sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Poesia de Maria da Fonseca - 5º Aniversário da AVSPE; Dia de Calor; No 11 de Setembro de 2001



Poesia de Maria da Fonseca - 5º Aniversário da AVSPE; Dia de Calor; No 11 de Setembro de 2001 

5º Aniversário da AVSPE

A Academia agradeço
Deste lado do Oceano
E com todo o meu apreço
Eu exalto o vosso plano.
Divulgar com todo o afecto
Nobre arte p´lo mundo além,
Tão magnífico projecto
Dedicado à língua mãe!

Dia de Calor

O calor silenciou
Este sábado tão quente!
Só a cigarra o quebrou
Com seu cantar insistente.
Ao longe latiu um cão
Que decerto se moveu.
Mas neste dia de V’rão
Nem uma folha mexeu.

No 11 de Setembro de 2001
E nesta confusão de sentimentos,
Que tão grande tragédia provocou,
Eu compreendo e sinto iguais tormentos.
Como o meu coração se revoltou!
Que os povos não comecem a matar,
Invocando as suas religiões.
Neste tempo, nem posso acreditar,
Quanta ira a levantar multidões!

Leia este tema completo a partir de 19/9/2011

As citações de Ilona Bastos - Citações retiradas do Blogue Da Matéria das Estrelas de Ilona Bastos



As citações de Ilona Bastos - Citações retiradas do Blogue Da Matéria das Estrelas de Ilona Bastos

Henry David Thoreau

«Mais do que amor, do que o dinheiro e do que a fama, dai-me verdade. Sentei-me a uma mesa e havia comida fina e vinhos em abundância e atendimento impecável, mas faltava sinceridade e verdade. Virei costas, faminto, e saí de tal ambiente inóspito. A hospitalidade era tão fria como o gelo. Pareceu-me que não havia necessidade de gelo para a congelar. Falaram-me da idade do vinho e da fama do ano da colheita, mas eu pensava num vinho mais velho, mais novo e mais puro, de um ano de colheita mais glorioso, que eles não tinham e nem sequer podiam comprar. O estilo, a casa e terrenos e o «entretenimento» nada representam para mim. Visitei o rei, mas ele deixou-me à espera no seu vestíbulo e comportou-se como um homem incapacitado para a hospitalidade. Havia um homem na minha vizinhança que morava numa árvore oca. Os seus modos eram verdadeiramente régios. Teria feito muito melhor se o visitasse a ele.»
.
Henry David Thoreau, Onde Vivi e Para Que Vivi, edições quasi

Italo Svevo

«Recebida a grande quantia, até Mário se encheu de admiração. Estranha vida a do homem, e misteriosa: com o negócio feito por Mário quase inconscientemente começavam as surpresas do período pós-bélico. Os valores deslocavam-se sem norma e muitos outros inocentes como Mário tiveram o prémio pela sua inocência, ou, por demasiada inocência, foram destruídos; coisas que sempre se viram, mas que aparentavam novidade por se verificarem em tais proporções que quase pareciam a regra da vida. E Mário, devido ao dinheiro que tinha no bolso, ficou a olhar com surpresa e estudou o fenómeno. Deslumbrado murmurou: «é mais fácil conhecer a vida dos pássaros do que a nossa.» Quem sabe se a nossa vida não parecerá aos pássaros tão simples a ponto de os fazer crer que poderão reduzi-la a fábulas?»
Italo Svevo, Um Embuste Perfeito, edições quasi

John Milton

«Pois a verdade é que os livros não são coisas absolutamente mortas, encerrando em si uma vida em potência que os torna tão activos quanto o espírito que os produziu. Mais ainda, os livros conservam, como num frasco, o mais puro extracto e eficácia do intelecto vivo que os gerou. Sei que estão tão vivos e tão vigorosamente produtivos como os dentes daquele dragão da fábula e que, disseminados aqui e ali, podem fazer surgir homens armados. Mas isto significa também que, se não se usar de cautela, matar um bom livro é quase o mesmo que matar uma pessoa. Quem mata um homem mata uma criatura racional feita à imagem de Deus; mas quem destrói um bom livro mata a própria razão, mata a imagem de Deus, como se esta estivesse nos olhos. Muitos homens são um peso para este mundo; um bom livro, porém, é a seiva preciosa de um espírito superior, embalsamado e deliberadamente preservado para uma existência que ultrapassa a vida.»

John Milton, Areopagítica, Livros que Mudaram o Mundo, Público



Dois poemas, dois autores: Gilberto Nogueira de Oliveira e João Furtado - DO OUTRO LADO DA VIDA por Gilberto N. Oliveira e BALA PERDIDA por João Furtado

 

  


Dois poemas, dois autores: Gilberto Nogueira de Oliveira e João Furtado - DO OUTRO LADO DA VIDA por Gilberto N. Oliveira e BALA PERDIDA por João Furtado

DO OUTRO LADO DA VIDA
Nazaré, 09-05-2011

Do outro lado da vida,
Reina o anarquismo.
Não tem governo,
Também não tem desgoverno.
Tem conselheiros
Mas não tem conselhos,
Porem, as pessoas
São livres até para errar.
Quem governou a terra,
Lá, é um mero participante
Da vida anárquica e livre.
Quem fez o mal na terra,
Também fará do outro lado,
Porque pensa que o lado de lá

BALA PERDIDA
Bum…. é o som da perdida bala
A bala que se tornou corriqueira,
Levou o pequeno Luizinho com ela,
A Inês também, que estava na cavaqueira!
Pistola e pão vendem-se por tostão
Esquina certamente sim, esquina talvez não
Rapaz com pistola se torna valentão
Duvido que saiba bem usar, senão,
Infelizmente não mataria o Romão
De cansado preparava para um banho,
A bala não viu que de guerra ele era estranho!




 

MIB não significa «homens de preto». - Crónica de Haroldo P. Barboza



MIB não significa «homens de preto». - Crónica de Haroldo P. Barboza

Neste ensaio desejo que represente «Manual Integrado do Blogueiro». O que for aqui explanado, vale em menor escala para construção de sites. Mas podem chamá-lo de «panfleto de um navegante sem bússola». Não ficarei ofendido.

Apesar de nunca ter construído (nem pretendo construir) um Blog, ousadamente farei algumas considerações sobre o tema, baseado em minhas percepções depois de navegar em mais de 200 deles e ter participado como colunista de um colega no Espírito Santo.

Espero ser contestado (e esclarecido) sobre o que relatar a seguir, pois as correções de usuários experientes no assunto, certamente servirão como orientações aos candidatos que pretendem criar um Blog futuramente. Devem atender às pessoas não famosas (menos de 10000 leitores). Mesmo porque, uma personalidade (artista, atleta, comunicador) normalmente não tem tempo de cuidar deste espaço e deixa tal tarefa para um parente próximo, assessor de imprensa ou um fã incondicional.

Minhas anotações não são considerações técnicas, mas uma breve análise sentimental que muitas vezes norteia fabricantes de produtos de alto consumo. Claro que é fácil opinar sem conhecer os empecilhos dos equipamentos. Por isto os esclarecimentos de especialistas se fazem necessários para clarear este assunto que começo a tumultuar.

Minha percepção é que Blogs são criados por dedicados internautas entusiasmados (é preciso que estejam) pelos seguintes motivos aceitáveis (fora outros não citados):
- exibir seus dotes literários;
- exibir fotos e vídeos sobre seus animais domésticos ou viagens realizadas a lugares deslumbrantes;
- repartir as receitas exóticas da vovó com as pessoas que apreciam boa gastronomia;
- abraçar uma causa humanitária, educativa, religiosa, esportiva, musical, diversas;
- explanar (e aprender) sobre um tipo de doença rara que acometeu algum familiar;
- defender uma espécie em extinção;
- defender algum direito cívico;



Liberdade virtual - Por Haroldo P. Barboza



Liberdade virtual - Por Haroldo P. Barboza


Liberdade virtual


Enquanto o povo sobrevive
Debaixo de enorme carência
O governo alegre comemora
Uma falsa independência.

Marca histórica
Alguns lúcidos patriotas se dignaram a incentivar marchas no sete de setembro de 2011 para marcar posição contra a corrupção que contagiou nossa pátria com mais intensidade nos últimos 30 anos.
Foi um fiasco.
Em algumas regiões, elas nem aconteceram.

Em capitais de peso como RJ e SP não reuniram mais de 1.000 pessoas. Apenas Brasília (foco principal deste câncer que está acabando com nossa dignidade) chegamos a 10.000 conscientes reunidos.

No dia seguinte a maior parte das fontes de notícias não gastaram mais de 2 linhas para citar as manifestações. Algumas nem citaram o acontecimento.
Breves conclusões:
- Os pilantras do poder estão sorrindo à toa. Sentem-se mais seguros para continuar com suas falcatruas sem riscos de revolta popular. Sabem que serão eleitos tantas vezes quantas concorrerem a cargos públicos.

- A população está infectada em estado terminal, sem capacidade para reagir. Mesmo que demonstrem algum vestígio ligeiro de indignação, o Pedro Bilal está aí mesmo para distrair a galera com 2 versões anuais do Big Besta Brasil. E os traficantes «expulsos» das favelas seguirão drogando os jovens para que continuem alienados e incapazes de perceberem o negro futuro que os espera.



Poesia de Jorge Simões - Vento Solar ; O Tempo Lá Fora; Mapa - Fundi

Poesia de Jorge Simões - Vento Solar ; O Tempo Lá Fora; Mapa - Fundi

Vento Solar

O solo alongado do raio de sol
Sentado na aresta do violino
Vertido no espelhometal do sino
Sonante como uma aldeia, um domingo mole
Amansa a corrente que cai nessa blusa
Bamboleante de ninfa da floresta intensa
Imitando o som da catarata densa
Dentro do olhar que te torna musa

O Tempo Lá Fora
Telhados de telhas vermelhas ao sol
De brilhos gastos e baços ao sol
Buracos nas telhas vermelhas e teias
Que tecem aranhas nos sótãos ao sol
Nos sótãos, em arcas sujas e feias
Guardam-se imagens e perdem-se ideias
Que um dia teceram as mentes pensantes
Dos habitantes dessas colmeias

Mapa - Fundi
Passar além do papel - couché do mapa
Dos continentes, mares, ares, da capa
Chegar algures e acelerar sem direcção
Como na vida e travar fundo sem razão
E a esquerda de canetas, papéis e um velho cacto
E a direita do mapa, unidimensional, abstracto
Formam um alegre par, triste e pateta
Como na vida, esparramada junto à meta

Leia este tema completo a partir de 19/9/2011

Poesia de Cremilde Vieira da Cruz - DESESPERO; DESPERTAR (Despertador)



Poesia de Cremilde Vieira da Cruz - DESESPERO; DESPERTAR (Despertador)

DESESPERO

Não se movam!
Ou melhor,
Movam-se,
Abram-me as portas.
Depois não se movam;
Fiquem quietos.
Deixem-me fugir daqui.
Deixem-me, deixem-me, deixem-me...!
Não me amarrem a este colete de forças.
Quero fugir!

DESPERTAR (Despertador)
é sempre assim:
Logo pela manhã,
Desperta-me o despertador,
Dou um salto,
Num sobressalto.
Logo pela manhã,
Não esfrego os olhos,
Para não despertar completamente,
Para me não dar conta,
Das mentiras de quem mente,
Para não ouvir gritar.


Leia este tema completo a partir de 19/9/2011