quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Raras Concordâncias - Duas Crónicas de Se-Gyn : A Copa de 2012 e a mobilidade urbana, segundo a ministra...; viva o feriadão. E a seleção na final da Copa!



Raras Concordâncias - Duas Crónicas de Se-Gyn : A Copa de 2012 e a mobilidade urbana, segundo a ministra...; viva o feriadão. E a seleção na final da Copa!
Raras Concordâncias (I) - A Copa de 2012 e a mobilidade urbana, segundo a ministra...
A Ministra Mirian Belchior diz que mobilidade urbana não é essencial à Copa, segundo informa a Veja on-line.

Um desses raros casos em que concordo com alguém da petezada do carvalho.
Essencial na Copa, é o sofazão, o tira-gosto e a cerveja. Ou seja: imobilidade urbana e total!
Estádio? Estresse no trânsito e no estacionamento? Tipos estranhos e agressivos das torcidas? Sol na cara? Preços exorbitantes? Eu passo.
Família e velhos amigos reunidos, cerveja geladinha, tira-gosto caprichado, sofazão e jogo na TV? Tamo junto...

Raras Concordâncias (II) - viva o feriadão. E a seleção na final da Copa!

Mirian Belchior, ministra não sei do quê (antes de dar um Google, ainda tento lembrar...), em vez de construir estrutura de transporte urbano para a Copa do Mundo, quer decretar feriado no dia dos jogos.

Gostei! Basta anunciar com pompa e circunstância. E, aí teremos como subproduto da promoção do bem estar geral da nação a garantia da seleção brasileira na final. Porque desconheço evento para mobilizar mais esta nação tupininquim do que um feriado.

Vai ser uma pressão do caramba. Mas, a seleção vai pra final. Os jogadores brasileiros, que não andam a fim de jogar com a amarelinha, vão suar o lombo e a camisa. E vão jogar bonito, tenho certeza.



Clássico do Cinema: O Tubarão – Jaws



Clássico do Cinema: O Tubarão – Jaws
Em 1975, o realizador Steven Spielberg levou ao ecrã a novela campeã de vendas de Peter Benchley, e fê-lo com uma incrível intensidade e um angustiante suspense. «Tubarão», um dos filmes de maior sucesso da história do cinema, marcou para sempre os espectadores de todo o mundo (e os banhistas das praias…), aterrorizando apenas com estas palavras: «Não entre na água».

Sinopse:
A pacífica comunidade estival da ilha Amity está a ser aterrorizada: há algo a atacar os banhistas. Já não se pode gozar o Sol e o mar como antes e o medo que se está a alastrar está a afectar o número de turistas que normalmente são atraídos à ilha.
A ameaça que todos temem é um gigantesco tubarão, que será implacavelmente perseguido pelo xerife Brody, o cientista Hooper e o marinheiro Quint.
Uma vez instalado o pânico, Roy Scheider, Richard Dreyfuss e Robert Shaw unem esforços na luta desesperada para acabar com as quase três toneladas do terrível assassino branco.

Crítica:
A partir de 1975 tomar banho no mar deixou de ser algo que façamos sem pensar duas vezes. Foi este o ano de lançamento de Jaws, conhecido no nosso país como O Tubarão, o thriller que conseguiu explorar como nenhum outro o nosso medo inconsciente e primário do desconhecido/ conhecido.
«Jaws» baseou-se no romance homónimo de Peter Benchley, que viria a ser também o argumentista do filme, o qual partira de ataques reais de um tubarão no início do século XX. Nesta adaptação para a grande tela, Jaws é a história de um enorme tubarão branco que ataca mortalmente os banhistas de Amity Island.



 

Cinema - Post Mortem



Cinema - Post Mortem

«Post Mortem» é um drama que nos chega do Chile. Estamos em Santiago, 1973. Mario Cornejo trabalha na morgue, dactilografando os relatórios das autópsias efectuadas pelos médicos legistas. Durante os dias do golpe de estado militar, Mario envolve-se com uma dançarina do cabaré Bim Bam Bum. «Voltar ao passado. Reconstruir a cena. Viver outra vez aquilo que já foi vivido. Repensar aquilo que já foi pensado. Recordar. Amar. Perder.»

Sinopse:
Chile, Setembro de 1973. A história decorre durante os dias do golpe de Estado pelo general Augusto Pinochet contra o Governo de Salvador Allende.

Mario Cornejo (Alfredo Castro) é um homem triste e solitário a trabalhar numa morgue de Santiago, onde transcreve os relatórios das autópsias. Nancy Puelma (Antonia Zegers), a sua vizinha, é uma corista de cabaret que se recusa a envelhecer.

Um dia os caminhos de ambos cruzam-se e Mario apaixona-se irremediavelmente. Obcecado, segue a vida de Nancy, observando todos os seus passos.



 

domingo, 18 de setembro de 2011

Jornal Raizonline nº 138 de 19 de Setembro de 2011 - COLUNA UM - Daniel Teixeira - Fazer e ir fazendo



Jornal Raizonline nº 138 de 19 de Setembro de 2011 - COLUNA UM - Daniel Teixeira - Fazer e ir fazendo

«Ir fazendo» : estes dois termos, são normalmente conotados com a lentidão (do fazer), com uma actuação que aqui na minha terra tem o seu expoente máximo no «já agora logo faço amanhã». Esta terminologia tem esta conotação eminentemente negativa no plano da acção, relaciona-se com preguiça, com falta de vontade, com lassidão.

Não vou lembrar, para combater esta ideia o famoso «ócio grego» que permitiu a construção de tantas pérolas de sabedoria e inúmeras voltas à roda da mesa, como se costuma dizer. Uma parte substancial da metodologia descritiva e por arrasto a qualitativa tem as suas ancestrais bases no facto de os gregos, e outros lembrados pelos gregos, depois pelos romanos, terem tido TEMPO para por vezes discutirem futilidades (na nossa perspectiva).
O tempo, por vezes, junto com a concentração acaba por melhorar decisões, opções que se tomam, para reparar em factores agregados e levá-los em conta, enfim...para fazer melhor aquilo que talvez mais depressa (com menos tempo) se fizesse bem, mas não tão bem...
Vivemos numa sociedade que criou essa balela de que «time is money» como se o dinheiro fosse das coisas mais importantes e como se o único objectivo das pessoas fosse obter «money». Como as coisas estão ultimamente e vão estar mais tempo neste momento mais importante do que ter o money virtualmente correspondente a um quilo de batatas é ter esse quilo de batatas em espécie, quer dizer, em não - money, elas mesmas, descascadas ou não.
Pois bem, se o tempo é normalmente visto como uma atraso na vida ele é também visto como sendo um excelente conselheiro. Também, nestes tempos, e desde há uns anos para cá, tem-se procurado compensar o nosso apressado espírito actuante com «aulas» de concentração, momentos de reflexão ou ausência total dela através da tentativa do vazamento do pensamento.



A dificuldade de lidar com inundações é normal ou resultado da Falta de Estrutura? - Por Arlete Deretti Fernandes



A dificuldade de lidar com inundações é normal ou resultado da Falta de Estrutura? - Por Arlete Deretti Fernandes

«VERDE VALE», é o título de um livro escrito pela escritora catarinense Urda Klueger. «NO TEMPO DAS TANGERINAS», é outro livro da mesma autora, em regionalismo alemão, tendo como fundo o verde vale do imponente Rio Itajaí-Açu. Estes títulos em si já traduzem algumas coisas.

A região do Vale do Itajaí é propícia a enchentes, devido à sua estreita relação com o rio. é uma região complexa pois próximo à nascente já se juntam dois rios, o Itajaí do Oeste e o Itajaí do Sul. As cidades de Taió e Ituporanga tem duas barragens, o canal é muito estreito e toda a cidade foi construída ao redor do rio e sobre terrenos inundáveis.

A colonização do vale do Itajaí desde o seu início em 1850 teve estreita relação com o Itajaí-Açu, pelo transporte de cargas e passageiros, sendo fundadas as cidades em suas margens, onde desenvolviam a agricultura .

Entre 1850 e 2002 houve 68 enchentes, das quais 11 até 1900, 20 nos 50 anos subseqüentes e 38 nos últimos 50 anos. A primeira grande enchente de Blumenau aconteceu em 1895. ( DC de 12-09-2011).
A Bacia do Itajaí-Açu é a maior de Santa Catarina, banhando seus afluentes várias cidades.

No alto Vale, Rio do Sul, Ituporanga, Rio do Oeste, Laurentino, Presidente Getúlio, Ibirama, Agronômica, Agrolândia e Alfredo Wagner foram as mais atingidas.

O Itajaí-Açu deságua no Atlântico, em Itajaí. Quando sobe a maré, junto às águas da enchente, não há vazão, inundando as cidades de Gaspar, Ilhota, Itajaí, Navegantes e Luis Alves.

Blumenau, no Médio Vale, é a maior cidade da região, com cerca de 300 mil habitantes. Como as demais cidades situa-se à margem do rio e sofre os transbordamentos. A cidade de Brusque é inundada quando transborda o Rio Itajaí Mirim.



 

Lenda da Nazaré - Por Arlete Piedade



Lenda da Nazaré - Por Arlete Piedade
D. Fuas Roupinho era um fidalgo português, que viveu no século XII e era companheiro de armas do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques.
Era alcaide do Castelo de Porto de Mós, e além de acompanhar o rei nas batalhas da reconquista cristã conta os mouros, foi também o primeiro comandante naval português, tendo vencido a primeira batalha marítima travada contra os mouros.

Um dos desportos favoritos de D. Fuas Roupinho, quando havia paz, era a montaria, ou seja a caça, em especial aos veados que abundavam naquele tempo e paragens. Assim no manhã de 14 de Setembro de 1182, estando a região em paz, D. Fuas saiu para a caça com os seus companheiros, nas suas terras que se estendiam até ao mar. Ao avistar um veado, perseguiu-o no seu cavalo, seguido dos seus companheiros, mas subitamente levantou-se um denso nevoeiro e deixaram de se ver uns aos outros e também aos locais em redor.

No entusiasmo da perseguição, o nobre cavaleiro, só se apercebeu do perigo quando viu desaparecer o veado precipitando-se de uma falesia sobre o mar, a cerca de 100 metros abaixo. Soltou então um grito pedindo a proteção de Nossa Senhora, cuja imagem se venerava numa gruta perto daquele local, dizendo: - Senhora, valei-me!

Naquele momento, Nossa Senhora apareceu no céu e o cavalo estacou miraculosamente, mesmo á beira da falésia, no bico de um rochedo, com tanta força que a marca das suas patas ainda hoje se pode ver gravada no local, salvando-se assim o cavaleiro e a sua montada de morrerem por queda no abismo.

Agradecido pelo milagre, D. Fuas Roupinho chamou operários para erguerem no local uma capela, a Capela da Memória e assim protegerem a imagem de Nossa Senhora da Nazaré, para melhor poder se venerada pelos fiéis.
Durante as obras, veio a descobrir-se um pergaminho com a história da imagem cuja origem era desconhecida e que estava sob o altar original dentro de um cofre de marfim, em conjunto com algumas relíquias.

A história de Nossa Senhora da Nazaré tem mais de 2000 anos. Conta-se que um monge, chamado Círico, fugiu com uma imagem da virgem Maria, supostamente esculpida por São José. Procurou asilo em Belém, e quando lá chegou entregou-a a S. Jerónimo, passando depois pelas mãos de Santo Agostinho que a confiou ao Mosteiro de Cauliniana, perto de Mérida. E é nesta altura que a imagem recebe o nome de «Nossa Senhora da Nazaré», em homenagem à terra natal da Virgem Maria (Nazaré da Palestina).



 

CORONEL FABRICIANO - 001 - Meu pé de gabiroba - BENEDITO FRANCO



CORONEL FABRICIANO - 001 - Meu pé de gabiroba - BENEDITO FRANCO

001 - Meu pé de gabiroba

Pelos idos de mil novecentos e quarenta e pouca coisa, mamãe engravidara-se de seu sétimo, ou oitavo, ou nono filho - teve doze.
é... seguia a lei da natureza, segundo a qual a mulher não foi criada para menstruar. Ficaria grávida sempre. A humanidade detesta a natureza; inventou os meses para a mulher prevenir-se mensalmente, deixando de ganhar mais um filho. Quando César nasceu, imperador romano, a 12 de julho do ano 100 a.C., a mãe tinha dificuldade em dar à luz. Abriu-se-lhe a barriga. O menino retirado.

Daí a cesariana, em sua homenagem – realizava-se a operação anteriormente, diga-se de passagem. Mais tarde ele aperfeiçoou o calendário, dividindo o ano em meses - seguiu exatamente os períodos de menstruação da mulher Cornélia. Quem desdenha a lei da natureza tem a TPM, dores de cabeça, dores no busto, dores no corpo, e dores e mais dores; enche a paciência de parentes, namorados e... maridos então... nem se fala!
Voltemos à minha mãe grávida.

Grávida, tinha desejos, como quase toda mulher – natural.
De casa via as gabirobas – pequenas goiabas azedas e gostosíssimas – lindas, grandes (grandes para gabirobas!) e maduras, em um pé no quintal da casa dos vizinhos, o casal José Carvalhais e Nazica. Conhecida como araçá, dependendo da região onde se encontra, a gabiroba dá em um pé semelhante ao da goiaba. Em Lafaiete e região, MG, há a do mato - menor um pouco, cujo pé chega a uns sessenta centímetros de altura, com folhas bem maiores - o mesmo gosto, menos ácida e menor.