sábado, 5 de novembro de 2011

Crónicas «Ver e Sentir» - Por Cristina Maia Caetano - (LXXVII)



Crónicas «Ver e Sentir» - Por Cristina Maia Caetano - (LXXVII)
Mesmo que sem disso nos apercebamos, várias são as vozes dentro de nós, que dia a dia transportamos. Umas fazem-nos sentir bem, calmos, tranquilos, outras pelo contrário, mais sombrias e nervosas parecem constantemente predispostas a denotar-nos seja em que circunstância for, sem hora, dia e, claro está, sem qualquer tipo de aviso prévio.

Tal e qual vários distintos elementos de uma qualquer sociedade, de facto, dentro de nós coabitam muitos e diversos caracteres, cada um deles com a sua própria missão e objectivo. Até parece que inúmeras personalidades, por vezes parecemos mesmo ter! E... se calhar... temos mesmo!

Inegável, mesmo, é que a um nível subtil, diversas energias dentro de nós anseiam por se exprimir, de forma a integrarmo-nos de modo satisfatório e a experimentar o alcance total das nossas potencialidades. Todas elas, são parte essencial de nós mesmos e, delas necessitamos para uma experiência global e um completo preenchimento da vida. Se umas existem, com as quais mais nos identificamos e ao mundo exterior mostramos, outras, há, das quais medo temos.

Essas, de algum modo, tornam-se desconfortáveis, vergonhosas e, por isso, tentamos a todo o custo manter escondidos, tal e qual um perfeito «lado sombrio» da nossa personalidade. Opostos entre si, as primeiras, os eus primários e, os segundos eus rejeitados, indubitavelmente fazem parte das nossas energias. Compreende-las e exprimir tantas dessas energias quanto possível, é sem duvida uma das tarefas mais importantes da nossa vida!




 

Recordar o Raizonline - Trabalhos de numeros de arquivo - Crónicas do Oriente - Por: António Cambeta - Macau / Tailândia - O primeiro português a chegar à zona de Macau 496 anos atrás chamava-se Jorge Alvares.



Recordar o Raizonline - Trabalhos de numeros de arquivo - Crónicas do Oriente - Por: António Cambeta - Macau / Tailândia - O primeiro português a chegar à zona de Macau 496 anos atrás chamava-se Jorge Alvares.  
A chegada dos portugueses no Sudeste da China
O primeiro português a chegar e visitar o Sudeste da China foi Jorge Alvares, em 1513. durante a Era dos Descobrimentos iniciada pelo Infante D. Henrique (O Navegador). Ele levantou um padrão com as armas de Portugal no porto de Tamau, localizado numa ilha vizinha de Sanchuão (ou Sanchoão), na foz do Rio das Pérolas, perto de Macau.

A esta visita seguiu-se o estabelecimento ilegal e provisório na área de inúmeros comerciantes portugueses, construindo edifícios de apoio em madeira que depois iriam ser destruídos quando os comerciantes, acabados de fazer os seus negócios, partiam. Os portugueses ainda não eram autorizados a permanecer, obtendo somente o estatuto de visitante.

Em 1517, Fernão Peres de Andrade, o chefe de uma expedição portuguesa com destino à China, conseguiu negociar com as autoridades chinesas de Cantão a entrada do embaixador português Tomé Pires a Pequim e o estabelecimento de uma feitoria em Tamau. Mas, devido às atitudes bárbaras de Simão de Andrade (ele construiu uma fortaleza em Tamau e começou a atacar os barcos chineses), Tomé Pires foi preso e morto pelas autoridades chinesas de Pequim e o Imperador chinês proibiu o comércio com os portugueses.

Apesar desta ordem imperial, os comerciantes portugueses continuaram a sua actividade lucrativa e os mandarins da zona, subornados com dádivas, permitiram, ilegalmente, aos portugueses instalarem-se na ilha de Sanchuão para continuarem o seu negócio.

Em 1542, os portugueses, que já frequentavam as costas orientais da China, estabeleceram-se em Liam Pó. Mas, em 1545, por imprudência dum dos moradores, esta comunidade, que na altura tinha cerca de 3 mil habitantes, foi arrasada por 60 mil chineses em apenas 5 horas. Os portugueses, derrotados, tentaram estabelecer-se em Chin-Cheu, mas foram expulsos novamente em 1549.


 

Poesia de Conceição Tomé - Regato de Memórias; Africa Mãe Terra; Cavaleiro Andante



Poesia de Conceição Tomé - Regato de Memórias; Africa Mãe Terra; Cavaleiro Andante  

 Regato de Memórias
 
 Aguas que passais cantantes
 Por esse regato de memórias
 Que guarda minhas estórias
 E segredos inocentes
 Quando o rouxinol cantava
 Comigo ao desafio
 E a cotovia escutava
 Escondida no caminho
 Sempre vinhas ter comigo
 P’ra espreitarmos um ninho
 Escondido entre o silvado

Africa Mãe Terra
 
 Arco-íris absorve
O cheiro da terra
 Assim que a chuva passa.
 Quedas de águas barrentas
 Arrastam sedimentos
 De uma terra convulsiva.
 Um remanso do rio
 Entre verdes margens
 Expõe a piroga
Com esguias silhuetas.

Cavaleiro Andante
 
 Por ti,
 Derrubei as altas muralhas do meu orgulho,
 Para poderes atravessar livremente o meu caminho.
 Para ti,
 Abri as portas do meu coração
 E ofereci-te a taça com o néctar do meu amor.
 Mas tu,

Leia este tema completo a partir de 7/11/2011

POESIA DE RACHEL OMENA - Bilingue - Português e Castelhano - Ungida para o amor; Letras de uma mulher



POESIA DE RACHEL OMENA - Bilingue - Português e Castelhano - Ungida para o amor; Letras de uma mulher

Ungida para o amor

Um homem que nasce do silêncio
como uma esfinge acuada pela noite
farol das constelações na figuração d´alma
porque é inconfessável o seu vulto
ribalta de um corpo em um cenário
de um amor entre amantes
Sua sombra sagrada
veste meu santuário ungindo
de luz e movimentos
e seu cântaro de fogo
marcha dentro do ventre da noite
passo a passo rumo ao alvorecer

Letras de uma mulher
A cada tempo serei a promessa
que deslumbra o caminho
e que eleva as minhas palavras
Palavras que correm dentro de túneis
e que silenciam produzindo sua nudez
Horizontes de gestações
que me acariciam e
me fortalecem como um frágil cristal
revolucionando a integridade
de meus versos
A vida pode abolir as letras
da minha história

Leia este tema completo a partir de 7/11/2011

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A arte de raciocinar - Texto de Carolina Felipe



A arte de raciocinar - Texto de Carolina Felipe
Raciocinar é uma arte que merece uma reflexão mais detida por parte de todos nós.
 Mas, e o que é raciocinar?
 
Segundo os dicionários, raciocinar é fazer uso da razão para conhecer, para julgar da relação das coisas; ponderar; pensar.
 De maneira geral nós estamos raciocinando a maior parte do tempo, pois pensamos, fazemos cálculos, tiramos conclusões.

Todavia, quando se trata de tomar decisões em nossas ações diárias, parece que nossa capacidade de raciocinar fica prejudicada ou é abafada pelo egoísmo.

Quando estamos no trânsito, por exemplo, e há um veículo atravessado na rua, cujo motorista espera que alguém lhe de a vez para poder seguir, a razão diz que se o deixarmos passar o tráfego fluirá melhor, beneficiando a todos, mas geralmente não é essa a nossa decisão.

Quando passamos por um lugar onde houve um acidente, e a aglomeração de pessoas está grande, ao invés de ouvirmos os apelos da razão para seguir em frente e não atrapalhar, as mais das vezes nos juntamos à multidão só para satisfazer a curiosidade e julgar a ocorrência sem conhecimento de causa.



Poesia de Carlos Camões Galhardas - Assim!... Te Quero Sentir!; «Pacto Final» ; Fazer...ou não fazer Poesia.



Poesia de Carlos Camões Galhardas - Assim!... Te Quero Sentir!; «Pacto Final» ; Fazer...ou não fazer Poesia.

 Assim!... Te Quero Sentir!
 
 Foi assim que um dia,
 Sem ter mais tempo
 De pensar em chegar
 Ao lugar de partida,
 Meu corpo me abandonou
 Na berma daquela estrada...
 No meio do nada!
 Talvez num lugar distante

«Pacto Final»

 Num mar de sonhos pintados
 Foi afogando o seu olhar,
 Seu último suspiro...
 Tudo parecia consumado!?
 Mas nesse breve e derradeiro
 Momento de inspiração Divina,
 Toda as cores, os traços...
 Todos os sonhos de menino!

Fazer...ou não fazer Poesia
 
 Entre uma coisa e outra
 (Deus me livre do meio)
 Fazer… ou não fazer poesia,
 Ter algo para escrever
 Sem sequer o saber.
 Amanhã nascerá outro dia
 E a palavra em que creio
 Surgirá num tempo extra.

Porquê escrever rimando
 Nas entrelinhas do presente?

Leia este tema completo a partir de 7/11/2011

POESIA DE JOEL LIRA - Subsistência; Entre um Adeus…; Saída!



POESIA DE JOEL LIRA - Subsistência; Entre um Adeus…; Saída!
 
 Subsistência
 
 Por muitas palavras que te escreva de amor
 Serão sempre poucas para te alimentar
 Essa tua alegria que dança em redor
 Dum silencio e explosivo do verbo amar
 Por muitos verbos de amor que te os diga,
 Que te os expresse e te os eleve,
 Não serão demais na alma desta cantiga
Que ta dirijo e desinibida se atreve!

Entre um Adeus…

Embrulhado na saudade vi-te partir,
 num ápice o nosso olhar fraterno sorriu,
 e entre um nó de sufoco, num mau digerir,
 senti um enorme adeus que de nós saiu.
 Sem dizermos nada, dissemos quase tudo:
 Somente o nosso olhar falou então mais alto.
 Sei que me viste de sobrolho carrancudo,
 enquanto de ti vi a angustia em sobressalto!

Saída!
 
 Mais uma vez a Lua viu-me a chorar…
Esboçou-me um sorriso magoado, gentil…
São já oito acenos salgados a sufocar,
 numa partida sentida de prantos mil.
Sinto a tua falta ainda aqui contigo…
Imagina o meu amanhã como será?
 Calculo que as bátegas cairão no meu abrigo
 é que a saudade já dói e mais se verá .

Leia este tema completo a partir de 7/11/2011