por ti
em cada pingo de chuva
que cai em meu corpo
sinto você em mim
és a unidade de tudo
és o desejo concentrado de
toda minha paixão
Estar em ti
é como ver o mundo
em um grão de areia
o céu na flor mais bela e
perfumada essência

Leia este tema completo a partir de 21/11/2011

A minha avó - Crónica de Virgínia Teixeira



A minha avó - Crónica de Virgínia Teixeira 

Lembro-me da minha avó, uma mulher forte que admirei toda a vida e que hoje se senta num cadeirão velho perto da janela partida a ouvir um pequeno radiozinho porque até a televisão deixou de lhe interessar.

O meu avô morreu e ela morreu um pouco com ele. E o triste é que nem posso relatar uma bela história de amor que justifique esta minha avó gasta de repente. Não se amavam da forma que os livros pedem, habituaram-se à presença e caprichos um do outro e a minha avó perdeu-se sem ele.

E eu, que nunca imaginei poder sentir menos admiração por ela, pela mulher lutadora, que trabalhava incansavelmente, vejo-me a sentir pena e medo. Um medo incrível de a ver partir sem vislumbrar a mulher de antes, e terror de um dia me ver espelhada nela. Ela foi forte, brava, e a luz apagou-se.

Adormece com o rádio ao colo muitas vezes, deita-se quase ao anoitecer porque não tem nada que fazer, vangloria-se dos vinte pares de peúgas dos netos que dobrou…

Ela acordava de madrugada, abria o pequeno comércio, trabalhava, fazia o almoço sempre variado, descansava um pouco, e trabalhava até à noite. Voltava e fazia o jantar.

Criou três filhos, cada qual com a sua particularidade, e nem do esquizofrénico algum dia a ouvi falar mal. Criou os netos quanto pôde e é justa o suficiente para ver o mal e o bem neles, por mais que se queixe de todos.



Poesia de Rose Arouck - às cegas...; Descaso; Mortiça



Poesia de Rose Arouck - às cegas...; Descaso; Mortiça
 
 às cegas...
 
 Endereçando-te meu olhar
 é que eu consigo me encontrar
 nas linhas turvas do teu verso.
 Eu ando, ando e soluçando e em ti tropeço;
 valendo-me do encontro eu arremesso
 frases canoras para o teu dia clarear.
 Pois minha hora se inicia
 na esquina da tua madrugada vazia
 carregando a sombra inóspita do talvez.

Descaso
 
 Leu
 e não percebeu
 como seu silêncio
 me doeu....
 Tivestes nos braços
 desse meu amor
 tão desgovernado.
 Amor com cheiro
 de passado...
 inexoravelmente
 presente
 dentro de mim.

Mortiça
 
 Morta
 Viva
 Morta
 Que no áuge se transporta
 para o tribunal da escuridão
 apertada e cruciada
 no fundo desse vagão...
 Caminha sem pés
 se mostra em viés...
 Curva-se de cara com o precipício.

Leia este tema completo a partir de 21/11/2011