domingo, 6 de novembro de 2011

Poesia de Cremilde Vieira da Cruz - O Nosso Mundo; O Teu Perfil; Reboliço



Poesia de Cremilde Vieira da Cruz - O Nosso Mundo; O Teu Perfil; Reboliço
 
 O Nosso Mundo
 
 Encaminharemos nossas almas,
 Para o mundo da nossa imaginação
 E viveremos em paz com elas.
 Criaremos raízes bem fundas,
 Dar-nos-emos as mãos,
 No mundo criado por nós

O Teu Perfil
 
 Tracei o teu perfil,
 No perfil de meus pensamentos,
 Entre minhas mãos vazias.
 Enredei-me em tua silhueta
 E fiquei assim à espera,
 Como quem espera
Que uma luz intermitente acenda de novo,

Reboliço
 
 Há um reboliço em minha mente
 Que me faz interrogar o sol,
 Quando me fala devagarinho,
 Para me não assustar.
 Mas o sol não me responde,
 E deixa-me neste reboliço,
 Dizendo-me apenas palavras de embevecer.

Leia este tema completo a partir de 7/11/2011

Um poema de Haroldo P. Barboza - Dia do Mestre - Através dos tempos



Um poema de Haroldo P. Barboza - Dia do Mestre - Através dos tempos
 
 Dia do Mestre - Através dos tempos
 
 Quando na terra surgiu o segundo humano
 Foi instituída a imagem do Professor
 Pois agora o ser mais antigo do pedaço
 Deu as primeiras dicas ao «invasor».

Os séculos passaram e eles se firmaram
 Alguns ensinavam outros escondiam
 Pois os que desejavam praticar magias
 Não revelavam tudo que sabiam.

 Novos séculos decorreram pelos tempos
 Colocaram togas e formaram herdeiros
 Foram honrados com nobres títulos
 Eram sem dúvida, Mestres verdadeiros.

Leia este tema completo a partir de 7/11/2011

POESIA DE JORGE BRITES - Decidi...; As mais belas Poesias (Acróstico); Perto de mim



POESIA DE JORGE BRITES - Decidi...; As mais belas Poesias (Acróstico);  Perto de mim
 

 Decidi...
 
 Depois de muito pensar
 Chegou a hora de decidir
 Não vou poder mais aguardar
 Olho em frente e vou seguir
 Pelas oportunidades não esperarei
 Eu mesmo as irei procurar
As mais belas Poesias (Acróstico )
 
 As mais belas Poesias (Acróstico )

Acróstico...
Serei capaz !

 Mais um desafio que
 Assumo de coração
 Inteiramente e
 Sem rodeios !

Brincar com palavras...
 Escrever qualquer coisa,
 Liberta-me,

Perto de mim
 
 Quero-te perto de mim,
 Para me amparares,
 Para me amares,
 Para vivermos !
 Contigo...
 Tudo enfrento,
 Não há mal que me derrube,
 Sou imbatível na tua presença !
 Hoje sei o que vim fazer neste mundo :
 Nasci para te fazer feliz !

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sábado, 5 de novembro de 2011

Momentos partilhados - Um Conto/Novela de VIRGINIA TEIXEIRA - Parte II



Momentos partilhados - Um Conto/Novela de VIRGINIA TEIXEIRA - Parte II 
    
Como é possível que não o odeies se ele nos vai matar às duas quando se for?
 
Não quero viver sem ele… Simplesmente não sei como… Ajuda-me, dá-me um pouco dessa força que te impele a estar sempre com ele com uma ternura que me magoa. Não posso dar-lhe o mesmo, não sou forte a esse ponto. Ajuda-me a dar-lhe a mão quando ele se for e perdoá-lo verdadeiramente.

Quero o nosso homem vivo, quero odiar-te porque o Natal é teu e ele me deixa só. Quero odiar-te porque os nossos filhos andam na mesma escola e não sabem o que os une. Quero odiar-te porque o amas e tenho medo de não o amar da mesma maneira… Quero odiar-te porque insistes em prender-me nos teus braços num carinho que me enlouquece e me obrigas a olhar o nosso homem a morrer a cada instante. Odeio-te porque quando ele nos chama, nunca deixas que eu me esconda. Odeio-te porque tu entendes, mais do que eu, este homem. Odeio-te porque tenho medo que o cheiro dele se escape de mim quando ele se for e tu vejas que és mais que eu.

Sei que sou dele. Dediquei estes anos aos encontros que podíamos ter e nunca lhe pedi mais. Acho que esperei o dia em que ele se decidisse. Afinal ele sempre soube que éramos capazes de o amar sinceramente, ainda que o partilhássemos.

As pessoas apontam-me na rua por estar aqui. Sei que dizem que és doida e me devias expulsar. Mas têm pena de ti. Vão cumprimentar-te no funeral e voltar-me as costas. Parece pouca coisa, eu sei.





 

Poesia de Albertino Galvão - Quando...(in meus poemas loucos)



Poesia de Albertino Galvão - Quando...(in meus poemas loucos)
 
 Quando...

Quando a noite desce
 envenenada de angústias
 e desliza como serpente cega
 pelas esquinas dos vícios
 cuspindo estrelas sem brilho
 sobre corpos sem alma
 ataca virtudes!

Quando ela aparece
 como fêmea macabra
 chiando de cio
 às portas da solidão
 ou uivando pregões
 como vendedeira maldita
 oferecendo morte
 em troca de vida
 assassina virtudes!

 Quando a noite vem
 como vampira megera
 enterrando os dentes
 nas virgens que espreitam
 prazeres sem regras
 em camas vadias


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Poemas de Ivone Boechat - FELIZ NATAL;FINGIMENTO; FICAR VELHO?



Poemas de Ivone Boechat - FELIZ NATAL;FINGIMENTO; FICAR VELHO? 

 FELIZ NATAL
 
 Tocam os sinos da
 solidariedade,
 os acordes da esperança
 começaram a vibrar!
 O aroma da promessa de Deus
 está exalando no caminho
 dos homens de boa vontade,

FINGIMENTO
 
 Nunca fui poeta,
fingi que era para sobreviver,
 existe alguma forma mais bonita
 de enganar a si mesmo,
 brincar de ser profeta,
 ser feliz, viver?
 Errei ?
 Sem a menor falsidade,
 tenho certeza
de que nunca enganei

FICAR VELHO?

 Ficar velho é
 deixar enguiçar
 o sonho, o propósito, a capacidade de criar.
 Ficar velho é
 deixar morrer o pensamento novo
 que não para de gritar.
 Ficar velho é
 correr em sentido contrário
 das belezas da vida,
 sustentando aquela antiga ferida.
 Ficar velho é

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Fundação Logosófica – Em Prol da Superação Humana - São Paulo - Deficiências do temperamento humano - Inclinação a incomodar-se - (Carlos Bernardo González Pecotche – RAUMSOL)



Fundação Logosófica – Em Prol da Superação Humana - São Paulo - Deficiências do temperamento humano - Inclinação a incomodar-se - (Carlos Bernardo González Pecotche – RAUMSOL)

Pode muito bem ser anotada como uma das mais visíveis e prejudiciais deficiências do temperamento humano a atitude de incomodidade que comumente o homem adota para dar a entender que aquilo que dele se solicita, seja o que for, lhe ocasiona desgosto.

O ser é de per si comodista; mais ainda, parece fazer um culto ao comodismo. A isto obedece, indubitavelmente, o fato de qualquer coisa o incomodar e de ele se sentir pouco inclinado a pensar, dizer ou fazer aquilo que o obrigue a interromper sua inatividade. Quantas coisas ele não deixa de pensar ou de fazer para evitar incômodos ; a soma de todas essas circunstâncias assinalará, com o tempo, um grande vazio em sua vida, que ele não soube preencher por causa de sua atitude.

Se considerarmos esta deficiência como uma anomalia do temperamento humano, que oprime a vontade, facilmente se verá que, eliminando-a, o ser fica liberado de algo que só contribuía para lhe ocasionar prejuízos.

Quando se tem uma ampla compreensão da vida e são superadas as dificuldades que faziam amarga a existência, a pessoa se torna resignada, manifesta consideração para com os demais e é tolerante. A sensação de incômodo poucas vezes consegue manifestar-se no caráter daqueles que já dominaram as características inferiores da impaciência, da intolerância e da irascibilidade.