sexta-feira, 9 de setembro de 2011

RACHEL R. OMENA - Biografia, Poesia e nota introdutória ao seu livro (no prelo) Cristal de uma Mulher...



RACHEL R. OMENA - Biografia, Poesia e nota introdutória ao seu livro (no prelo) Cristal de uma Mulher...

Minha literatura não condiz com adjetivos, mais é dada a uma única definição e me convém distinguir que apesar das letras serem sensuais em sua profundidade, não significa que sejam levadas ao profano ,porque assim significaria espetáculo ritualístico levado ao incomum de suas visões dualísticas.
O sagrado e profano lado das pessoas, foram pensados pelo espírito humano como gêneros distintos, como dois mundos que não tem nada em comum, porque também seriam ligados a religiões, magias, mitos e crenças.
Ao mesmo tempo surgiriam propostas para novas dicotomias relativas a eles. Por exemplo : Puro e impuro - real e irreal.
As religiões são vitimarias onde interdita os alicerces da cultura ORDEM SOCIAL. Logo isto é temático e violento. Mas, a minha realidade é natural desenvolvida ao extraordinário e real. Nada de imaginário há em minhas poesias.
Logo tudo que escrevo é uma definição de Amor entre homem e mulher dentro do relacionamento marital.
Se meus leitores ao ler sente sua imaginação flutuar, eu acho isto muito bom porque as letras de uma poesia foram feitas para sonhar e acomodá-las dentro de cada um. Sou uma mulher contrária a ideologias religiosas e mentirosas. Para mim provém Deus do poder universal e sobrenatural. Deus é muito grande para caber em religiões criadas pelo homem e para benefício financeiro que é lastimável.
SO DO AMOR VEM O SENTIDO DA VIDA E SUA RAZAO DE EXISTIR.
Sou filha de pai holandês e mãe brasileira : Formada em Letras pela universidade de Fejal - Cesmac...Tenho uma fé e creio nela ainda que o mundo esteja corrompido preso a uma guerra preventiva, ou uma guerra chamada de justa.
Tenho um projeto de um livro de Cristal de uma Mulher...
Contatos : rachelrocha77@yahoo.com.br
Blogue: O CRISTAL DE UMA MULHER

AMOR ETERNO

apaixonada
tenho entrado em teu templo
onde me espera sedento
do infinito
dentro do tempo e da eternidade
entre o milagre profundo e a entrega
nos orgasmos que voam desde nossas palavras
até o ato das mãos que dançam entre
um cenário de plenitude deleitando-se entre seus rios
- abrirei a porta da gruta profunda e rasgarás o véu -
e germinaremos juntos jardins de amor
o casamento perfeito onde o sol abre a noite e
a todas as outra noite onde chegaremos
ao êxtase deste amor que baila




quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Poesia de Maria da Fonseca - Recordação de Velm - Austria; Mãe; Mulher Mãe



Poesia de Maria da Fonseca - Recordação de Velm - Austria; Mãe; Mulher Mãe

Recordação de Velm - Austria

Quatro horas da manhã,
Já em Velm o Sol nasceu,
O cortinado vermelho
Agradou-se e não 'scondeu.
A luz coada p'la teia
Entrou na vetusta sala.
As memórias de família
Raiadas de tons opala.
Afastei o cortinado.
A seara ondulava
Em movimentos suaves.
Uma nuvem o céu forrava.

Mãe
Minha mãe foste bem cedo,
Das minhas filhas, avó,
Sempre terna, cuidadosa,
Dos meus netos, bisavó.
Quanto mais o tempo passa,
De ti, a saudade cresce,
Recordo-te mais idosa,
O meu sentir refloresce.
Em meu rosto te revejo,
Mas a coragem jamais,
Todas somos persistentes
Mas como tu não há mais...

Mulher Mãe
E este choro ao nascer,
Tua força enquanto vives.
Tua luta por vencer,
Com vigor tu sobrevives.
Tua Mãe que dá à luz
A coragem te transmite.
E o Senhor Deus que é Jesus
Com Sua Graça permite.

Leia este tema completo a partir de 12/9/2011

Três Poemas de Marcos Loures - Medo de Amar; Dos animais que vejo nas campinas; Flores de Plástico



Três Poemas de Marcos Loures - Medo de Amar; Dos animais que vejo nas campinas; Flores de Plástico

Medo de Amar

Quem dera se pudesse te entregar
As horas mais bonitas dessa vida,
Roubando as estrelas e o luar
Buscando a juventude já perdida...
Quem dera se quisesses meus poemas
Em volta desta lâmpada saudade...
Amores e delícias os meus lemas,
Tramando tantos sonhos de verdade...

Dos animais que vejo nas campinas,
Dos animais que vejo nas campinas,
Das mortes em tocaia, dos chacais,
Os olhos tão famintos, temporais
E neles com certeza te fascinas,
Aonde em aridez houvesse minas,
Aonde não se viam vendavais
Somente agora em atos terminais
Corcéis em vão galope soltas crinas,

Flores de Plástico
Das flores que hoje sei serem de plástico
Eterna imagem morta sem perfume,
Até que meu olhar já se acostume
O quanto deste nada se fez drástico.
O amor que no passado foi bombástico
Agora se traduz em sexo e o lume
Da estrela se perdendo em teu ciúme,
Do cume este abissal caminho espástico.

Leia este tema completo a partir de 12/9/2011

Recordar o Raizonline - Trabalhos de números de arquivo - CRUZ E SOUZA - Publicado originalmente na Pagª 33 - EDIÇAO NºXXXIX , III NUMERO DE SETEMBRO DE 2009 - Por Arlete Deretti Fernandes



Recordar o Raizonline - Trabalhos de números de arquivo - CRUZ E SOUZA - Publicado originalmente na Pagª 33 - EDIÇAO NºXXXIX , III NUMERO DE SETEMBRO DE 2009 - Por Arlete Deretti Fernandes

João da Cruz e Souza era filho de escravos negros, nascido em Desterro, atual Florianópolis, em 1861. Ele foi o Mestre do Simbolismo Brasileiro, é um alto patrimônio nacional e tem a mais alta consideração internacional...

Seus conterrâneos, muitas vezes, contentam-se em dar seu nome ao Palácio Cruz e Souza e a um considerado Prêmio de Literatura. Para o escritor e Professor de Literatura da Universidade Federal de Santa Catarina, Lauro Junkes, «a melhor homenagem que podemos prestar-lhe é ler, apreciar e valorizar sua obra.»( p. 17). Cruz e Souza foi um ser que viveu para a poesia. Passou a sua existência para poemas. Sofreu a tortura estética.

O grande poeta foi educado até a adolescência pelo Marechal Guilherme Xavier de Souza, dono e posterior libertador de seus pais. De seu protetor recebeu as melhores condições e estímulos para o estudo. Concluiu o curso secundário em 1876. O renomado cientista Fritz Muller foi um de seus professores.

João Cruz e Souza deixou os estudos quando o protetor morreu. Passou a militar na imprensa catarinense, escrevendo crônicas abolicionistas. Empregou-se no comércio e fez parte de um grupo de literatos catarinenses., junto com os quais lutou pela implantação das idéias e da estética realista, em oposição ao desgaste do Romantismo.



 

O CISNE NEGRO - Por Arlete Deretti B. Fernandes



O CISNE NEGRO - Por Arlete Deretti B. Fernandes
O Dia 24 de novembro de 2011 marca os 150 anos do nascimento do maior escritor, para a cultura brasileira e catarinense, João da Cruz e Souza. Seus restos mortais que jaziam no cemitério São Francisco Xavier, no Rio de Janeiro, foram transferidos para Florianópolis em novembro de 2007. Estão guardados no Memorial Cruz e Souza, que ocupa parte do terreno do Museu Histórico de Santa Catarina, no centro da Capital.

Roger Bastide conferiu-lhe,«situação à parte na grande Tríade harmoniosa: Mallarmé, Stephan George e Cruz e Souza».

Bastide, analisou muito bem as implicações simbolistas da poesia de Cruz e Souza, quando colocou a gênese do Simbolismo no misticismo e mostrou a luta constante, na poesia do Cisne Negro, por desprender-se da natureza concreta, da prisão corporal, para ascender às esferas celestes, ao mundo das Essências, à transcendência.

Num momento em que o Naturalismo e o Parnasianismo determinavam o cânone literário do país, o aparecimento de «Broquéis» inaugura o Movimento Simbolista no Brasil, adquirindo com Cruz e Sousa uma característica inteiramente singular.

Muitos críticos chegam a afirmar que se não fosse a sua presença, a estética Simbolista não teria existido no Brasil. Sua obra apresenta diversidade e riqueza.

Cárcere das Almas.
Ah! Toda a alma num cárcere anda presa,
Soluçando nas trevas, entre as grades
Do calabouço olhando imensidades,
Mares, estrelas, tardes, natureza.

Tudo se veste de uma igual grandeza
Quando a alma entre grilhões as liberdades
Sonha e, sonhando, as imortalidades
Rasga no etéreo o Espaço da Pureza.

O almas presas, mudas e fechadas
Nas prisões colossais e abandonadas,
Da Dor no calabouço, atroz, funéreo!

Nesses silêncios solitários, graves,
que chaveiro do Céu possui as chaves
para abrir-vos as portas do Mistério?!

João da Cruz e Souza era filho de escravos negros, nascido em Desterro, atual Florianópolis, em 1861. Ele foi o Mestre do Simbolismo Brasileiro, é um alto patrimônio nacional e tem a mais alta consideração internacional...





Fundação Logosófica – Em Prol da Superação Humana - São Paulo - A colaboração, base de um futuro melhor - (Carlos Bernardo González Pecotche – RAUMSOL)



Fundação Logosófica – Em Prol da Superação Humana - São Paulo - A colaboração, base de um futuro melhor - (Carlos Bernardo González Pecotche – RAUMSOL)

Quando se fala em colaboração, é tendência corrente interpretar o termo como sinônimo de servilismo. Sem questionar as razões que possam existir para tal interpretação, devemos, de nossa parte e para resguardo de nosso próprio pensamento, explicitar que damos a este vocábulo toda a amplitude necessária, objetivando que os altos fins para os quais se deve utilizá-lo não se vejam diminuídos por mesquinhas apreciações.

Para isso, bastará assinalar que todas as leis universais exercem sua influência sobre os mundos numa rítmica colaboração cósmica, como se tudo devesse obedecer aos desígnios superiores de uma vontade que está acima das vontades humanas.

Colaboração, no sentido amplo e elevado da palavra, implica compreensão das circunstâncias, das necessidades, das exigências e do conjunto de fatores que regem, de tempos em tempos, as situações que se criam para povos e homens, coletiva e individualmente, como imperativos de cada uma das horas às quais se deve render tributo, porque são as que marcam as etapas que a humanidade vem percorrendo desde que começou sua marcha pelos caminhos do mundo.

Colaboração deve significar também e necessariamente, como expressão de um alto princípio de reciprocidade, a coincidência nas inteligências acerca dos fins que são perseguidos; o anelo comum de servir a uma obra com amplidão de propósitos, sem egoísmos nem mesquinharias, e sem buscar outras satisfações que as do acerto quando se comprova a fertilidade do esforço nos resultados obtidos.

Nestes tempos de suscetibilidades, mágoas e intolerâncias, torna-se cada vez mais imprescindível estimular o espírito de cooperação entre os povos e fomentar a boa vontade no esforço pela obtenção das soluções dos grandes como dos pequenos problemas que tanto preocupam e afligem as nações do mundo inteiro.* Entretanto, essa colaboração – referimo-nos ao espírito que deve animá-la – tem que se estender a todos os setores, a todas as atividades, começando pela própria família, de cujo bem-estar depende, justamente, o alívio dos males que afetam a grande família humana.




Ivone Boechat - Confissões de um menor abandonado



Ivone Boechat - Confissões de um menor abandonado
Eu sei que sou culpado, não tive a capacidade de assumir a administração da minha vida, não fui capaz de controlar as emoções infantis nem consegui equilibrar-me sobre os obstáculos que herdei da sociedade. Até que me esforcei! Olhei para a vida de meus pais, porém, os desentendimentos do casamento falido nublaram os tais exemplos de que ouvi falar, só falar.

Não tive o privilégio de me aquecer no meu próprio lar, porque lhe faltou a chama do amor, sustentando-nos unidos. Cada qual saiu para o seu lado. Na confusão da vida me perdi.

Candidatei-me à escola. Juntei a identidade civil ao retrato desbotado, botei a melhor farda de guerreiro, entrei na fila. Humilhado por tantas exigências, implorando prazos, descontos e vaga, me sentei num banco escolar, jurei persistência, encarei o desafio.

- Joãozinho, você não sabe sentar-se?
- Joãozinho, seu material está incompleto.
- Joãozinho, seu trabalho de pesquisa está horrível.
- Joãozinho, seu uniforme está ridículo.

A barra foi pesando, fui sendo passado pra trás e vendo que escola é coisa de rico. Um dia, me arrependi, mas a professora se escandalizou das faltas (nem eram tantas!) e disse que meu nome já estava riscado, há muito tempo. O que fazer? Dei marcha à ré ali e, olhando a turma, com vergonha, fui saindo.

Moro nas marquises, debaixo da ponte, nas calçadas e não moro em lugar nenhum. Tenho avós, pais, irmãos e primos, mas não tenho família. Tenho idade de criança e desilusões de adulto. Minha aparência assusta as pessoas e nada posso fazer. A cada dia que passa, estou mais sujo, mais anêmico, mais fraco.