sexta-feira, 7 de outubro de 2011

POESIA DE JORGE BRITES - PESCADOR VALENTE; NOVAS PORTAS; APETECE-ME



POESIA DE JORGE BRITES - PESCADOR VALENTE; NOVAS PORTAS; APETECE-ME
 

PESCADOR VALENTE
A vida do Pescador
é feita de muita canseira
Nasce e morre sofredor
A bordo de uma traineira
A tarde ou de manhãzinha
Ele lá parte para o mar
Com o farnel na cestinha
Querendo a casa retornar

NOVAS PORTAS
Cada dia que passa
Abro novas portas á vida
Largo para trás a fumaça
Que se encontrava escondida
Abro as portas da compreensão
Da paz, da cura e da prosperidade
Da alegria, amor próprio e perdão
Da compaixão e da liberdade

APETECE-ME
Meu Bem,
Apetece-me...
Escrever, escrever, escrever...
Encher as páginas
Dos meus cadernos,
As folhas da minha vida,
As paredes do meu dia a dia !
Apetece-me...
Escrever a nossa história,
Transformar o teu corpo
Num fabuloso livro da vida !

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Poesia de Conceição Tomé - Imperfeição; Vândalos e Cães Vadios; Poesia



Poesia de Conceição Tomé - Imperfeição; Vândalos e Cães Vadios; Poesia  

Imperfeição

Não procures no ser humano a perfeição,
Para não sentires amargura e desilusão.
Procura dar sem esperares receber,
Procura perdoar em vez de castigar,
Procura compreender em vez de criticar,
Porque nada nesta vida é perfeito:

Vândalos e Cães Vadios
Mais um dia que acaba
E um crepúsculo que começa
Numa imprecisa hora
é quando o meu olhar atravessa
A transparente vidraça
Que me separa do mundo lá fora
E vejo os transeuntes passar
Indiferentes ao meu olhar
Parado num ponto mais elevado
Onde existe um pedaço de chão relvado
E uma palmeira minha conhecida

Poesia
Doce alimento da alma,
Chama ardente do coração,
Voz trovejante da razão,
Asa branca da fraternidade
Abraçando a humanidade.
Entre os povos,
O elo mais forte de ligação.
Raio de luz na escuridão,
Guia no caminho das Estrelas,
Alazão a cavalgar no vento,
Luz do Sol,
No prenúncio de mau tempo.
Encanta as noites de luar,
Veste-se no alecrim dos montes,
Escuta os segredos do mar,

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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

POEMAS DE JOSE GERALDO MARTINEZ - O Perdão!; Quero teu colo!



POEMAS DE JOSE GERALDO MARTINEZ - O Perdão!; Quero teu colo!

O Perdão!

José Geraldo Martinez
Chega de saudade!
é tempo de voltar os sonhos meus ...
Chorar de alegria, é verdade.
Voltaste aos meus braços, por Deus!
E chegas como quem entrega o coração...
Meus braços te esperam para um abraço!
As malas estão soltas no portão,
Bastando apenas alguns passos!
Choras incontida!
E teu pranto é um pedido de perdão...
Quem sou eu, mulher da minha vida,
a pronunciar um simples não?

Quero teu colo!
José Geraldo Martinez
Quero teu colo, dona, ando bastante cansado!
Permita-me?
Teu peito como redoma,
para guardar os meus sonhos sonhados...
Foi tão longa esta busca e
passei por tantos caminhos...
Ah! Dona,
até tocar teus cabelos brancos em desalinho.
Beijei bocas que não eram tuas
na esperança inútil que tinha.
Conheci os becos das ruas,
tantas luas...
Em solitária boémia!
Seguias a tua vida e o tempo
corria para nós...
Quem diria?

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Divisão inexata - Crónica de Haroldo P. Barboza



Divisão inexata - Crónica de Haroldo P. Barboza

Esta polêmica sobre dividir lucros da exploração do pré-sal entre Estados produtores e os não produtores pode ser resumida com a seguinte pergunta:
Quando Amazonas produzia (ainda produz?) borracha dividia os lucros com os demais?
Quando ocorrer vazamentos de óleo em nossas terras os demais aceitarão «dividir» a sujeira?

Na verdade os «palermas elementares» desejam ganhar votos em seus Estados e fazer o dinheiro escoar por vários canais para facilitar a evasão.

Quem se guia a favor de tal divisão acha justo que um filho seu estude até 2 horas da madrugada para tirar 9 numa prova e divida sua nota com um colega que foi à praia e tirou ZERO?

Esta prática eleitoreira nos levou a conviver com as famosas (e demagógicas) «bolsas-malandragens» que levaram milhões de necessitados a deixar de procurar emprego!

O que deve ser dividido não é o resultado de uma produção. O que deve ser repartido é o CONHECIMENTO. Quem aprender, estudar, se dedicar e tiver criatividade, a partir do que absorver terá condições de produzir a ponto de lucrar bem.

Depois de aposentado dei aulas de Informática básica para mais de 100 pessoas. Algumas destas evoluíram tanto que já estão me repassando conhecimentos que eu só conhecia o título.





Poesia de José Carlos Moutinho - O dia esmorece; Sentado no parque, observo…; Antes que…



Poesia de José Carlos Moutinho - O dia esmorece; Sentado no parque, observo…; Antes que…

O dia esmorece

O dia esmorece…
O sol esconde-se por detrás da serra,
Vai envergonhado…
Com as imagens passadas, pelas horas idas,
De gente que gritou, que discutiu,
Que não amou, que agrediu!
Vai triste, porque mãos apertaram
Com raiva outras mãos;
Com beijos feitos desprezo,
Vai desolado, com a ingratidão,
Arrependido pela luz que ofereceu,
Para que todos sentissem o calor,
Da bondade e do amor!

Sentado no parque, observo…

Os ramos das árvores
Agitam-se no vento que os abraça,
No seu voo invisível;
Gaivotas esvoaçam,
Na busca do seu mar;
Crianças que brincam, em algazarra,
Skates deslizam em acrobacias,
Em lutas enfrentadas com as rampas
De madeira rasgada pelos atritos;
Gemer de rodas ao castigo infligido;
Aves que chilreiam,
Nas árvores ansiosas por sossego,
Que o vento tarda em lhes conceder;
E os skaters correm vertiginosamente,

Antes que…
Levo-me na luz das estrelas,
Que iluminam o meu caminho;
Atravesso rios transparentes,
Antes que as aluviões os escureçam;
Abrigo-me sob árvores de copas verdes,
Porque a destruição é uma paranóia;
Deslumbro-me na miragem,
Espelhada neste mar azul feiticeiro,
Antes que petroleiros da ganância a apaguem,
Sufocando as suas ricas e profundas águas;
Absorverei o encanto dos vales multicolores,
Quiçá, a devastação esteja iminente;
Docemente voarão os meus olhos,

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Poesia de Ana Barbara Santo Antonio - ALVORECER SILENTE



Poesia de Ana Barbara Santo Antonio - ALVORECER SILENTE

ALVORECER SILENTE

Eu sei o que é em ti
A madrugada
Esse alvorecer
Silente
Essa luminosidade coada
Que no teu olhar senti
Da noite a florescer
Crescente
Eu ainda sei em ti despontar
Levantada a madrugada no colo
Como se no teu corpo
Fosse despertar
Um acorde um solo
Eu ainda pudesse raiar
Beijada olhos fechados
Coberta de beijos molhados
Numa áurea flutuar
Docemente fluir
Com orvalho a cair
Da manhã sentir
Clarear
Esse olhar onde me demoro
De gozo de prazer
Me vir sem pedir
Deixar acontecer
Sem nada dizer
Tudo consentir


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PAULO LEMINSKI, O Poeta ou O Mito - Texto de Silas Correa Leite



PAULO LEMINSKI, O Poeta ou O Mito - Texto de Silas Correa Leite
Em palestras, congressos, debates, eventos artísticos, e mesmo em conversas literárias, por assim dizer, em bares, forfés e baladas ou raves lítero-culturais que sejam, volta e meia, lá vem um jovial e imberbe ledor iniciante ou teen, me cobrar: - O que eu penso sobre o poeta Paulo Leminski?

Em alguns textos e mesmo poemas, tive a oportunidade de comentar a veia e a época Leminskiana, importante, sem dúvida, pelo catatau de trabalhos que o poeta de Curitiba andou aprontando, mesmo não tendo lido o que, dizem, é a melhor obra dele, o Catatau propriamente dito. E até fiz homenagens a
Paulo Leminski que brilhou merecidamente e marcou época, inclusive, pelo caetanear, midiática.
Bem, andei sondando Paulo Leminski a partir do conterrâneo cartunista Itarareense Luiz Solda, também a propósito poeta como ele, mas que se afastou da fauna notívaga curitibana, da boemia etílica encancarada, enquanto Leminski ficou e morreu de overdose de poemas, loucuras, andanças literárias, criacionices, não necessariamente nessa ordem.
Pois é, Leminski via poesia em tudo. Ele era a Poesia. Ele era poeta diuturnamente. Sacava lances que ninguém via, sondava prismas só para ele existentes, meio zen-polonês-paranaense, pés vermelhos, meio olho mágico, meio mão criativa, rápido no coldre das idéias, isso tudo num tremendo criador que, pelo jeito, ficou o mito, a fama, depois que Caetano o levou para as lides da MPB e assim, o Leminski que era meio cult virou meio pop, não necessariamente também nessa ordem.
E morrendo ficou a dúvida: seria ainda melhor poeta se continuasse vivo e criando, ou foi melhor morrer no auge como Cazuza ou Renato Russo, do que virar chulo e brega como uns e outros, Cauby, Lobão, Roberto Carlos e quetais?
Fui-me a comparar Leminski. Sondei os dez melhores poetas do Brasil. Enumerei-os, naturalmente, de Drummond a Bandeira, de Jorge de Lima a João Cabral de Melo Neto, de Carlos Nejar a Castro Alves, só para citar alguns dos melhores mesmo.
Bem, os dez melhores estão muito acima de Leminski, mesmo datados, no conjunto da obra, os melhores do Brasil, esses citados e outros. Fui aos vinte. Aos trinta. Sondei, pesquisei.
Um poeta pós-moderno, letrista, zen-budista o que fosse, e que foi, Leminski ainda não está entre os cem melhores poetas do Brasil, muito abaixo de Hilda Hist e Cecilia Meireles, beira a Helena Kolody mas, até mesmo a sua musa e poeta-esposa, Alice Ruiz, ainda viva, viçando, bonita e brilhante, hoje ultrapasssa em muito com qualidade poético-cultural o maridão Leminski.
Foi o que senti, saquei, encasquetei, que me desculpem os Leminskianos de passagem. Não é porque morreu, que continua. Não é porque morreu que não foi grande. Mas não está entre os cem melhores da poesia brasileira de todos os tempos.
Muito dos assim ditos novos, de Chacal, Roberto Piva ou mesmo Arnaldo Antunes, estão acima dele hoje. Alguns tiveram seus traços, linhas. Seguiram-no, no inicio do historial todo.