sábado, 29 de outubro de 2011

Coluna de Marizete Furbino - Excelência em Gestão! - Por Adm. Marizete Furbino



Coluna de Marizete Furbino - Excelência em Gestão! - Por Adm. Marizete Furbino

«Se você ainda quer que as coisas permaneçam como estão, já está na hora de você mudar de opinião!». (Giuseppe di Lampedusa)

A empresa que se preocupa com a excelência em sua gestão «não dorme com os olhos dos outros», pois possui uma visão que norteia e direciona todo o processo organizacional, que é a visão de futuro.
Assim, além de pensar e um repensar de toda a gestão, enxerga oportunidades, são pró-ativas, se antevendo aos fatos, traçando estratégias, se envolvendo e comprometendo com a gestão de forma a vislumbrar e a atuar em prol de um futuro melhor, garantindo desta forma não somente sua perpetuação, mas sua solidez no mercado.

Conceber a empresa com uma visão sistêmica, de forma a implementar parceria, cooperação e colaboração junto ao ambiente interno e externo, contribui bastante para que a empresa alcance a excelência e faça seu diferencial no mercado; assim, torna-se imprescindível enxergar a empresa como um ser humano, que além de viva e atuante, funcione de forma integrada, interagida e interligada, de modo que todos os envolvidos realizem de fato parcerias, cooperação e colaboração. é através de um verdadeiro trabalho em equipe e da soma, que existirá maior interação, cooperação, colaboração, e como resultado do trabalho coletivo, a excelência será naturalmente alcançada.

Neste sentido, conceber a idéia de que as pessoas são os pilares ou esteios que sustentam uma organização é de suma importância quando se fala em excelência em gestão. Assim, enxergar o colaborador como o maior patrimônio da empresa é fator sine qua non para alcançar a excelência na gestão; assim, a gestão deverá se basear em compartilhamento de poder, confiança, negociação, reciprocidade, compromisso e envolvimento. é preciso que a empresa «aposte todas as fichas» em seus colaboradores, reconhecendo-os como sendo um patrimônio intangível valioso, e que somente através da participação efetiva dos mesmos é que conseguirá alcançar a tão almejada excelência.


No tempo do Inverno - Crónica de Arlete Piedade



No tempo do Inverno - Crónica de Arlete Piedade

Com esta primeira semana de chuva e frio que marca o início efetivo do Outono em tempo real, uma vez que pelo calendário já começou há mês e meio, recordo-me de outros invernos e recuo de novo, até ao tempo da minha infância.

Uma das primeiras recordações que tenho do Inverno, foi de um dia de queda intensa de granizo, tão forte e em tanta quantidade, que tapou todo o peitoril da janela, da sala de nossa casa na aldeia, de onde eu espreitava do lado de dentro, muito surpreendida e também desejosa de abrir a janela e brincar com aquelas bolinhas brancas e frias.

Claro que a minha mãe não deixou, e imagino que me terá tentado explicar que podia constipar-me. Mas essa parte já não me lembro, só imagino, pela comparação com o que os pais costumam fazer com os filhos.

Recordo também quando ia para a escola, atravessando os campos pelas estradas rurais, com as outras crianças, dos campos cobertos de geada, todos brancos e do encanto que sentia com toda aquela brancura e da luz do sol nascente, cujos raios incidiam nos cristais, fazendo brilhar esplendorosamente toda a paisagem.

Mas era muito frio e as nossas mães, para nos aquecerem as mãos e os sapatos antes de sairmos de casa, na falta de luvas e outros agasalhos, colocavam pedras redondas entre as brasas da lareira, para aquecerem, as quais depois enrolavam em papeis de jornal, para levarmos nas mãos e nos aquecerem.

O pior aconteceu, quando uma das pedras estava quente demais e pegou fogo ao papel, provocando apenas um susto, pois de imediato a criança a jogou fora.



sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Histórias...mais que histórias - Por Karolina Felipe - A escolha é sua!



Histórias...mais que histórias - Por Karolina Felipe - A escolha é sua!
Você já ouviu alguma vez falar de livre-arbítrio?
Livre-arbítrio quer dizer livre escolha, livre opção.
Em todas as situações da vida, sempre temos duas ou mais possibilidades para escolher.
E a cada momento a vida nos exige decisão. Sempre temos que optar entre uma ou outra atitude.

Desde que abrimos os olhos, pela manhã, estamos optando entre uma atitude ou outra. Ao ouvir o despertador, podemos escolher entre abrir a boca para lamentar por não ser nosso dia de folga ou para agradecer a Deus por mais um dia de oportunidades, no corpo físico.
Ao encontrarmos o nosso familiar que acaba de se levantar, podemos resmungar qualquer coisa, ficar calado, ou desejar, do fundo da alma, um bom dia.
Quando chegamos ao local de trabalho, podemos optar entre ficar de bem com todos ou buscar o isolamento, ou, ainda, contaminar o ambiente com mau humor.
Conta um médico, que trata de pacientes com câncer, que as atitudes das pessoas variam muito, mesmo em situações parecidas.
Diz ele que duas de suas pacientes, quase da mesma idade, tiveram que extirpar um seio por causa da doença. Uma delas ficou feliz por continuar viva e poder brincar com os netos, a outra optou por lamentar pelo seio que havia perdido, embora também tivesse os netos para se distrair.

Leia este tema completo a partir de 31/10/2011

Minha Primeira Mestra - Texto de Arlete Deretti Fernandes



Minha Primeira Mestra - Texto de Arlete Deretti Fernandes              

«Aos velhos e jovens professores, aos mestres de todos os tempos que foram agraciados pelos céus por essa missão tão digna e feliz. Ser professor é um privilégio. Ser professor é semear em terreno sempre fértil e se encantar com a colheita. Ser professor é ser condutor de almas e de sonhos, é lapidar diamantes» Gabriel Chalita

Lembro-me com carinho de sua mão firme segurando minha mãozinha de criança e conduzindo-me pelo caminho das primeiras letras. Fazia-o com muito afeto, o que me fez despertar o gosto pela profissão.
Despertou em mim muito cedo o prazer pela leitura. Tive contato precoce com dois autores, livros estes que guardo comigo até hoje:
 Emília no País da Gramática, de Monteiro Lobato.
 Aventuras No Mundo da Saúde, de Erico Veríssimo.

Matriculada na escola, fui admitida no segundo ano primário, pois já sabia ler, escrever e fazer as operações aritméticas.
 Minha primeira professora, quando ainda ensinava em sua escola, o que fez durante muitos anos, fazia-o por amar a profissão e ao ser humano.

Contava-me fatos ocorridos com seus alunos, alguns emocionantes e outros cômicos.
 Havia naquele tempo o Inspetor Escolar, profissional que passava de surpresa nas escolas para «examinar» os alunos em todas as disciplinas e com muito rigor .


Emília Marcelino Daniel Marques Leitão - Biografia, Bibliografia e Entrevista conduzida por Arlete Piedade



Emília Marcelino Daniel Marques Leitão - Biografia, Bibliografia e Entrevista conduzida por Arlete Piedade

Conheci Emília Daniel, como poetisa, ao participarmos juntas na antologia de poemas, Poetas de Santarém, há cerca de cinco anos e deste aí temos mantido contatos que se renovaram este ano por ocasião do Dia Mundial da Poesia e do evento promovido pela Biblioteca Municipal de Santarém, no qual participámos de novo em conjunto com outras pessoas ligadas á poesia e cultura.
Já este mês voltámos a encontrar-nos no I Evento Poético-Literário do Seixal, para o qual nos deslocámos juntas, devido a residirmos na mesma cidade.

Sendo esta senhora, uma pessoa que teve um percurso de vida multifacetado e brilhante, ligado á floresta e ambiente, primeiro em Moçambique onde se formou, trabalhou e viveu 30 anos, em seguida lecionando nos Açores e também com um estágio em França, num instituto de investigação ligado á agronomia, não podemos deixar de começar esta entrevista, falando desta parte tão essencial á economia de um país e que tão deixado de lado tem sido em Portugal nas últimas décadas.



Carta a um velho amigo metalúrgico - Crónica de António Carlos Affonso dos Santos - Acas


Carta a um velho amigo metalúrgico - Crónica de António Carlos Affonso dos Santos - Acas

Caro amigo,
Estamos ficando mais velhos! Os anos se sucedem. As lembranças da Cobrasma, em Osasco; no distante ano de 1971, ainda estão em nossas lembranças. éramos também pouco mais que adolescentes à época.

As crianças, que ainda há pouco choramingavam em nossos colos, hoje são mães e pais. Os netos correm pelos corredores, pelos jardins. Nós testemunhamos «par e passo» o quanto nosso país mudou nos últimos anos. Avançamos na tecnologia e regredimos nos costumes. Ficou o respeito entre os mais antigos.

Temos que nos adaptar a conviver com os desiguais; coisas do modernismo! Nossas companheiras; legado vivo de nossa existência e nós mesmos, já começamos a nos queixar das dores que a idade provoca. Quando somos jovens, projetamos muitos sonhos. E muitos deles não se tornaram realidade; alguns sonhos nós conseguimos realizar, ainda que, muitas vezes, não os realizamos da forma como os idealizamos. A idade tem um ingrediente ótimo; que é a temperança. Nós somos mais calmos para tomarmos decisões, que, via de regra, tornam-se cada vez mais sábias.

- Meu amigo. Estamos ficando mais velhos! Os anos se sucedem. Aos poucos, ficamos sabendo de um ou outro ex-colega de trabalho ou escola que já partiram desta vida levando alguma história, onde nós também fazíamos parte. Vimos muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento.



Ivone Boechat - A filosofia popular sobre a morte



Ivone Boechat - A filosofia popular sobre a morte

Quando eu era criança, o velório era um acontecimento.
A cidade era pequenina, então tudo se divulgava rápido. Em pouco tempo, o alto falante da igreja onde o falecido frequentava comunicava, em alto e bom som, o passamento desta para uma vida melhor, ou se usava um carro anunciando detalhes: quem morreu, onde, idade, motivo do óbito.

A morte pairava nas piadas! Antes de acontecer o pior, até o doente bem humorado brincava: fiquei tão mal que por mais um pouco comia capim pela raiz; pensei que ia vestir um pijama de madeira, etc...Depois, se porventura o sujeito morresse, aí, sim, a coisa era levada a sério e o sepultamento era um fato social marcante.

Naquele tempo, não se fechava uma tampa de caixão sem jogar perfume e pétalas de flores sobre o defunto. Já fui encarregada de comprar muito perfume ruth para pulverizar por cima do morto. Nunca me esqueci do cheiro. O perfume, claro, perdia a personalidade, por causa do odor muito forte de cravo, cravina, brinco de princesa, de rosas miúdas de cores variadas.

Não havia casa de venda de flores, as crianças saiam pedindo nas portas da casa. Já ouvi muita coisa.
 - Esse defunto morava em cima da pedra?
 - Vou dar, mas não sei nem se merece.
 - Vá em paz.
 Houve negação:
 - Pra aquele cara ? Bata em outra porta.
 A caravana de crianças saía em mutirão solidário e não respondia a nenhuma provocação, nada. Quem deu, tudo bem.