sexta-feira, 9 de setembro de 2011

POEMAS DE JOSE GERALDO MARTINEZ - Tu és linda!; Sonho dela, sonho meu...



POEMAS DE JOSE GERALDO MARTINEZ - Tu és linda!; Sonho dela, sonho meu...

Tu és linda!

José Geraldo Martinez
Ah! Meu amor tu és linda!
E quando vens em manhã primaveril?
Trazendo um sorriso de menina,
com olhinhos da cor de anil...
As flores bordam teus cabelos!
Enfeitam um anjo a caminhar entre elas...
O sol cora teu rosto sem apelo
e barroca fica em bela tela!
Pudesse eu pintar,
quando beijas a branca rosa...
Quanto te colocas a cantares e
a falares toda prosa!

Sonho dela, sonho meu...
José Geraldo Martinez
Venha, aqui estou como esperavas!
Sou presa à caçadora,
fera abatida entregue à opressora...
Com o corpo todo nu, como sonhavas!
Venha! Estou em tuas mãos felinas!
Arranha-me e arruína
a carne que se faz arrepiada...
Sou inteiro teu, mulher amada!


Leia este tema completo a partir de 12/9/2011

Poesia de Sylvia Beirute - MOVIMENTO {ao Gavine Rubro}; UM DIA TRISTE



Poesia de Sylvia Beirute - MOVIMENTO {ao Gavine Rubro}; UM DIA TRISTE



MOVIMENTO

{ao Gavine Rubro}

assim.
assim.
assim.
que movimento é este?
que semiologia do próprio?
que não coincidência com o alvo errado?
que alvo seria?
que perfuração da cabeça?
que efeitos?
que tipo de ausência recolhe a arte?
que lacuna deixada em branco?
que reflexão no prazer intravenoso?

UM DIA TRISTE
eu sei o que é
o que é senti-lo
a que sabe
que cor apresenta nos dias tristes
sei quantas vezes aparece
sei que recolhe a neblina
e olha para mim como se eu fosse alguém
que desse aulas de coração
nas impressões de encantamento
no esquecimento profundo
eu sei que a sua boca é um caderno
invisível
que a sua pós-adolescência
é geograficamente
descomprometida com qualquer



Leia este tema completo a partir de 12/9/2011

Poesia e prosa poética de Virgínia Teixeira - Vida (Poema); Um oceano (Prosa poètica)



Poesia e prosa poética de Virgínia Teixeira - Vida (Poema); Um oceano (Prosa poètica)



Vida

A infância morreu-me ceifada com uma brutalidade dorida.
A adolescência soube-me a chocolate com um toque de menta,
Um doce que aconchega e espevita, que me acordou para a vida!
Fui então despedaçada por punhais, e apresentada à tormenta
Aquela em que ainda hoje vivo, a que ainda me obrigo a suportar,
Esta tormenta que vejo cada dia mais a todo o meu ser apagar…
Esta dor, a mágoa sem sentido que me faz querer a liberdade
De não ter amarras a uma vida que não me tem tido piedade…

Um oceano
A nossa história foi diferente, talvez mais banal do que queremos imaginar, mas ainda assim, existiu e, por algum tempo, os nossos mundos tocaram-se, fundiram-se e foram diferentes.
Por algum tempo pensámos um no outro ao acordar, e ao adormecer. Brincámos de faz de conta e fingimos um futuro que nunca acreditamos realmente poder ter. Um futuro que, acho, nunca sequer quisemos de verdade. Falámos o bem e calámos o mal. Amámo-nos de verdade, porque só conhecíamos porções de nós, fechámos os olhos ao resto. E, ainda assim, valeu a pena.





POESIA DE JOEL LIRA - Não venhas ter comigo...; A criança vive!; Engrenagem



POESIA DE JOEL LIRA - Não venhas ter comigo...; A criança vive!; Engrenagem

Não venhas ter comigo...


Neste fim de semana peço-te: Não venhas.
Não venhas ter comigo, eu não estou por cá.
Vou ao hospital ver alguém. Aqui não me apanhas.
Levo uma rosa ao paciente que está lá!
Ainda se tiver tempo, na volta, irei,
Visitar alguém silenciado numa prisão.
Levo comigo um gesto, uma palavra, pão,
E a fé de o ver cá fora lhe desejarei!

A criança vive!
Já não chove lá fora. A chuva parou
Aos olhos desta criança que ainda sou.
Do céu caíram rosas que alguém enviou
De uma nuvem que a minha mão amparou!
Já não batem à porta e me pedem licença,
Nem suavemente como quem chama por mim…
Entram! Tenho a porta aberta desde nascença.
E na minha mansão há um lugar no jardim!

Engrenagem
Esta minha máquina não pára!...
Avança, avança e não se cansa
Por muito que eu queira, não sou capaz!
( Bicho de carpinteiro é mesmo bicho… )
Por que será que não pára?
Será…
Por ter olhos, ouvidos,
Pernas, braços, boca e coração?!
Talvez sim. Talvez não.
Contudo,


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RACHEL R. OMENA - Biografia, Poesia e nota introdutória ao seu livro (no prelo) Cristal de uma Mulher...



RACHEL R. OMENA - Biografia, Poesia e nota introdutória ao seu livro (no prelo) Cristal de uma Mulher...

Minha literatura não condiz com adjetivos, mais é dada a uma única definição e me convém distinguir que apesar das letras serem sensuais em sua profundidade, não significa que sejam levadas ao profano ,porque assim significaria espetáculo ritualístico levado ao incomum de suas visões dualísticas.
O sagrado e profano lado das pessoas, foram pensados pelo espírito humano como gêneros distintos, como dois mundos que não tem nada em comum, porque também seriam ligados a religiões, magias, mitos e crenças.
Ao mesmo tempo surgiriam propostas para novas dicotomias relativas a eles. Por exemplo : Puro e impuro - real e irreal.
As religiões são vitimarias onde interdita os alicerces da cultura ORDEM SOCIAL. Logo isto é temático e violento. Mas, a minha realidade é natural desenvolvida ao extraordinário e real. Nada de imaginário há em minhas poesias.
Logo tudo que escrevo é uma definição de Amor entre homem e mulher dentro do relacionamento marital.
Se meus leitores ao ler sente sua imaginação flutuar, eu acho isto muito bom porque as letras de uma poesia foram feitas para sonhar e acomodá-las dentro de cada um. Sou uma mulher contrária a ideologias religiosas e mentirosas. Para mim provém Deus do poder universal e sobrenatural. Deus é muito grande para caber em religiões criadas pelo homem e para benefício financeiro que é lastimável.
SO DO AMOR VEM O SENTIDO DA VIDA E SUA RAZAO DE EXISTIR.
Sou filha de pai holandês e mãe brasileira : Formada em Letras pela universidade de Fejal - Cesmac...Tenho uma fé e creio nela ainda que o mundo esteja corrompido preso a uma guerra preventiva, ou uma guerra chamada de justa.
Tenho um projeto de um livro de Cristal de uma Mulher...
Contatos : rachelrocha77@yahoo.com.br
Blogue: O CRISTAL DE UMA MULHER

AMOR ETERNO

apaixonada
tenho entrado em teu templo
onde me espera sedento
do infinito
dentro do tempo e da eternidade
entre o milagre profundo e a entrega
nos orgasmos que voam desde nossas palavras
até o ato das mãos que dançam entre
um cenário de plenitude deleitando-se entre seus rios
- abrirei a porta da gruta profunda e rasgarás o véu -
e germinaremos juntos jardins de amor
o casamento perfeito onde o sol abre a noite e
a todas as outra noite onde chegaremos
ao êxtase deste amor que baila




quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Poesia de Maria da Fonseca - Recordação de Velm - Austria; Mãe; Mulher Mãe



Poesia de Maria da Fonseca - Recordação de Velm - Austria; Mãe; Mulher Mãe

Recordação de Velm - Austria

Quatro horas da manhã,
Já em Velm o Sol nasceu,
O cortinado vermelho
Agradou-se e não 'scondeu.
A luz coada p'la teia
Entrou na vetusta sala.
As memórias de família
Raiadas de tons opala.
Afastei o cortinado.
A seara ondulava
Em movimentos suaves.
Uma nuvem o céu forrava.

Mãe
Minha mãe foste bem cedo,
Das minhas filhas, avó,
Sempre terna, cuidadosa,
Dos meus netos, bisavó.
Quanto mais o tempo passa,
De ti, a saudade cresce,
Recordo-te mais idosa,
O meu sentir refloresce.
Em meu rosto te revejo,
Mas a coragem jamais,
Todas somos persistentes
Mas como tu não há mais...

Mulher Mãe
E este choro ao nascer,
Tua força enquanto vives.
Tua luta por vencer,
Com vigor tu sobrevives.
Tua Mãe que dá à luz
A coragem te transmite.
E o Senhor Deus que é Jesus
Com Sua Graça permite.

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Três Poemas de Marcos Loures - Medo de Amar; Dos animais que vejo nas campinas; Flores de Plástico



Três Poemas de Marcos Loures - Medo de Amar; Dos animais que vejo nas campinas; Flores de Plástico

Medo de Amar

Quem dera se pudesse te entregar
As horas mais bonitas dessa vida,
Roubando as estrelas e o luar
Buscando a juventude já perdida...
Quem dera se quisesses meus poemas
Em volta desta lâmpada saudade...
Amores e delícias os meus lemas,
Tramando tantos sonhos de verdade...

Dos animais que vejo nas campinas,
Dos animais que vejo nas campinas,
Das mortes em tocaia, dos chacais,
Os olhos tão famintos, temporais
E neles com certeza te fascinas,
Aonde em aridez houvesse minas,
Aonde não se viam vendavais
Somente agora em atos terminais
Corcéis em vão galope soltas crinas,

Flores de Plástico
Das flores que hoje sei serem de plástico
Eterna imagem morta sem perfume,
Até que meu olhar já se acostume
O quanto deste nada se fez drástico.
O amor que no passado foi bombástico
Agora se traduz em sexo e o lume
Da estrela se perdendo em teu ciúme,
Do cume este abissal caminho espástico.

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