quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Recordar o Raizonline - Trabalhos de números de arquivo - CRUZ E SOUZA - Publicado originalmente na Pagª 33 - EDIÇAO NºXXXIX , III NUMERO DE SETEMBRO DE 2009 - Por Arlete Deretti Fernandes



Recordar o Raizonline - Trabalhos de números de arquivo - CRUZ E SOUZA - Publicado originalmente na Pagª 33 - EDIÇAO NºXXXIX , III NUMERO DE SETEMBRO DE 2009 - Por Arlete Deretti Fernandes

João da Cruz e Souza era filho de escravos negros, nascido em Desterro, atual Florianópolis, em 1861. Ele foi o Mestre do Simbolismo Brasileiro, é um alto patrimônio nacional e tem a mais alta consideração internacional...

Seus conterrâneos, muitas vezes, contentam-se em dar seu nome ao Palácio Cruz e Souza e a um considerado Prêmio de Literatura. Para o escritor e Professor de Literatura da Universidade Federal de Santa Catarina, Lauro Junkes, «a melhor homenagem que podemos prestar-lhe é ler, apreciar e valorizar sua obra.»( p. 17). Cruz e Souza foi um ser que viveu para a poesia. Passou a sua existência para poemas. Sofreu a tortura estética.

O grande poeta foi educado até a adolescência pelo Marechal Guilherme Xavier de Souza, dono e posterior libertador de seus pais. De seu protetor recebeu as melhores condições e estímulos para o estudo. Concluiu o curso secundário em 1876. O renomado cientista Fritz Muller foi um de seus professores.

João Cruz e Souza deixou os estudos quando o protetor morreu. Passou a militar na imprensa catarinense, escrevendo crônicas abolicionistas. Empregou-se no comércio e fez parte de um grupo de literatos catarinenses., junto com os quais lutou pela implantação das idéias e da estética realista, em oposição ao desgaste do Romantismo.



 

O CISNE NEGRO - Por Arlete Deretti B. Fernandes



O CISNE NEGRO - Por Arlete Deretti B. Fernandes
O Dia 24 de novembro de 2011 marca os 150 anos do nascimento do maior escritor, para a cultura brasileira e catarinense, João da Cruz e Souza. Seus restos mortais que jaziam no cemitério São Francisco Xavier, no Rio de Janeiro, foram transferidos para Florianópolis em novembro de 2007. Estão guardados no Memorial Cruz e Souza, que ocupa parte do terreno do Museu Histórico de Santa Catarina, no centro da Capital.

Roger Bastide conferiu-lhe,«situação à parte na grande Tríade harmoniosa: Mallarmé, Stephan George e Cruz e Souza».

Bastide, analisou muito bem as implicações simbolistas da poesia de Cruz e Souza, quando colocou a gênese do Simbolismo no misticismo e mostrou a luta constante, na poesia do Cisne Negro, por desprender-se da natureza concreta, da prisão corporal, para ascender às esferas celestes, ao mundo das Essências, à transcendência.

Num momento em que o Naturalismo e o Parnasianismo determinavam o cânone literário do país, o aparecimento de «Broquéis» inaugura o Movimento Simbolista no Brasil, adquirindo com Cruz e Sousa uma característica inteiramente singular.

Muitos críticos chegam a afirmar que se não fosse a sua presença, a estética Simbolista não teria existido no Brasil. Sua obra apresenta diversidade e riqueza.

Cárcere das Almas.
Ah! Toda a alma num cárcere anda presa,
Soluçando nas trevas, entre as grades
Do calabouço olhando imensidades,
Mares, estrelas, tardes, natureza.

Tudo se veste de uma igual grandeza
Quando a alma entre grilhões as liberdades
Sonha e, sonhando, as imortalidades
Rasga no etéreo o Espaço da Pureza.

O almas presas, mudas e fechadas
Nas prisões colossais e abandonadas,
Da Dor no calabouço, atroz, funéreo!

Nesses silêncios solitários, graves,
que chaveiro do Céu possui as chaves
para abrir-vos as portas do Mistério?!

João da Cruz e Souza era filho de escravos negros, nascido em Desterro, atual Florianópolis, em 1861. Ele foi o Mestre do Simbolismo Brasileiro, é um alto patrimônio nacional e tem a mais alta consideração internacional...





Fundação Logosófica – Em Prol da Superação Humana - São Paulo - A colaboração, base de um futuro melhor - (Carlos Bernardo González Pecotche – RAUMSOL)



Fundação Logosófica – Em Prol da Superação Humana - São Paulo - A colaboração, base de um futuro melhor - (Carlos Bernardo González Pecotche – RAUMSOL)

Quando se fala em colaboração, é tendência corrente interpretar o termo como sinônimo de servilismo. Sem questionar as razões que possam existir para tal interpretação, devemos, de nossa parte e para resguardo de nosso próprio pensamento, explicitar que damos a este vocábulo toda a amplitude necessária, objetivando que os altos fins para os quais se deve utilizá-lo não se vejam diminuídos por mesquinhas apreciações.

Para isso, bastará assinalar que todas as leis universais exercem sua influência sobre os mundos numa rítmica colaboração cósmica, como se tudo devesse obedecer aos desígnios superiores de uma vontade que está acima das vontades humanas.

Colaboração, no sentido amplo e elevado da palavra, implica compreensão das circunstâncias, das necessidades, das exigências e do conjunto de fatores que regem, de tempos em tempos, as situações que se criam para povos e homens, coletiva e individualmente, como imperativos de cada uma das horas às quais se deve render tributo, porque são as que marcam as etapas que a humanidade vem percorrendo desde que começou sua marcha pelos caminhos do mundo.

Colaboração deve significar também e necessariamente, como expressão de um alto princípio de reciprocidade, a coincidência nas inteligências acerca dos fins que são perseguidos; o anelo comum de servir a uma obra com amplidão de propósitos, sem egoísmos nem mesquinharias, e sem buscar outras satisfações que as do acerto quando se comprova a fertilidade do esforço nos resultados obtidos.

Nestes tempos de suscetibilidades, mágoas e intolerâncias, torna-se cada vez mais imprescindível estimular o espírito de cooperação entre os povos e fomentar a boa vontade no esforço pela obtenção das soluções dos grandes como dos pequenos problemas que tanto preocupam e afligem as nações do mundo inteiro.* Entretanto, essa colaboração – referimo-nos ao espírito que deve animá-la – tem que se estender a todos os setores, a todas as atividades, começando pela própria família, de cujo bem-estar depende, justamente, o alívio dos males que afetam a grande família humana.




Ivone Boechat - Confissões de um menor abandonado



Ivone Boechat - Confissões de um menor abandonado
Eu sei que sou culpado, não tive a capacidade de assumir a administração da minha vida, não fui capaz de controlar as emoções infantis nem consegui equilibrar-me sobre os obstáculos que herdei da sociedade. Até que me esforcei! Olhei para a vida de meus pais, porém, os desentendimentos do casamento falido nublaram os tais exemplos de que ouvi falar, só falar.

Não tive o privilégio de me aquecer no meu próprio lar, porque lhe faltou a chama do amor, sustentando-nos unidos. Cada qual saiu para o seu lado. Na confusão da vida me perdi.

Candidatei-me à escola. Juntei a identidade civil ao retrato desbotado, botei a melhor farda de guerreiro, entrei na fila. Humilhado por tantas exigências, implorando prazos, descontos e vaga, me sentei num banco escolar, jurei persistência, encarei o desafio.

- Joãozinho, você não sabe sentar-se?
- Joãozinho, seu material está incompleto.
- Joãozinho, seu trabalho de pesquisa está horrível.
- Joãozinho, seu uniforme está ridículo.

A barra foi pesando, fui sendo passado pra trás e vendo que escola é coisa de rico. Um dia, me arrependi, mas a professora se escandalizou das faltas (nem eram tantas!) e disse que meu nome já estava riscado, há muito tempo. O que fazer? Dei marcha à ré ali e, olhando a turma, com vergonha, fui saindo.

Moro nas marquises, debaixo da ponte, nas calçadas e não moro em lugar nenhum. Tenho avós, pais, irmãos e primos, mas não tenho família. Tenho idade de criança e desilusões de adulto. Minha aparência assusta as pessoas e nada posso fazer. A cada dia que passa, estou mais sujo, mais anêmico, mais fraco.



José Varzeano - Joaquim Pedro Teixeira, uma figura gionense



José Varzeano - Joaquim Pedro Teixeira, uma figura gionense
Na freguesia de Giões pontificaram nomeadamente no século XIX, três famílias: a dos Teixeira, dos Delgado e a velha família dos Vilão.

Joaquim Pedro pertenceu à numerosa família Teixeira que se fixou no concelho de Alcoutim onde manteve durante muitos anos o poder económico, político-administrativo e eclesiástico e que depois se espalhou por vários recantos do país.

Joaquim Pedro Teixeira nasceu em Giões em 7 de Março de 1818, sendo filho de Pedro Rodrigues e de Ana Teixeira.

Entre outros, era irmão do Padre José Pedro Rodrigues Teixeira, pároco de Martim Longo, onde faleceu e ficou sepultado, Pedro José Rodrigues Teixeira, escrivão da Câmara de Alcoutim, de Dionísio Guerreiro que devia ter sido o mais velho de todos e que presidiu ao município e de Pedro Teixeira, que foi funcionário na Alfândega de Alcoutim.

Casou com Margarida da Conceição (1824-1900).

Encontramo-lo em 1842, por isso, com 24 anos, a exercer as funções de escrivão do Juiz de Paz e foi sacristão da Paróquia da sua naturalidade.

Em 1855 já exercia as funções de professor na aldeia de Giões tendo recebido durante vários anos um prémio pecuniário pelo trabalho desenvolvido, por exemplo, no ano de 1875/76 habilitou com aproveitamento 52 alunos.



POESIA DE JORGE BRITES - PALAVRAS DE AMIZADE; PRAIA INSPIRADORA; MINHA PAIXAO



POESIA DE JORGE BRITES - PALAVRAS DE AMIZADE; PRAIA INSPIRADORA; MINHA PAIXAO 
PALAVRAS DE AMIZADE
Tuas palavras são reluzentes
Majestoso é o teu carinho
São dádivas, são presentes
Que colocas no meu caminho
Podes me chamar de amigo
Pois prezo muito a amizade
E o que farei também contigo
Te considerar de verdade

PRAIA INSPIRADORA
E a praia em que me deleito
Onde procuro a inspiração
E o sítio onde o meu peito
Dá asas á sua imaginação
Tenho sorte em dela dispor
Mesmo junto a meus pés
Delicio-me com o sabor
Da magia vinda nas marés

MINHA PAIXAO
Minha paixão continua forte,
Grita o teu nome,
Sacode o meu coração,
... Balança a minha emoção !
Verdade é que já não sei viver
Sem o teu sorriso,
O teu rosto,
O teu olhar !
Sinto...
Um amor que nunca vai acabar,
Um amor que não se apagou no tempo !

Leia este tema completo a partir de 12/9/2011

RAIZONLINE RADIO II - Segunda Rádio Emissora da Raizonline Rádio

RAIZONLINE RADIO II
Segunda Rádio Emissora da Raizonline Rádio
Esta rádio transmite essencialmente programas alternativos

SABADO 10 de Setembro a partir das 18 h (de Portugal) ouça a Opera Carmen de Bizet (2,5 horas)  e DOMINGO  11 de Setembro a partir das 18h (de Portugal) ouça a Opera Aida de Verdi (2,5 horas).
2ª Feira 12 /9, Terça 13/9, Quarta, 14/9 e Quinta 15/9 uma hora de fado antigo / castiço às 18h (de Portugal).