sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Poesia de Adelina Velho da Palma - A Alguém Hipócrita e Avaro; Mar Vermelho; O Inseto



Poesia de Adelina Velho da Palma - A Alguém Hipócrita e Avaro; Mar Vermelho; O Inseto

 A Alguém Hipócrita e Avaro
 
 Finges sentir aquilo que não sentes
 confiando na minha ingenuidade,
 não imaginas que a realidade
 é que eu percebo em rigor quanto mentes!...
 Com alguns impulsos benevolentes
 simulas certa generosidade,
 mas escapas-te com habilidade
 ficando tuas ofertas pendentes...

Mar Vermelho

 Por teu amor de alto a baixo me abri
 Mar Vermelho ante a vara de Moisés
 e despojada assim de lés a lés
 teu corpo e alma nos meus acolhi…
O que era meu em risos te ofereci
 meu próprio sangue depus a teus pés
 e na ânsia de ser como tu és
 de quem eu era quase me esqueci…

O Inseto
 
 soneto satírico de Adelina Velho da Palma
 O Inseto
 Teus olhos são ocelos de mosquito
 talhados em polígonos cruéis,
 tuas pernas, finas como cordéis
 sustentam um enfezado corpito!...
 Contudo, supões-te muito bonito
- o mais belo de todos os donzéis,
 nem vês que de entre todos os papéis
 o teu é o mais tolo e esquisito!...

Leia este tema completo a partir de 7/11/2011

Poesia e Prosa Poética de José Carlos Moutinho - Murmúrios distantes (Poesia) ;  Revoltas fúteis (Prosa); Vivendo a vida (Poesia)



Poesia e Prosa Poética de José Carlos Moutinho - Murmúrios distantes (Poesia) ;  Revoltas fúteis (Prosa); Vivendo a vida (Poesia)

Murmúrios distantes

Sufocam-me os dias do meu estar,
Aperta-se-me o peito angustiado pelo nada;
Solta-se-me um grito estrangulado
Que voa, pelos vales da esperança,
E é a tua voz, que no eco, me responde,
Palavras de amor e arrependimento;
Mas estão longe, muito longe,
E chegam-me num murmúrio…
Perdem-se na distância dos erros cometidos
E momentos sofridos,
Que nem os místicos luares sararam;

Revoltas fúteis
Tantas vezes nos desanimamos, porque a vida não quer sorrir-nos. Os caminhos que se nos deparam parecem intermináveis e de atalhos perturbadores.
Revoltamo-nos, deixamos de ter alegria, perdemos o sorriso e permitimos que os nossos pensamentos sejam assimilados pela dor na alma.
Passamos a ficar concentrados naqueles momentos negativos que nos incomodam. Esta maneira de proceder, em nada ajuda, muito pelo contrário, só faz com que deixemos de olhar o belo que nos rodeia.
Quando a vida foi feita para o ser humano ser feliz. Não existe dor que mereça um instante de sofrimento.
Salvo excepções, quando a dor, deixa de poder ser controlada por nós próprios.

Vivendo a vida
O sol retalha-se nas encostas da serra,
Criando imagens impressionistas,
Enroladas nas folhas das árvores,
Quais sonhos inimagináveis!
Levo-me em visões transcendentais,
No deslumbramento da cor,
Sentidas na brisa que me beija!
Na caminhada por atalhos dos sentidos,
Sou seiva que se esgueira
Por estrelas da vida, ao encontro da luz!
O ar que respiro, suave essência do meu viver,

Leia este tema completo a partir de 7/11/2011

Não caia do cavalo (nem da bicicleta). - Crónica de Haroldo P. Barboza



Não caia do cavalo (nem da bicicleta). - Crónica de Haroldo P. Barboza

 Na administração pública, copiar uma boa idéia que já deu certo em vários lugares não é plágio. Uma virtude de segundo grau. A de primeiro grau é aquela inédita que corre diversos riscos por ser testada já na primeira aplicação tendo a população como cobaia.

Em várias partes do mundo há muitos anos diversos centros urbanos adotaram a prática de incentivar a população a usar bicicletas para o lazer e deslocamento profissional. As vantagens de tal medida são claras e amplamente conhecidas. Existem mínimos detalhes negativos.

A Prefeitura do RJ, em parceria com um banco particular, implantou este projeto para que a população comece a adquirir tal hábito saudável. Até aí, tudo bem. No entanto, para incutir tal prática na mente de uma população que não tem como característica as atitudes mais saudáveis e econômicas, nos parece que alguns atos precisariam ser consolidados ANTES de colocar os veículos à disposição dos usuários que precisam se cadastrar para usar tal serviço alugado. Entre estes atos que faltaram, os mais evidentes são:

- um programa de propaganda na mídia para avisar aos nossos motoristas (aos mal educados principalmente) que passem a ter mais atenção com o surgimento destes veículos em grande escala;
-asfaltar as ruas de forma adequada, pois as «crateras», calombos e ralos destampados servem como armadilhas que obrigarão os condutores a desvios inesperados com altos riscos de atropelamentos;




Poesia - Por Arlete Deretti Fernandes - Missão do poeta (Texto curto) e Criança (Poema)



Poesia - Por Arlete Deretti Fernandes - Missão do poeta (Texto curto) e Criança (Poema)

 Missão do poeta

 Para compreendermos melhor o que é o poético será bom entendermos que a divisão da literatura em gêneros é apenas um expediente didático-classificatório. Não é o verso o único veiculador de poesia. O caráter poético pode amalgamar-se com o narrativo, o dramático, o épico, em qualquer forma ou estrutura literária.

 Literatura é comunicação. A arte literária objetiva a comunhão entre os seres humanos. E o desenvolvimento e aperfeiçoamento desta arte vamos adquirindo com o nosso esforço, o tempo, o estudo e a boa vontade.
 Já que poesia é comunicação, a missão do poeta é comunicar os próprios sentimentos e emoções e os apelos da razão e da sensibilidade. A própria maneira de ver e interpretar tudo o que está à sua volta, com dignidade e ética na busca de princípios de paz, de justiça, de bondade, de denúncia, de amor, para que por suas palavras possa refletir e levar alguém à reflexão.

Criança
 
 Chegas
caminhando
sobre
 um lírio
perfumado
 da aurora da vida que uma
 refrega sopra e deixa.
 Tua graça me fascina,
 Estrelinha cadente,
 Que tão rapidamente
 Passas, minha (meu) terna/o
 Menina/o.

Leia este tema completo a partir de 7/11/2011

CORONEL FABRICIANO - Os Grandes (II) - BENEDITO FRANCO



CORONEL FABRICIANO - Os Grandes (II) - BENEDITO FRANCO

A estrada BH - Lafaiete – a BR 040 – está em péssimo estado durante pelo menos nos últimos vinte anos, com acidentes gravíssimos constantemente. Quando o FHC tomou posse, os mineiros ficamos na expectativa de seu conserto.
 FHC vai... Lula... mais uma esperança. Mas... Lula vem, Lula vai e Lula revém... entra Dilma... e nada de conserto – apenas remendos mal feitos, representando mais e mais o nosso rico dinheirinho jogado fora.
 Agora deram um concerto nada afinado: radares e mais radares arrecadadores e, a maioria, nada voltados para a segurança!
 Para o MT, mortes e mais mortes na BR 040 nada representam... O negócio é arrecadar !... E... mutretas e mais mutretas!

Os Grandes (II)
* Em frente ao Copacabana Palace, o melhor e mais luxuoso hotel do Rio de Janeiro, vi sair, à minha frente, as motos dos batedores do Presidente JK. Um cearense do meu lado ficou doido com o que via e começou a gritar, abrindo e balançando os braços. Quando o JK apareceu - uma euforia só. O Presidente percebeu a alegria do cabra da peste, mandou parar o carro, saiu, parou tudo, e veio nos cumprimentar, pegando na mão de cada um e dando um abraço no eufórico cabeça chata - alegria total. Não se faz mais Presidente como antigamente...

* No aeroporto do Rio de Janeiro, Galeão, esperava o avião. Como atrasaria muito, colocaram-me numa sala VIP, em companhia do Ziraldo e da Eliane Pitman. O Ziraldo uma simpatia e a Eliane de uma beleza sem par, maravilhosa, com uma cor de jambo - realmente linda. Conversamos por mais de hora – mais eles do que eu...

Quando houve a revolução de 1964, no dia primeiro de abril, eu no Rio, ouvi tiros pelos lados do Palácio da Guanabara – eu estudava logo em frente, na Rua Paissandu. Seguiam-se as notícias pelo rádio, donde se ouviam muitos tiros, acho de canhões, e os gritos do Governador Carlos Lacerda, dando ordens desesperadas a seus soldados.

Leia este tema completo a partir de 7/11/2011

COLUNA DE ABILIO LIMA - Noticias da Semana e Agenda da Semana



COLUNA DE ABILIO LIMA - Noticias da Semana e Agenda da Semana

Agenda Europeia

8 de Novembro: Início da visita do Comissário Dacian Ciolos
 8 de Novembro: Passagem da volta do Ano Europeu do Voluntariado por Elvas
 9 de Novembro: Comissão ajuda as PME a abrirem-se à globalização (conferência de imprensa do comissário Tajani e comunicado de imprensa)
 9 de Novembro: Fiscalidade e união aduaneira - propostas relativas ao quadro financeiro plurianual para o período de 2014-2020
 9 de Novembro: Anúncio pela Comissão dos novos programas Saúde a favor do crescimento e da protecção dos consumidores 2014 - 2020 (comunicado de imprensa)
 9 de Novembro: Passagem da volta do Ano Europeu do Voluntariado por Portalegre
 10 de Novembro: Previsões económicas do Outono (conferência de imprensa do comissário Rehn e comunicado de imprensa.

Noticias da Semana
UE e China intensificam cooperação em matéria de educação, cultura, juventude e investigação

A União Europeia e a China preparam-se para dar mais um passo na cooperação em matéria de educação, de cultura, de juventude, de investigação e de multilinguismo. A comissária europeia da educação, cultura, multilinguismo e juventude, Androulla Vassiliou, encontra-se em Pequim para ultimar os preparativos do lançamento de um diálogo interpessoal nesses domínios, cujo objectivo é aprofundar a compreensão e reforçar a confiança mútua facilitando as trocas entre os dois parceiros estratégicos. Androulla Vassiliou avistar-se-á com a sua homóloga, a conselheira de Estado chinesa, Liu Yandong, para abrir caminho ao novo quadro de cooperação, que será oficialmente lançado antes do final do ano. Desenvolvimento em IP/11/1233.

Agosto de 2011: encomendas industriais aumentam 1,9% na zona euro

Na zona euro, o índice das encomendas industriais aumentou 1,9% em Agosto de 2011 em comparação com Julho de 2011. Em Julho, o índice tinha diminuído 1,6%. Na UE, as encomendas aumentaram 0,4% em Agosto de 2011, após uma baixa de 0,6% em Julho. Se excluirmos a construção naval bem como o equipamento ferroviário e aeroespacial, cujas variações tendem a ser mais voláteis, as encomendas na indústria aumentaram 0,7% na zona euro e 0,5% na UE. Desenvolvimento em STAT/11/154.




José Varzeano - Os meus onze anos de Festas de Alcoutim



José Varzeano - Os meus onze anos de Festas de Alcoutim 

Depois de ter deixado passar todo o badalar dos ditos 60 ANOS das Festas de Alcoutim, pouco interessa que sejam 61, 62 ou 63 e que algum eco teve neste espaço, penso ser a altura de dizer alguma coisa sobre o assunto, sobretudo, durante o período de 1967/77.

Ainda que já tenha abordado especificamente muitos assuntos referentes a todo o concelho em livro, na imprensa regional e principalmente neste espaço, nunca abordei o tema das Festas de Alcoutim, a não ser numa leve referência a pp 117 e 118 do meu trabalho, Alcoutim – Capital do Nordeste Algarvio (Subsídios para uma monografia), 1985.

Fi-lo através da informação oral transmitida, que como se sabe é muito falível. Se até a escrita por vezes o é, como já tenho verificado, pois por vezes falam-se em alhos e escrevem-se bugalhos!

Pouco depois da publicação daquele livro, recebi uma carta do alcoutenejo Eng. Gaspar Santos onde além de me agradecer o trabalho desenvolvido teve a amabilidade de apontar com minúcia algumas falhas por ele notadas, o que anotei e muito lhe agradeci. Foi dos únicos alcoutenejos que o fizeram. O maior volume de mensagens (escritas) recebidas é de não alcoutenenses.

Nesta altura sou alertado pelo Amigo Gaspar Santos para o facto das Festas de Alcoutim terem sido criadas pelos jovens que constituíam o Grupo Desportivo de Alcoutim liderado por Fernando Lopes Dias.

Quando me foi possível consultar a pouca documentação do Grupo Desportivo e que veio a dar origem à publicação de um pequeno opúsculo, encontrei efectivamente dados claros que confirmam o que aquele amigo nos tinha informado.