sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Poesia de Carlos Camões Galhardas - Matias José - A CASA DOS MEUS SONHOS; «Ultima Poesia?...»; A incomparável leveza do ser



Poesia de Carlos Camões Galhardas - Matias José - A CASA DOS MEUS SONHOS; «Ultima Poesia?...»; A incomparável leveza do ser
 
 A CASA DOS MEUS SONHOS
 
 A casa do meu sonho
 Com janela para o mar,
 Uma antiga lembrança
 De quando era criança
 E via os barcos passar.
 A casa do meu sonho
 Com vista para o campo...
 Um olhar tão especial,

«Ultima Poesia?...»

Se eu não escrever mais nenhuma poesia
 Fica aqui uma última e derradeira homenagem,
 A todos os poetas do mundo na sua viagem...
 Pelas palavras autênticas que cada um escrevia!
 Depois sigo o meu caminho na noite estrelada
 Com a esperança, enfim... de ter alguma calma,
 Já não estarei quando chegar a madrugada...
 Para onde será que vai descansar a alma?

A incomparável leveza do ser
 
 Escrevi sobre esta beleza
 (Assim «Pessoa» a enalteceu)…
As palavras são com certeza
 O melhor que Deus me deu!
 O tempo não me interessa
 Na distância percorrida...
 Qualquer coisa com pressa,
 Espera uma nova partida!

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POESIA DE : Jorge Manuel Brites Pereira - Repetitivo; Maneira de estar; Meu coração bate forte



POESIA DE : Jorge Manuel Brites Pereira - Repetitivo; Maneira de estar; Meu coração bate forte
 
 Repetitivo
 
 Meu amor...
 Arriscar-me-ei a tornar repetitivo,
 Explanando mais uma vez
 O meu sentimento por ti !
 Não me canso de o fazer,
 é mais forte do que eu !
 Contigo...
 Voltei a acreditar no amor,
 Fizeste-me sentir que o amor
 Não é apenas uma ilusão !

Maneira de estar
 
 Passe por onde passar
 Não desejo ser notado
 Prefiro me distanciar
 ... Com a sensação de ter ajudado
 Escolhi este meu caminho
 Com toda a naturalidade
 é objectivo que alinho
 Para bem da minha humildade

Meu coração bate forte
 
 Meu amor...
 Quando estou a teu lado,
 Meu coração bate forte,
 Bate por ti amor,
 Bate animado, bate alegre !
 Agora caminhamos juntos,
 Não mais estou sozinho,
 Estou mais feliz,
 Por te ver, por te ter !
 Feliz vou seguindo,
 Sorrindo...
 Cantando com os pássaros !

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Franklin Cascaes por correspondência - De Arlete Deretti Fernandes



Franklin Cascaes por correspondência - De Arlete Deretti Fernandes

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Letras – Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa para obtenção do título de Bacharel em Letras

Resumo

Este trabalho de conclusão de curso apresenta a transcrição de dezesseis cartas autógrafas de Franklin Cascaes, correspondentes a quatro décadas: 1950, 1960, 1970 e 1980, integradas ao acervo «Coleção Profª Elizabeth Pavan Cascaes,» que faz parte do Museu Osvaldo Rodrigues Cabral da UFSC.

Foi seguida a orientação metodológica para transcrições estabelecida pela Filologia, Ciência que objetiva aproximar-se o melhor possível da genuinidade dos documentos.

Ao realizar-se a crítica textual foram resgatadas informações contidas nestes escritos sobre alguns fatos ocorridos na história da Ilha. Esta pesquisa acompanhou a grande luta do artista para que sua produção fosse acolhida por uma instituição, assim como acabou acontecendo. Por meio da disciplina Análise do Discurso, o discurso do escritor foi analisado desde o início de sua luta até a acolhida de sua obra pelo Museu Universitário.


 

POESIAS DE VALDO SANTOS - a lua eu quase já pertenço; existem sonhos encantados; existe um conto por contar



POESIAS DE VALDO SANTOS - a lua eu quase já pertenço; existem sonhos encantados; existe um conto por contar

 a lua eu quase já pertenço
 quando contigo sonho
 quando em ti penso
 quando me deito
 com o meu desejo
 de te encontrar no exterior
 do meu pensamento..
 num sono encantado
 do mundo eu me esqueço
 nestes dias me isolo por fora
-----------------

existem sonhos encantados
 que são perfumados pela magia
 desejos e vontades que podemos
realizar dentro do mundo da fantasia.
 existem castelos nas nuvens ,
 ... onde só os sonhadores podem chegar
 existem segredos que só os mais audazes
 podem decifrar..
 existem torres que se elevam no ar
 escadas para subir e princesas por salvar
 portões fechados que só se abrem
 perante a palavra amar ..
 encontramos tesouros escondidos

-------------------
existe um conto por contar
 uma história para narrar
 de um sonho que morreu
 ...
sobre um apaixonado
que um dia da vida se perdeu..
 foram dias que ficaram por acabar
desejos que ficaram por celebrar
 palavras que se soltaram da alma
 e se perderam sem ninguém as escutar..
 noites sem conseguir dormir
 sem estrelas para contar

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Poesia de Cremilde Vieira da Cruz - Onde moras, Poesia?; Reflexão; Revelação



Poesia de Cremilde Vieira da Cruz - Onde moras, Poesia?; Reflexão; Revelação

Onde moras, Poesia?


Sobejam estes dias sem cor,
 Sem o mar à volta de mim,
 A transbordar de peixes multicores,
 De olhos verdes ou azuis cintilantes,
 Escamados de qualquer cor,
 Com qualquer configuração,
 Pintalgados ou não.
 Até parece que o mar adormeceu,
 Ou eu,
 E nada resta do mar,

Reflexão


Ferem-nos os picos
 dos catos envenenados
 do canteiro ao lado
 da casa que não temos.
 Subimos a escada,
 abrimos a porta,
 sentimos a esperança.
 Sentimos os picos;
 sentimos os catos,
 o veneno dos catos
 do canteiro ao lado
da casa que não temos.
 Ouvimos os passos

Revelação


Entretanto, escureceu.
 Ia com as nuvens,
 As nuvens e eu,
 Escuras de breu!
 Havia razões,
 Profunda razão,
 Nossos corações,
 Alma em cada mão.
 Fomos noite adentro,
 Sem esperança no olhar,
 Caminhando em frente,
 Escuridão no ar.


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José Carlos Moutinho - Poesia - Emoções descontroladas; Desumanizados; Filosofando



José Carlos Moutinho - Poesia - Emoções descontroladas; Desumanizados; Filosofando



Emoções descontroladas

Dispo-me das gotas da chuva, que teimam em sufocar-me,
 Tentando que me esqueça de ti,
 Fechando-me os olhos, com a água fria,
Que desliza pelo meu rosto, ansioso do teu beijo
 E tentando que a visão do teu corpo se ofusque,
 Clareio o véu que me tolda o desejo de te ver,
 E...
 Apareces-me bela, solta, sorrindo,
Cabelos negros ao vento, crinas de potra indomável,

Desumanizados
O vento sopra as folhas secas de outono.
 Desperta a alvorada das emoções,
 Voadas na timidez da luz,
 Abraçadas a vontades por inventar!
 Tristezas e sorrisos moribundos
 Nos rostos sem expressão;
 Sentidas e doridas vicissitudes,
 Pensamentos vagos, sem memória,
 Esvoaçam como borboletas perdidas,
 No vazio do espaço,
 Deambulantes, de asas caídas,
 Buscando um lugar de acolhimento!

Filosofando
Levo-me no vento que me abraça,
 Absorto em pensamentos de delicados momentos,
 Que a vida serenamente nos oferece;
 Murmuro-me palavras de alento,
 Para as caminhadas por estradas vazias,
 Desbravarei campos de ervas bravias,
 Enfrentarei contradições de terras secas,
 Das emoções sofridas, com chuvas sentidas;
 Secarei pântanos de infortúnios,
 Com as areias do oásis do meu sentir;

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Poesia de Marcos Loures - A chama no meu peito; Sou triste; Encanto intenso



Poesia de Marcos Loures - A chama no meu peito; Sou triste; Encanto intenso

 A chama no meu peito
 
 A chama no meu peito a palpitar
 Moldando a minha vida, traz o tom,
 Aonde a minha alma a gargalhar
 Encontra a vida em festa. Isto é tão bom...
 As horas que perdi, abandonadas,
 Em meio a vida intensa que escolhi,
 Decerto ao esquecê-las, maltratadas,
 Previa que teria, amor em ti.

Sou triste

 Pavores e tristezas vão dançando.
 Morrendo pouco a pouco no poente,
 O sol que um dia esteve iluminando,
 Afasta-se e no frio se pressente
 A noite que virá me maltratando,
 Até que a morte chegue de repente,
 Sem avisar nem mesmo aonde e quando,
 Levando o que sobrou, quase indigente.

Encanto intenso

Amor, encanto imenso em canto eterno
 Que traz a solução para os meus medos.
 Se em tanto amor, portanto, vou tão terno,
 Amar é decifrar nossos segredos...
 Amor não me permite um frio inverno,
 Trazendo as primaveras como enredos,
 Vestindo em alegria, rasgo o terno
 E trago a liberdade nos meus dedos...

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